OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA EM TAVIRA
Em março haverá um eclipse solar e nós estaremos na Ponte Romana em Tavira para o observar com toda a segurança. O eclipse solar também será observado em simultâneo em Faro, pelo Centro Ciência Viva do Algarve e em Lagos pelo Centro Ciência Viva de Lagos. A atividade é gratuita. Participe! Data: 29 de março de 2025 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
Esta atividade depende das condições atmosféricas Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt
MANHÃS ASTRONÓMICAS EM FARO
Iremos realizar uma sessão de observação do eclipse solar parcial em simultâneo com o Centro Ciência Viva de Tavira e com o Centro Ciência Viva de Lagos. A sessão é gratuita e não sujeita a marcação. Data: 29 de março de 2025 Hora: 09:30 - 11:30 Local: Jardim Manuel Bívar, junto à marina
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt
EFEMÉRIDES
DIA 25/03: 84.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1538, nascia Christopher Clavius, astrónomo e matemático alemão que modificou a proposta do calendário gregoriano moderno. Nos seus últimos anos foi provavelmente um dos mais respeitados astrónomos na Europa e os seus livros foram usados para a educação astronómica durante mais de 50 anos e até fora do continente europeu.
Em 1655, Christiaan Huygens descobria a maior lua de Saturno, Titã.
Em 1979, o primeiro vaivém espacial completamente funcional, o Columbia, chega ao Centro Espacial John F. Kennedy, para ser preparado para lançamento.
Em 1992, o cosmonauta Sergei Krikalev regressa à Terra após 10 meses a bordo da estação espacial Mir. HOJE, NO COSMOS:
Esta é a altura do ano em que Orionte começa a inclinar-se a sudoeste após o cair da noite, ficando a sua Cintura mais ou menos horizontal. Mas quando é que a Cintura de Orionte fica mesmo horizontal? Isso depende de quão para este-oeste o observador está no seu fuso horário, e da latitude.
DIA 26/03: 85.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1958, o exército dos Estados Unidos lança o Explorer 3. HOJE, NO COSMOS:
A Ursa Maior brilha alta a nordeste por estas noites, apoiando-se na sua "pega". Provavelmente já sabe que as duas estrelas que formam a frente da "frigideira" são as estrelas-guia: apontam para a Estrela Polar, atualmente para a sua esquerda.
E provavelmente também sabe que se seguir a curva da "pega da frigideira" de Ursa Maior vai ter a Arcturo, da constelação de Boieiro.
Mas sabe que se seguir as estrelas-guia na direção oposta, chega a Leão?
Desenhe uma linha diagonal que passa no início da "pega da frigideira" da Ursa Maior e continue até chegar a Gémeos.
Forme uma linha com as duas estrelas que formam a abertura da "frigideira" e chega a Capella.
DIA 27/03: 86.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1845, nascia Wilhelm Röntgen, físico alemão que produziu e detetou radiação eletromagnética num comprimento de onda que hoje chamamos de raios-X, um feito que lhe valeu o Prémio Nobel da Física em 1901.
Em 1969, era lançada a Mariner 7.
Em 1972, lançamento da soviética Venera 8, um veículo de aterragem que alcançou o planeta Vénus no dia 22 de julho do mesmo ano e transmitiu dados durante 50 minutos. HOJE, NO COSMOS:
Agora que estamos na primavera, já conhece o Tripleto de Leão? Três belas galáxias espirais, de magnitudes 9 a 10, cabem numa ocular com 1º de campo de visão na pata traseira da constelação de Leão. Duas são objetos de Messier: M65 e M66 (a outra está catalogada como NGC 3628).
Descoberto oxigénio na galáxia mais distante conhecida
Esta é uma imagem artística de JADES-GS-z14-0, que, atualmente, é a galáxia mais distante confirmada. As galáxias do Universo primordial tendem a ser irregulares e com nodos. As explosões de supernova nesta galáxia terão espalhado elementos pesados forjados no interior das estrelas, como o oxigénio, que foi agora detetado pelo ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array).
Crédito: ESO/M. Kornmesser
Duas equipas diferentes de astrónomos detetaram oxigénio na galáxia mais distante conhecida, JADES-GS-z14-0. A descoberta, descrita em dois estudos separados, foi possível graças ao ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), do qual o ESO é um parceiro. Esta deteção recorde faz com que os astrónomos tenham que repensar quão rápido as galáxias se formaram no Universo primordial.
