02/12/22 - Noites Astronómicas em Tavira
No próximo dia 2 de dezembro, realiza-se a última sessão das Noites Astronómicas do ano de 2022. Iremos observar a Lua e as suas crateras assim como outros objetos que estão presentes no céu. Esta sessão decorre no Forte do Rato. A inscrição é gratuita mas obrigatória e o número de participantes é limitado.
Participe! Data: 2 de dezembro, 19:00 Local:Forte do Rato
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA (a realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo e máximo de participantes). Informações e inscrições:
281 326 231 | 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
Apresentação às Estrelas | Quando acaba este ano? Data: 7 de dezembro de 2022 Hora: 18:30-20:30
Por que é que não se chama ao mês 12 Dozembro? Esta e outras curiosidades anuais estarão em destaque na apresentação, que será seguida de observação noturna com telescópio se a meteorologia o permitir. Adulto: 4€ Jovem: 2€ Menores de 12 anos: gratuito.
A observação astronómica depende de condições meteorológicas favoráveis. Inscrições obrigatórias (info@ccvalg.pt)
Pré-inscrições válidas até às 17:00 do dia anterior à realização da atividade. Após a hora referida o lugar pode não ser garantido. Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 02/12: 336.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1988, lançamento da STS-27, missão do vaivém espacial Atlantis, sob a alçada do Departamento de Defesa dos EUA.
Em 1990, lançamento do vaivém Columbia, na sua missão STS-35.
Em 1992, lançamento do vaivém Discovery, na sua missão STS-53, também para suporte do Departamento de Defesa dos EUA.
Em 1993, lançamento da missão STS-61 do vaivém Endeavour, a primeira missão de manutenção do Hubble. Observações: Orionte sobe totalmente acima do horizonte a este pouco depois das 20:00, dependendo de quão para este ou oeste vive.
A inclinação de Orionte depende da latitude. Se viver acima de 33º N, Betelgeuse estará mais alta que Rigel. Se viver abaixo dos 33º N, Rigel será a mais alta logo após nascerem; Orionte nasce de pés primeiro.
No entanto, com o passar da noite, Betelgeuse ganha sempre a posição superior - como visto de qualquer parte do Hemisfério Norte.
Um pequeno telescópio mostrará sempre muito da geologia lunar do que apenas crateras, planícies e montanhas. Agora que o terminador mostra mais da Lua, encontre um mapa lunar e explore o nosso satélite natural.
Dia 03/12: 337.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1886 nascia Manne Siegbahn, físico sueco que recebeu o Prémio Nobel da Física em 1924 pelas "suas descobertas e pesquisas no campo da espectroscopia de raios-X".
Em 1904, Charles Dillon Perrine descobre a lua joviana Himalia.
Em 1958, o JPL era transferido do controlo do exército americano para o controlo da NASA.
Em 1971, a sonda soviética Mars 3 torna-se na primeira a aterrar com sucesso em Marte.
Em 1973, a Pioneer 10 enviava para a Terra as primeiras imagens de Júpiter.
Em 1974, voo rasante da sonda Pioneer 11 por Júpiter.
Em 1999, a NASA perdia o contato com a Mars Polar Lander, minutos antes da entrada na atmosfera de Marte.
Em 2014, a JAXA (agência espacial japonesa) lança a sonda Hayabusa2, numa missão com a duração de seis anos e com o objetivo de recolher amostras de um asteroide.
Em 2015, a ESA lança com sucesso a LISA Pathfinder, uma nave desenhada para demonstrar tecnologia para observar ondas gravitacionais no espaço. Observações: Vega ainda brilha a oeste-noroeste após o cair da noite. A estrela mais brilhante para cima é Deneb, a cauda da constelação de Cisne. Aproveite a noite para observar telescopicamente Albireo, no lado oposto da constelação (perfaz a cabeça do Cisne), uma excelente estrela dupla com cores diferentes.
Dia 04/12: 338.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1639, Jeremiah Horrocks fazia a primeira observação, de que há registo, de um trânsito de Vénus.
Em 1965, lançamento da missão Gemini 7. Frank Borman e James A. Lovell Jr. completam um voo de 14 dias, ao todo 220 órbitas. A missão tinha dois objetivos: estudar os efeitos a longo-prazo do voo espacial e fazer o "rendezvous" com a Gemini 6.
Em 1978, a sonda americana Pioneer/Venus torna-se na primeira a orbitar Vénus.
Em 1996, é lançada a Mars Pathfinder.
