Pela primeira vez, a missão TESS da NASA descobriu um planeta através de microlentes gravitacionais, em vez do método habitual dos trânsitos. O planeta Gaia23bra b é um "super-Júpiter" que orbita longe da sua estrela. A descoberta demonstra que os dados do TESS podem revelar muitos outros planetas antes considerados impossíveis de detetar com esta missão.
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🗓️ Almanaque do espaço e do tempo
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Dia 03/07: 184.º dia do calendário gregoriano
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• Depois de Vénus ficar facilmente visível ao crepúsculo ocidental, fique atento(a) ao brilho de Regulus (Régulo), que surge 6,8º para a sua esquerda, conforme ilustrado abaixo. Com uma magnitude de 1,3, Régulo tem apenas 1/150 do brilho de Vénus, que tem uma magnitude de -4,1.
• Em seguida, observe 8,3º para cima e para a direita de Régulo para avistar a estrela mais amarelada Algieba (Gamma Leonis). Tem metade do brilho, com uma magnitude total de 2,0 (a soma das suas duas belas componentes telescópicas, separadas por 4,7 segundos de arco).
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• E, à medida que a noite avança, procure as outras quatro estrelas da "foice" de Leão.
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Dia 04/07: 185.º dia do calendário gregoriano
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• Se por acaso acordar hoje, 4 de julho, muito cedo, procure Marte baixo a este, entre Aldebaran (Aldebarã), que é quase gémea do Planeta Vermelho em termos de cor, e as Plêiades.
• As Plêiades serão difíceis de avistar, mesmo com binóculos, à medida que vai amanhecendo; tente, então, observá-las 60 ou 70 minutos do nascer-do-Sol.
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• Bónus! Marte e Úrano estão em conjunção, separados por menos de 0,1º ao amanhecer. Marte tem uma magnitude de 1,3 e Úrano de 5,8, sendo 1/60 menos brilhante, mas ainda visível com binóculos ou um telescópio, se observar antes que a luz do amanhecer fique demasiado intensa. Tente cerca de uma hora e 45 minutos antes do nascer-do-Sol. Úrano estará logo para a esquerda e um pouco para cima de Marte (não visível na imagem).
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Dia 05/07: 186.º dia do calendário gregoriano
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• Compare os enxames globulares de Hércules. M13 é famoso por ser um dos melhores e mais brilhantes enxames globulares do céu, encontrando-se agora quase no zénite após o anoitecer.
• Mas parte da sua fama deve-se à sua localização facilmente identificável. Menos conhecido é o seu quase gémeo, M92, situado numa região mais esparsa, 9,5º para nordeste, como se pode ver na ilustração. M92 é apenas ligeiramente mais pequeno que M13 e tem um aspeto próprio.
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• Para apreciar verdadeiramente as "personalidades" destes dois enxames de Hércules, tente alternar rapidamente entre eles. A maioria das diferenças visíveis deve-se ao tamanho físico, sendo que M13 é quase duas vezes mais massivo do que M92.
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Dia 06/07: 187.º dia do calendário gregoriano
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• A Terra alcança hoje, pelas 18:00, o afélio, que é a sua posição orbital mais distante do Sol - cerca de 152,1 milhões de quilómetros. O periélio da Terra (a sua posição orbital mais próxima do Sol), em comparação, ocorreu no passado dia 3 de janeiro e levou o nosso planeta a 147,1 milhões de quilómetros do Sol. É uma diferença de apenas cerca de 5 milhões de quilómetros.
• Já que ontem observávamos enxames globulares, eis um que é bastante diferente. Explore a área perto de Antares, na constelação de Scorpius (Escorpião). No campo de visão binocular de Antares encontra-se M4, maior e mais próximo de nós, mas menos denso (compacto) do que M13 e M92.
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• Através de um telescópio, por estar mais próximo (6033 anos-luz, em comparação com 24.100 anos-luz para M13 e 26.700 anos-luz para M92), as suas estrelas são mais facilmente resolvíveis do que a maioria dos enxames globulares.
