DIA 16/05: 136.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1925, nascia Nancy Roman, astrónoma americana. Ao longo da sua carreira, foi oradora pública, educadora e defensora das mulheres nas ciências. É tida como a "mãe" do Telescópio Hubble.
Em 1969, a sonda soviética, Venera 5, aterra em Vénus.
Em 1992, o vaivém espacial Endeavour aterra em segurança após o seu voo inaugural.
Em 1997, a STS-84 atraca com a MIR para a sexta missão STS-MIR.
É o 122.º dia de Jerry Linenger como membro da tripulação da MIR.
No mesmo ano, imagens de todo o mundo do Cometa Halle-Bopp são colocadas online.
Em 2011, a STS-134 (sequência ULF6 da construção da ISS) é lançada a partir do Centro Espacial Kennedy, o 25.º e último voo do vaivém Endeavour. HOJE, NO COSMOS:
Esta noite Marte está alinhado com Castor e Pollux.
E hoje Vénus forma uma linha quase reta entre Capella, para a sua direita, e Procyon para a sua esquerda.
DIA 17/05: 137.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1836 nascia J. Norman Lockyer, descobridor do elemento hélio em 1868. J. N. L. fazia estudos espectrais do Sol quando atribuíu linhas desconhecidas de absorção ao novo elemento, só "descoberto" na Terra em 1891.
Sir Lockyer também é conhecido como o Pai da Arqueoastronomia. Foi um dos primeiros a propôr cientificamente que Stonehenge era um observatório astronómico e que as pirâmides do Egipto e as grandes catedrais Cristãs medievais foram construídas ao longo de orientações astronómicas importantes.
Em 1882 um cometa foi descoberto em fotografias da coroa solar tiradas durante um eclipse total; o cometa nunca mais foi visto. Provavelmente era um "suicida", em rota de colisão com o Sol.
Em 1969, a soviética Venera 6 começa a sua descida pela atmosfera de Vénus, enviando dados atmosféricos antes de ser destruída pela pressão. HOJE, NO COSMOS:
Um desafio - cerca de 30 minutos antes do nascer-do-Sol, utilize binóculos para observar Júpiter muito baixo a este, para a esquerda de uma Lua quase Nova.
DIA 18/05: 138.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1048, nascia Omar Khayyám, astrónomo, matemático, filósofo e poeta persa. Foi um dos grandes astrónomos da época medieval, que contribuiu muito para a reforma do calendário e que por vezes é tido como proponente da teoria heliocêntrica.
Em 1711, nascia Ruder Josip Boscovic, físico, astrónomo, matemático, filósofo, diplomata, poeta, teólogo e padre jesuita, da república de Ragusa (atualmente Croácia). Produziu um percursor da teoria atómica e fez muitas contribuições para a astronomia, incluindo o primeiro procedimento geométrico para a determinação do equador de um planeta em rotação e da computação da órbita de um planeta. Em 1753, descobriu a ausência de atmosfera na Lua.
Em 1910, a Terra passa pela cauda do cometa Halley.
Em 1969 era lançada a Apollo 10, a quarta missão tripulada do programa Apollo, que foi a segunda a orbitar a Lua.
A Apollo 10 detém o recorde da maior velocidade já atingida por um veículo tripulado: 39.896 km/h. Este foi atingido durante o regresso da Lua a 26 de maio de 1969.
Em 2005, uma segunda foto do Hubble confirmava que Plutão tinha mais duas luas: Nix e Hidra. Atualmente, conhecem-se cinco no total. HOJE, NO COSMOS:
A Lua ainda não regressou ao céu noturno, de modo que é uma boa altura para utilizar o telescópio para encontrar a galáxia M108 e a nebulosa planetária M97, situadas perto uma da outra na direção da constelação de Ursa Maior. São ambas de aproximadamente magnitude 10.
CURIOSIDADES
Qual é o objecto mais antigo que alguma vez viu? Para qualquer pessoa do mundo, é pelo menos o Sol e os outros objetos do Sistema Solar, com 4,6 mil milhões de anos. Tudo o que se encontra à superfície da Terra, ou perto dela, é muito mais jovem.
