OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA EM TAVIRA
No próximo dia 20 de fevereiro, junte-se ao Centro Ciência Viva de Tavira e ao Centro Ciência Viva do Algarve para mais uma observação do Sol! A atividade é gratuita. Participe! Data: 20 de fevereiro de 2025 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt
EFEMÉRIDES
DIA 11/02: 42.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1970, lançamento do Lambda 4S-5, o primeiro satélite japonês.
Em 1997, o vaivém espacial Discovery é lançado numa missão com o objetivo de reparar o Hubble.
Em 1999, Plutão torna-se novamente mais distante que Neptuno e, consequentemente, no planeta mais longínquo do Sistema Solar (classificação alterada para planeta anão em 2006). Só em abril de 2231 é que Plutão voltará a ficar mais perto do Sol que Neptuno.
Em 2000, lançamento da missão STS-99 do vaivém Endeavour. HOJE, NO COSMOS:
A Lua, quase Cheia, nasce a este-nordeste cerca de meia-hora antes do pôr-do-Sol. Observe-a a emergir para observação durante o lusco-fusco.
Assim que o céu fique escuro, procure a estrela de primeira magnitude, Régulo, um punho à distância do braço esticado para baixo do nosso satélite natural.
DIA 12/02: 43.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1947, um meteoro cria uma cratera de impacto em Sikhote-Alin, na União Soviética.
Em 1961, era lançada a sonda soviética Venera 1, para Vénus.
Em 1974, a soviética Mars 5 entra em órbita de Marte. No entanto, falha poucos dias depois.
Em 2001, a sonda NEAR Shoemaker tornava-se a primeira nave humana a pousar num asteroide, de nome 433 Eros. HOJE, NO COSMOS:
Lua Cheia, pelas 13:53.
A Lua nasce um pouco depois do pôr-do-Sol. Assim que anoiteça, observe novamente Régulo, hoje menos de 2º para a direita do nosso satélite natural. Para reduzir o brilho da Lua, cubra-a com dois dedos, um para cada olho. Feche um olho e posicione o dedo, depois faça o mesmo para o outro.
DIA 13/02: 44.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1633, Galileu Galilei chegava a Roma para ser julgado pela Inquisição.
Em 1852, nascia John Louis Emil Dreyer, astrónomo cuja principal contribuição foi o catálogo NGC em 1878.
Em 2004, o Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian descobre o maior diamante conhecido do Universo, a anã branca BPM 37093. Os astrónomos dão-lhe o nome "Lucy" por causa da canção "Lucy in the Sky with Diamonds" dos Beatles.
Em 2012, a Agência Espacial Europeia (ESA) leva a cabo o primeiro lançamento do foguetão europeu Vega a partir de Kourou, na Guiana Francesa. HOJE, NO COSMOS:
Por volta das 21 horas, a Ursa Maior encontra-se apoiada na sua "pega" da "frigideira" a nordeste. A noroeste, Cassiopeia também está de lado, quase à mesma altura. Entre as duas constelações está a Estrela Polar.
Rochas lunares ajudam os cientistas a determinar o período de cristalização da Lua
Ilustração de artista do que terá sido o aspeto da Lua parcialmente fundida.
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA
Embora os seres humanos contemplem a Lua desde que os primeiros de nós olharam para o céu, ainda há muito que não sabemos sobre o nosso satélite natural.
Uma dessas questões por resolver é a sua história de origem. Pensamos que a Lua se formou depois de uma colisão colossal entre a Terra e outro objeto enorme ter criado duas bolas de magma derretido. Mas não sabemos exatamente quando nem como.
Agora, cientistas fizeram novas medições de rochas lunares das missões Apollo para estabelecer uma data para o momento em que a Lua se solidificou: há 4,43 mil milhões de anos.
O estudo, realizado por uma colaboração que incluiu cientistas da Universidade de Chicago, aplicou técnicas de ponta para efetuar leituras ultraprecisas de minerais raros nas rochas. Os resultados acrescentam evidências para a nossa compreensão da história da formação da Lua e da Terra.
Isto coloca uma idade exata para a formação da Lua - e também, potencialmente, para a altura em que a Terra se tornou habitável.
"Levámos anos a desenvolver estas técnicas, mas obtivemos uma resposta muito precisa para uma questão que há muito tempo que é controversa", disse Nicolas Dauphas, o primeiro autor do artigo científico, professor no Departamento de Ciências Geofísicas e no Instituto Enrico Fermi, ambos da Universidade de Chicago.
Luas, meteoritos e magma
Eis o que sabemos até agora.