Em 1998, é lançado o módulo Unity, o segundo módulo da Estação Espacial Internacional. Observações: A Lua encontra-se no meio da linha que separa o planeta Júpiter e o planeta Marte, a sudeste à hora de jantar. Com o passar dos dias, vemos que o nosso satélite natural dirige-se para mais perto do enxame das Plêiades e do Planeta Vermelho.
Dia 05/12: 339.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1901, nascia Werner Heisenberg, físico teórico alemão e um dos pioneiros da mecânica quântica. Recebeu o prémio Nobel da Física em 1932.
Em 1990, a primeira fotografia (galáxia NGC 1232 em Erídano) tirada com o telescópio Keck é publicada no Los Angeles Times.
Em 2014, o primeiro voo de testes da nave Orion da NASA. Observações: Observe novamente a Lua e verifique a sua mudança de posição em relação às Plêiades e a Marte. M45 está agora no meio dalinha entre o nosso satélite natural e o Planeta Vermelho.
Curiosidades
Chamando todos os detetives espaciais para invadir um exoplaneta!
No início de 2023, o Cheops (CHaracterising ExOPlanet Satélite) da ESA vai observar dois alvos exoplanetários, KELT-3b e TOI-560c. Ao participar no evento "Hackear um Exoplaneta", equipas de estudantes do ensino secundário terão a oportunidade de analisar dados reais de satélite, recolhidos pelo Cheops e "hackear" estes misteriosos mundos alienígenas. Esta atividade é dirigida a equipas de estudantes com idades compreendidas entre 14 a 19 anos de idade.
Hackathons online e físicas serão organizadas em abril e maio de 2023, e poderá até acolher a sua própria hackathon na sua escola!
Depois de participarem numa hackathon, as equipas podem apresentar o seu projeto até junho de 2023 e concorrer ao prémio de Melhor Projeto. A plataforma "Hackear um Exoplaneta" proporciona uma variedade de inspirações e recursos para educadores para envolver estudantes em disciplinas STEM usando o fascinante tópico dos exoplanetas como contexto de aprendizagem, incluindo recursos da sala de aula, vídeos com peritos, oportunidades de fazer uma perguntas a um cientista e muito mais. Pode também votar no seu exoplaneta preferido.
Consulte a página "Hackear um Exoplaneta" da ESA
para saber mais!
A deteção mais distante de um buraco negro a engolir uma estrela
No início deste ano, o VLT (Very Large Telescope) do ESO recebeu um alerta após uma fonte de luz visível invulgar ter sido detetada por um telescópio de rastreio. O VLT, juntamente com outros telescópios, foi rapidamente apontado na direção desta fonte: um buraco negro supermassivo numa galáxia distante que tinha "devorado" uma estrela, expelindo os restos da "refeição" sob a forma de um jato. O VLT determinou que este era o exemplo mais distante de um tal evento observado até à data. Uma vez que o jato aponta praticamente na nossa direção, esta é também a primeira vez que foi descoberto no visível, demonstrando-se assim uma nova maneira de detetar estes eventos extremos.
Esta imagem artística ilustra como é que uma estrela que se aproxima demasiado de um buraco negro fica "espremida" pela enorme atração gravitacional deste objeto. Algum do material estelar é puxado e roda em torno do buraco negro, formando o disco que podemos ver nesta imagem. Em alguns casos raros como este, jatos de matéria e radiação são lançados a partir dos polos do buraco negro. No caso de AT2022cmc, foram detetadas evidências de jatos por vários telescópios, incluindo o VLT, que determinou que este é o exemplo mais distante de um tal evento.
Crédito: ESO/M.Kornmesser
As estrelas que se aproximam demasiado de um buraco negro são destruídas pelas enormes forças de maré deste objeto, num fenómeno a que se chama evento de perturbação de marés. Cerca de 1% destes eventos dão origem a jatos de plasma e radiação que são ejetados a partir dos polos do buraco negro em rotação. Em 1971, o pioneiro dos buracos negros, John Wheeler definiu o conceito de perturbação de marés com jatos como "um tubo de pasta de dentes apertado no meio com toda a força," fazendo com que o sistema "esguiche matéria pelas duas pontas".
"Até agora observámos apenas uma mão cheia deste tipo de eventos que permanecem, por isso, mal compreendidos e são bastante exóticos," disse Nial Tanvir, da Universidade de Leicester no Reino Unido, que liderou as observações com o VLT para determinar a distância ao objeto. Os astrónomos procuram constantemente estes eventos extremos para compreenderem melhor como é que os jatos realmente se formam e porque é que apenas uma percentagem tão pequena de eventos de perturbação de marés lhes dão origem.
