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  Astroboletim #2152  
  22/10 a 24/10/2024  
     
 
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EFEMÉRIDES

DIA 22/10: 296.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

No ano 2136 AC, primeiros registos de um eclipse solar total, testemunhado por astrónomos chineses. O imperador Zhong Kang supostamente decapita estes dois astrónomos, Hsi e Ho, por falharem em prever o eclipse.
Em 1905, nascia Karl Jansky, físico e engenheiro americano que descobriu ondas de rádio oriundas da Via Láctea. É considerado um dos fundadores da radioastronomia
Em 1966, a União Soviética lança a Luna 12.
Em 1968, a Apollo 7 aterra com sucesso no Oceano Atlântico após orbitar a Terra 163 vezes. 
Em 1975, a sonda soviética Venera 9 aterra em Vénus.
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Em 2008, a Índia lança a sua primeira missão lunar não-tripulada, a Chandrayaan-1.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua, quase em Quarto Minguante, nasce antes das 23:00. Quando estiver razoavelmente alta, observe o triângulo que o nosso satélite natural forma com Castor, para a sua esquerda, e com Pollux para baixo e para a sua esquerda. Marte está por baixo da Lua.

 

DIA 23/10: 297.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1885, é tirada a primeira fotografia de uma chuva de meteoros
Em 1977, o Meteosat 1 torna-se no primeiro satélite a ser posto em órbita pela Agência Espacial Europeia (ESA).
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Em 2014, a agência espacial chinesa lança a missão não-tripulada Chang'e 5-T1, em preparação para uma missão de recolha de amostras lunares.
HOJE, NO COSMOS:
Ao amanhecer, o grupo constituído por Marte, pela Lua, por Pollux e por Castor está alto a sul.
Vem aí o "Halloween" e, assim sendo, Arcturo, a estrela que brilha baixa a oeste-noroeste ao anoitecer, está a tomar o seu lugar como o "Fantasma dos Sóis de Verão". O que é que isto significa? Ao longo de vários dias que rodeiam 25 de outubro, todos os anos, Arcturo ocupa um lugar muito especial acima do horizonte. Marca com grande precisão o local onde o Sol esteve à mesma hora, durante os quentes meses de junho e julho - em plena luz do dia, claro. Assim, com o aproximar do "Halloween", podemos ver Arcturo como o frio fantasma do Sol de verão.

 

DIA 24/10: 298.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1851, William Lassell descobre as luas Umbriel e Ariel em órbita de Úrano.
Em 1946, uma câmara a bordo do foguetão V-2 n.º 13 tira a primeira fotografia da Terra a partir do espaço.
Em 1957, a Força Aérea dos EUA começa o programa X-20 Dyna-Soar.
Em 1960, catástrofe de Nedelin: um missil balístico R-16 explode na plataforma de lançamento do cosmódromo de Baikonur, matando mais de 100 pessoas. A União Soviética só desclassificou o evento em 1989.
Em 1962, a Mars 2MV-4 No.1, também conhecida como Sputnik 22, falha a deixar a órbita da Terra. 
Em 1998, lançamento da missão Deep Space 1.
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Em 2007, o Chang'e 1, o primeiro satélite do Programa de Exploração Lunar da China, é lançado a partir do Centro de Lançamento Xichang.
Em 2014, a agência espacial chinesa lança uma missão experimental lunar, Chang'e 5-T1, que testou tecnologias de reentrada atmosférica para uma missão de recolha de amostras lunares.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua nasce pelas 00:00. Para cima do nosso satélite natural, um pequeno arco formado por Castor, Pollux e por Marte, nessa ordem de cima para baixo. É também a ordem de brilho menor para maior. O arco mede 10º.
Ao amanhecer, o padrão girou no sentido dos ponteiros do relógio, agora alto a sul.
Lua em Quarto Minguante, pelas 09:03.

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IXPE ajuda os investigadores a determinar a forma da coroa dos buracos negros
 
Esta ilustração de material a girar em torno de um buraco negro destaca uma característica particular, chamada "coroa", que brilha intensamente em raios X. Nesta representação, a coroa pode ser vista como uma névoa púrpura que flutua acima do disco de acreção subjacente, estendendo-se ligeiramente para dentro do seu bordo interior. O material no interior do disco de acreção é incrivelmente quente e brilharia com uma luz branco-azulada ofuscante, mas aqui foi reduzido o brilho para fazer sobressair a coroa com melhor contraste. A sua cor púrpura é meramente ilustrativa, representando o brilho dos raios X que não seria óbvio no visível. A deformação no disco é uma representação realista da forma como a imensa gravidade do buraco negro atua como uma lente ótica, distorcendo a nossa visão do disco plano que o rodeia.
Crédito: NASA/Caltech-IPAC/Robert Hurt
 

Novas descobertas, recorrendo a dados da missão IXPE (Imaging X-ray Polarimetry Explorer) da NASA, fornecem uma perspetiva sem precedentes sobre a forma e a natureza de uma estrutura importante para os buracos negros de nome coroa.

