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18/09 a
21/09/2026

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Astroboletim #2351

 

Recém-descoberto planeta "bebé" bate o recorde de mundo mais jovem conhecido

Astrónomos confirmaram Elias 2-24 b, o planeta mais jovem conhecido, com menos de 1 milhão de anos. Com uma massa semelhante à de Júpiter, ainda está a formar-se no disco de gás e poeira da sua estrela, a cerca de 450 anos-luz. A descoberta permite observar diretamente as primeiras fases da formação planetária.

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NOITE INTERNACIONAL DE OBSERVAÇÃO DA LUA

O Centro Ciência Viva de Tavira convida todos a participarem na Noite Internacional de Observação da Lua no sábado, 19 de setembro a partir das 20:00. O evento gratuito será realizado na Ponte Romana em Tavira.

A Noite Internacional de Observação da Lua é um evento público mundial que incentiva a observação, a apreciação e a compreensão da nossa Lua e sua conexão com a ciência espacial, a exploração e a cultura humana. Este evento anual conecta cientistas, educadores e entusiastas da Lua de todo o mundo. Este ano, celebramos as novas e empolgantes observações lunares feitas pelos quatro astronautas da missão Artemis II em abril.

 

🗓️ Almanaque do espaço e do tempo

Dia 18/09: 261.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Lua em Quarto Crescente, pelas 21:44.

• O "bule de chá" de Sagittarius (Sagitário) encontra-se para a sua esquerda, as estrelas da cauda de Scorpius (Escorpião) cintilam por baixo do nosso satélite natural e Antares brilha com um tom alaranjado mais intenso cerca de punho e meio à distância do braço esticado para baixo e para a direita.

• Faça esta observação logo ao anoitecer, antes que fiquem demasiado baixos por trás de árvores, edifícios ou outros obstáculos perto do horizonte.

 

Dia 19/09: 262.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Agora a Lua está dentro do "bule de chá" de Sagittarius (Sagitário).

• Tape o nosso satélite natural com o dedo para melhor discernir as estrelas.

 

Dia 20/09: 263.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Há dois dias que a Lua passou o seu primeiro quarto. Por isso, esta noite, o terminador atravessa Mare Imbrium (Mar de Chuvas), como se pode ver a olho nu. Mare Imbrium é o "olho esquerdo" do Homem na Lua.

• Através de um telescópio, o terminador revelou recentemente a cratera Copernicus a meio, e logo abaixo começa a revelar a cratera Reinhold.

• Mais para sul, o terminador também já revelou quase totalmente Mare Nubium (Mar das Nuvens), juntamente com a bonita cratera Bullialdus.

• Mais perto do polo, as crateras Longomontanus e Clavius, as maiores de um arco de cinco crateras.

 

Dia 21/09: 264.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• Arcturus (Arcturo) brilha a oeste por estas noites depois do lusco-fusco. Capella, igualmente brilhante, está muito baixa a norte-nordeste (dependendo da latitude do observador; quanto mais para norte estiver, mais alta estará). São ambas estrelas de magnitude 0.

• Por volta das 22:00-22:30, Arcturo e Capella brilham exatamente à mesma altura nas suas respetivas direções. Qual o momento exato deste evento? Depende da latitude e da longitude do observador.

• Quando tal acontecer, vire-se para sul-sudeste e olhe perto do horizonte. Aí estará a estrela de primeira magnitude, Fomalhaut, à mesma altura - mas só se estiver situado(a) à latitude 43º N.

• Para sul dessa latitude - que todo Portugal está - estará mais alta do que Capella e Arcturo. Para norte de 43º N (extremo norte de Espanha e França, por exemplo), estará mais baixa.

 

Cientistas descobrem como descodificar as condições meteorológicas em mundos distantes

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Observações do Telescópio Espacial James Webb revelaram como funciona o "tempo" na atmosfera da anã castanha SIMP 0136, a cerca de 20 anos-luz. A maior parte das variações observadas deve-se a dois processos: mudanças de temperatura e da estrutura vertical das nuvens. Os dados revelam três estados meteorológicos recorrentes à medida que o objeto gira.

 

Vénus pode ter "comido" a sua lua

Um novo estudo sugere que Vénus poderá ter tido uma lua que acabou por colidir com o planeta. Devido à rotação extremamente lenta de Vénus - uma rotação a cada 243 dias terrestres - a interação gravitacional faria a lua perder energia orbital e espiralar gradualmente para a superfície. As simulações mostram que o processo seria inevitável.

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📰 Também em destaque

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Supercomputador japonês explica os Pequenos Pontos Vermelhos do Webb (via NAOJ)
De todas as descobertas do Telescópio Espacial James Webb, a infinidade de "Pequenos Pontos Vermelhos" que observou é uma das mais enigmáticas. Agora, simulações realizadas com o supercomputador japonês ATERUI III explicaram a natureza dos "Pequenos Pontos Vermelhos" sem recorrer a quaisquer pressupostos exóticos. As simulações mostram que os "Pequenos Pontos Vermelhos" são buracos negros a crescer a um ritmo que seria impossível nos dias de hoje, graças às condições que prevaleciam no Universo primitivo.

 
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Estrela "renascida" oferece uma oportunidade rara de observar a evolução estelar em tempo real (via Universidade de Manchester)
Uma estrela denominada "Objeto de Sakurai" tornou-se seis vezes mais quente nos últimos 30 anos, um dos aumentos mais rápidos alguma vez observados. Entrou numa nova fase da evolução estelar, passando a ser uma estrela Wolf-Rayet. Esta estrela em rápida transformação oferece aos astrónomos uma oportunidade rara de observar a evolução estelar a desenrolar-se em tempo real. O Objeto de Sakurai é uma estrela morta que se reacendeu na década de 1990 como uma estrela "renascida". Há 30 anos, a sua temperatura era semelhante à do nosso Sol. Novas observações revelam que a estrela está a aquecer mais gradualmente do que algumas teorias previam.

 
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Webb revela panorama deslumbrante de formação estelar (via ESA)
Esta imagem estrelada da região de formação estelar próxima IC 348 é uma das maiores imagens do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA divulgadas ao público até ao momento. Com o Webb, os astrónomos procuraram anãs castanhas em IC 348, que têm menos massa do que as estrelas mais pequenas. Os investigadores descobriram anãs castanhas com apenas o dobro da massa de Júpiter, levando o estudo destes objetos curiosos a uma nova gama de massas.

 

Álbum de fotografias

De Onde Vieram os Nossos Elementos Químicos

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, SVS

O hidrogénio presente no nosso corpo e em cada molécula de água teve origem no Big Bang. Não existem outras fontes significativas de hidrogénio no Universo. O carbono presente no nosso corpo foi formado por fusão nuclear no interior das estrelas, tal como o oxigénio. Grande parte do ferro presente no nosso corpo foi formado durante supernovas de estrelas que ocorreram há muito tempo e muito longe. O ouro nas joias foi provavelmente formado a partir de estrelas de neutrões durante colisões que podem ter sido visíveis como explosões de raios gama de curta duração ou eventos de ondas gravitacionais. Elementos como o fósforo e o cobre estão presentes nos nossos corpos apenas em pequenas quantidades, mas são essenciais para o funcionamento de toda a vida conhecida. A tabela periódica aqui apresentada está codificada para indicar a melhor estimativa da humanidade quanto à origem nuclear de todos os elementos químicos conhecidos. Os locais de formação nuclear de alguns elementos, como o cobre, não são ainda bem conhecidos e continuam a ser objeto de investigação observacional e computacional.

 
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