Astrónomos descobriram Beta Pictoris d, o exoplaneta mais ténue alguma vez fotografado diretamente a partir da Terra. Com apenas 2,4 massas de Júpiter, esteve escondido durante mais de uma década em imagens de arquivo do Very Large Telescope. A descoberta demonstra o enorme potencial dos arquivos astronómicos para revelar novos mundos.
|
|
|
Uma iniciativa nacional que traz a Ciência ao público desde 1996.
A Rede de Centros Ciência Viva convida todas as mentes curiosas a sair fora de portas e a passar parte das suas férias de verão rodeadas de Ciência e de Natureza.
Todos os anos são dinamizadas atividades guiadas por investigadores e especialistas de instituições e associações científicas, museus, autarquias e empresas, num ambiente informal e descontraído.
|
|
|
|
🗓️ Almanaque do espaço e do tempo
|
|
|
Dia 17/07: 198.º dia do calendário gregoriano
|
|
|
|
• A Lua Crescente brilha a menos de um punho à distância do braço esticado para a esquerda de Vénus.
|
• O nosso satélite natural está em crescente e um telescópio revela que Vénus é giboso. E isto apesar de ambos se encontrarem na mesma parte do céu. Porquê? A Lua está mais perto de nós do que o Sol, pelo que vemos uma parte maior do seu lado noturno. Vénus encontra-se do outro lado do Sol, do ponto de vista do planeta Terra, pelo que vemos uma parte maior do seu lado iluminado.
|
|
|
Dia 18/07: 199.º dia do calendário gregoriano
|
|
|
|
• Escorpião é por vezes chamado "Oríon de Verão" devido ao seu brilho, às suas gigantes azul-esbranquiçadas e à sua supergigante vermelha. Mas Escorpião passa muito mais baixo no céu sul do que Oríon, para quem vive a latitudes médias norte. Isso significa que só há mesmo um mês para boa observação noturna: julho.
|
• A rica área em redor da cauda de Escorpião está agora no seu ponto mais alto a sul logo após o anoitecer. Encontre a cauda para baixo e para a direita do "bule de chá" de Sagitário, mais ou menos a um punho à distância do braço esticado. Ou a cerca de punho e meio para baixo e para a esquerda de Antares. Quão alta ou baixa esta cena está depende de quão para norte ou sul o observador vive: quanto mais para sul, mais alta estará.
|
|
|
Dia 19/07: 200.º dia do calendário gregoriano
|
|
|
|
• Continuando na cauda de Escorpião: procure as duas estrelas especialmente perto uma da outra. Estas são Shaula (Lambda Scorpii) e a mais ténue Lesath (Upsilon Scorpii), conhecidas como os "Olhos de Gato".
• Estão inclinadas; o "gato" parece estar a inclinar a sua cabeça e a piscar um olho (Lambda é mais brilhante do que Upsilon; têm magnitudes 1,5 e 2,6). Ambas são supergigantes azul-esbranquiçadas, a 700 e 500 anos-luz de distância, respetivamente. A mais ténue está mais próxima de nós.
|
• Entre os "Olhos de Gato" e a ponta do "bule de chá" estão os enxames abertos M6 e especialmente M7, incríveis através de binóculos.
• Uma linha que passe pelos Olhos de Gato aponta para oeste (direita), e quase a um punho à distância do braço esticado, chega a Mu Scorpii, um par ainda mais íntimo conhecido como os "Olhos do Gato Pequeno" (não resolvido na ilustração). O par está orientado quase da mesma maneira que Shaula e Lesath, mas com apenas uma separação de 0,1º. Este não é um binário verdadeiro: estão a 800 e 500 anos-luz, respetivamente. E sim, neste par visual a estrela mais ténue também está mais próxima de nós.
|
|
|
Dia 20/07: 201.º dia do calendário gregoriano
|
|
|
|
• A Lua, praticamente em Quarto Crescente, está esta noite a menos um punho à distância do braço esticado da estrela Spica (Espiga), grupo este baixo a sudoeste ao anoitecer.
