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Edição n.º 796
21/10 a 24/10/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 21/10: 294.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1955, o cometa Ikeya-Seki aproxima-se do periélio, passando a 450.000 km do Sol.
Em 2003 foram tiradas as imagens do planeta anão Eris que conduziram à sua descoberta subsequente feita pelos astrónomos Michael E. BrownChad Trujillo e David L. Rabinowitz

Observações: Fomalhaut, a Estrela de Outono, brilha baixa a Sul-Sudeste após o anoitecer. Dirige-se para Sul ao longo da noite. O lado a Oeste (direito) do Grande Quadrado de Pégaso, muito alto no céu, aponta directamente para Fomalhaut.

Dia 22/10: 295.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, a União Soviética lança a Luna 12.
Em 1968, a Apollo 7 aterra com sucesso no Oceano Atlântico após orbitar a Terra 163 vezes. 
Em 1975, a sonda soviética Venera 9 aterra em Vénus.

Em 1999, aproximação máxima pela Terra do asteróide 1989 VA (0,1993 UA). 
Em 2008, a Índia lança a sua primeira missão lunar não-tripulada, a Chandrayaan-1.
Observações: A Lua encontra-se perto de Régulo antes do amanhecer. O ponto para cima do nosso satélite é o planeta Marte.
A partir das 21 horas é possível observar telescopicamente a sombra de Io na atmosfera de Júpiter. Ao mesmo tempo, é também visível a Grande Mancha Vermelha.

Dia 23/10: 296.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, é tirada a primeira fotografia de uma chuva de meteoros
Em 1977, o Meteosat 1 torna-se no primeiro satélite a ser posto em órbita pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Observações: A estrela mais brilhante reluzindo a Oeste-Noroeste depois do anoitecer é Vega. Mesmo acima, encontra-se Deneb. Mais para a esquerda de Vega, está Altair. Estas três estrelas formam o famoso "Triângulo de Verão".

Dia 24/10: 297.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1946, uma câmara a bordo do foguetão V-2 n.º 13 tira a primeira fotografia da Terra a partir do espaço.
Em 1998, lançamento da missão Deep Space 1.

Observações: Aproveite a noite para observar a Galáxia de Andrómeda de binóculos.

 
CURIOSIDADES


Perseu foi o herói mítico grego que matou a Medusa, e reclamou Andrómeda, após tê-la salvo de um monstro marinho enviado por Poseidon em retribuição da rainha Cassiopeia ter-se declarado mais linda do que as ninfas do mar.

 
HERSCHEL DETECTA ÁGUA ABUNDANTE EM DISCO DE FORMAÇÃO PLANETÁRIA

O observatório espacial Herschel da ESA descobriu evidências de vapor de água libertado de gelo em grãos de poeira no disco em torno de uma estrela jovem, revelando um reservatório escondido de gelo com o tamanho de milhares de oceanos.

TW Hydrae, uma estrela com 5 a 10 milhões de anos, e a apenas 176 anos-luz de distância, encontra-se no seu estágio final de formação e está rodeada por um disco de poeira e gás que poderá condensar-se para formar um conjunto completo de planetas.

Acredita-se que uma grande proporção da água da Terra pode ter vindo de cometas gelados que bombardearam o nosso mundo durante e após a sua formação. Estudos recentes do cometa 103P/Hartley 2 com o Herschel desvendaram novas evidências de como a água pode ter vindo parar à Terra, graças à sua descoberta do primeiro cometa com água parecida à da Terra. Até agora, no entanto, quase nada se sabia acerca dos reservatórios nos discos de formação planetária em torno de outras estrelas.

Detecção de vapor de água no espectro do disco protoplanetário de TW Hydrae.
Crédito: ESA/NASA/JPL-Caltech/M. Hogerheijde (Observatório Leiden)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Esta nova detecção é a primeira do seu género e foi possível graças ao instrumento HIFI a bordo do Herschel. Acredita-se que a assinatura tantalizante do vapor de água seja produzida quando o gelo cobre os grãos de poeira e é aquecido pela radiação UV interestelar e foi detectada por todo o disco em torno de TW Hydrae. Embora mais fraca que o esperado, esta assinatura aponta para um reservatório substancial de gelo. Este poderá ser uma rica de fonte de água para quaisquer planetas que se formem em torno desta jovem estrela.