Segue-se Arcturo, que a maioria das pessoas já viu, quer saiba qual é ou não, uma vez que é uma das estrelas mais brilhantes do céu. É uma gigante laranja de População II, com cerca de 7 mil milhões de anos, que está a passar pela nossa região da Via Láctea. Ela está atualmente muito alta a sudeste ou sul nestas noites.
Os astrónomos amadores têm os enxames globulares. A maioria é ainda mais antiga, pelo menos em parte. O conhecido M4, em Escorpião, foi datado em 12,7 ±0,7 mil milhões de anos por meio de anãs brancas no seu interior.
Mas e as estrelas individuais que podemos observar? A atribuição de datas a estrelas individuais que existem desde os primeiros tempos após o Big Bang ainda é incerta; os astrónomos têm de trabalhar a partir da quase ausência de elementos pesados nos seus espectros. Mas uma estrela de 6.ª magnitude em Boieiro, HD 122563, e uma estrela de 7.ª magnitude em Balança, HD 140283, ambas ao alcance de uns binóculos, esperam por si nestas noites de maio e junho. Datam provavelmente de há cerca de 12,5 mil milhões e pelo menos 13 mil milhões de anos, respetivamente. Estas serão provavelmente as coisas mais antigas que alguma vez viu ou verá. O próprio Big Bang ocorreu há 13,8 mil milhões de anos.
Os astrónomos revelam a maior explosão cósmica jamais vista
Impressão de artista da acreção de um buraco negro.
Crédito: John A. Paice
Uma equipa de astrónomos liderada por investigadores da Universidade de Southampton descobriu a maior explosão cósmica jamais testemunhada. A explosão é mais de 10 vezes mais brilhante do que qualquer supernova conhecida. A investigação foi publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
A explosão, conhecida como AT2021lwx, durou até agora mais de três anos, em comparação com a maioria das supernovas que só permanecem visivelmente brilhantes durante alguns meses. Teve lugar há quase 8 mil milhões de anos, quando o Universo tinha cerca de 6 mil milhões de anos, e está localizada na direção da constelação de Raposa.
AT2021lwx foi detetada pela primeira vez em 2020 pelo ZTF (Zwicky Transient Facility) na Califórnia e foi subsequentemente detetado pelo ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), sediado no Hawaii. Estas instalações observam o céu noturno para detetar objetos transientes que mudam rapidamente de brilho, indicando eventos cósmicos como supernovas, bem como encontrando asteroides e cometas. Até agora, a escala da explosão era desconhecida.
A equipa investigou o objeto com vários telescópios diferentes: o Observatório Neil Gehrels Swift, o NTT (New Technology Telescope) no Chile e o GTC (Gran Telescopio Canarias) em La Palma, Espanha.
Os investigadores pensam que a explosão é o resultado de uma vasta nuvem de gás, possivelmente milhares de vezes maior do que o nosso Sol, que foi violentamente perturbada por um buraco negro supermassivo. Fragmentos da nuvem teriam sido engolidos, enviando ondas de choque através dos seus remanescentes, bem como para uma grande fração poeirenta em forma de donut que rodeia o buraco negro. Estes eventos são muito raros e nunca antes se tinha visto nada a esta escala.
No ano passado, os astrónomos testemunharam a explosão mais brilhante de que há registo - uma explosão de raios-gama denominada GRB 221009A. Embora esta tenha sido mais brilhante do que AT2021lwx, durou apenas uma fração do tempo, o que significa que a energia total libertada pela explosão de AT2021lwx é muito maior. A dimensão física da explosão é cerca de 100 vezes maior do que todo o Sistema Solar e, no seu máximo brilho, foi cerca de 2 biliões de vezes mais brilhante do que o Sol.
As únicas coisas no Universo que são tão brilhantes como AT2021lwx são os quasares - buracos negros supermassivos com um fluxo constante de gás a cair sobre eles a alta velocidade.
Existem diferentes teorias sobre o que poderia ter causado tal explosão, mas a equipa liderada pela Universidade de Southampton pensa que a explicação mais viável é uma nuvem extremamente grande de hidrogénio gasoso ou poeira que se desviou da sua órbita em torno do buraco negro supermassivo e que foi puxada para o centro do sistema.
