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Edição n.º 1268
03/05 a 05/05/2016
 
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09/05/16 - MERCÚRIO FRENTE AO SOL - GRÁTIS
12:00 - Durante toda a tarde, na açoteia do Centro, venha observar gratuitamente o Sol com o nosso especialista. Essa tarde será marcada pela passagem do Planeta Mercúrio em frente ao Sol, representando uma oportunidade única nos próximos 3 anos, se a meteorologia o permitir...
Preço: grátis
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922 ou siga este link
Telefone: 289 890 920
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10/05/16 a 01/06/16 - ROSETTA NO RASTO DO COMETA
Nesta exposição temporária, poderá ficar a saber mais sobre os cometas, acompanhando a viagem da sonda Rosetta e do módulo Philae desde o seu lançamento em 2004 até à aproximação ao cometa em 2014, com o objetivo de investigar in loco o cometa 67 P Churyumov-Gerasimenko. A exposição aborda ainda conceitos relativos a outros astros como meteoros, asteroides e a sua importância no Sistema Solar. A exposição é composta por painéis interativos, um jogo multimédia e um modelo do cometa impresso em 3D a partir de dados reais adquiridos pela sonda desde a sua aproximação a 6 de Agosto de 2014. Esta exposição foi produzida pela Cité de l´espace, membro do grupo para o Espaço do Ecsite, a que o Centro Ciência Viva do Algarve também pertence.
Local: CCVAlg
Preço: Gratuito com a compra da entrada no centro
Telefone: 289 890 922
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27/05/16 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
21:00 - Este evento inclui uma apresentação sobre o tema - “O tamanho do Sistema Solar”, seguido de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 922
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EFEMÉRIDES

Dia 03/05: 124.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1715, durante um eclipse na Inglaterra, Edmond Halley é o primeiro a registar o fenómeno mais tarde conhecido por Contas de Baily (há quem diga que Francis Baily foi o primeiro a notar estes efeitos mais tarde em 1836, daí o seu nome).

Também observa proeminências vermelhas e brilhantes e a assimetria este-oeste na coroa, que atribui a uma atmosfera na Lua ou no Sol. Este eclipse tinha sido previsto por Halley com uma precisão de 4 minutos.
Observações: Trânsito de Europa, entre as 18:49 e as 21:41.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 21:04 e as 23:53.
Júpiter está alto a sul ao anoitecer. Para a sua direita está a "foice" de Leão, Régulo marcando a parte de baixo da sua "pega". A segunda estrela mais brilhante da Foice é Algieba, ou Gamma Leonis, um bom binário telescópico.

Dia 04/05: 125.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1989 era lançada a missão Magalhães para Vénus.

O seu objetivo era obter imagens de alta-resolução de toda a superfície do planeta. Tempo de duração da viagem: 1 ano, 3 meses e 6 dias. Depois uma missão carregada de êxitos, ordenou-se à sonda para penetrar na densa atmosfera do planeta a 11 de outubro de 1994.
Observações: O verão ainda está a algumas semanas de distância, mas o Triângulo de Verão já começa a aparecer a este, uma estrela de cada vez. A primeira a ficar visível é Vega. Já está baixa a nordeste ao cair da noite. Deneb fica para baixo e para a esquerda de Vega dois ou três punhos à distância de um braço esticado. Deneb surge pouco mais de uma hora depois de Vega, dependendo da sua latitude. Finalmente, Altair aparece para baixo e para a direita de Vega por volta da meia-noite.

Dia 05/05: 126.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1961, Alan Shepard torna-se o primeiro americano no espaço, a bordo da nave Freedom 7

O seu voo sub-orbital dura 15 minutos.
Observações: Pico da chuva de meteoros Eta Aquáridas, antes do amanhecer. Estará ainda ativa durante mais alguns dias. Costuma ser a melhor chuva do ano para observadores no hemisfério sul. Cá no norte, veremos números menores. O céu não tem lua.
Trânsito de Ganimedes, entre as 20:02 e as 23:33.

 
CURIOSIDADES


Mizar e Alcor eram usadas como teste de acuidade visual nas inspeções militares da antiguidade. Especificamente, para os árabes no deserto serviam como um teste de visão penetrante.