Descoberta no ano passado, JADES-GS-z14-0 é a galáxia mais distante confirmada alguma vez observada: está tão longe da Terra que a sua luz demorou 13,4 mil milhões de anos a chegar até nós, o que significa que a vemos tal como era quando o Universo tinha menos de 300 milhões de anos, o que corresponde a cerca de 2% da sua idade atual. A nova deteção de oxigénio levada a cabo com o auxílio do ALMA, uma rede de telescópios instalada no deserto chileno do Atacama, sugere que esta galáxia é quimicamente muito mais madura do que se esperava.
"É um pouco como encontrar um adolescente onde só esperávamos encontrar bebés", explica Sander Schouws, candidato a doutoramento no Observatório de Leiden, Países Baixos, e primeiro autor do estudo holandês aceite para publicação na revista da especialidade The Astrophysical Journal. "Os resultados mostram que esta galáxia se formou muito rapidamente, estando também a evoluir muito depressa, o que a coloca num conjunto cada vez maior de evidências de que a formação de galáxias no Universo primordial ocorreu muito mais depressa do que esperávamos".
As galáxias começam normalmente as suas vidas repletas de estrelas jovens, as quais são principalmente constituídas por elementos leves como o hidrogénio e o hélio. À medida que as estrelas evoluem, são formados no seu interior elementos mais pesados como o oxigénio, que acabam dispersos pela galáxia quando as estrelas morrem. Os investigadores pensavam que, com 300 milhões de anos, o Universo era ainda demasiado jovem para ter galáxias repletas de elementos pesados. No entanto, os dois estudos levados a cabo com o ALMA indicam que a galáxia JADES-GS-z14-0 tem cerca de 10 vezes mais elementos pesados do que o esperado.
A imagem mostra JADES-GS-z14-0, a galáxia mais distante conhecida até hoje, obtida com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Os dois espetros que aqui vemos resultam da análise independente dos dados do ALMA por duas equipas de astrónomos. Ambas apresentam uma risca de emissão de oxigénio, o que faz desta a deteção mais distante de oxigénio, correspondente a uma idade do Universo de apenas 300 milhões de anos.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/S. Carniani et al./S. Schouws et al/JWST - NASA, ESA, CSA, STScI, Brant Robertson (UC Santa Cruz), Ben Johnson (Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian), Sandro Tacchella (Cambridge), Phill Cargile (Centro de Astrofísica | Harvard & Smithsonian)
"Estes resultados bastante inesperados surpreenderam-me, porque nos abrem uma nova perspetiva sobre as primeiras fases da evolução galáctica", diz Stefano Carniani, da Scuola Normale Superiore de Pisa, em Itália, e autor principal do artigo aceite para publicação na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics. "As evidências de que uma galáxia está já bastante madura num Universo ainda muito primordial levanta questões sobre quando e como é que as galáxias se formaram".
A deteção de oxigénio também permitiu aos astrónomos fazer medições da distância a JADES-GS-z14-0 com muito mais precisão. "Esta deteção do ALMA dá-nos uma medição extraordinariamente precisa da distância a que esta galáxia se encontra de nós, com uma incerteza de apenas 0,005 %. Este nível de precisão, que corresponde a uma exatidão de 5 cm numa distância de 1 km, ajuda-nos a compreender melhor as propriedades das galáxias distantes", acrescenta Eleonora Parlanti, estudante de doutoramento na Scuola Normale Superiore de Pisa e coautora do estudo a publicar na Astronomy & Astrophysics.
"Embora JADES-GS-z14-0 tenha sido originalmente descoberta com o Telescópio Espacial James Webb, foi necessário utilizar o ALMA para confirmar e determinar com precisão a grande distância a que esta galáxia se encontra da Terra", diz Rychard Bouwens, membro da equipa no Observatório de Leiden. "Isto mostra a espantosa sinergia que existe entre o ALMA e o JWST, e que nos ajuda a compreender melhor a formação e evolução das primeiras galáxias".
Gergö Popping, astrónomo do ESO a trabalhar no Centro Regional Europeu do ALMA, que não participou nos estudos, comenta: "Fiquei realmente surpreendido com esta deteção inequívoca de oxigénio em JADES-GS-z14-0, que sugere que as galáxias se podem ter formado muito mais rapidamente após o Big Bang do que se pensava anteriormente. Este resultado mostra o importante papel que o ALMA desempenha na descoberta das condições em que as primeiras galáxias se formaram no nosso Universo".