"A detecção de água colada a grãos de poeira no disco seria similar a eventos na evolução do nosso próprio Sistema Solar, onde ao longo de milhões de anos, grãos de poeira parecidos coalesceram para formar cometas," afirma Michiel HogerHeijde da Universidade Leiden nos Países Baixes, que liderou o estudo. "Acreditamos que estes cometas se tenham tornado numa grande fonte de água para os planetas."

Os cientistas fizeram simulações detalhadas, combinando os novos dados com observações terrestres anteriores e outras do telescópio Spitzer da NASA. A partir daqui, calcularam o tamanho dos reservatórios de gelo nas regiões de formação planetária. Os seus resultados mostram que a quantidade total de água no disco em torno de TW Hydrae é equivalente a vários milhares de oceanos terrestres.

Impressão de artista do disco protoplanetário de TW Hydrae.
Crédito: ESA/NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Já temos tempo aprovado no Herschel para estudar mais regiões de formação planetária em torno de outras três estrelas," afirma o Dr. Hogerheijde. "Nós acreditamos que essas estrelas terão resultados semelhantes em termos de detecção de água, mas dado que as nossas próximas observações serão de objectos três vezes mais distantes, precisaremos de muitas mais horas de observação."

Esta pesquisa levou a inovações na compreensão do papel da água em discos de formação planetária e proporciona aos cientistas um novo campo de testes para compreender como a água chegou ao nosso planeta. "Com o Herschel podemos seguir o rasto da água através de todos os passos da formação estelar e planetária," comenta Göran Pilbratt, cientista do projecto Herschel da ESA. "Estamos a seguir o 'material bruto' da formação planetária, que é fundamental para o nosso conhecimento de como os sistemas planetários, incluindo o nosso próprio Sistema Solar, foram formados."

Links:

Notícias relacionadas:
Herschel (comunicado de imprensa)
ESA (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (requer subscrição)
Universe Today
COSMOS
PHYSORG.com
SPACE.com

Observatório Espacial Herschel:
ESA (ciência e tecnologia)
ESA (centro científico)
ESA (página de operações)
NASA
Caltech
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Spitzer detecta tempestade cometária em sistema solar vizinho (via NASA)
O Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou sinais de corpos gelados "chovendo" num sistema solar extraterrestre. Esta tempestade assemelha-se ao nosso próprio Sistema Solar há vários milhares de milhões de anos atrás, durante um período chamado "Último Grande Bombardeamento", que pode ter trazido água e outros ingredientes necessários à vida para a Terra. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Nuvens de Perseu
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Imagem -  Bob CatonAl HowardEric ZbindenRogelio Bernal AndreoProcessamento - Rogelio Bernal Andreo
 
Nuvens cósmicas de gás e poeira estão espalhadas por este magnífico panorama, que se prolonga por cerca de 17 graus perto da fronteira sul da heróica constelação de Perseu. A paisagem estelar colaborativa começa com as estrelas azuladas de Perseu à esquerda, mas o olho é atraído para a esplêndida nebulosa avermelhada NGC 1499. Também conhecida como Nebulosa Califórnia, o seu característico brilho do hidrogénio atómico gasoso é alimentado pela radiação ultravioleta oriunda da estrela azulada Xi Persei, imediatamente para a direita da nebulosa. Mais para o lado, estão o intrigante jovem enxame estelar IC 348 e a vizinha Nebulosa do Fantasma Voador para a direita do centro. Ligados por gavinhas escuras e poeirentas nos limites de uma nuvem molecular gigante, outra região de formação activa, NGC 1333, situa-se perto do limite superior direito do largo campo de visão. Brilhando tenuamente, as nuvens de poeira da cena situam-se centenas de anos-luz acima do plano galáctico e reflectem luz estelar da Via Láctea.
 

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