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Edição n.º 1133
16/01 a 19/01/2015
 
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30/01/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 16/01: 16.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a Soyuz 4 e a  Soyuz 5 levam a cabo o primeiro acoplamento de naves em órbita, a primeira transferência de tripulação de um veículo para outro, e a única vez que tal transferência envolveu um passeio espacial.
Em 2003 a nave Columbia arrancava para a missão STS-107, que seria a sua última.

O Columbia acabaria por desintegrar-se 16 dias depois, durante a sua reentrada na atmosfera da Terra.
Observações: Antes do amanhecer, observe Saturno perto da Lua, a Sudeste.
A brilhante estrela Capella, bem alta no céu, e a brilhante estrela Rigel no pé de Orionte, estão quase à mesma ascensão reta - por isso atravessam o meridiano do seu céu quase à mesma hora (por volta das 22 horas, dependendo do seu fuso horário). Isto significa que quando Capella estiver à sua altura máxima no céu (22:05 para Faro, Portugal), Rigel vai sempre marcar o ponto cardeal sul por cima do horizonte.

Dia 17/01: 17.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2003, um foguetão Delta II transportando um satélite GPS2R explode 13 segundos depois do lançamento deixando 250 toneladas de resíduos queimados na plataforma de lançamento.

Observações: Trânsito da sombra de Io, entre as 02:41 e as 05:00.
Trânsito de Io, entre as 03:09 e as 05:30.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 03:48 e as 06:48.
Trânsito duplo de sombras (Io e Europa), entre as 03:48 e as 05:00).
Trânsito de Europa, entre as 04:48 e as 07:48.
Esta noite o Cometa Lovejoy está 8º para Oeste-Sudoeste das Plêiades, bem alto depois do anoitecer. É uma boa oportunidade fotográfica de campo largo!

Dia 18/01: 18.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1896, H. L. Smith apresenta a primeira máquina capaz de gerar raios-X.
Em 1916, um meteorito condrito com 611 gramas atinge uma casa perto de Baxter em Stone County, no estado americano do Missouri.
Em 2000, o meteorito do Lago Tagish colide com a Terra.

Observações: Ocultação de Io, entre as 00:23 e as 02:45.
Trânsito da sombra de Io, entre as 21:08 e as 23:29.
Trânsito de Io, entre as 21:35 e as 23:54.
Eclipse de Europa, entre as 22:29 e as 01:20 (já de dia 19).
Ocutação de Europa, entre as 23:15 e as 02:12 (já de dia 19).

Dia 19/01: 19.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1747 nascia Johann Bode, autor da Lei de Titius-Bode, uma progressão quase geométrica das distâncias dos planetas a partir do Sol.

Também determinou a órbita de Urano e sugeriu o nome do planeta. 
Em 1851 nascia Jacobus Kapteyn, que estudou a distribuição e o movimento de meio milhão de estrelas e criou o primeiro modelo moderno do tamanho e estrutura da Via Láctea.
Em 2006, era lançada a sonda New Horizons, a primeira missão a Plutão.
Observações: Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as01:09 e as 04:57.
Trânsito de Ganimedes, entre as 03:00 e as 06:46.
Marte a 0,2º Sudoeste de Neptuno, baixos a Oeste-Sudoeste depois do anoitecer.

 
CURIOSIDADES


A Huygens tem o nome do astrónomo holandês do século XVII, Christiaan Huygens, que descobriu Titã em 1655.

 
ATERRAGEM DA HUYGENS EM TITÃ: 10 ANOS DEPOIS
Impressão de artista da área em redor do local de aterragem da Huygens, com base em imagens e dados recolhidos pela sonda no dia 14 de Janeiro de 2005.
Crédito: ESA - C. Carreau
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Há dez anos atrás, a Humanidade obteve o seu primeiro olhar de perto de uma lua estranha e fria que pode ser capaz de suportar vida como a conhecemos.

A sonda Huygens da ESA pousou à superfície da grande lua de Saturno, Titã, no dia 14 de Janeiro de 2005, três semanas após se libertar da nave-mãe, a Cassini da NASA. Pela primeira vez na história, um emissário da Terra pousou suavemente num mundo do Sistema Solar exterior.

"Lembro-me claramente da sensação de sonho que é estar num universo um momento e noutro universo no momento seguinte," escreve Carolyn Porco, líder da equipa de imagem da Cassini, num texto acerca da aterragem da Huygens. "Mas não foi um sonho. Tínhamos, sem dúvida, viajado até Titã, 10 vezes mais longe do Sol do que a Terra, e tocado Titã. O Sistema Solar pareceu subitamente um local muito mais pequeno."

A Cassini chegou ao sistema saturniano em Julho de 2004 e, portanto, já havia observado Titã quando a Huygens aí pousou. Mas o módulo de aterragem enviou de volta informações impossíveis de obter sem ser de perto, um tesouro de dados que começou durante a descida de duas horas e meia da Huygens através da atmosfera espessa da lua.

"As imagens capturadas pela sonda e anunciadas ao público nessa mesma noite eram tudo o que as imagens de órbita não eram: imagens da superfície da lua, requintadamente detalhadas e sem filtros, que contavam uma história inequívoca," escreve Porco.