 
TRÊS MUNDOS POTENCIALMENTE HABITÁVEIS EM TORNO DE UMA ESTRELA ANÃ MUITO FRIA
Esta impressão artística mostra uma imagem imaginada da superfície de um dos três planetas que orbitam uma estrela anã muito fria a apenas 40 anos-luz de distância da Terra, a qual foi descoberta com o auxílio do telescópio TRAPPIST instalado no Observatório de La Silla do ESO. Estes mundos têm tamanhos e temperaturas semelhantes às de Vénus e da Terra e são os melhores alvos descobertos até agora para procurar vida fora do Sistema Solar. Estes são os primeiros planetas descobertos em torno de uma estrela extremamente ténue e minúscula.
Nesta imagem vemos um dos planetas interiores em trânsito por cima do disco da sua pequena e ténue estrela progenitora.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os astrónomos utilizaram o telescópio TRAPPIST instalado no Observatório de La Silla do ESO para descobrir três planetas em órbita de uma estrela anã muito fria situada a apenas 40 anos-luz da Terra. Estes mundos têm tamanhos e temperaturas semelhantes às de Vénus e da Terra e são os melhores alvos descobertos até agora para procurar vida fora do Sistema Solar. Estes são os primeiros planetas descobertos em torno de uma estrela extremamente ténue e minúscula. Os novos resultados foram publicados na revista Nature a 2 de maio de 2016.

Uma equipa de astrónomos liderada por Michaël Gillon do Institut d´Astrophysique et Géophysique da Universidade de Liège, na Bélgica, utilizou o telescópio TRAPPIST para observar a estrela 2MASS J23062928-0502285, agora conhecida por TRAPPIST-1. A equipa constatou que esta estrela fria e ténue diminuía ligeiramente de brilho a intervalos regulares, indicando que vários objetos estavam a passar entre a estrela e a Terra. Uma análise detalhada mostrou a existência de três planetas com tamanhos semelhantes ao da Terra.

Esta impressão artística mostra uma imagem imaginada vista de perto da superfície de um dos três planetas que orbitam uma estrela anã muito fria a apenas 40 anos-luz de distância da Terra, a qual foi descoberta com o auxílio do telescópio TRAPPIST instalado no Observatório de La Silla do ESO. Estes mundos têm tamanhos e temperaturas semelhantes às de Vénus e da Terra e são os melhores alvos descobertos até agora para procurar vida fora do Sistema Solar. Estes são os primeiros planetas descobertos em torno de uma estrela extremamente ténue e minúscula.
Nesta imagem vemos um dos planetas interiores em trânsito por cima do disco da sua pequena e ténue estrela progenitora.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
(clique na imagem para ver versão maior)
 

TRAPPIST-1 é uma estrela anã muito fria — é muito mais fria e vermelha que o Sol e pouco maior que Júpiter. Tais estrelas são bastante comuns na Via Láctea e vivem durante muito tempo, mas esta é a primeira vez que se descobriram planetas em torno de uma delas. Apesar de se encontrar bastante próximo da Terra, esta estrela é demasiado ténue e vermelha para se observar a olho nu ou mesmo visualmente através de um telescópio amador grande. Situa-se na constelação de Aquário.

Emmanuël Jehin, coautor do novo estudo, está muito entusiasmado: "Esta é realmente uma mudança de paradigma relativamente à população de planetas e ao caminho a seguir no sentido de encontrar vida no Universo. Até agora, a existência de tais 'mundos vermelhos' em órbita de estrelas anãs muito frias era puramente teórica, mas nós descobrimos não apenas um único planeta isolado em torno de uma estrela vermelha ténue, mas um sistema completo de três planetas!"