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Os telescópios espaciais de raios X, XMM-Newton da ESA, e Chandra da NASA, mapearam os braços espirais exteriores da nossa Via Láctea medindo os ecos de raios X de três explosões cósmicas distantes, refletidos pela poeira galáctica. Os resultados revelam que dois destes braços espirais estão até 10% mais distantes do que se pensava.
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O Observatório Vera C. Rubin deu início ao seu grande levantamento do céu, um projeto de 10 anos que produzirá o mais detalhado "filme" do Universo de sempre. Ao observar repetidamente o céu austral, permitirá descobrir milhões de asteroides, acompanhar explosões estelares e ajudar a desvendar a matéria e energia escuras.
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"Para além dos limites": a colocação de um milhão de satélites e espelhos no espaço ameaça o céu noturno (via ESO)
Um novo estudo do ESO concluiu que as propostas atuais para colocar em órbita mais de 1,7 milhões de satélites, incluindo alguns extremamente brilhantes, teriam "consequências devastadoras para a astronomia". De acordo com o estudo, não deveriam orbitar a Terra mais de 100.000 satélites de baixa luminosidade, invisíveis a olho nu, de modo a salvaguardar a nossa capacidade de observar o céu noturno com telescópios modernos. Este estudo é o primeiro a calcular em que medida as constelações de satélites de grande dimensão e alta luminosidade - que também têm suscitado preocupações quanto aos seus impactos na saúde e no ambiente - afetariam as observações astronómicas, tornando o céu noturno mais brilhante.
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Nesta foto estão escondidos milhares de planetas (via ESA)
Milhões de estrelas. Milhares de mundos ocultos. Uma visão sem precedentes da nossa Galáxia. Três anos após o lançamento, o telescópio espacial Euclid da ESA revela o centro da Via Láctea com um detalhe extraordinário: um mosaico de dezenas de milhões de estrelas captado em apenas 26 horas. Mas isto é mais do que uma imagem. É um mapa da evolução estelar, desde as nuvens escuras onde as estrelas nascem até às populações antigas aglomeradas no Bojo Galáctico.
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Nova investigação revela as violentas origens de galáxias recentemente extintas (via Universidade de Nottingham)
Os investigadores lançaram nova luz sobre a razão pela qual algumas galáxias distantes deixam subitamente de formar estrelas. Uma equipa internacional liderada por astrónomos da Universidade de Nottingham utilizou o Telescópio Espacial James Webb para estudar uma vasta amostra de galáxias recentemente "extintas" no Universo distante, observadas há cerca de 9 mil milhões de anos.
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M82: Galáxia com um Vento Supergaláctico
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Por que razão está a Galáxia do Charuto a expelir fumo vermelho? M82, como também é conhecida esta galáxia "starburst" (com formação estelar explosiva), foi agitada por uma recente passagem junto à grande galáxia espiral M81. No entanto, isto não explica totalmente a origem do gás e da poeira que brilham em vermelho e que se expandem para o exterior. As evidências indicam que este gás e poeira estão a ser impulsionados pelos ventos de partículas emergentes combinados de muitas estrelas, que, em conjunto, criam um supervento galáctico. Pensa-se que as partículas de poeira tenham origem no meio interestelar de M82 e sejam, na verdade, semelhantes em tamanho às partículas presentes no fumo de um charuto. O mosaico fotográfico aqui apresentado combina imagens captadas em luz visível pelo Telescópio Espacial Hubble e imagens captadas no infravermelho pelo Telescópio Espacial James Webb. Mostra a galáxia central de cor clara, quase de perfil, no centro da imagem, com enormes filamentos de gás e poeira de cor laranja e vermelha a estenderem-se tanto para cima como para baixo. Os filamentos estendem-se por mais de 10.000 anos-luz. A Galáxia do Charuto, situada a 12 milhões de anos-luz de distância, é a galáxia mais brilhante do céu no infravermelho e pode ser observada no visível com um pequeno telescópio na direção da constelação da Ursa Maior.
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"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?
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