Vistas aéreas do local de aterragem da Huygens, capturadas pela sonda quando descia pela atmosfera de Titã.
Crédito: ESA/NASA/JPL/Universidade do Arizona
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Essas fotografias revelaram o que parecia ser uma linha costeira, bem como canais sinuosos obviamente esculpidos por líquidos, acrescenta. Mas esse líquido não era a água; Titã tem um sistema meteorológico com base em hidrocarbonetos.

"Eram evidências circunstanciais mas incontestáveis da presença de hidrocarbonetos líquidos que tínhamos dificuldade em encontrar a partir de órbita, evidências incrivelmente emocionantes," escreve. "Depois da aterragem, seguiu-se outra visão inesquecível, por baixo de um céu nublado um chão coberto por seixos que se estendia até ao horizonte da lua."

A Huygens enviou dados para a Terra a partir da superfície gelada durante 72 minutos, antes de ficar sem bateria.

As medições e observações da Huygens ajudaram a levantar o véu de mistério que envolvia Titã. Por exemplo, a Huygens obteve um perfil detalhado da atmosfera de Titã, dominada por nitrogénio, recolhendo leituras da temperatura, pressão e densidade ao longo de uma gama ampla de altitudes.

Além disso, as análises do metano atmosférico pela Huygens não suportaram a sugestão de que o elemento químico era produzido por micróbios (a maioria do metano encontrado na atmosfera da Terra tem uma origem biológica).

Para comemorar o aniversário, a ESA compilou uma lista das 10 descobertas mais importantes da Huygens.

Apesar da Huygens ter cessado operações pouco depois de pousar em Titã, a Cassini continua a estudar a grande lua (juntamente com o próprio Saturno e muitas outras luas). Por exemplo, ao longo de mais de 100 passagens, a Cassini mapeou grande parte da superfície de Titã e, usando radar, analisou a profundidade de alguns dos maiores mares de hidrocarbonetos da lua. Adicionalmente, as medições de gravidade sugerem que Titã contém um oceano subsuperficial de água líquida.

Na década que se seguiu desde a aterragem da sonda Huygens em Titã, o conhecimento científico sobre esta lua nublada de Saturno cresceu imenso.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A missão Cassini-Huygens de 3,2 mil milhões de dólares - um esforço conjunto da NASA, da ESA e da Agência Espacial Italiana - foi lançada em 1997. A sonda Cassini vai continuar a fazer observações até Setembro de 2017. Quando terminar a sua missão, fará um mergulho intencional de morte na espessa atmosfera do planeta.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
09/05/2006 - Novos vídeos de Titã
02/12/2005 - Resultados mais recentes da sonda Huygens
17/05/2005 - Primeiro mosaico completo da superfície de Titã
18/01/2005 - Imagens de Titã
14/01/2005 - Huygens chega hoje a Titã
22/10/2004 - Os sons de Titã
28/12/2004 - Huygens inicia a sua descida para o desconhecido

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Huygens: as 10 descobertas mais importantes em Titã (ESA)
CICLOPS (texto de Carolyn Porco)
NASA e ESA celebram 10 anos desde a aterragem em Titã (NASA)
Aproximação a Titã (NASA/JPL via YouTube)
Cassini-Huygens chega a Titã (YouTube)
SPACE.com
PHYSORG
Astronomy Now
redOrbit
Space Daily
io9

Huygens:
Página oficial (ESA)
Wikipedia

Titã:
Solarviews
Wikipedia

Sonda Cassini:
Página oficial (NASA)
Wikipedia

Saturno:
Solarviews
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Observe um evento astronómico que acontece a cada 26 anos (via Universe Today)
O plano orbital da estrela múltipla Alpha Com (Diadem, na constelação de Cabeleira de Berenice, magnitude 4,3), está quase alinhado com o nosso ponto de vista. Assim sendo, é provável que entre os dias 22 e 28 de Janeiro ocorra um eclipse da estrela primária pela estrela secundária, um evento que poderá durar entre 28 e 45 horas e que este corresponda a uma diminuição de 0,8 magnitudes no brilho total do sistema. Estão a decorrer campanhas de observação para determinar o "timing" exato do evento. Ler fonte
     
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O asteroide, designado 2004 BL86, vai passar a cerca de três vezes a distância entre a Terra e a Lua. A partir do seu brilho, os astrónomos estimam que tenha aproximadamente 0,5 km de comprimento. O "flyby" de 2004 BL86 será o mais próximo para qualquer rocha espacial conhecida [assim tão grande] até à passagem do asteroide 1999 AN10 em 2027. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - O Caçador, o Touro e Lovejoy
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Mike Cavaroc
 
Rumando para norte, o Cometa Lovejoy (C/2014 Q2) está a proporcionar de momento o seu melhor espetáculo aos observadores do céu, graças à ausência da Lua durante o início da noite. É um alvo binocular fácil e apenas visível a olho nu a partir de locais escuros. Nesta imagem é visto a passar pela constelação de Touro. A cena estrelada foi capturada há apenas 4 dias, dia 12, a partir de Jackson Hole, Wyoming, EUA. De facto, a cabeça de Touro, formada pelo enxame de estrelas em forma de V, com o nome de enxame das Híades, aponta para o Lovejoy à direita. A cabeleira e cauda esverdeadas do cometa prolongam-se na direção contrária à da posição do Sol e também parecem ter sido "disparadas" pelo arco de Orionte. As estrelas desta constelação rica em nebulosas são fáceis de discernir à esquerda. Se seguir este link, conseguirá mais facilmente distinguir o Cometa Lovejoy na imagem.
 

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