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Edição n.º 1233
01/01 a 04/01/2016
 
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29/01/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:00 – 22:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: consultar este link
Telefone: 289 890 922
E-mail: info@ccvalg.pt

 
EFEMÉRIDES

Dia 01/01: 1.º dia do calendário gregoriano.
História: No ano 45 AC, começa o calendário Juliano.
Em 1801, Giuseppe Piazzi, monge italiano, descobre Ceres, o primeiro asteroide observado entre Marte e Júpiter, agora classificado como planeta-anão.
Em 1925, numa reunião da Sociedade Astronómica Americana e da Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência em Washington, D.C., Edwin Hubble reporta que encontrou cefeidas nas "nebulosas espirais", o que levaria ao declínio da hipótese que dizia que a nossa Via Láctea seria o todo do Universo.

A descoberta de Hubble levaria à descoberta que vivemos numa de muitas galáxias. 
Em 2012, a NASA consegue colocar em órbita lunar a segunda das duas sondas GRAIL.
Observações: O Grande Quadrado de Pégaso está balançado num canto a oeste. A vasta área das constelações de Pégaso-Andrómeda vai desde perto do zénite (pé de Andrómeda) e passa pelo Grande Quadrado (corpo de Pégaso) até baixo a oeste (nariz de Pégaso).

Dia 02/01: 2.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1860 é anunciada a descoberta teórica do planeta Vulcan, numa reunião da Academia de Ciências em Paris.
Em 1959, é lançada a sonda soviética Luna 1, a primeira a alcançar a vizinhança da Lua e a orbitar o Sol.

Em 2004, a Stardust passa com sucesso pelo Cometa Wild 2, recolhendo amostras que são posteriormente enviadas para a Terra.
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 05:30.
Terra no periélio, o ponto orbital mais próximo do Sol. Está apenas 1/30 mais próxima do que no afélio do mês de julho.

Dia 03/01: 3.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1888, é usado pela primeira vez o telescópio refrator do Observatório Lick, com 91 cm em diâmetro. Era o maior telescópio do mundo na altura.
Em 1986, Stephen Synott (da equipa da Voyager 2) descobria as luas de UranoJulieta e Pórcia
Em 1999, lançamento da sonda Mars Polar Lander e Deep Space 2.
Em 2000, "flyby" da sonda Galileu pela lua de JúpiterEuropa.

A sonda passou a uma altitude de 351 km.
Observações: Antes do amanhecer, olhe para sul-sudeste e aviste a Lua. O nosso satélite natural faz um triângulo com Marte (para baixo e para a esquerda) e com Espiga (para biaxo e para a direita).

Dia 04/01: 4.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1610, os dias entre 4 e 15 de janeiro foram possivelmente os mais importantes da história da Astronomia.

Galileu Galilei aponta o seu telescópio ao céu e observa crateras e montanhas na Lua, manchas em movimento no Sol, quatro luas à volta de Júpiter, as fases de Vénus e as estrelas da Via Láctea.
Em 1958, o Sputnik 1 cai para a Terra a partir de órbita.
Em 1959, a Luna 1 torna-se na primeira sonda a chegar à vizinhança da Lua.
Em 2004, o rover Spirit da NASA aterra com sucesso em Marte.
Observações: Repita a observação de ontem. É facilmente discernível o movimento da Lua em relação a Marte e a Espiga, agora praticamente alinhados.
A chuva de meteoros das Quadrântidas atinge hoje o seu pico, apenas com uma ligeira interferência da Lua.

 
CURIOSIDADES


Já alguma vez ouviu os fantasmagóricos sons dos anéis de Saturno, cortesia da sonda Cassini? Ouça-os aqui.

 
COMO AVISTAR O COMETA DO ANO NOVO

Recebeu um telescópio ou um par de binóculos no sapatinho? Se assim foi, pode testá-los procurando, no céu a este, por um cometa difuso nestes primeiros dias de 2016.

O Cometa Catalina, formalmente conhecido como C/2013 US10, está atualmente nos céus antes do amanhecer enquanto volta para as profundezas do espaço após uma visita ao Sistema Solar interior. Este cometa foi descoberto no dia 31 de outubro de 2013.

Esta "bola de neve" suja, oriunda do Sistema Solar exterior, é conhecida formalmente como C/2013 US10 (Catalina), deu a volta ao Sol no passado mês de novembro e vai passar pela Terra a uns confortáveis 108 milhões de quilómetros no dia 17 de janeiro. Esta imagem foi capturada no dia 16 de dezembro no estado americano da Georgia, usando um Meade ETX80 e um máquina fotográfica Canon 7D.
Crédito: Greg Hogan
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Pouco depois da sua descoberta, a determinação precisa da sua órbita mostrou que o Cometa Catalina é provavelmente originário da Nuvem de Oort, uma nuvem esférica de muitos milhares de milhões de objetos gelados caoticamente e vagamente ligados ao Sistema Solar. A passagem de uma estrela relativamente próxima, ou flutuações de marés gravitacionais dentro da nossa Via Láctea, pode enviar estes corpos gelados numa viagem ao interior do Sistema Solar.