O Sistema Solar formou-se há cerca de 4,57 mil milhões de anos. Pouco tempo depois, à medida que arrefecia, os detritos começaram a colidir e a aglomerar-se ao longo do tempo, formando os planetas. Os cientistas pensam que um objeto muito grande colidiu com a Terra em formação e que a nossa Lua se formou a partir dos detritos produzidos por este impacto.
Esta colisão foi extremamente violenta, disse Dauphas, o suficiente para derreter rocha; "por isso, no início, temos de imaginar uma grande bola de magma a flutuar no espaço à volta da Terra".
A Lua rapidamente começou a arrefecer. A maior parte do oceano lunar de magma solidificou quase de imediato, segundo os padrões geológicos - cerca de um milénio.
Mas quando cerca de 80% do magma se solidificou, formou-se uma crosta de minerais que isolou a jovem Lua. "É como vestir um casaco em Chicago quando está frio - não se perde calor tão depressa", disse Dauphas. Isto abrandou o processo de arrefecimento e, durante algum tempo, a Lua teve um manto parcialmente fundido. O que ainda não conseguimos determinar é quanto tempo se manteve assim, antes de arrefecer completamente e se tornar rocha sólida.
Estudos de amostras das missões Apollo revelaram que, à medida que a Lua arrefecia lentamente, uma mistura de certos elementos teria flutuado para cima no manto parcialmente derretido - um pouco como o sal deixado para trás quando a água do mar se evapora - e formado uma camada distinta. Os cientistas pensaram que se conseguissem encontrar uma idade exata para esta camada de magma, que continha muito potássio, elementos raros e fósforo (acrónimo KREEP), saberiam quando a Lua ficou 99% cristalizada.
Dauphas e os seus colaboradores perguntaram-se se a resposta poderia estar encerrada em rochas lunares recuperadas pelos astronautas das Apollo.
O astronauta Charles M. Duke Jr. recolhe amostras de rochas lunares durante a missão Apollo 16. Estas amostras dão-nos informações inestimáveis sobre a Lua.
Crédito: John W. Young/NASA
Relógio radioativo lunar
A chave para a sua abordagem foi a observação de diferentes proporções de elementos. Um dos elementos do KREEP é o lutécio, que é muito ligeiramente radioativo; ao longo de eras, transforma-se gradualmente no elemento háfnio a um ritmo previsível. Assim, os cientistas podem trabalhar para trás para ver há quanto tempo uma determinada rocha existe (isto é semelhante à forma como usamos a datação por carbono para saber a idade dos artefactos arqueológicos).
No início do Sistema Solar, todas as rochas tinham a mesma quantidade de lutécio. Mas o processo de solidificação que formou o KREEP não favoreceu o lutécio, pelo que essa camada tem níveis mais baixos de lutécio do que outras rochas da mesma época.
Se os cientistas conseguissem medir com grande precisão as proporções de lutécio e de háfnio nas rochas lunares, em comparação com outras coisas da mesma época, mas provenientes de outros locais do Sistema Solar, como os meteoritos, poderiam fazer um cálculo para saber quando se formou a camada KREEP - e, portanto, quando é que a Lua estava praticamente sólida.
O problema é que apenas dispomos de pequenas e preciosas amostras de rochas lunares. Por isso, a equipa teve de desenvolver técnicas extremamente rigorosas para separar os diferentes elementos.
Ao testar pequenas amostras de rochas lunares recolhidas de várias missões Apollo, chegaram a uma idade para o arrefecimento da Lua: há 4,43 mil milhões de anos.
Com base noutros estudos, os cientistas pensam que a Lua teria levado cerca de 20 milhões de anos a arrefecer até esse nível. Isso coloca a formação da própria Lua há cerca de 4,45 milhões de anos.
Isto não só nos diz mais acerca da história da Lua, mas também da formação da Terra, uma vez que o impacto que deu origem ao nosso satélite natural foi provavelmente também o último grande impacto na Terra - marcando a data em que a Terra pode ter ficado estável, tornando-se hospitaleira para a vida.
"Esta descoberta alinha-se bem com outras evidências - é um ótimo lugar para estarmos enquanto nos preparamos para mais conhecimento sobre a Lua a partir das missões Chang-e e Artemis", disse Dauphas. "Temos uma série de outras questões que estão à espera de resposta".
Características semelhantes a trincheiras na lua de Úrano, Ariel, podem ser janelas para o seu interior
Composição obtida pela câmara da Voyager 2 no dia 24 de janeiro de 1986 que mostra a superfície densamente esburacada e sulcada da lua Ariel de Úrano.