ALMA revela novos pormenores das erupções de Proxima Centauri
Ilustração de uma erupção estelar na estrela Proxima Centauri.
Crédito: NSF/AUI/NRAO da NSF/S. Dagnello
A pouco mais de quatro anos-luz, Proxima Centauri é a estrela que está mais perto do nosso Sol, conhecida por ser uma anã M muito ativa. As suas erupções são bem conhecidas dos astrónomos que utilizam comprimentos de onda visíveis da luz. No entanto, um novo estudo utilizando observações com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) realça a atividade extrema desta estrela em comprimentos de onda rádio e no milimétrico, oferecendo informações excitantes sobre a natureza destas erupções, bem como sobre os potenciais impactos na habitabilidade dos seus planetas terrestres da zona habitável.
Conhecida por albergar um planeta potencialmente habitável, a estrela exibe uma grande atividade no visível. Tal como as erupções do nosso Sol, estes surtos libertam energia em todo o espetro eletromagnético e partículas energéticas estelares. Dependendo da energia e da frequência destas erupções, os planetas na zona habitável podem tornar-se inabitáveis, uma vez que as erupções retiram às atmosferas planetárias ingredientes necessários, como o ozono e a água.
Uma equipa científica liderada por Kiana Burton, da Universidade do Colorado, e Meredith MacGregor, da Universidade Johns Hopkins, utilizou dados de arquivo e novas observações do ALMA para estudar a atividade dos surtos nos comprimentos de onda milimétricos de Proxima Centauri. O pequeno tamanho da estrela e o seu forte campo magnético indicam que toda a sua estrutura interna é convectiva (ao contrário do Sol, que tem camadas convectivas e não convectivas), o que torna a estrela muito mais ativa. Os seus campos magnéticos ficam torcidos, desenvolvem tensão e acabam por se romper, enviando fluxos energéticos e partículas para o exterior naquilo que é observado como erupções.
"A atividade do nosso Sol não remove a atmosfera da Terra e, em vez disso, provoca belas auroras porque temos uma atmosfera espessa e um forte campo magnético para proteger o nosso planeta. Mas as erupções de Proxima Centauri são muito mais poderosas e sabemos que tem planetas rochosos na zona habitável. O que é que estas erupções estão a fazer às suas atmosferas? Haverá um fluxo tão grande de radiação e partículas que a atmosfera está a ser quimicamente modificada, ou talvez completamente destruída?" disse MacGregor.
Esta investigação representa o primeiro estudo multicomprimento de onda que utiliza observações milimétricas para desvendar um novo olhar sobre a física das erupções. Combinando 50 horas de observações do ALMA, utilizando tanto o conjunto completo de 12 metros como o ACA (Atacama Compact Array) de 7 metros, foi registado um total de 463 eventos eruptivos com energias entre 1024 e 1027 erg, e com uma duração breve entre 3 e 16 segundos.
"Quando vemos as erupções com o ALMA, vemos a radiação eletromagnética - a luz em vários comprimentos de onda. Mas se olharmos mais profundamente, estas erupções no rádio também nos dão uma forma de rastrear as propriedades dessas partículas e perceber o que está a ser libertado pela estrela", diz MacGregor. Para isso, a equipa caracterizou a chamada distribuição de frequência das erupções da estrela para mapear o número de surtos em função da sua energia. Tipicamente, a inclinação desta distribuição tende a seguir uma função de lei de potência: as erupções mais pequenas (menos energéticas) ocorrem com mais frequência, enquanto as maiores e mais energéticas ocorrem com menos regularidade. Proxima Centauri tem tantas erupções que a equipa detetou muitas dentro de cada intervalo de energia. Além disso, a equipa foi capaz de quantificar a assimetria das erupções mais energéticas da estrela, descrevendo como a fase de decaimento dos surtos era muito mais longa do que a fase inicial da explosão.
As observações no rádio e nos comprimentos de onda milimétricos ajudam a determinar as energias associadas a estas explosões e às partículas. MacGregor salientou o papel fundamental do ALMA: "As erupções milimétricas parecem muito mais frequentes. É uma lei de potência diferente da que vemos nos comprimentos de onda óticos. Se olharmos apenas para os comprimentos de onda óticos, estamos a perder informação crítica. O ALMA é o único interferómetro milimétrico suficientemente sensível para estas medições".