Esta impressão artística mostra uma imagem imaginada dos três planetas que orbitam uma estrela anã muito fria a apenas 40 anos-luz de distância da Terra, a qual foi descoberta com o auxílio do telescópio TRAPPIST instalado no Observatório de La Silla do ESO. Estes mundos têm tamanhos e temperaturas semelhantes às de Vénus e da Terra e são os melhores alvos descobertos até agora para procurar vida fora do Sistema Solar. Estes são os primeiros planetas descobertos em torno de uma estrela extremamente ténue e minúscula.
Nesta imagem vemos um dos planetas interiores em trânsito por cima do disco da sua pequena e ténue estrela progenitora.
Crédito: ESO/M. Kornmesser/N. Risinger (skysurvey.org)
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Michaël Gillon, autor principal do artigo que descreve estes resultados, explica o significado da nova descoberta: "Porque é que estamos a tentar detetar planetas do tipo da Terra em torno das estrelas mais pequenas e frias da vizinhança solar? A razão é simples: os sistemas em torno destas estrelas minúsculas são os únicos locais onde conseguimos detetar vida num exoplaneta do tipo terrestre com a atual tecnologia. Por isso, se quisermos encontrar vida noutros lugares do Universo, é aqui que devemos começar a procurar."

Os astrónomos irão procurar sinais de vida ao estudar o efeito que a atmosfera de um planeta em trânsito tem na radiação que chega à Terra. Para planetas do tamanho da Terra em órbita da maioria das estrelas, este efeito desaparece no enorme brilho da estrela. Apenas no caso de estrelas vermelhas ténues e muito frias — como TRAPPIST-1 — é que este efeito é suficientemente grande para poder ser detetado.

Observações de seguimento com telescópios maiores, incluindo com o instrumento HAWK-1 montado no VLT (Very Large Telescope) de 8 metros do ESO, no Chile, mostraram que os planetas que orbitam a estrela TRAPPIST-1 têm tamanhos muito semelhantes ao da Terra. Dois dos planetas têm períodos orbitais de cerca de 1,5 dias e 2,4 dias respetivamente, e o terceiro planeta tem um período menos bem determinado que pode ir de 4,5 a 7,3 dias.

Esta imagem mostra o Sol e estrela anã muito fria TRAPPIST-1 em escala relativa. A estrela ténue tem um diâmetro de apenas 11% do diâmetro do Sol e é muito mais vermelha em termos de cor.
Crédito: ESO
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"Com períodos orbitais curtos, os planetas encontram-se entre 20 a 100 vezes mais próximos da sua estrela do que a Terra se encontra do Sol. A estrutura deste sistema planetário é muito mais semelhante em escala ao sistema das luas de Júpiter do que ao Sistema Solar," explica Michaël Gillon.

Embora orbitem muito próximo da sua estrela anã hospedeira, os dois planetas interiores recebem apenas quatro e duas vezes, respetivamente, a quantidade de radiação que a Terra recebe do Sol, uma vez que a sua estrela é muito menos luminosa que o nosso Sol. Este facto coloca-os mais próximo da estrela do que a zona de habitabilidade para este sistema, embora seja, no entanto, possível que possuam regiões habitáveis nas suas superfícies. A órbita do terceiro planeta, o mais exterior, não é ainda bem conhecida, mas provavelmente receberá menos radiação do que a Terra, embora talvez ainda a suficiente para se encontrar na zona de habitabilidade do sistema.

"Graças a vários telescópios grandes atualmente em construção, incluindo o E-ELT do ESO e o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, com lançamento previsto para 2018, poderemos proximamente estudar a composição atmosférica destes planetas e ver primeiro se possuem água e depois se apresentam traços de atividade biológica. Trata-se de um enorme passo em frente na procura de vida no Universo," conclui Julien de Wit, um dos coautores do trabalho, do MIT (Massachusetts Institute of Technology) nos EUA.