A equipa está agora a tentar recolher mais dados sobre a explosão - observando o objeto em diferentes comprimentos de onda, incluindo raios-X, que poderão revelar a temperatura do objeto e os processos que poderão estar a ocorrer à superfície. Também vão efetuar simulações computacionais atualizadas para testar se estas correspondem à sua teoria sobre o que provocou a explosão.
"Encontrámos este objeto por acaso, uma vez que foi assinalado pelo nosso algoritmo de pesquisa quando procurávamos um tipo de supernova", diz o Dr. Philipp Wiseman, investigador na Universidade de Southampton, que liderou a investigação. " A maioria das supernovas e dos eventos de perturbação de marés duram apenas alguns meses antes de desaparecerem. O facto de algo ser brilhante durante mais de dois anos foi imediatamente muito invulgar".
E acrescenta: "Com novas instalações, como o LSST (Legacy Survey of Space and Time) do Observatório Vera Rubin a entrar em funcionamento nos próximos anos, esperamos descobrir mais eventos como este e aprender mais sobre eles. É possível que estes acontecimentos, embora extremamente raros, sejam tão energéticos que são peças-chave da forma como os centros galácticos mudam ao longo do tempo".
"Uma vez conhecida a distância ao objeto e quão brilhante parece ser, é possível calcular o brilho do objeto na sua origem. Depois de efetuarmos esses cálculos, percebemos que este objeto é extremamente brilhante", disse o professor Sebastian Hönig da Universidade de Southampton, coautor da investigação.
O professor Mark Sullivan, também da Universidade de Southampton e outro coautor do artigo, explica: "Com um quasar, vemos o brilho a oscilar para cima e para baixo ao longo do tempo. Mas olhando para trás, ao longo de uma década, não detetámos AT2021lwx e, de repente, apareceu como uma das coisas mais luminosas do Universo, o que não tem precedentes."
Uma vida estranha e solitária para as jovens estrelas no centro da Via Láctea
Segundo um novo estudo, as estrelas que vivem o mais perto do buraco negro no centro da Via Láctea não têm companheiras.
Usando o Observatório W. M. Keck em Maunakea, Hawaii, Devin Chu, astrónomo da GCOI (Galactic Center Orbits Initiative) da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), liderou um levantamento de 10 anos que descobriu que estas "estrelas S", onde "S" significa Sagitário A*, o nome do buraco negro supermassivo no centro da nossa Galáxia, são todas individuais.
As órbitas de estrelas S em torno do buraco negro supermassivo da Via Láctea, todas as quais não têm companheiras.
Crédito: GCOI/Observatório W. M. Keck
O resultado é surpreendente, uma vez que as estrelas S que a equipa de Chu observou incluem estrelas jovens e massivas de sequência principal, com apenas cerca de seis milhões de anos. Normalmente, as estrelas desta idade, que são 10 vezes mais massivas do que o nosso Sol, passam a sua infância emparelhadas com uma gémea num sistema binário ou, por vezes, mesmo como trigémeas.
"Esta descoberta mostra o ambiente incrivelmente interessante do Centro Galáctico", disse Chu, que é o autor principal do estudo publicado na revista The Astrophysical Journal. "É provável que a poderosa influência do buraco negro supermassivo faça com que os sistemas estelares binários se fundam ou se tornem perturbados, onde uma estrela companheira é expulsa da região. Isto pode explicar porque é que não vemos nenhuma estrela com parceiras tão perto de Sagitário A*".
Este estudo de uma década marca a primeira investigação sistemática de sistemas binários no enxame de estrelas S.
Utilizando o sistema de óticas adaptativas do Observatório Keck, emparelhado com o seu instrumento OSIRIS (OH-Suppressing Infrared Imaging Spectrograph), Chu e a sua equipa seguiram os movimentos de 28 estrelas S; 16 das quais são estrelas jovens do tipo B da sequência principal e as restantes são estrelas velhas e de baixa massa do tipo M ou gigantes do tipo K.
"As óticas adaptativas do Keck e o OSIRIS foram cruciais para nos darem a visão infravermelha de que precisávamos para espreitar através da poeira do Centro Galáctico e para distinguir as estrelas S individuais nesta região tão povoada", disse Chu.
