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Edição n.º 769
19/07 a 21/07/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 19/07: 200.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1846 nascia Edward Pickering, espectroscopista americano pioneiro e director do Observatório da Universidade de Harvard entre 1876 e 1919.

Esta foi a era da introdução da fotografia na Astronomia e a colecção de chapas fotográficasiniciada durante o tempo de Pickering é ainda uma valiosa fonte de dados.
Em 1912, um meteorito com uma massa estimada de 190 kg explode sobre a cidade de Holbrook, no Arizona, provocando a queda de aproximadamente 16.000 pedaços de detritos. 
Em 1985, o Presidente George H. W. Bush decide mandar pela primeira vez um professor para o espaço. A professora Christa McAuliffe seria a primeira a bordo do Space Shuttle Challenger na missão STS-51-L que a 28 de Janeiro de 1986 explodiria 73 segundos após o lançamento. 
Observações: Há quanto tempo não observa o Enxame do Pato Selvagem (M11)? É um enxame aberto mas que pode ser facilmente confundido com um enxame globular.

Dia 20/07: 201.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969 os primeiros humanos aterram na Lua: a missão Apollo 11 com os astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin.

A maioria das pessoas não sabe que as famosas palavras de Armstrong eram para ser: "Um pequeno passo para um homem. Um grande salto para a Humanidade."
Em 1976 a sonda Viking 1 aterra em Marte e são tiradas as primeiras imagens da sua superfície.
Em 1994, o fragmento Q1 do Cometa Shoemaker-Levy 9 atinge Júpiter
Em 1999 a sonda Liberty Bell 7 do programa Mercúrio era retirada do Oceano Atlântico.
Em 2001, a Cosmos 1, um teste de voo suborbital de uma vela solar, é perdida durante uma rara falha do terceiro estágio do foguetão.
Observações: Maior elongação Este de Mercúrio, pelas 05:38, a 27º do Sol.

Dia 21/07: 202.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961, Gus Grissom, pilotando a cápsula Liberty Bell 7 da Mercury 4, torna-se no segundo americano a entrar em órbita à volta da Terra.
Em 1969, a sonda soviética Luna 15, colide na superfície da Lua ao tentar aterrar.
Em 1973 era lançada a sonda soviética Mars 4. Alcança Marte em Fevereiro de 1974. No entanto, a sonda falha a entrada em órbita. Mesmo assim, consegue enviar alguns dados e imagens.
Em 1998 morria o astronauta Alan Shepard.

Observações: Esta é a melhor altura do ano para observar a rica mas baixa cauda de Escorpião com um telescópio. Explore um verdadeiro ninho de enxames estelares pouco conhecidos perto de M6, o Enxame da Borboleta.

 
CURIOSIDADES


A Astronomia é considerada uma ciência "passiva" comparada com as outras pois o conhecimento é baseado maioritariamente nas observações e não nas experiências.

 
SONDA DAWN ENVIA IMAGENS A PARTIR DE ÓRBITA DE VESTA

A sonda Dawn da NASA enviou as primeiras imagens de órbita do gigante asteróide Vesta. No sábado, dia 16, a NASA tornou-se na primeira sonda a entrar em órbita de um objecto na cintura principal de asteróides entre Marte e Júpiter.

A imagem capturada para propósitos de navegação mostra Vesta no seu melhor detalhe até agora. Quando Vesta capturou a Dawn para órbita, estava aproximadamente a 16.000 quilómetros do asteróide. Os engenheiros estimam que a captura orbital tenha tido lugar por volta das 6 da manhã de dia 16.

Vesta mede 530 km em diâmetro e é o segundo objecto mais massivo na cintura de asteróides. Telescópios terrestres e espaciais há já quase dois séculos que obtêm imagens de Vesta, mas a sua superfície nunca tinha sido observada com tanto detalhe.

"Estamos a começar o estudo, sem dúvida, da superfície mais primitiva do Sistema Solar," afirma Christopher Russell, investigador principal da Dawn da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, EUA. "Esta região do espaço há muito que é ignorada. As imagens recebidas até à data revelam uma superfície complexa que parece ter preservado alguns dos eventos mais antigos da história de Vesta, bem como catalogado o ataque devastador que tem sofrido ao longo da história do Sistema Solar."