A coroa é uma região de plasma em movimento que faz parte do fluxo de matéria de um buraco negro, sobre a qual os cientistas têm apenas uma compreensão teórica. Os novos resultados revelam a forma da coroa pela primeira vez e podem ajudar os cientistas a compreender o seu papel na alimentação e manutenção dos buracos negros.

Muitos buracos negros, assim designados porque nem a luz consegue escapar à sua gravidade titânica, estão rodeados por discos de acreção, remoinhos de gás cheios de detritos. Alguns buracos negros também têm jatos relativistas - explosões ultrapoderosas de matéria lançada para o espaço a alta velocidade por buracos negros que estão a comer ativamente o material à sua volta.

Menos conhecido, talvez, é o facto de os buracos negros comedores, tal como o Sol e outras estrelas, também possuírem uma coroa superaquecida. Ao passo que a coroa do Sol, que é a atmosfera mais externa da estrela, arde a cerca de um milhão de graus Celsius, a temperatura da coroa de um buraco negro está estimada em milhares de milhões de graus.

Os astrofísicos já tinham identificado coroas em buracos negros de massa estelar - formados pelo colapso de uma estrela - e em buracos negros supermassivos, como o que se encontra no coração da nossa Galáxia, a Via Láctea.

"Os cientistas há muito que especulam sobre a composição e sobre a geometria da coroa", disse Lynnie Saade, investigadora de pós-doutoramento no Centro de Voo Espacial Marshall da NASA em Huntsville, no estado norte-americano do Alabama, e principal autora das novas descobertas. "Será uma esfera acima e abaixo do buraco negro, ou uma atmosfera gerada pelo disco de acreção, ou talvez plasma localizado na base dos jatos?"

E é aqui que entra o IXPE, especializado na polarização de raios X, a característica da luz que ajuda a mapear a forma e a estrutura das mais poderosas fontes de energia, iluminando o seu funcionamento interno mesmo quando os objetos são demasiado pequenos, brilhantes ou distantes para serem vistos diretamente. Assim como podemos observar em segurança a coroa do Sol durante um eclipse solar total, o IXPE fornece os meios para estudar claramente a geometria da acreção do buraco negro, ou a forma e estrutura do seu disco de acreção e estruturas relacionadas, incluindo a coroa.

"A polarização dos raios X fornece uma nova forma de examinar a geometria da acreção dos buracos negros", disse Saade. "Se a geometria da acreção dos buracos negros for semelhante independentemente da massa, esperamos que o mesmo aconteça com as suas propriedades da polarização".

O IXPE demonstrou, entre todos os buracos negros para os quais as propriedades coronais puderam ser medidas diretamente através da polarização, que a coroa foi estendida na mesma direção que o disco de acreção - fornecendo, pela primeira vez, pistas sobre a forma da coroa e evidências claras da sua relação com o disco de acreção. Os resultados excluem a possibilidade de a coroa ter a forma de um poste de luz a pairar sobre o disco.

A equipa de investigação estudou os dados das observações de 12 buracos negros pelo IXPE, entre os quais Cygnus X-1 e Cygnus X-3, sistemas binários com buracos negros de massa estelar a cerca de 7000 e 37.000 anos-luz da Terra, respetivamente, e LMC X-1 e LMC X-3, buracos negros de massa estelar na Grande Nuvem de Magalhães, a mais de 165.000 anos-luz de distância. O IXPE também observou vários buracos negros supermassivos, incluindo o que se encontra no centro da Galáxia do Compasso, a 13 milhões de anos-luz da Terra, e os que se encontram nas galáxias Messier 77 e NGC 4151, a 47 milhões de anos-luz e quase 62 milhões de anos-luz, respetivamente.

Os buracos negros de massa estelar têm normalmente uma massa cerca de 10 a 30 vezes superior à do Sol, enquanto os buracos negros supermassivos podem ter uma massa milhões a dezenas de milhares de milhões de vezes superior. Apesar destas grandes diferenças de escala, os dados do IXPE sugerem que ambos os tipos de buracos negros criam discos de acreção com geometria semelhante.