Crédito: NASA/JPL
No ano passado, um estudo liderado pelo cientista planetário Richard Cartwright do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, EUA, propôs que os depósitos de dióxido de carbono gelado e outras moléculas contendo carbono na lua Ariel de Úrano teriam tido origem em processos químicos no interior da lua - possivelmente até de um oceano subterrâneo.
Agora, uma nova investigação pode esclarecer como esses materiais chegaram (ou ainda estão a chegar) à superfície. Um estudo liderado pela geóloga planetária, Chloe Beddingfield, aponta para os sulcos - trincheiras que cortam os enormes desfiladeiros de Ariel - como os canais prováveis para esta troca. Os resultados, publicados a 3 de fevereiro na revista The Planetary Science Journal, sugerem que estes sulcos são centros de propagação, como os que criam nova crosta oceânica nos fundos marinhos da Terra, trazendo material interno que forma uma nova superfície.
"Se estivermos corretos, estes sulcos são provavelmente os melhores candidatos para obter esses depósitos de óxido de carbono e descobrir mais detalhes sobre o interior da lua", disse Beddingfield. "Nenhuma outra característica da superfície mostra evidências de facilitar o movimento de materiais do interior de Ariel, o que torna esta descoberta particularmente excitante".
Entre as mais jovens características conhecidas da superfície de Ariel, há muito que se suspeita que os sulcos são produtos de uma complexa interação entre a atividade tectónica e vulcânica. Usando imagens obtidas pela nave espacial Voyager 2 da NASA (a única missão a passar por Úrano e pelas suas luas), a equipa de investigação considerou que os sulcos se podem ter formado através de fissuras ou condutas vulcânicas. Mas a nova análise inclina-se fortemente para centros de propagação. Por exemplo, as paredes dos desfiladeiros que ladeiam os sulcos encaixam como peças de puzzle quando os seus pisos centrais são removidos digitalmente. E as bases dos desfiladeiros apresentam sulcos regularmente espaçados em alguns locais - semelhantes aos rastos de uma escavadora - consistentes com uma série de depósitos de material.
Imagem capturada pela Voyager 2 da superfície de Ariel que mostra um sulco (marcado por uma seta), que uma nova investigação sugere ser um centro de propagação onde novo material foi depositado à superfície. A imagem foi cortada e modificada para efeitos de ênfase.
Crédito: NASA/JPL
Os centros de propagação surgem de células de convecção por baixo da crosta, explicou Beddingfield. O calor do interior de Ariel faz com que o material suba, dividindo a superfície e forçando-a a separar-se à medida que o material é depositado e arrefece gradualmente. Curiosamente, Ariel e algumas outras luas de Úrano passaram por vários períodos de atividade geológica, provavelmente devido a forças de maré. Estas forças, resultantes das ressonâncias periódicas das luas - em que os seus períodos orbitais se alinham em proporções precisas - fizeram com que os seus interiores gelados alternassem entre fases de aquecimento, alguns casos de fusão e até de congelação.
"É uma situação fascinante - a forma como este ciclo afeta estas luas, a sua evolução e as suas características", disse Beddingfield.
Os cientistas pensam que estas ressonâncias ajudaram a sustentar os oceanos sob Ariel e sob a sua vizinha mais pequena, Miranda. Por exemplo, um estudo de 2024, em coautoria com Tom Nordheim, propôs que tais ressonâncias formaram um oceano no interior de Miranda e que o oceano pode ainda existir hoje. No que respeita ao possível oceano de Ariel, Nordheim salientou a importância dos sulcos para a compreensão do provável curto período de vida dos óxidos de carbono. "Estes novos resultados sugerem um possível mecanismo para a introdução de material fresco e compostos de vida curta, incluindo monóxido de carbono e talvez substâncias com amoníaco à superfície", disse.
Ariel também pode albergar um fino oceano remanescente, embora Beddingfield seja cautelosa quanto a estabelecer ligações diretas entre esse oceano e os sulcos.
"O tamanho do possível oceano de Ariel e a sua profundidade sob a superfície só podem ser estimados, mas pode estar demasiado isolado para interagir com os centros de propagação", disse. "Há muita coisa que não sabemos. E embora os gelos de óxido de carbono estejam presentes na superfície de Ariel, ainda não é claro se estão associados aos sulcos porque a Voyager 2 não tinha instrumentos que pudessem mapear a distribuição dos gelos".
Para encontrar respostas, Cartwright enfatizou a necessidade de mais exploração e a importância de uma missão dedicada a Úrano. "Precisamos de um orbitador que possa fazer passagens próximas de Ariel, mapear os seus sulcos em pormenor e analisar as suas assinaturas espetrais para componentes como o dióxido de carbono e o monóxido de carbono", disse. "Se as moléculas de carbono estiverem concentradas ao longo destes sulcos, isso apoiaria fortemente a ideia de que são janelas para o interior de Ariel".