Sonda Dawn da NASA obteve esta imagem a 17 de Julho de 2011. Foi obtida a uma distância de 15.000 quilómetros. Cada pixel na imagem corresponde aproximadamente a 1,4 km.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Pensa-se que Vesta seja a fonte de um grande número de meteoritos que caem na Terra. Vesta e o seu novo vizinho, Dawn, estão aproximadamente a 188 milhões de quilómetros da Terra. A equipa da Dawn vai começar a recolher dados científicos em Agosto. As observações irão providenciar dados sem precedentes para ajudar os cientistas a melhor compreenderem os primeiros capítulos do nosso Sistema Solar. Os dados também vão ajudar a delinear futuras missões espaciais.

Após viajar quase quatro anos e 2,8 mil milhões de quilómetros, a Dawn também alcançou a maior aceleração propulsiva de qualquer outra sonda, com uma mudança em velocidade de mais de 6,7 km/s, graças aos seus motores iónicos. Os motores expelem iões para criar impulsos e providenciar maiores velocidades do que quaisquer outras tecnologias disponíveis.

"A Dawn alcançou órbita com a mesma delicadeza que mostrou ao longo dos seus anos de viagem pelo espaço interplanetário," afirma Marc Rayman, engenheiro chefe da Dawn e gestor da missão no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia. "É excitante começarmos a providenciar as primeiras imagens detalhadas dos últimos mundos inexplorados no Sistema Solar interior."

Composição que mostra a comparação dos tamanhos de oito asteróides. Até agora, o Lutetia, com um diâmetro de 130 km, era o maior asteróide já visitado por uma sonda, que ocorreu durante uma passagem rasante. Vesta, que também é considerado um protoplaneta devido ao seu tamanho, ofusca todos os outros pequenos corpos da imagem, com um diâmetro de aproximadamente 530 km.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/JAXA/ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Embora a captura orbital já tenha terminado, a fase de aproximação vai continuar durante cerca de três semanas. Durante a aproximação, a equipa da Dawn vai continuar a pesquisar por possíveis luas em torno do asteróide, a obter imagens para navegação, a observar as características físicas de Vesta e a obter dados para calibração.

Em adição, os navegadores vão também medir a força do puxo gravitacional de Vesta na sonda para determinar a massa do asteróide com a mais alta precisão disponível. Isto permitirá refinar a hora da inserção orbital.

A Dawn vai passar um ano em órbita de Vesta, e depois irá viajar para um segundo destino, o planeta anão Ceres, aí chegando em Fevereiro de 2015.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
Sky & Telescope
ScienceNews
Spaceflight Now
PHYSORG.com
Discovery News
New Scientist
Discover
Wired
Jornal de Notícias
Público
Expresso
MSNBC

Missão Dawn:
Página oficial
Wikipedia

Vesta:
Vídeo da aproximação da Dawn a Vesta
Wikipedia

Ceres:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - A primeira volta de Neptuno
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, Equipa do Arquivo do Hubble (STScI / AURA)
 
Neptuno roda sobre o seu eixo uma vez a cada 16 horas. Por isso, com 4 horas de intervalo estas 4 imagens do gigante gasoso mais distante do Sistema Solar cobrem um dia Neptuniano. Registadas pelo Telescópio Hubble no final de Junho, combinam exposições no visível e no infravermelho para mostrar nuvens a alta-altitude compostas por cristais de metano gelado, contra o topo normalmente azulado do planeta. Dado que o eixo de rotação de Neptuno está inclinado 29º em relação ao seu plano orbital, em comparação com os 23,5º da Terra, Neptuno passa por estações análogas às da Terra. À medida que o Verão chegava ao hemisfério sul e o Inverno ao norte, as observações do Hubble mostravam alterações nas nuvens. De facto, a progressão das estações de Neptuno só aconteceu ainda uma vez desde que a sua posição foi prevista pelo matemático francês Urbain Le Verrier e pelo inglês John Couch Adams. O planeta foi subsequentemente descoberto pelo astrónomo alemão Johann Galle a 23 de Setembro de 1846. Com um período orbital de aproximadamente 165 anos, esta semana passada Neptuno completou uma volta em torno do Sol desde a sua descoberta.
 

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