É por esta razão que muitos telescópios, incluindo o ZTF (Zwicky Transient Facility) nos EUA, mapeiam constantemente o céu à procura de sinais de eventos de curta duração, frequentemente extremos, que possam seguidamente ser estudados com mais detalhe por grandes telescópios, como o VLT do ESO, no Chile. "Desenvolvemos um procedimento automático de código aberto que armazena e extrai informação importante do rastreio ZTF e nos alerta em tempo real para eventos invulgares," explica Igor Andreoni, astrónomo na Universidade de Maryland, EUA, que coliderou, juntamente com Michael Coughlin da Universidade de Minnesota, o artigo científico sobre este trabalho, publicado na revista Nature.
Em fevereiro deste ano, o ZTF detetou uma nova fonte de radiação visível. O evento, chamado AT2022cmc, fazia lembrar uma explosão de raios-gama, a fonte de radiação mais potente do Universo. Com o intuito de investigar este fenómeno raro, a equipa utilizou vários telescópios em todo o mundo para observar a misteriosa fonte com mais detalhe. Isto incluiu o VLT do ESO, que rapidamente observou este novo evento com o instrumento X-shooter. Os dados do VLT colocaram a fonte a uma distância sem precedentes no que diz respeito a estes eventos: a luz produzida por AT2022cmc começou a sua viagem quando o Universo tinha apenas cerca de um-terço da sua idade atual.
Uma grande variedade de radiação, desde raios-gama altamente energéticos a ondas rádio de baixa energia, foi recolhida por 21 telescópios em todo o mundo. A equipa comparou estes dados com diferentes tipos de eventos conhecidos, desde estrelas em colapso a quilonovas. O único cenário que explicava os dados obtidos era um raro evento de perturbação de marés com um jato a apontar na nossa direção. Giorgos Leloudas, astrónomo no DTU Space na Dinamarca e coautor deste estudo, explica que "uma vez que o jato relativista aponta na nossa direção, o fenómeno torna-se muito mais brilhante e visível ao longo de um maior domínio de comprimentos de onda do espectro eletromagnético."
As medições de distância executadas com o VLT mostraram que AT2022cmc é o mais distante fenómeno de perturbação de marés alguma vez observado, mas este não é o único recorde que este objeto bate. "Até agora, o pequeno número destes eventos que se conheciam, tinham sido inicialmente detetados por telescópios de raios-gama ou de raios-X. Esta foi a primeira descoberta feita durante um rastreio no visível!" disse Daniel Perley, astrónomo na Universidade John Moores de Liverpool, Reino Unido, e coautor do estudo. Isto mostra-nos uma nova maneira de detetar eventos de perturbação de marés com jatos, permitindo-nos estudar melhor estes eventos raros e investigar os meios extremos que circundam os buracos negros.
Astrofísicos à caça do segundo buraco negro supermassivo mais próximo
Dois astrofísicos do Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian sugeriram uma forma de observar o que poderá ser o segundo buraco negro supermassivo mais próximo da Terra: um gigante com 3 milhões de vezes a massa do Sol, hospedado na galáxia anã Leo I.
O buraco negro supermassivo, chamado Leo I*, foi proposto pela primeira vez por uma equipa independente de astrónomos no final de 2021. A equipa notou estrelas a ganhar velocidade ao aproximarem-se do centro da galáxia - evidências de um buraco negro - mas não foi possível a observação direta da emissão do buraco negro.
A ultrafraca galáxia companheira da Via Láctea, Leo I, aparece como uma pequena mancha difusa para a direita da estrela brilhante, Régulo.
Crédito: Scott Anttila Anttler
Agora, os astrofísicos Fabio Pacucci e Avi Loeb sugerem uma nova forma de verificar a existência do buraco negro supermassivo: o seu trabalho encontra-se descrito num estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.
"Os buracos negros são objetos muito elusivos e por vezes gostam de brincar às escondidas connosco", diz Fabio Pacucci, autor principal do artigo científico. "Os raios de luz não podem escapar aos seus horizontes de eventos, mas o ambiente à sua volta pode ser extremamente brilhante - caso material suficiente caia no seu poço gravitacional. Mas se um buraco negro não estiver a acretar massa, pelo contrário, não emite luz e torna-se impossível de encontrar com os nossos telescópios".
Este é o desafio com Leo I - uma galáxia anã tão desprovida de gás disponível para acretar que é muitas vezes descrita como um "fóssil". Então, será que devemos renunciar qualquer esperança de o observar? Talvez não, dizem os astrónomos.
