28/06/19 - Noites Astronómicas em Tavira
22:00 - No dia 28 de junho, no Forte do Rato, realiza-se mais uma sessão de Noites Astronómicas em Tavira. Nesta sessão será possível identificar algumas constelações que nos farão companhia nas noites quentes de Verão. Teremos a oportunidade de observar os planetas gigantes gasosos do nosso sistema solar, Júpiter e as suas luas galileanas assim como Saturno e os seus anéis. Esta atividade é gratuita. Local:Forte do Rato Informações e incrições: 281 326 231; 924 452 528; geral@cvtavira.pt (pré-inscrição obrigatória; a realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo de participantes)
Efemérides
Dia 31/05: 151.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2001, a sonda Cassini completa o veu voo rasante por Júpiter e dirige-se para Saturno.
Imagens de despedida de um eclipse de Io mostram atividade auroral na atmosfera ioniana.
Em 2013, o asteroide 1998 QE2 e a sua lua fazem a maior aproximação da Terra dos próximos dois séculos. Observações: As constelações parecem "girar" depressa quando passam pelo zénite - quando comparadas mais "abaixo", isto é, mais perto do horizonte. Há apenas semana e meia atrás, a Ursa Maior flutuava horizontalmente ao final do lusco-fusco, uma hora depois do pôr-do-Sol. Agora, nesta hora, já está inclinada. E daqui a semana e meia, estará na vertical, apoiada na sua "pega"!
Trânsito da sombra de Europa, entre as 21:16 e as 23:53.
Trânsito de Europa, entre as 21:46 e as 00:18.
Dia 01/06: 152.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1633 nascia Geminiano Montanari, astrónomo italiano, fabricante de lentes e proponente da abordagem experimental na Ciência.
É mais conhecido pela sua observação, por volta de 1667, de que a segunda estrela mais brilhante de Perseu, Algol, variava em brilho.
Em 2011, o vaivém espacial Endeavour faz a sua aterragem final, após 25 voos. Observações: Cassiopeia geralmente significa "Frio!" A última metade do outono e o inverno são as épocas em que esta famosa constelação se situa bem alta (vista a partir de latitudes médias norte). Mas ainda pode ser observada mesmo até nas últimas noites amenas da primavera, mas baixa. Ao anoitecer, procure-a perto do horizonte a norte: um W largo e na horizontal. Quanto mais para norte o observador estiver, mais alta parecerá.
Dia 02/06: 153.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1966, a Surveyor 1 torna-se na primeira sonda americana a aterrar com sucesso noutro mundo, a Lua.
Em 1983, era lançada a Venera 15, uma missão dupla (em conjunto com a Venera 16 poucos dias depois) com o objetivo de estudar e mapear a superfície de Vénus.
Em 2003, a sonda Mars Express,carregando o "lander" britânico Beagle 2, é lançada num foguetão russo Soyuz-Fregat, a partir de Baikonur (Cazaquistão) às 17:45 GMT. Observações: Vega é a estrela mais brilhante a este-nordeste após o anoitecer. As outras estrelas da constelação de Lira estão, atualmente, como que fixas por ela (para baixo).
Dia 03/06: 154.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1769, o capitão James Cook observa o trânsito de Vénus sob céus limpos no Tahiti.
Em 1965 era lançada a Gemini 4, a primeira missão espacial tripulada com uma duração de vários dias. Neste mesmo dia Edward White andou no exterior de uma nave espacial pela primeira vez na história dos EUA, num passeio que durou aproximadamente 20 minutos.
Em 1966, lançamento da Gemini 9A. Observações: Lua Nova, pelas 11:02.
Curiosidades
As supergigantes vermelhas são as maiores estrelas do Universo em termos de volume, embora não sejam as mais massivas. As mais massivas são as estrelas Wolf-Rayet.
Planeta "Proibido" encontrado no "Deserto Neptuniano"
Impressão de artista do exoplaneta NGTS-4b, também conhecido como "O Planeta Proibido".
Crédito: Universidade de Warwick/Mark Garlick
Um exoplaneta mais pequeno que Neptuno, com a sua própria atmosfera, foi descoberto no chamado "Deserto Neptuniano" por uma colaboração internacional de astrónomos.
A instalação que descobriu este objeto é o NGTS (Next-Generation Transit Survey) do ESO, no coração do Deserto do Atacama, no Chile. É uma colaboração entre as universidades britânicas de Warwick, Leicester, Cambridge e da Queen's University em Belfast, juntamente com o Observatório de Genebra, DLR Berlin e Universidade do Chile.