Isso é surpreendente, disse o astrofísico Philip Kaaret, investigador principal da missão IXPE, porque a forma como os dois tipos são alimentados é completamente diferente.

"Os buracos negros de massa estelar retiram massa das estrelas que os acompanham, enquanto os buracos negros supermassivos devoram tudo à sua volta", disse. "No entanto, o mecanismo de acreção funciona da mesma forma".

É uma perspetiva excitante, disse Saade, porque sugere que os estudos de buracos negros de massa estelar - tipicamente muito mais próximos da Terra do que os seus primos muito mais massivos - podem ajudar a lançar nova luz sobre as propriedades dos buracos negros supermassivos.

A equipa espera fazer análises adicionais de ambos os tipos.

Saade antecipa que há muito mais a recolher dos estudos destes gigantes em raios X. "O IXPE proporcionou a primeira oportunidade, desde há muito tempo, para a astronomia de raios X revelar os processos subjacentes à acreção e fazer novas descobertas sobre os buracos negros", disse.

Os resultados completos estão disponíveis na última edição da revista The Astrophysical Journal.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

Buracos negros:
Wikipedia
Buraco negro de massa estelar (Wikipedia)
Buraco negro de massa intermédia (Wikipedia)
Buraco negro supermassivo (Wikipedia)
Coroa (NASA)

Cygnus X-1:
Wikipedia
SIMBAD

Cygnus X-3:
Wikipedia
SIMBAD

LMC X-1:
Wikipedia
SIMBAD

LMC X-3:
SIMBAD

Galáxia do Compasso:
Wikipedia

Messier 77:
Wikipedia
SEDS

NGC 4151:
Wikipedia

IXPE (Imaging X-ray Polarimetry Explorer):
NASA
Wikipedia

 
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Uma rara e ultraluminosa nova detetada na Pequena Nuvem de Magalhães
 
Impressão de artista do Observatório Neil Gehrels Swift.
Crédito: NASA
 

Foi observada na Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que é satélite da Via Láctea, uma rara e extremamente luminosa explosão de raios X. As observações, feitas pelo Observatório Neil Gehrels Swift e outros telescópios, foram descritas por uma equipa internacional de astrónomos liderada por cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, EUA, que fazem parte da equipa Swift. Os investigadores atribuíram o surto a uma das mais luminosas erupções de nova alguma vez produzidas por um sistema binário com uma anã branca.

As observações foram descritas num artigo científico recentemente publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

"Esta é apenas a segunda vez que observamos uma erupção tão brilhante deste tipo de sistema binário", disse Thomas Gaudin, estudante da Penn State e o primeiro autor do artigo. "Esperamos que este evento nos dê mais informações sobre a forma como estas explosões são produzidas e nos ajude a compreender melhor esta misteriosa classe de binários".

O sistema que produziu esta explosão é designado por CXOU J005245.0-722844. Foi recentemente identificado por membros da equipa da Sonda Einstein e confirmado pela equipa Swift como o sétimo exemplo conhecido de um binário de raios-X Be/Anã Branca. Os binários Be/Anã Branca são sistemas binários em que uma estrela anã branca orbita uma estrela jovem e quente rodeada por um disco de material estelar. Os astrónomos esperam que estes binários sejam observados com frequência, disse Gaudin, e a falta de exemplos conhecidos é um mistério.

"As novas são explosões que ocorrem quando o material de uma estrela próxima é depositado à superfície de uma anã branca", disse Gaudin. "Depois de se ter acumulado material suficiente, a superfície sofre uma fusão termonuclear rápida que origina o surto. A maioria das novas são eventos que atingem luminosidades moderadas e decaem ao longo de várias semanas. Esta nova é estranha não só pelo seu comportamento extremamente luminoso, mas também pela sua curta duração".

A reação termonuclear durante a nova é semelhante à explosão de uma enorme bomba de hidrogénio - a explosão produz radiação eletromagnética que pode ser vista por telescópios na Terra e em órbita à volta da Terra. De acordo com os investigadores, a nova foi visível em comprimentos de onda óticos, ou luz visível, durante pouco menos de uma semana e em raios X durante pouco menos de duas semanas.

"Vamos precisar de observações de acompanhamento para compreender melhor a física que levou a esta explosão, mas este é um primeiro passo importante para compreender melhor estes sistemas e, potencialmente, porque é que não vimos tantos como esperávamos", disse Gaudin.