Os dados mais recentes do DES sugerem possíveis variações na energia escura ao longo do tempo
O Telescópio de 4 metros Víctor M. Blanco da NSF (National Science Foundation) no CTIO (Cerro Tololo Inter-American Observatory) no Chile, um programa do NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory) da NSF. É o lar da DECam (Dark Energy Camera) de 570 megapixéis, fabricada pelo Departamento de Energia dos EUA, que efetuou o DES.
Crédito: CTIO/NOIRLab/NSF/AURA/P. Horálek (Instituto de Física em Opava)
Um novo estudo inovador que utiliza os conjuntos finais de dados do DES (Dark Energy Survey) sugere potenciais inconsistências no modelo cosmológico padrão, conhecido como Lambda-CDM. Se confirmadas, estas descobertas podem alterar fundamentalmente a nossa compreensão do Universo. O DES foi realizado usando a DECam (Dark Energy Camera) de 570 megapixéis fabricada pelo Departamento de Energia dos EUA, montada no Telescópio de 4 metros Víctor M. Blanco da NSF (National Science Foundation) no CTIO (Cerro Tololo Inter-American Observatory) no Chile, um programa do NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory) da NSF.
O modelo Lambda-CDM (ou ΛCDM) tem sido a base da cosmologia moderna há já algum tempo, descrevendo com sucesso estruturas de grande escala no Universo. Propõe que 95% do cosmos é composto por matéria escura (25%) e energia escura (70%) - substâncias misteriosas cuja natureza permanece desconhecida. Apenas 5% do Universo é constituído por matéria normal.
Pensa-se que a energia escura, representada pela constante cosmológica (Λ), impulsiona a expansão acelerada do Universo, mantendo uma densidade de energia constante ao longo do tempo. No entanto, novos resultados do DES (Dark Energy Survey), apresentados num artigo científico publicado no site arXiv e em palestras na Cimeira Global de Física da Sociedade Americana de Física, em Anaheim, Califórnia, EUA, apontam para um desvio deste pressuposto, sugerindo que a energia escura pode evoluir ao longo do tempo. Estas descobertas alinham-se com estudos anteriores, reforçando a sua importância.
O DES é uma colaboração internacional que inclui mais de 400 cientistas de mais de 25 instituições, liderada pelo Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory) do Departamento de Energia dos EUA. O DES foi realizado recorrendo à DECam (Dark Energy Camera) de 570 megapixéis fabricada pelo Departamento de Energia dos EUA, montada no Telescópio de 4 metros Víctor M. Blanco da NSF (National Science Foundation) no CTIO (Cerro Tololo Inter-American Observatory) no Chile, um programa do NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory) da NSF. Recolhendo dados em 758 noites ao longo de seis anos, os cientistas do DES mapearam uma área de quase um-oitavo de todo o céu. O projeto emprega múltiplas técnicas de observação, incluindo medições de supernovas, análise de enxames de galáxias e lentes gravitacionais fracas, para estudar a energia escura.
Duas medições-chave do DES - OABs (oscilações acústicas bariónicas) e medições da distância de explosões estelares (supernovas do Tipo Ia) - acompanham a história da expansão do Universo. As OABs referem-se a uma régua cósmica padrão formada por ondas sonoras no Universo primitivo, com picos que se estendem por cerca de 500 milhões de anos-luz. Os astrónomos podem medir estes picos em vários períodos da história cósmica para ver como a energia escura esticou a escala ao longo do tempo.
Santiago Avila, do CIEMAT (Centro de Investigaciones Energéticas, Medioambientales y Tecnológicas), em Espanha, responsável pela análise da escala OAB no DES, afirma: "Ao analisar 16 milhões de galáxias, o DES descobriu que a escala OAB medida é, na realidade, 4% mais pequena do que a prevista pelo ΛCDM".
As supernovas do Tipo Ia funcionam como "velas padrão", o que significa que têm um brilho intrínseco conhecido. Por conseguinte, o seu brilho aparente, combinado com informações sobre as galáxias que as acolhem, permite aos cientistas efetuar cálculos precisos das distâncias. Em 2024, o DES publicou o mais extenso e detalhado conjunto de dados de supernovas até à data, fornecendo medições altamente precisas das distâncias cósmicas. Estas novas descobertas dos dados combinados de supernovas e OABs confirmam de forma independente as anomalias observadas nos dados de supernovas de 2024.
Ao integrar as medições DES com os dados da radiação cósmica de fundo em micro-ondas, os investigadores inferiram as propriedades da energia escura - e os resultados sugerem uma natureza evolutiva. Se validados, indicam que a energia escura, a constante cosmológica, afinal não é constante, mas um fenómeno dinâmico que requer um novo enquadramento teórico.