Com Úrano a subir na classificação das prioridades de exploração, Ariel e os seus enigmáticos sulcos poderão em breve ser objeto de uma análise mais profunda, fornecendo um olhar sem precedentes sobre o passado da lua e possivelmente até sobre o seu presente.
Estrelas "temperamentais" estão a distorcer a nossa visão de planetas distantes
Impressão de artista de um Júpiter quente em íntima órbita de uma das estrelas no antigo enxame Messier 67.
Crédito: ESO/L. Calçada
Estrelas "temperamentais" que aumentam e diminuem de brilho numa questão de horas ou dias podem estar a distorcer a nossa visão de milhares de planetas distantes, sugere um novo estudo liderado por investigadoras da UCL (University College London).
A maior parte da informação de que dispomos sobre planetas para lá do nosso Sistema Solar (exoplanetas) provém da observação de quedas na luz estelar quando estes planetas passam em frente da sua estrela hospedeira.
Esta técnica pode dar pistas sobre o tamanho do planeta (observando a quantidade de luz estelar que é bloqueada) e sobre a composição da sua atmosfera (observando a forma como o planeta altera o padrão da luz estelar que o atravessa).
Mas um novo estudo, publicado na revista The Astrophysical Journal Supplement Series, concluiu que as flutuações na luz das estrelas devido a regiões mais quentes e mais frias na superfície de uma estrela podem estar a distorcer as nossas interpretações dos planetas mais do que pensávamos anteriormente.
Os investigadores analisaram as atmosferas de 20 planetas do tamanho de Júpiter e Neptuno e descobriram que a variabilidade das estrelas hospedeiras distorcia os dados de cerca de metade deles.
Se os investigadores não tivessem devidamente em conta estas variações, disse a equipa, poderiam interpretar mal uma série de características como o tamanho dos planetas, a temperatura e a composição das suas atmosferas. A equipa acrescentou que o risco de má interpretação era controlável se os investigadores olhassem para uma gama de comprimentos de onda da luz, incluindo no visível, onde os efeitos da contaminação estelar são mais evidentes.
A autora principal, Arianna Saba, que realizou o trabalho como parte do seu doutoramento na UCL, afirmou: "Estes resultados foram uma surpresa - encontrámos mais contaminação estelar nos nossos dados do que estávamos à espera. É importante sabermos isto. Ao aperfeiçoar a nossa compreensão da forma como a variabilidade das estrelas pode afetar as nossas interpretações dos exoplanetas, podemos melhorar os nossos modelos e utilizar de forma mais inteligente os conjuntos de dados muito maiores que virão de missões como o James Webb, Ariel e Twinkle".
A segunda autora, Alexandra (Alex) Thompson, atualmente estudante de doutoramento na UCL, cuja investigação se centra em estrelas hospedeiras de exoplanetas, afirmou: "Aprendemos sobre exoplanetas a partir da luz das suas estrelas hospedeiras e, por vezes, é difícil distinguir o que é um sinal da estrela e o que vem do planeta.
Representação artística do sistema HAT-P-11, do qual foram usadas múltiplas observações neste estudo. O sistema HAT-P-11 consiste numa estrela hospedeira fria que é muito mais "manchada" do que o nosso Sol, orbitada pelo "super-Neptuno" HAT-P-11b desalinhado e em trânsito e por um planeta da massa de Júpiter, HAT-P-11c, que não transita em frente da estrela.
Crédito: Alexandra Thompson
"Algumas estrelas podem ser descritas como 'irregulares' - têm uma maior proporção de regiões mais frias, que são mais escuras, e de regiões mais quentes, que são mais brilhantes, na sua superfície. Isto deve-se a uma atividade magnética mais forte.
"As regiões mais quentes e brilhantes (fáculas solares) emitem mais luz e, por isso, por exemplo, se um planeta passar em frente da parte mais quente da estrela, isso pode levar os investigadores a sobrestimar a dimensão do planeta, uma vez que parece bloquear mais a luz da estrela, ou podem inferir que o planeta é mais quente do que é ou que tem uma atmosfera mais densa. O inverso é verdadeiro se o planeta passar em frente de uma mancha estelar mais fria, fazendo com que o planeta pareça 'mais pequeno'.
"Por outro lado, a redução da luz emitida por uma mancha estelar pode até imitar o efeito de um planeta a passar em frente a uma estrela, levando-nos a pensar que pode haver um planeta quando não há nenhum. É por isso que as observações de acompanhamento são tão importantes para confirmar as deteções de exoplanetas.