Este trabalho abre novas janelas na procura de exoplanetas, já que cerca de 15% das estrelas próximas do Sol são estrelas anãs muito frias, e serve igualmente para destacar o facto de que a procura de exoplanetas entrou agora no reino dos "primos" da Terra potencialmente habitáveis. O rastreio TRAPPIST é um protótipo de um projeto muito mais ambicioso chamado SPECULOOS, que será instalado no Observatório do Paranal do ESO.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
MIT News (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Nature
Astronomy
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SPACE.com
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(e) Science News
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TRAPPIST-1:
Open Exoplanet Catalogue
Wikipedia

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

TRAPPIST:
Página oficial
ESO
Wikipedia

VLT:
Página oficial
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E-ELT (European Extremely Large Telescope):
ESO
ESO - 2
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ESO:
Página oficial
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JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
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FRAGMENTO ÚNICO DA FORMAÇÃO DA TERRA VOLTA APÓS MILHARES DE MILHÕES DE ANOS DE CONGELAMENTO
Impressão artística do objeto único C/2014 S3 (PANSTARRS). Observações obtidas com o VLT (Very Large Telescope) do ESO e com o Telescópio Canadá-França-Hawaii, mostram que este é o primeiro objeto a ser descoberto numa órbita cometária de longo período, com as características imaculadas de um asteroide do Sistema Solar interior. O seu estudo pode dar-nos pistas importantes sobre a formação do Sistema Solar.
Uma vez que este objeto passou a maior parte da sua vida longe do Sistema Solar interior, sofreu poucas colisões e por isso a sua superfície apresenta poucas ou nenhumas crateras. Como se formou na mesma região que a Terra, é essencialmente rochoso e portanto possui muito pouca atividade cometária.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os astrónomos descobriram um objeto único que parece ser formado de matéria do Sistema Solar interior na altura da formação da Terra e que estava preservado na Nuvem de Oort há milhares de milhões de anos. Observações obtidas com o VLT (Very Large Telescope) do ESO e com o Telescópio Canadá-França-Hawaii, mostram que C/2014 S3 (PANSTARRS) é o primeiro objeto a ser descoberto numa órbita cometária de longo período, com as características imaculadas de um asteroide do Sistema Solar interior. O seu estudo pode dar-nos pistas importantes sobre a formação do Sistema Solar.

Num artigo científico publicado a semana passada na revista Science Advances, a autora principal Karen Meech, do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii, e colegas concluem que C/2014 S3 (PANSTARRS) se formou no Sistema Solar interior na mesma altura que a própria Terra, mas que foi ejetado numa fase muito inicial.

As observações indicam que se trata de um corpo rochoso antigo e não de um asteroide contemporâneo que se afastou. Como tal, é um dos potenciais blocos constituintes dos planetas rochosos, como a Terra, que foi expelido para fora do Sistema Solar interno e preservado em congelamento profundo na Nuvem de Oort durante milhares de milhões de anos.

Observações obtidas com o VLT (Very Large Telescope) do ESO e com o Telescópio Canadá-França-Hawaii, mostram que C/2014 S3 (PANSTARRS) é o primeiro objeto a ser descoberto numa órbita cometária de longo período, com as características imaculadas de um asteroide do Sistema Solar interior. O seu estudo pode dar-nos pistas importantes sobre a formação do Sistema Solar.
Este diagrama mostra a história provável deste objeto tanto no Sistema Solar interior como no exterior durante um período de mais de 4 mil milhões de anos, sendo que a maioria deste tempo foi passada na periferia fria, na Nuvem de Oort.
Crédito: ESO/L. Calçada
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Karen Meech explica a observação inesperada: "Conhecemos a existência de muitos asteroides, no entanto todos eles estão já 'cozinhados' pelos milhares de milhões de anos que passaram perto do Sol. Este é o primeiro asteroide 'cru' que observamos, tendo sido preservado no melhor congelador que existe!"

C/2014 S3 (PANSTARRS) foi originalmente identificado pelo telescópio Pan-STARRS1 como sendo um ténue cometa ativo, quando estava um pouco mais afastado do que duas vezes a distância da Terra ao Sol. O seu atual período orbital longo (cerca de 860 anos) sugere que a sua fonte será a Nuvem de Oort e que terá sido empurrado relativamente há pouco tempo para uma órbita que o traz próximo do Sol.

A equipa reparou imediatamente que C/2014 S3 (PANSTARRS) era invulgar, uma vez que não possui a cauda característica que a maioria dos cometas de período longo desenvolvem quando se aproximam demasiado do Sol. Deu-se-lhe assim o nome de cometa Manx, como o gato sem cauda. Algumas semanas após a sua descoberta, a equipa obteve espectros do ténue objeto com o VLT do ESO, no Chile.

