Versão web

 

22/09 a
24/09/2026

Arquivo•CCVAlg - Astronomia•Feed RSS

Astroboletim #2352

 

Não vamos conseguir observar este exoplaneta gigante durante muito mais tempo

O exoplaneta TOI-1355 b, um gigante gasoso muito quente, apresenta uma órbita extremamente excêntrica em torno de uma estrela mais quente que o Sol, completando uma translação em apenas dois dias. A sua órbita está a evoluir e, por volta de 2033, deixará de passar entre a estrela e a Terra, impossibilitando a observação dos seus trânsitos durante centenas de anos.

👉 Ler mais 
 

🗓️ Almanaque do espaço e do tempo

Dia 22/09: 265.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• A constelação de Cygnus (Cisne) flutua quase diretamente por cima das nossas cabeças nestas noites.

• Quando se olha para sudoeste e se inclina a cabeça bem, bem para cima, a cruz de Cisne parece ficar na vertical. Tem cerca de dois punhos de altura à distância do braço esticado, com Deneb no topo.

• Ou, por outras palavras, quando se olha para sudoeste, o Cisne parece estar a mergulhar ao longo da Via Láctea.

 

Dia 23/09: 266.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• A Terra atravessa o ponto do equinócio de setembro pelas 01:05. Despedimo-nos do verão e damos, então, as boas-vindas à nova estação do outono! O equinócio é quando o Sol atravessa o equador, dirigindo-se para sul.

• O dia do equinócio é uma altura engraçada para fazer a experiência de encontrar as direções este e/ou oeste sem recorrer a uma bússola, como os nossos longínquos antepassados podiam ter feito.

• Caso tenha um horizonte desimpedido, se sair à rua poucos momentos depois do nascer-do-Sol (que ocorre pelas 07:20) e poucos momentos antes do pôr-do-Sol (que ocorre pelas 19:27), conseguirá ver que a nossa estrela se situa [praticamente] nas direções este e oeste. Depois de estabelecer o este e o oeste, conseguimos obter o norte e o sul simplesmente fazendo uma linha perpendicular.

 

Dia 24/09: 267.º dia do calendário gregoriano

Aconteceu neste dia

• O "W" de Cassiopeia está alto a nordeste depois do anoitecer. O lado direito do "W" (o mais brilhante) está inclinado para cima. Olhe para o segundo segmento do "W" a contar do topo. Note as fracas estrelas visíveis a olho nu ao longo desse segmento (não contando com as duas pontas).

• A mais brilhante delas, à direita, é Eta Cassiopeiae, de magnitude 3,4. É uma estrela semelhante ao Sol a apenas 19 anos-luz de distância, mas tem uma companheira laranja anã, de magnitude 7,3 e separação de 7,3 segundos de arco - um bonito binário através de um telescópio.

• Para a esquerda e um pouco para baixo de Eta, mais ténue, está o que parece ser uma estrela dupla ainda visível a olho nu: Upsilon1 e Upsilon2 Cassiopeiae, separadas por 0,2º.

• São gigantes amarelo-alaranjadas mas sem relação uma com a outra, a 200 e 400 anos-luz. Upsilon2 é ligeiramente mais brilhante do que a Upsilon1. É também a mais próxima.

 

Desde o início que o Sistema Solar preferiu, para formar os seus primeiros corpos, fogo ao gelo

Um estudo da Universidade de Yale indica que, no primeiro milhão de anos do Sistema Solar, os primeiros planetesimais foram formados sobretudo a partir de côndrulos - pequenas esferas de rocha aquecida - em vez de poeira fria, rica em gelo e em compostos orgânicos. Os primeiros corpos exteriores continham 83% a 92% de côndrulos, revelando uma seleção de materiais desde muito cedo.

Ler mais

Como nasceram os primeiros buracos negros supermassivos do Universo

Novas simulações mostram que buracos negros supermassivos podem ter nascido de sementes extraordinariamente grandes em grupos densos de galáxias no Universo primitivo. A intensa radiação ultravioleta impediu a fragmentação das nuvens de gás, favorecendo o colapso direto em estrelas supermassivas e, depois, em buracos negros. O modelo também explica os misteriosos "Pequenos Pontos Vermelhos".

Ler mais
 

📰 Também em destaque

Ler fonte

Orbitador lunar avista uma nova cratera (via NASA)
Tudo começou como uma verificação de rotina da qualidade dos dados. Mas, enquanto Robert Wagner, um cientista da LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA, examinava um mapa gigante da Lua no ecrã do seu computador, um ponto brilhante invulgarmente grande, rodeado por um halo escuro, chamou-lhe a atenção, pois sugeria que o material da superfície naquela área tinha sido agitado. "Parei imediatamente, larguei tudo e comecei a investigar o que era aquela mancha", disse Wagner, um especialista em processamento de imagens que trabalha com dados do sistema LROC (Lunar Reconnaissance Orbiter Camera).

 

Álbum de fotografias

Um Baú do Tesouro na Nebulosa de Carina

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA/Webb, NASA e CSA, M. Reiter; agradecimento - M. H. Özsaraç; texto - Cecilia Chirenti, (Centro de Voos Espaciais da NASA, UMCP, CRESST II)

Este baú do tesouro está repleto de estrelas. A imagem em destaque foi obtida com o Telescópio Espacial James Webb da NASA e mostra um pilar de poeira na Nebulosa de Carina, no interior da nossa Galáxia, a cerca de 7500 anos-luz de distância. É formado por gás e poeira interestelares e moldado por poderosos ventos estelares e radiação provenientes de estrelas vizinhas, como o sistema estelar Eta Carinae, que é mais luminoso do que 5 milhões de sóis. A formação estelar no interior do pilar está a escavar a sua parte superior, criando a tampa aberta do baú. Os astrónomos estimam que existam cerca de 70 estrelas num enxame compacto no interior do pilar. Pensa-se agora que este enxame tenha apenas cerca de 1,3 milhões de anos. A sua abundância de estrelas jovens inclui uma estrela massiva com aproximadamente 19 vezes a massa do Sol. As estrelas mais massivas são mais raras, brilham mais intensamente e evoluem mais rapidamente do que as estrelas menos massivas. São as joias mais brilhantes do baú do tesouro.

 
Arquivo•CCVAlg - Astronomia•Feed RSS•Contacte o Webmaster•Remover da lista

Centro Ciência Viva do Algarve
Rua Comandante Francisco Manuel
8000-250, Faro
Portugal
Telefone: 289 890 922
Telemóvel: 962 422 093
E-mail: info@ccvalg.pt

Facebook Twitter Instagram Tripadvisor

Centro Ciência Viva de Tavira
Convento do Carmo
8800-311, Tavira
Portugal
Telefone: 281 326 231
Telemóvel: 924 452 528
E-mail: geral@cvtavira.pt

Facebook Twitter Instagram Tripadvisor

"Dedo à distância do braço esticado"?, "Punho à distância do braço esticado"? O que é isso?

Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um caráter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML e classes CSS - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente de webmail suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook ou outras apps para leitura de mensagens eletrónicas.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve e do Centro Ciência Viva de Tavira. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando o webmaster.

Esta mensagem destina-se unicamente a informar e está de acordo com as normas europeias de proteção de dados (ver RGDP), conforme Declaração de Privacidade e Tratamento de dados pessoais.

2026 - Centro Ciência Viva do Algarve | Centro Ciência Viva de Tavira