"Este resultado é intrigante porque sugere uma física para além do modelo padrão da cosmologia", diz Juan Mena-Fernández do Laboratório de Física Subatómica e Cosmologia em Grenoble, França. "Se mais dados confirmarem estas descobertas, poderemos estar à beira de uma revolução científica".
Embora os resultados atuais ainda não sejam definitivos, as próximas análises que incorporem sondas DES adicionais - tais como o agrupamento de galáxias e as lentes fracas - poderão reforçar as evidências. Tendências semelhantes surgiram noutros grandes projetos cosmológicos, incluindo o DESI (Dark Energy Spectroscopic Instrument), aumentando a expetativa da comunidade científica.
"Estes resultados representam anos de esforço colaborativo para extrair conhecimentos cosmológicos dos dados do DES", diz Jessie Muir da Universidade de Cincinnati, EUA. "Ainda há muito para aprender e será emocionante ver como a nossa compreensão evolui à medida que novas medições se tornam disponíveis".
A análise final do DES, esperada para o final deste ano, incorporará sondas cosmológicas adicionais para verificar as descobertas e refinar as restrições à energia escura. A comunidade científica aguarda ansiosamente estes resultados, uma vez que poderão abrir caminho a uma mudança de paradigma na cosmologia.
Pistas tentadoras de que a energia escura está a evoluir - novos resultados e dados divulgados pelo Projeto DESI (via NOIRLab)
A colaboração DESI publicou uma nova análise da energia escura utilizando os seus primeiros três anos de dados recolhidos, que abrangem cerca de 15 milhões de galáxias e quasares. Combinada com estudos do fundo cósmico de microondas, supernovas e lentes fracas, a análise sugere que a energia escura muda ao longo do tempo. A primeira versão dos dados, que contém os dados da validação do levantamento do DESI e do primeiro ano de observações, foi agora disponibilizada para ser explorada pelos cientistas e pelo público. Ler fonte
A famosa estrela WR 104 revela mais uma surpresa - e algum alívio (via Observatório W. M. Keck)
A investigação do astrónomo e cientista de instrumentos do Observatório W. M. Keck, Grant Hill, confirma finalmente o que se suspeitava há anos: WR 104 tem no seu centro um par de estrelas massivas que se orbitam uma à outra com um período de cerca de 8 meses e a colisão entre os seus poderosos ventos dá origem ao seu cata-vento giratório de poeira que brilha no infravermelho e que roda com o mesmo período. Ler fonte
Quão massivas são as estrelas neutrões à nascença? Um novo estudo revela a resposta (via OzGrav)
Uma equipa internacional de astrofísicos da China e da Austrália, liderada pelo antigo investigador do OzGrav (ARC Centre of Excellence for Gravitational Wave Discovery), prof. Xingjiang Zhu, determinou pela primeira vez a massa das estrelas de neutrões quando nascem. Ler fonte
Álbum de fotografias O Tripleto de Leão
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Rabeea Alkuwari
Este grupo popular "salta" para o céu do início da noite por volta do equinócio de março e da primavera do hemisfério norte. Com o famoso nome de Tripleto de Leão, estas três magníficas galáxias reúnem-se num único campo de visão na direção da constelação de Leão. Agradáveis quando fotografadas até com telescópios modestos, podem ser introduzidas individualmente como NGC 3628 (em baixo à esquerda), M66 (a meio à direita) e M65 (em cima ao centro). Todas as três são grandes galáxias espirais, mas tendem a parecer diferentes porque os seus discos galácticos estão inclinados em ângulos diferentes em relação ao nosso ponto de vista. NGC 3628, também conhecida como a Galáxia do Hambúrguer, é vista de lado, com correntes de poeira obscurante que cortam o plano galáctico inchado. Os discos de M66 e M65 estão ambos inclinados o suficiente para exibir a sua estrutura espiral. As interações gravitacionais entre as galáxias do grupo deixaram sinais reveladores, incluindo caudas de maré e o disco deformado e inchado de NGC 3628 e os braços espirais esticados de M66. Esta esplêndida imagem da região cobre mais de um grau (duas Luas Cheias) no céu. Captada com um telescópio a partir de Sawda Natheel, no Qatar, planeta Terra, a imagem cobre mais de meio milhão de anos-luz à distância estimada de 30 milhões de anos-luz.
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