Observações obtidas com o VLT (Very Large Telescope) do ESO e com o Telescópio Canadá-França-Hawaii, mostram que C/2014 S3 (PANSTARRS) é o primeiro objeto a ser descoberto numa órbita cometária de longo período, com as características imaculadas de um asteroide do Sistema Solar interior. O seu estudo pode dar-nos pistas importantes sobre a formação do Sistema Solar.
Esta imagem do cometa foi obtida pelo Telescópio Canadá-França-Hawaii.
Crédito: K. Meech (IfA/UH)/CFHT/ESO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um estudo cuidado da luz refletida por C/2014 S3 (PANSTARRS) indica que se trata de um asteroide típico do tipo S, encontrado geralmente na cintura principal interna de asteroides. Não é parecido com um cometa típico, objetos que se pensa serem formados no Sistema Solar exterior e que são gelados em vez de rochosos. O material parece ter sido pouco processado, indicando que esteve congelado durante um longo período de tempo. A extremamente ténue atividade do tipo cometário associada a C/2014 S3 (PANSTARRS), que é consistente com a sublimação do gelo de água, é cerca de um milhão de vezes menor que nos cometas ativos de período longo que se encontram a distâncias semelhantes do Sol.

Os investigadores concluem que este objeto é provavelmente constituído por material do Sistema Solar interior que esteve guardado durante muito tempo na Nuvem de Oort e que agora encontrou o seu caminho de volta ao Sistema Solar interior.

Vários modelos teóricos conseguem reproduzir a maior parte da estrutura que vemos no Sistema Solar. Uma diferença importante entre estes modelos é o que preveem relativamente aos objetos que constituem a Nuvem de Oort. Os diferentes modelos preveem quocientes significativamente diferentes entre objetos gelados e rochosos. A primeira descoberta de um objeto rochoso na Nuvem de Oort é por isso um teste importante das diferentes previsões dos modelos. Os autores estimam que serão necessárias observações de 50 a 100 destes cometas Manx para se distinguir entre os atuais modelos, abrindo assim um caminho importante no estudo das origens do Sistema Solar.

O coautor Olivier Hainaut (ESO, Garching, Alemanha) conclui: "Descobrimos o primeiro cometa rochoso e estamos à procura de outros. Dependendo de quantos encontrarmos, saberemos se os planetas gigantes 'dançaram' ao longo do Sistema Solar quando eram jovens, ou se cresceram pacatamente sem grandes deslocações."

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Instituto para Astronomia da Universidade do Hawaii (comunicado de imprensa)
CFHT (comunicado de imiprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Science Advances
Astronomy
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ScienceDaily
New Scientist
(e) Science News
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Forbes
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C/2014 S3 (PANSTARRS):
NASA

Nuvem de Oort:
Wikipedia 
Nineplanets.org

VLT:
Página oficial
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

Observatório do Canadá-França-Hawaii (CFHT):
Página oficial
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Atravessando Marte
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAJPL-CaltechMSSS
 
Para onde é que o rover Curiosity da NASA está a ir em Marte? Os seus objetivos geográficos são as encostas do Monte Sharp, cujo pico pode ser visto no fundo à direita. Um objetivo científico fundamental, no entanto, é melhor avaliar quando e onde as condições em Marte já foram adequadas para a vida, em particular vida microbiana. Para atingir este objetivo, ordenou-se que o Curiosity atravessasse o terreno acidentado de Nautkluft Plateau, visível na imagem à esquerda. O Curiosity está a dirigir-se para encostas mais suaves com rochas que contêm hematite e sulfatos, locais que podem fornecer ao veículo novas pistas sobre quanto tempo é que esta parte de Marte esteve molhada - e, portanto, mais favorável para a vida - antes de secar. No entanto, as rodas de alumínio do rover são de recente preocupação, que mostram cada vez mais sinais de desgaste. Embora já tenha alcançado os objetivos do seu estudo de dois anos, a missão do Curiosity foi prolongada à medida que continua a descobrir informações valiosas sobre o passado extraordinário de Marte, o seguinte planeta para lá da Terra.
 

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