"No nosso estudo, sugerimos que uma pequena quantidade de massa perdida por estrelas a vaguear em torno do buraco negro pode fornecer o ritmo de acreção necessária para o observar", explica Pacucci. "As estrelas antigas tornam-se muito grandes e avermelhadas - chamamos-lhes estrelas gigantes vermelhas. As estrelas gigantes vermelhas têm tipicamente ventos fortes que transportam uma fração da sua massa para o ambiente. O espaço à volta de Leo I* parece conter o suficiente destas estrelas antigas para o tornar observável".
"A observação de Leo I* pode ser revolucionária", diz Avi Loeb, o coautor do estudo. "Seria o segundo buraco negro supermassivo mais próximo, depois daquele que se encontra no centro da nossa Galáxia, com uma massa muito semelhante, mas situado numa galáxia que é mil vezes menos massiva do que a Via Láctea. Este facto desafia tudo o que sabemos sobre a forma como as galáxias e os seus buracos negros supermassivos centrais coevoluem. Como é que um 'bebé tão grande' acabou por nascer de uma 'mãe tão magra'?"
Décadas de estudos mostram que a maioria das galáxias massivas albergam um buraco negro supermassivo no seu centro, e a massa do buraco negro é um-décimo de um por cento da massa total do esferoide de estrelas que o rodeiam.
"No caso de Leo I", continua Loeb, "esperaríamos um buraco negro muito mais pequeno. Em vez disso, Leo I parece conter um buraco negro com alguns milhões de vezes a massa do Sol, semelhante ao que é hospedado pela Via Láctea. Isto é excitante porque a ciência geralmente avança mais quando o inesperado acontece".
Então, quando podemos esperar uma imagem do buraco negro?
"Ainda não estamos lá", diz Pacucci.
A equipa obteve tempo de telescópio no Observatório de raios-X Chandra e no radiotelescópio VLA (Very Large Array), no estado norte-americano do Novo México, e está atualmente a analisar os novos dados.
Pacucci diz: "Leo I* está a jogar às escondidas, mas emite demasiada radiação para permanecer não detetado durante muito mais tempo".
Muitos factores podem limitar o tamanho de um grupo, incluindo fatores externos sobre os quais os membros não têm qualquer controlo. Os astrónomos descobriram que grupos de estrelas em certos ambientes, porém, podem regular-se a si próprios.
Um novo estudo revelou que as estrelas num enxame têm "auto-controlo", o que significa que apenas permitem que um número limitado de estrelas cresça antes que os membros maiores e mais brilhantes expulsem a maior parte do gás do sistema. Este processo deveria abrandar drasticamente o nascimento de novas estrelas, o que se alinharia melhor com as previsões dos astrónomos quanto à rapidez com que as estrelas se formam nos enxames.
Composição de RCW 36 (ver versão não legendada).
Crédito: raios-X - NASA/CXC/Centro de Investigação Ames/L. Bonne et al.; infravermelho - ESA/NASA/JPL-Caltech/Observatório Espacial Herschel/JPL/IPAC
Este estudo combina dados de vários telescópios, incluindo o Observatório de raios-X Chandra da NASA, o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) da NASA, o telescópio APEX (Atacama Pathfinder EXperiment) e o telescópio Herschel da ESA.
O alvo das observações foi RCW 36, uma grande nuvem de gás chamada região HII composta principalmente de átomos de hidrogénio que foram ionizados - ou seja, despojados dos seus eletrões. Esta região de formação estelar está localizada na Via Láctea a cerca de 2900 anos-luz da Terra. Os dados infravermelhos do Herschel são mostrados a vermelho, laranja e verde e os raios-X a azul, com fontes pontuais a branco. A direção norte está 32 graus para a esquerda da vertical.
RCW 36 contém um enxame de estrelas jovens e duas cavidades - ou vazios - esculpidas no gás hidrogénio ionizado, estendendo-se em direções opostas. Há também um anel de gás que envolve o enxame entre as cavidades, formando uma cintura em torno das cavidades em forma de ampulheta. Estas características estão rotuladas na imagem.
O gás quente com uma temperatura de cerca de dois 2 milhões K (3,6 milhões de graus Celsius), irradiando raios-X que são detetados pelo Chandra, está concentrado perto do centro de RCW 36, perto das duas estrelas mais quentes e massivas do enxame. Estas estrelas são uma das principais fontes de gás quente. Uma grande quantidade do resto do gás quente encontra-se fora das cavidades, depois de ter vazado através das bordas das cavidades. Os dados do SOFIA e do APEX mostram que o anel contém gás frio e denso (com temperaturas típicas de 15 a 25 K, ou -433º C a -415º C) e está a expandir-se a 3200-6400 km/h.
