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08/05 a
11/05/2026

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Astroboletim #2313

 

Astrónomos investigam a composição da superfície de uma super-Terra próxima

Observações do telescópio James Webb revelaram que o exoplaneta rochoso LHS 3844 b tem uma superfície escura, muito quente e sem atmosfera, provavelmente composta por basalto semelhante ao da Lua ou Mercúrio. Os dados sugerem também pouca atividade geológica recente, tornando-o um mundo árido e geologicamente "morto".

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Noites Astronómicas em Faro

O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma sessão de observação da Lua na seguinte data e local:

Dia: 22 de maio de 2026
Hora: 20:00
Local: Parque de Lazer das Figuras, frente ao Fórum Algarve

A atividade é gratuita. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Participe!

Informações: 289 890 920 | 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt

 

🗓️ Almanaque do espaço e do tempo

Dia 08/05: 128.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Observe Vénus, a "Estrela da Tarde", a brilhar com um branco intenso a oeste-noroeste. Encontra-se quase na altura máxima que atingirá durante esta aparição de 2026, que se caracteriza por estar relativamente baixa no céu.

• À medida que anoitece, procure Elnath a surgir acima de Vénus e Aldebaran quase duas vezes essa distância mas para baixo do planeta. Binóculos ajudam. Esta noite, Vénus situa-se exatamente na linha entre estas duas estrelas. Amanhã terá visivelmente saído dessa linha.

• E, para cima e para a esquerda de Vénus, o segundo planeta mais brilhante, Júpiter, que brilha na direção da constelação de Gémeos. O céu terá de ficar escuro para que todas as estrelas da constelação de Gémeos fiquem visíveis.

 

Dia 09/05: 129.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• A Galáxia do Sombrero, Messier 104, é um dos objetos mais emblemáticos do céu profundo. Com magnitude 8, está idealmente colocada o mais alto a sul nestas noites em que a Lua já nasce tarde.

• Fica na fronteira das constelações de Corvo e Virgem, 10º para a direita de Spica (Espiga). Messier 104 está situada a 31,1 milhões de anos-luz de distância.

• Lua em Quarto Minguante, pelas 22:10.

 

Dia 10/05: 130.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• O Arco da Primavera estende-se pelo céu a oeste ao final do anoitecer, com Júpiter a destacar-se perto do seu topo. Pollux e Castor, alinhadas quase na horizontal, formam o topo do Arco. Procure-as a menos de um punho à distância do braço esticado para cima e para a direita de Júpiter.

• Olhe para baixo e para esquerda para encontrar Procyon, e ainda mais longe, mas para baixo e para a direita, para encontrar Menkalinan e, em seguida, a brilhante Capella.

 

Dia 11/05: 131.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Qual é o objecto mais antigo que alguma vez viu? Para qualquer pessoa do mundo, é pelo menos o Sol e os outros objetos do Sistema Solar, com 4,6 mil milhões de anos. Tudo o que se encontra à superfície da Terra, ou perto dela, é muito mais jovem. Segue-se Arcturus, que a maioria das pessoas já viu, quer saiba qual é ou não, uma vez que é uma das estrelas mais brilhantes do céu. É uma gigante laranja de População II, com cerca de 7 mil milhões de anos, que está a passar pela nossa região da Via Láctea. Ela está atualmente muito alta a sudeste ou sul nestas noites antes da meia-noite.

• Os astrónomos amadores têm os enxames globulares. A maioria é ainda mais antiga, pelo menos em parte. O conhecido M4, em Escorpião, que já se encontra baixo a sudeste antes da meia-noite, foi datado em 12,7±0,7 mil milhões de anos por meio de anãs brancas no seu interior.

• Mas e as estrelas individuais que podemos observar? A atribuição de datas a estrelas individuais que existem desde os primeiros tempos após o Big Bang ainda é incerta; os astrónomos têm de trabalhar a partir da quase ausência de elementos pesados nos seus espetros.

• Mas uma estrela de 6.ª magnitude em Boötes (Boieiro), HD 122563, e uma estrela de 7.ª magnitude em Libra (Balança), HD 140283, ambas ao alcance de uns binóculos, esperam por si nestas noites de maio e junho. Datam provavelmente de há cerca de 12,5 mil milhões e pelo menos 13 mil milhões de anos, respetivamente. Estas serão provavelmente as coisas mais antigas que alguma vez viu ou verá. O próprio Big Bang ocorreu há 13,8 mil milhões de anos.

 

Este objeto do Sistema Solar exterior tem uma atmosfera, mas não deveria ter

Astrónomos japoneses descobriram indícios de uma atmosfera ténue em torno do objeto transneptuniano 2002 XV93, apesar de este ser demasiado pequeno para a manter durante muito tempo. A atmosfera poderá ter sido criada recentemente por atividade interna ou pelo impacto de um cometa, desafiando os modelos atuais sobre estes corpos gelados.

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Eclipses estelares lançam luz sobre possíveis novos mundos

O satélite TESS foi utilizado para identificar 27 candidatos a exoplanetas em sistemas binários, analisando variações no momento dos eclipses entre estrelas. O método dos astrónomos permite detetar planetas invisíveis às técnicas tradicionais de trânsito e poderá revelar muitos novos mundos em sistemas com "dois sóis".

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📰 Também em destaque

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Investigação mostra que a vida primitiva dependia de um metal raro (via NASA)
Cientistas financiados pela NASA descobriram que a vida na Terra, há mais de 3 mil milhões de anos, dependia do metal molibdénio, que era extremamente escasso no ambiente da época. O estudo, publicado na revista Nature Communications, é o primeiro a demonstrar que o molibdénio era utilizado por formas de vida antigas numa fase tão remota da história do nosso planeta.

 
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Webb e Hubble descobrem que os enxames estelares massivos emergem mais rapidamente das suas nuvens natais (via ESA)
Os astrónomos, utilizando o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA em conjunto com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, analisaram em profundidade milhares de enxames de estrelas jovens em quatro galáxias próximas, estudando enxames em diferentes fases de evolução. As suas descobertas revelam que os enxames mais massivos emergem mais rapidamente das nuvens onde nascem, dissipando o gás e enchendo a galáxia de luz ultravioleta. O resultado permite-nos compreender melhor a formação estelar nas galáxias e como e onde os planetas se podem formar.

 

Álbum de fotografias

Pilares e Jatos da Trífida

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASA, ESA, STScI; processamento - J. DePasquale (STScI)

Os pilares de poeira são como montanhas interestelares. Sobrevivem porque são mais densos do que o que os rodeia, mas estão a ser lentamente erodidos por um ambiente hostil. Na imagem em destaque, captada pelo Telescópio Espacial Hubble, é possível ver a extremidade de um enorme pilar de gás e poeira na Nebulosa Trífida (M20), pontuada por um pilar mais pequeno que aponta para cima e por um jato invulgar que aponta para o canto superior esquerdo. Muitos dos pontos brilhantes são estrelas recém-formadas. Uma estrela perto da extremidade do pilar pequeno está a ser lentamente despojada do seu gás em acreção pela radiação de uma estrela tremendamente mais brilhante situada para lá da parte superior da imagem. O jato estende-se por quase um ano-luz e não seria visível sem iluminação externa. À medida que o gás e a poeira evaporam dos pilares, a fonte estelar oculta deste jato provavelmente será revelada, possivelmente nos próximos 20.000 anos.

 
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