Esta investigação foi levada a cabo por uma colaboração internacional de astrónomos. Para além do Swift, cujo centro de operações da missão está localizado na Universidade do Estado da Pensilvânia, o artigo científico contém resultados de observações feitas pelo SALT (Southern African Large Telescope), pelo OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment) e pelo ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System).

// Universidade do Estado da Pensilvânia (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

Nova:
Wikipedia

Binário de raios X:
Wikipedia

Anãs brancas:
Wikipedia

Estrela Be:
Wikipedia

Pequena Nuvem de Magalhães:
Wikipedia

Observatório Neil Gehrels Swift:
NASA
Wikipedia

SALT (South African Large Telescope):
Página oficial
Wikipedia

OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment):
Página oficial
Wikipedia

ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System):
Página oficial
Wikipedia

 
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O Sol atingiu a fase máxima do seu ciclo de 11 anos
 
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Imagens, no visível, obtidas pela SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA, que destacam o aspeto do Sol no mínimo solar (à esquerda, dezembro de 2019) e no máximo solar (à direita, agosto de 2024). Durante o mínimo solar, o Sol fica frequentemente sem manchas. As manchas solares estão associadas à atividade solar e são utilizadas para acompanhar o progresso do ciclo solar.
Crédito: NASA/SDO
 

Numa conferência de imprensa organizada a semana passada, representantes da NASA, da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) e do Painel Internacional de Previsão do Ciclo Solar anunciaram que o Sol atingiu o seu período de máximo solar, que poderá continuar durante o próximo ano.

O ciclo solar é um ciclo natural que o Sol atravessa quando transita entre baixa e alta atividade magnética. Aproximadamente de 11 em 11 anos, no auge do ciclo solar, os polos magnéticos do Sol invertem-se - na Terra, seria como se os polos Norte e Sul trocassem de lugar a cada década - e o Sol passa de um estado calmo para um estado ativo e tempestuoso.

Estas organizações seguem as manchas solares para determinar e prever o progresso do ciclo solar - e, em última análise, da atividade solar. As manchas solares são regiões mais frias do Sol provocadas por uma concentração de linhas do campo magnético. As manchas solares são a componente visível das regiões ativas, áreas de campos magnéticos intensos e complexos no Sol que estão na origem de erupções solares.

 
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Imagens, obtidas pela SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA, que destacam o aspeto do Sol no mínimo solar (à esquerda, dezembro de 2019) e no máximo solar (à direita, agosto de 2024). Estas imagens estão no comprimento de onda 171 do ultravioleta extremo, que revela as regiões ativas do Sol que são mais comuns durante o máximo solar.
Crédito: NASA/SDO
 

"Durante o máximo solar, o número de manchas solares e, portanto, a quantidade de atividade solar, aumenta", disse Jamie Favors, diretor do Programa de Clima Espacial na sede da NASA em Washington. "Este aumento de atividade proporciona uma oportunidade excitante para aprender mais sobre a nossa estrela mais próxima - mas também causa efeitos reais na Terra e em todo o nosso Sistema Solar".

A atividade solar influencia fortemente as condições no espaço, conhecidas como clima espacial. Estas condições podem afetar os satélites e os astronautas no espaço, bem como os sistemas de comunicação e navegação - como o rádio e o GPS - e as redes elétricas na Terra. Quando o Sol está mais ativo, os fenómenos meteorológicos espaciais tornam-se mais frequentes. Nos últimos meses, a atividade solar levou a um aumento da visibilidade das auroras e impactou satélites e infraestruturas.

Em maio de 2024, um bombardeamento de grandes erupções solares e ejeções de massa coronal (EMCs) lançou nuvens de partículas carregadas e campos magnéticos em direção à Terra, criando a mais forte tempestade geomagnética na Terra em duas décadas - e possivelmente uma das mais fortes exibições de auroras registadas nos últimos 500 anos.

 
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Uma previsão do Ciclo Solar 25, pelo Painel de Previsão do Ciclo Solar 25. O número de manchas solares é um indicador da força do ciclo solar - quanto maior o número de manchas solares, mais forte é o ciclo.
Crédito: Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA
 

"Este anúncio não significa que este seja o pico da atividade solar a que assistiremos neste ciclo solar", disse Elsayed Talaat, diretor de operações climáticas espaciais da NOAA. "Embora o Sol tenha atingido o período de máximo solar, o mês em que a atividade solar atinge o seu pico só será identificado daqui a meses ou anos".