Imagem infravermelha e de campo-largo de RCW 36 (ver versão não legendada).
Crédito: NASA/JPL-Caltech, Observatório Espacial Herschel
Os dados do SOFIA mostram que no perímetro de ambas as cavidades estão conchas de gás frio a expandir-se a 16.000 km/h, provavelmente sendo levadas para fora devido à pressão do gás quente observado com o Chandra. O gás quente, mais a radiação das estrelas no enxame, também limpou cavidades ainda maiores em torno de RCW 36, formando uma estrutura em forma de boneca-russa. Estas características estão rotuladas numa imagem, pelo Herschel, cobrindo uma área maior, que também mostra o campo de visão do Chandra e as outras estruturas aqui descritas. Os níveis de intensidade nessa imagem foram ajustados para mostrar as cavidades maiores tão claramente quanto possível, causando a saturação de grande parte das regiões interiores próximas das cavidades de RCW 36. Nessa imagem o norte está na vertical.
Os investigadores também vêm evidências, nos dados do SOFIA, de algum gás frio à volta do anel a ser ejetado de RCW 36 a velocidades ainda mais elevadas de cerca de 48.000 km/h, com o equivalente a 170 massas terrestres por ano a serem empurradas para fora.
As velocidades de expansão das diferentes estruturas aqui descritas, e o ritmo de ejeção de massa, mostram que a maior parte do gás frio dentro de cerca de três anos-luz do centro da região HII pode ser ejetado em 1 a 2 milhões de anos. Isto irá limpar a matéria-prima necessária para formar estrelas, suprimindo o seu nascimento continuado na região. Os astrónomos chamam a este processo onde as estrelas podem regular-se a si próprias, "feedback estelar". Resultados como este ajudam-nos a compreender o papel que o feedback estelar desempenha no processo de formação estelar.
O olhar mais profundo até agora do coração de um quasar (via Instituto Max Planck)
No centro de quase todas as galáxias encontra-se um buraco negro supermassivo. Mas há muitos tipos diferentes. Os quasares, por exemplo, são um dos tipos mais brilhantes e ativos de centros galácticos. Um grupo internacional apresenta novas observações do primeiro quasar alguma vez identificado. Este "objecto quasi-estelar", denominado 3C 273, está localizado a uma distância de cerca de 1,9 mil milhões de anos-luz na direção da constelação de Virgem. As novas imagens rádio traçam o jato até à sua origem e mostram como a sua largura varia com o aumento da distância ao buraco negro central. Ler fonte
Cientistas criam jatos de buracos negros com um supercomputador (via NCCS)
Novas simulações realizadas no supercomputador Discover do NCCS (NASA Center for Climate Simulation) mostram como os jatos mais fracos e de baixa luminosidade produzidos por um buraco negro monstruoso no centro de uma galáxia interagem com o seu ambiente galáctico. Dado que estes jatos são mais difíceis de detetar, as simulações ajudam os astrónomos a ligar estas interações a características que podem observar, tais como vários movimentos de gás e emissões óticas e de raios-X. Ler fonte
Álbum de fotografias - A Luz, a Escuridão e a Poeira
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Anthony Quintile
Esta colorida paisagem celeste estende-se por cerca de quatro Luas Cheias ao longo dos campos estelares, ricos em nebulosas, do plano da nossa Via Láctea, na direção da constelação de Cefeu. Perto da fronteira da gigante nuvem molecular, a uns 2400 anos-luz de distância, situa-se a brilhante e avermelhada região de emissão Sharpless (Sh) 155, no centro, também conhecida como Nebulosa da Gruta. Com cerca de 10 anos-luz de diâmetro, os limites brilhantes do gás da caverna cósmica são ionizados pela radiação ultravioleta de estrelas jovens e quentes. Também podem ser vistas nebulosas azuis de reflexão no retrato interestelar, como vdB 155 para a direita, e nuvens escuras de poeira também abundam nesta paisagem interestelar. As explorações astronómicas revelaram outros sinais dramáticos de formação estelar, incluindo a mancha vermelha e brilhante do objeto Herbig-Haro (HH) 168. Na imagem, para baixo e para a direita do centro, a emissão do objeto Herbig-Haro é criada por jatos energéticos de uma estrela recém-nascida.
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