Os investigadores não só encontraram as estrelas S a viajarem sozinhas, como também conseguiram calcular o limite de quantas destas estrelas S poderiam existir como binários, uma métrica conhecida como fração binária. Descobriram que o limite da fração binária das estrelas S jovens é de 47 por cento, o que significa que por cada 100 estrelas S, um máximo de 47 podem estar em sistemas binários. Este limite é dramaticamente mais baixo do que o esperado para tipos semelhantes de estrelas jovens na vizinhança solar, que têm uma fração binária de 70 por cento.
Esta descoberta sugere que as estrelas com companheiras têm dificuldade em manter-se juntas no ambiente extremo do buraco negro supermassivo da Via Láctea.
A descoberta acrescenta ao caráter já exótico das estrelas S, cujo nascimento permanece um mistério. As forças de maré de um buraco negro perturbam normalmente a formação estelar tradicional, o que levanta questões sobre a forma como as estrelas S se conseguiram desenvolver no perigoso turbilhão cósmico que Sagitário A* cria.
"Estou muito grato por ter a oportunidade de estudar estrelas bizarras e fascinantes a partir da minha ilha natal", disse Chu. "Alguns dos dados utilizados para este estudo foram obtidos quando eu era estudante de liceu! É incrivelmente gratificante ser capaz de realizar ciência inovadora enquanto voltava para casa no Hawaii".
Medição inédita do ritmo de expansão do Universo contribui para um debate astronómico de longa data
Graças aos dados de uma supernova, uma equipa liderada por investigadores da Universidade do Minnesota utilizou com sucesso uma técnica inédita para medir o ritmo de expansão do Universo. Os seus dados fornecem uma visão sobre um debate de longa data no campo da astronomia e podem ajudar os cientistas a determinar com maior exatidão a idade do Universo e a compreender melhor o cosmos.
O trabalho está dividido em dois artigos científicos, publicados na revista Science e na revista The Astrophysical Journal.
Esta imagem mostra o enorme enxame de galáxias MACS J1149.5+2223, cuja luz demorou mais de 5 mil milhões de anos a chegar até nós. A enorme massa do enxame faz curvar a luz emitida por objetos mais distantes. A luz destes objetos é aumentada e distorcida devido ao efeito de lente gravitacional. É ainda este efeito que cria igualmente imagens múltiplas destes objetos distantes.
Crédito: NASA, ESA, S. Rodney (Universidade John Hopkins, EUA) e Equipa FrontierSN; T. Treu (Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA), P. Kelly (Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA) e equipa GLASS; J. Lotz (STScI) e Equipa Frontier Fields; M. Postman (STScI) e equipa CLASH; e Z. Levay (STScI)
Na astronomia, existem duas medições exatas da expansão do Universo, também designada por "contante de Hubble". Uma é calculada a partir de observações de supernovas próximas e a segunda utiliza a "radiação cósmica de fundo em micro-ondas", ou seja, a radiação que começou a fluir livremente pelo Universo pouco depois do Big Bang.
No entanto, estas duas medições diferem em cerca de 10%, o que tem provocado um debate generalizado entre físicos e astrónomos. Se ambas as medições forem exatas, isso significa que a atual teoria dos cientistas sobre a composição do Universo está incompleta.
"A grande questão é se existe um possível problema com uma ou ambas as medições. A nossa investigação aborda essa questão utilizando uma forma independente e completamente diferente de medir o ritmo de expansão do Universo", disse Patrick Kelly, autor principal de ambos os artigos e professor assistente na Faculdade de Ciências e Engenharia da Universidade do Minnesota.
A equipa conseguiu calcular este valor utilizando dados de uma supernova descoberta por Kelly em 2014 - o primeiro exemplo de uma supernova com imagens múltiplas, o que significa que o telescópio captou quatro imagens diferentes do mesmo evento cósmico. Após a descoberta, equipas de todo o mundo previram que a supernova reapareceria numa nova posição em 2015, e a equipa da Universidade do Minnesota detetou esta imagem adicional.