|
|
|
• Espiga é a estrela mais brilhante da constelação de Virgem e uma das 20 estrelas mais brilhantes do céu noturno, localizada a aproximadamente 250 anos-luz da Terra.
|
|
|
|
Recorrendo a dados dos telescópios Hubble e James Webb, os astrónomos descobriram o primeiro buraco negro de massa estelar no enxame globular Omega Centauri. O objeto, batizado oMEGACat BH-2, orbita uma estrela visível a cada 94 anos, ajudando a compreender a evolução e formação destes misteriosos corpos celestes.
|
|
|
|
Foram identificadas quatro anãs brancas ocultas em sistemas binários a menos de 65 anos-luz da Terra, incluindo a nona mais próxima do Sol. Escondidas pelo brilho das suas companheiras anãs vermelhas, estas "estrelas mortas" passaram despercebidas durante décadas. A descoberta mostra que a nossa vizinhança cósmica ainda guarda surpresas e sugere que poderão existir mais sistemas semelhantes por encontrar.
|
|
|
|
|
|
Estudo associa a colisão de um asteroide a chuvas de meteoritos há 800 milhões de anos (via SwRI)
Um estudo liderado pelo SwRI (Southwest Research Institute) propôs uma ligação entre uma colisão específica na cintura principal de asteroides e um episódio de bombardeamento que abrangeu todo o Sistema Solar interior e que poderá ter tido consequências biológicas e geológicas mensuráveis na Terra. A investigação sugere que a fragmentação catastrófica do corpo-mãe Eulalia poderá estar relacionada com uma chuva de impactos que atingiu os planetas terrestres há cerca de 800 milhões de anos.
|
|
|
|
|
Rover Perseverance analisa registos de antigos impactos em Marte (via NASA)
O rover Perseverance da NASA descobriu indícios de que uma camada de rocha antiga com 75 metros de espessura, na orla da cratera Jezero, foi formada por impactos repetidos de asteroides. Designada como "Broom Point member" pela equipa científica do rover, esta sequência de camadas rochosas tem provavelmente mais de 3,9 mil milhões de anos, o que a torna um dos terrenos mais antigos alguma vez examinados por um rover marciano.
|
|
|
NGC 474: Conchas e Correntes Estelares
|
O que se passa com a galáxia NGC 474? As múltiplas camadas de emissão parecem estranhamente complexas, tendo em conta o aspeto relativamente inexpressivo desta galáxia elíptica em imagens menos profundas. A causa destas conchas é objeto de investigação, mas trata-se possivelmente de caudas de maré relacionadas com detritos remanescentes da absorção de várias pequenas galáxias ao longo dos últimos mil milhões de anos. Em alternativa, as conchas podem ser como ondulações num lago, em que a colisão em curso com a galáxia espiral situada imediatamente à direita de NGC 474 está a provocar ondas de densidade que se propagam pela gigante galáctica. Independentemente da causa real, a imagem em destaque realça de forma dramática as evidências crescentes de que os halos de algumas galáxias elípticas são surpreendentemente complexos. Da mesma forma, o halo da nossa própria Via Láctea é um exemplo dessas complexidades inesperadas. NGC 474 estende-se por cerca de 250.000 anos-luz e situa-se a cerca de 100 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Peixes.
|
|
|
Centro Ciência Viva do Algarve Rua Comandante Francisco Manuel 8000-250, Faro Portugal Telefone: 289 890 922 Telemóvel: 962 422 093 E-mail: info@ccvalg.pt
|
|
Centro Ciência Viva de Tavira Convento do Carmo 8800-311, Tavira Portugal Telefone: 281 326 231 Telemóvel: 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
|
|
|
"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?
Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.
Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.
Esta mensagem destina-se unicamente a informar e está de acordo com as normas europeias de proteção de dados (ver RGDP), conforme Declaração de Privacidade e Tratamento de dados pessoais.
2026 - Centro Ciência Viva do Algarve | Centro Ciência Viva de Tavira
|
|
|
|