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11/08 a
13/08/2026

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Astroboletim #2340

 

Sonda New Horizons encontra indícios de líquido recente na superfície de Plutão

Dados da sonda New Horizons sugerem que azoto líquido poderá ter fluído recentemente à superfície de Plutão. Fendas no glaciar Sputnik Planitia apresentam marcas semelhantes às deixadas por líquidos em glaciares terrestres. Modelos indicam que azoto derretido no interior do glaciar pode subir por canais e escorrer à superfície, revelando uma atividade geológica inesperada.

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Uma iniciativa nacional que traz a Ciência ao público desde 1996.

A Rede de Centros Ciência Viva convida todas as mentes curiosas a sair fora de portas e a passar parte das suas férias de verão rodeadas de Ciência e de Natureza.

Todos os anos são dinamizadas atividades guiadas por investigadores e especialistas de instituições e associações científicas, museus, autarquias e empresas, num ambiente informal e descontraído.

Ciência Viva no Verão 2026 - plataforma e inscrições

 

🗓️ Almanaque do espaço e do tempo

Dia 11/08: 223.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Para baixo e para a esquerda de Deneb, que está situada na constelação de Cygnus (Cisne), a Via Láctea estende-se entre Cepheus (Cefeu) e a ténue constelação de Lacerta (Lagarto), antes de chegar a Cassiopeia.

• Embora a silhueta do Lagarto seja composta apenas por estrelas de 4.ª a 5.ª magnitudes, é rica em enxames de fundo.

• Entre eles, o enxame estelar aberto NGC 7209. Com uma magnitude total de 7,7, este enxame está ao alcance de binóculos grandes em noites escuras e sem Lua, como as que temos esta semana.

• O esparso enxame contém cerca de 150 estrelas entre magnitude 9 e 15 e, à invulgar e grande distância de 3800 anos-luz (distante para um enxame aberto), mede aproximadamente 30 anos-luz de diâmetro.

 

Dia 12/08: 224.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Lua Nova (pelas 18:37) e ocorre hoje o evento astronómico do ano! Portugal poderá observar um eclipse do Sol, muito profundo em toda a área continental e até total numa pequena zona do norte de Portugal.

• No Algarve, o eclipse começa pelas 18:42, atinge o máximo pelas 19:38 (percentagem de ocultação máxima de 93% - a imagem abaixo ilustra o aspeto do eclipse máximo na região) e termina pelas 20:31. Quanto mais para norte, mais a Lua tapará o Sol. Consulte mais informações aqui e no site https://eclipse2026.pt . O Centro Ciência Viva do Algarve e o Centro Ciência Viva de Tavira estarão a dinamizar observações do eclipse em vários locais. Observe o eclipse sempre em segurança!

• E sim, para esta noite de 12 para 13 de agosto também está prevista a chuva de meteoros das Perseídas alcançar o seu pico! Como a Lua está obviamente fora do céu noturno, o luar não vai interferir com a observação dos meteoros. Ao início da noite os meteoros poderão ser poucos, mas com o passar das horas o radiante da chuva sobe a nordeste e os meteoros podem aumentar em número - especialmente da meia-noite até ao amanhecer de dia 13.

 

Dia 13/08: 225.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Agosto é a época ideal para observar a Via Láctea, sempre que a Lua não está visível no céu noturno, como ainda acontece hoje.

• Assim que a escuridão da noite se instala por completo, a Via Láctea estende-se desde entre Sagittarius (Sagitário) e Scorpius (Escorpião), a sul-sudoeste, depois inclina-se para a esquerda ao atravessar Aquila (Águia), continua para a esquerda através do grande Triângulo de Verão, muito alto no céu, e depois vai-se estreitando ao passar por Cassiopeia até Perseus (Perseu), baixo no céu a norte-nordeste.

 

Uma corrente cósmica de gás alimenta GW Orionis

Observações do radiotelescópio ALMA revelaram um enorme fluxo de gás, com cerca de 0,2 anos-luz, a alimentar o jovem sistema estelar triplo GW Orionis. O fluxo parece estar a inclinar o disco onde se formam os planetas, mostrando que estes sistemas podem ser moldados por correntes turbulentas de matéria e não evoluir de forma ordenada.

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Os "pequenos pontos vermelhos" podem ser estrelas gigantes pulsantes que criaram buracos negros no início do Universo

Um novo estudo propõe que os misteriosos “pequenos pontos vermelhos” observados pelo James Webb no Universo primordial poderão ser estrelas supermassivas, com cerca de 100 mil vezes a massa do Sol. Pulsações violentas dessas estrelas criariam as densas conchas de gás observadas e, no fim, poderiam colapsar diretamente, formando as sementes dos primeiros buracos negros supermassivos.

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📰 Também em destaque

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Cientistas divulgam o maior mapa 2D do Universo (via NOIRLab)
O mais recente mapa dos levantamentos do Legado DESI, cuja elaboração demorou 13 anos, abrange três-quartos do céu e cataloga quase quatro mil milhões de objetos. Este tesouro está disponível para todos e contém estrelas, galáxias, supernovas, lentes gravitacionais e muito mais.

 
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A rotação lenta pode explicar por que razão os planetas se tornam "infernais" (via Universidade da Califórnia em Riverside)
Centenas de planetas semelhantes a Vénus poderão em breve ajudar a determinar por que razão alguns mundos se tornam "infernos" devido ao efeito de estufa, enquanto outros continuam a ser capazes de sustentar vida. Mas, antes de responder a essa questão, os cientistas precisam primeiro de saber a que velocidade esses planetas estão a girar. A velocidade de rotação de um planeta ajuda a determinar como a energia de uma estrela, como o Sol, se move à volta do planeta e molda os seus padrões climáticos, bem como as interações entre a sua atmosfera e os oceanos, caso o planeta os possua. Sem conhecer a verdadeira velocidade de rotação, os cientistas que tentam modelar o clima de um exoplaneta estão a perder uma informação fundamental.

 

Álbum de fotografias

Nova Imagem do Sol, a Mais Nítida de Sempre, Revela Instabilidade

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NSF, NSO, AURA, MPS, Telescópio Solar Inouye

O que revela a nova imagem mais nítida do nosso Sol? Instabilidade. Mais concretamente, um determinado tipo de processo interativo denominado instabilidade de Kelvin-Helmholtz (IKH). Esta instabilidade pode criar ondas e vórtices quando duas correntes passam uma pela outra - neste caso, correntes variáveis de plasma magnético solar. Há muito que se supunha que ocorressem na superfície do Sol, as listras e os vórtices da IKH foram confirmados em imagens espetaculares de alta resolução, recém-divulgadas, captadas recentemente pelo Telescópio Solar Inouye, no Hawaii, EUA. A imagem aqui apresentada, em falsas cores amarelas, que na realidade foi captada em azul profundo, é a imagem de maior resolução do Sol até à data no visível. Abrange aproximadamente o raio da Terra, mas os seus detalhes mais finos têm o tamanho de uma cidade. São visíveis vários topos lisos de grânulos solares em mudança, enquanto se descobriu que as orlas das estruturas semelhantes a flores abrigam múltiplos vórtices de IKH. Investigações futuras poderão analisar como a IKH ajuda a transportar energia e campos magnéticos, podendo até aquecer a coroa solar circundante.

 
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