Ampliação da imagem anterior que mostra a configuração e os tempos de chegada de múltiplas imagens da supernova (SN Refsdal) no campo do enxame de galáxias MACS J1149. (A) mostra as três imagens completas da galáxia hospedeira de SN Refsdal, com as legendas "Late 1990s", "Late 2014" e "Late 2015" produzidas pela lente do enxame em primeiro plano. De acordo com os modelos, a supernova apareceu pela primeira vez como a imagem SY no canto superior esquerdo no final da década de 1990, mas não foram adquiridas nessa altura imagens profundas do campo. Em novembro de 2014, as imagens S1-S4 foram observadas numa configuração cruzada de Einstein. As equipas de modelagem previram que a supernova reapareceria pela última vez na imagem SX, que foi detetada no final de 2015.
Crédito: NASA, ESA, S. Rodney (Universidade John Hopkins, EUA) e Equipa FrontierSN; T. Treu (Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA), P. Kelly (Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA) e equipa GLASS; J. Lotz (STScI) e Equipa Frontier Fields; M. Postman (STScI) e equipa CLASH; e Z. Levay (STScI); Kelly et al., 2023
Estas imagens múltiplas apareceram porque a supernova sofreu o efeito de lente gravitacional de um enxame de galáxias, um fenómeno em que a massa do enxame curva e amplia a luz. Utilizando os atrasos temporais entre o aparecimento das imagens de 2014 e 2015, os investigadores conseguiram medir a constante de Hubble utilizando uma teoria desenvolvida em 1964 pelo astrónomo norueguês Sjur Refsdal, que tem sido impossível de pôr em prática.
As descobertas dos investigadores não resolvem absolutamente o debate, disse Kelly, mas fornecem mais informações sobre o problema e aproximam os físicos da obtenção da medição mais exata da idade do Universo.
"A nossa medição está mais de acordo com o valor da radiação cósmica de fundo em micro-ondas, embora - dadas as incertezas - não exclua a medição da escada de distâncias local", disse Kelly. "Se as observações de futuras supernovas que também sofrem o efeito de lente gravitacional por enxames produzirem um resultado semelhante, isso identificaria um problema com o valor atual das supernovas próximas, ou com a nossa compreensão da matéria escura nos enxames de galáxias".
Usando os mesmos dados, os investigadores descobriram que alguns modelos atuais da matéria escura dos enxames galácticos eram capazes de explicar as suas observações das supernovas. Isto permitiu-lhes determinar os modelos mais precisos para a localização da matéria escura no enxame de galáxias, uma questão que há muito importuna os astrónomos.
Bolhas galácticas são mais complexas do que se pensava (via Universidade Estatal do Ohio)
Os astrónomos revelaram novas evidências sobre as propriedades das bolhas gigantes de gás altamente energético que se estendem muito acima e abaixo do centro da Via Láctea. Num estudo recentemente publicado na revista Nature Astronomy, uma equipa liderada por cientistas da Universidade Estatal do Ohio conseguiu mostrar que as conchas destas estruturas - apelidadas de "bolhas eRosita" por terem sido encontradas pelo telescópio de raios-X eRosita - são mais complexas do que se pensava. Ler fonte
Testando uma teoria de buracos negros supermassivos com 100 "blazares" recentemente descritos (via Universidade Estatal da Pensilvânia)
Mais de uma centena de blazares - galáxias distantes e ativas com um buraco negro supermassivo central que impulsiona poderosos jatos - foram recentemente caracterizados por investigadores a partir de um catálogo de emissões cósmicas altamente energéticas anteriormente não classificadas. Os novos blazares, que são fracos em relação aos blazares mais típicos, permitiram aos investigadores testar uma teoria controversa das emissões de blazares, informando a nossa compreensão do crescimento dos buracos negros e mesmo as teorias da relatividade geral e da física de partículas de alta energia. Ler fonte
Telescópio do ESO revela vistas ocultas de vastas maternidades estelares (via ESO)
Com o auxílio do VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO, os astrónomos criaram um vasto atlas infravermelho de cinco maternidades estelares próximas, juntando mais de um milhão de imagens. Estes grandes mosaicos revelam estrelas jovens em formação, envoltas em espessas nuvens de poeira. Graças a estas observações, os astrónomos dispõem agora de uma ferramenta única para decifrar o complexo puzzle que é a formação estelar. Ler fonte
Álbum de fotografias NGC 1566, a "Dançarina Espanhola"
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