O Cometa Catalina visita pela primeira vez o Sistema Solar interior, tendo alcançado o periélio (o seu ponto orbital mais próximo do Sol) a uma distância de 122 milhões de quilómetros no dia 15 de novembro de 2015. À medida que dava a volta ao Sol, o cometa atingiu uma velocidade de 166.000 km/h - quase três mais rápido que a New Horizons quando passou por Plutão. Devido à sua alta velocidade, prevê-se que o cometa esteja numa trajetória de escape do Sistema Solar, para nunca mais voltar.

O Cometa Catalina vai sair do Sistema Solar e continuar a sua viagem no espaço interestelar. O objeto ténue pode ser atualmente observado com binóculos ou um pequeno telescópio no hemisfério norte da Terra.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Caso o tempo permita, o céu a este antes do amanhecer proporciona uma boa oportunidade para ver este "intruso" ténue ao longo das próximas semanas. Infelizmente, a Lua Minguante poderá interferir um bocado na localização do Cometa Catalina. No mínimo, são necessários binóculos para ver o cometa, que aparece como um invólucro difuso de gelo e poeira, também chamado cabeleira.

Talvez a maneira mais simples para encontrar o Cometa Catalina é primeiro localizando a Ursa Maior no céu antes do amanhecer. Note como a "pega da frigideira" faz uma espécie de arco. Esse "arco" pode ser seguido para ir ter à gigante alaranjada conhecida como Arcturo que, no hemisfério norte, é a segunda estrela mais brilhante no céu e relativamente fácil de identificar.

Este mapa celeste pode servir como guia para encontrar o Cometa Catalina antes do amanhecer de dia 2 de janeiro. A "frigideira" da Ursa Maior, particularmente a "pega", orienta-nos facilmente para Arcturo. Por sua vez, usando binóculos para observar perto da estrela, melhoras as nossas chances de avistar o ténue cometa. O risco perto de Arcturo simboliza, exageradamente, a posição do cometa e da sua cauda.
Crédito: Miguel Montes; Starry Night Pro Plus 7
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Antes do amanhecer de amanhã, dia 2 de janeiro, o cometa está muito perto de Arcturo - cerca de 1,3º para cima. Se sair à rua 60-90 minutos antes do nascer-do-Sol, use Arcturo como "estrela-guia" para encontrar a mancha difusa do Cometa Catalina. Claro, para poder observar em melhores condições, recomenda-se um céu escuro longe das cidades.

Se não conseguir avistar o Cometa Catalina, não desespere. Conseguirá ver um espetáculo planetário a sudeste. Saturno encontra-se a cerca de 7,5º de Vénus, perto do horizonte a sudeste. No dia 4 de janeiro o par está ainda mais "apertado" no céu. Nos dias 6 e 7 de janeiro, a Lua passa pelo par planetário. E durante a manhã de dia 9, Vénus e Saturno estão separados por menos de um 0,1º.

A dança celeste continua até ao final do mês de janeiro, em que os cinco planetas conhecidos desde a Antiguidade estão visíveis desde sudeste até sudoeste no crepúsculo da manhã. Em ordem (no céu a sul), teremos Mercúrio, Vénus, Saturno, Marte e Júpiter.

O céu a sul, pelas 06:40 do dia 27 de janeiro. Mercúrio, Vénus, Saturno, Marte, Júpiter e até a Lua podem ser vistos desde sudeste até sudoeste.
Crédito: Miguel Montes; Stellarium
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
Sky & Telescope
Astronomy Now
EarthSky
SPACE.com

Cometa Catalina (C/2013 US10):
Wikipedia
CometBase

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Caudas do Cometa Catalina
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: José J. Chambó
 
À medida que 2016 começa, um deleite do ano novo para binóculos. O Cometa Catalina (C/2013 US10) está agora a passar pelos céus do amanhecer do planeta Terra perto da estrela Arcturo, a estrela mais brilhante da constelação de Boieiro. Mas este mosaico telescópico obtido no dia 21 de dezembro segue as bonitas caudas do cometa através de um campo largo com um comprimento equivalente a 10 Luas Cheias. O punhado de galáxias distantes e estrelas ténues no fundo pertencem à constelação de Virgem. Para trás na órbita do cometa, a cauda de poeira do Catalina arrasta-se para baixo e para a esquerda na imagem. A sua cauda iónica está inclinada para cima e para a direita, para longe do Sol e fustigada pelo vento solar. No dia 17 de janeiro, este visitante só com bilhete de ida, oriundo da Nuvem de Oort, fará a sua maior aproximação à Terra, a uns meros 110 milhões de quilómetros de distância e por entre as estrelas da "pega da frigideira" de Ursa Maior. 
 

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