Os cientistas não serão capazes de determinar o pico exato deste período de máximo solar durante muito tempo, porque só é possível identificá-lo depois de se ter verificado um declínio consistente da atividade solar após esse pico. No entanto, os cientistas identificaram que os últimos dois anos no Sol fizeram parte desta fase ativa do ciclo solar, devido ao número consistentemente elevado de manchas solares durante este período. Os cientistas preveem que a fase de máximo durará mais cerca de um ano antes de o Sol entrar na fase de declínio, que leva de novo ao mínimo solar. Desde 1989, o Painel de Previsão do Ciclo Solar - um painel internacional de peritos patrocinado pela NASA e pela NOAA - tem trabalhado em conjunto para fazer a sua previsão do próximo ciclo solar.

Os ciclos solares têm sido seguidos pelos astrónomos desde que Galileu observou pela primeira vez as manchas solares no século XVII. Cada ciclo solar é diferente - alguns ciclos atingem picos de grande atividade durante períodos de tempo mais curtos, enquanto outros têm picos mais fracos que duram mais tempo.

 
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O número de manchas solares ao longo dos 24 ciclos solares anteriores. Os cientistas utilizam as manchas solares para acompanhar o progresso dos ciclos solares; as manchas solares estão associadas à atividade solar, sendo frequentemente a origem de explosões gigantes - como as erupções solares ou as ejeções de massa coronal - que podem lançar luz, energia e material solar para o espaço.
Crédito: Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA
 

"A atividade das manchas solares do Ciclo Solar 25 excedeu ligeiramente as expetativas", afirmou Lisa Upton, copresidente do Painel de Previsão do Ciclo Solar e cientista principal do SwRI (Southwest Research Institute) em San Antonio, no estado norte-americano do Texas. "No entanto, apesar de se terem registado algumas tempestades de grandes dimensões, estas não são maiores do que o que seria de esperar durante a fase máxima do ciclo".

A erupção mais poderosa deste ciclo solar atual foi de classe X9.0 e ocorreu no dia 3 de outubro (a classe X indica as erupções mais intensas, enquanto o número fornece mais informações sobre a sua força).

A NOAA prevê a ocorrência de mais tempestades solares e geomagnéticas durante o atual período de máximo solar, o que dará origem a oportunidades de observação de auroras nos próximos meses, bem como a potenciais impactos tecnológicos. Além disso, embora menos frequentes, os cientistas observam algumas vezes tempestades bastante significativas durante a fase descendente do ciclo solar.

As organizações científicas estão a preparar-se para o futuro da investigação e previsão do clima espacial. Em dezembro deste ano, a missão Parker Solar Probe da NASA fará a sua maior aproximação de sempre ao Sol, batendo o seu próprio recorde de objeto humano mais próximo do Sol. Esta será a primeira de três aproximações planeadas a esta distância, ajudando os investigadores a compreender o clima espacial diretamente na fonte.

// NASA (comunicado de imprensa)
// O que é o máximo solar (NASA Goddard via YouTube)
// Uma semana de fortes erupções solares (NASA Goddard via YouTube)

 


Quer saber mais?

CCVAlg - Astronomia:
11/12/2020 - Novo ciclo solar poderá ser um dos mais fortes registados

Sol:
CCVAlg - Astronomia 
Wikipedia

Ciclos Solares:
Wikipedia
Ciclo Solar 25 (Wikipedia)
Manchas solares (Wikipedia)

Parker Solar Probe:
NASA
Wikipedia

 
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Álbum de fotografias
Marte: Lua, Crateras e Vulcões

exemplo
(clique na imagem para ver versão maior; aqui para uma versão legendada)
Crédito: ESADLRFU BerlinMars Express; processamento - Andrea Luck
 
Se pudéssemos sobrevoar Marte, o que é que veríamos? A imagem em destaque mostra exatamente isso, sob a forma de uma vista pela Mars Express de uma região particularmente interessante de Marte, obtida no passado mês de julho. A característica mais famosa da imagem é Olympus Mons, o maior vulcão do Sistema Solar, visível no canto superior direito. Outro grande vulcão marciano é visível no horizonte à direita: Pavonis Mons. Várias crateras de impacto circulares podem ser vistas na superfície do apropriadamente chamado Planeta Vermelho. Impressionantemente, esta imagem foi programada para captar a escura e condenada lua marciana Fobos, visível mesmo à esquerda do centro. A característica da superfície no canto inferior esquerdo, conhecida como Orcus Patera, é invulgar pelo seu grande tamanho e forma oblonga, e misteriosa porque os processos que a criaram ainda permanecem desconhecidos. A sonda robótica Mars Express, da ESA, foi lançada em 2003 e, entre muitas descobertas científicas notáveis, reforçou as evidências de que Marte já albergou grandes massas de água.
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