"Estas variações da estrela podem também distorcer as estimativas da quantidade de vapor de água, por exemplo, existente na atmosfera de um planeta. Isto porque as variações podem imitar ou obscurecer a assinatura do vapor de água no padrão de luz em diferentes comprimentos de onda que chega aos nossos telescópios".
Para o estudo, os investigadores utilizaram 20 anos de observações do Telescópio Espacial Hubble, combinando dados de dois dos instrumentos do telescópio, o STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) e o WFC3 (Wide Field Camera 3).
Processaram e analisaram os dados de cada planeta de forma idêntica, para garantir que estavam a comparar o mesmo com o mesmo, minimizando os enviesamentos que ocorrem quando os conjuntos de dados são processados com métodos diferentes.
A equipa analisou então qual a combinação de modelos atmosféricos e estelares que melhor se adaptava aos seus dados, comparando modelos que tinham em conta a variabilidade estelar com modelos mais simples que não a tinham. Descobriram que os dados de seis dos 20 planetas analisados se adaptavam melhor com modelos ajustados à variabilidade das estrelas e que seis outros planetas podem ter sofrido uma pequena contaminação da sua estrela hospedeira.
Analisaram a luz nos comprimentos de onda do visível, no infravermelho próximo e no ultravioleta próximo, utilizando o facto das distorções da atividade estelar serem muito mais evidentes na região do UV próximo e do visível do que em comprimentos de onda mais longos no infravermelho.
A equipa descreveu duas formas de avaliar se a variabilidade estelar pode estar a afetar os dados planetários.
A Dra. Saba explicou: "Uma é olhar para a estrutura geral do espetro - isto é, o padrão de luz em diferentes comprimentos de onda que atravessou o planeta a partir da estrela - para ver se isto pode ser explicado apenas pelo planeta ou se é necessária atividade estelar. A outra é ter duas observações do mesmo planeta na região ótica do espetro, tiradas em alturas diferentes. Se estas observações forem muito diferentes, a explicação provável é a atividade estelar variável".
Alex Thompson acrescentou: "O risco de má interpretação é controlável com a cobertura correta de comprimento de onda. As observações óticas de comprimentos de onda mais curtos, como as utilizadas neste estudo, são particularmente úteis, pois é aqui que os efeitos da contaminação estelar são mais evidentes".
Euclid descobre um incrível anel de Einstein (via ESA)
O Euclid arrancou com a sua missão de seis anos para explorar o Universo escuro a 1 de julho de 2023. Antes da nave espacial poder iniciar o seu estudo, a equipa de cientistas e engenheiros na Terra teve de se certificar de que tudo estava a funcionar corretamente. Durante esta fase inicial de testes, em setembro de 2023, o Euclid enviou algumas imagens para a Terra. Estavam deliberadamente desfocadas, mas numa imagem difusa, o cientista do Arquivo Euclid, Bruno Altieri, viu um indício de um fenómeno muito especial e decidiu olhar mais de perto. Ler fonte
Novo artigo científico documenta as primeiras amostras de solo marciano (via Universidade do Nevada, Las Vegas)
Um novo artigo científico publicado na revista JGR Planets documenta as primeiras amostras de solo, poeira no ar e fragmentos de rocha recolhidas pela NASA para envio para a Terra. Este envio está atualmente previsto para meados ou finais da década de 2030. Entretanto, a NASA já recolheu 28 das 43 amostras previstas da missão. Ler fonte
Álbum de fotografias IC 2574: A Nebulosa de Coddington
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Lorand Fenyes
As grandes galáxias espirais parecem muitas vezes receber toda a glória, exibindo os seus jovens e brilhantes enxames de estrelas azuis em belos e simétricos braços espirais. Mas as galáxias pequenas e irregulares também formam estrelas. De facto, a galáxia anã IC 2574 mostraevidências claras de uma intensa formação estelar nas suas regiões avermelhadas de gás hidrogénio incandescente. Tal como nas galáxias espirais, as turbulentas regiões de formação estelar de IC 2574 são abaladas por ventos estelares e explosões de supernova que expelem material para o meio interestelar da galáxia e desencadeiam a formação de mais estrelas. A apenas 12 milhões de anos-luz de distância, IC 2574 faz parte do grupo de galáxias M81, visto na direção da constelação da Ursa Maior. Também conhecida como Nebulosa de Coddington, o adorável universo-ilha tem cerca de 50.000 anos-luz de diâmetro e foi descoberto pelo astrónomo americano Edwin Coddington em 1898.
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