NGTS-4b, também chamado "O Planeta Proibido" pelos cientistas, é um planeta mais pequeno que Neptuno, mas tem três vezes o tamanho da Terra e está a 920 anos-luz de distância.
Tem uma massa equivalente a 20 Terras e um raio 20% mais pequeno do que o de Neptuno, com uma temperatura que ronda os 1000 graus Celsius. Orbita a sua estrela em apenas 1,3 dias - o equivalente à órbita da Terra em torno do Sol de um ano.
É o primeiro exoplaneta do seu tipo encontrado no "Deserto Neptuniano".
O "Deserto Neptuniano" é a região próxima das estrelas onde não existem planetas do tamanho de Neptuno. Esta área recebe forte irradiação da estrela, o que significa que os planetas não retêm a sua atmosfera gasosa à medida que evaporam, deixando para trás apenas um núcleo rochoso. No entanto, NGTS-4b tem uma atmosfera.
O NGTS (Next-Generation Transit Survey) situado no Deserto do Atacama, no Chile.
Crédito: Universidade de Warwick
Quando procuram exoplanetas, os astrónomos tentam avistar uma queda do brilho da estrela - é o planeta que, em órbita, passa em frente da estrela-mãe e bloqueia parte da sua luz. Normalmente, apenas quedas de 1% ou mais são captadas por investigações terrestres, mas os telescópios do NGTS podem captar quedas de apenas 0,2%.
Os investigadores pensam que o planeta pode entrado no Deserto Neptuniano recentemente, ao longo do último 1 milhão de anos, ou era muito grande e a atmosfera ainda está a evaporar.
O Dr. Richard West, do Departamento de Física da Universidade de Warwick, comenta:
"Este planeta deve ser resistente - está bem na zona onde esperávamos que os planetas do tamanho de Neptuno não pudessem sobreviver. É realmente notável termos encontrado um planeta em trânsito através de uma diminuição do brilho estelar inferior a 0,2% - isto nunca tinha sido feito antes com telescópios no solo e é incrível encontrá-lo depois de trabalhar neste projeto durante um ano.
"Estamos agora a vasculhar os nossos dados para ver se podemos ver mais planetas no Deserto de Neptuno - talvez o deserto seja mais verde do que se pensava."
Chandra descobre pares estelares banidos das suas galáxias
Estrelas binárias expelidas do enxame da Fornalha.
Crédito: NASA/CXC/Universidade de Nanjing/X. Jin et al.
Cientistas descobriram evidências de que pares de estrelas foram expulsas das suas galáxias hospedeiras. Esta descoberta, que recorreu a dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA, é um dos exemplos mais claros de pares estelares expelidos da sua base galáctica.
Os astrónomos usam o termo sistema "binário" quando se referem a pares de estrelas que se orbitam umas às outras. Esses pares estelares podem consistir de combinações de estrelas como o nosso Sol, ou variedades mais exóticas e mais densas, como estrelas de neutrões ou até mesmo buracos negros.
As estrelas de neutrões formam-se quando uma estrela massiva explode como uma supernova e o núcleo da estrela colapsa sobre si próprio. Sob certas condições, estas explosões gigantescas que criam a estrela de neutrões não são simétricas. O efeito de recuo pode "chutar" a estrela com tanta força que é expelida da galáxia onde reside. Estes novos resultados do Chandra mostram que, às vezes, uma estrela companheira é também forçada a sair da galáxia.
"É como um convidado que pede para sair de uma festa com um amigo barulhento," disse Xiangyu Jin, da Universidade McGill em Montreal, Canadá, que liderou o estudo. "A estrela companheira nesta situação é arrastada para fora da galáxia simplesmente porque está em órbita com a estrela que entrou em supernova."
Como é que os astrónomos procuram estes pares banidos? Se a estrela companheira estiver suficientemente perto, então a sua matéria espirala em direção à estrela de neutrões mais densa e forma um disco em seu redor. As fortes forças gravitacionais da estrela de neutrões fazem com que o material neste disco se mova mais depressa à medida que se aproxima da estrela de neutrões e as forças de atrito no disco aquecem-no até dezenas de milhões de graus. A estas temperaturas, o disco brilho em raios-X.
Jin e colaboradores encontraram assinaturas dos chamados binários de raios-X fora das galáxias num estudo abrangente do enxame de galáxias da Fornalha feito com dados do Chandra, obtidos entre 1999 e 2015. Este enxame está relativamente próximo, a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação que partilha o seu nome.
Combinando o grande conjunto de dados do Chandra com observações óticas, os investigadores fizeram um censo de fontes de raios-X até 600.000 anos-luz da galáxia central do enxame da Fornalha. Os astrónomos concluíram que cerca de 30 fontes no enxame da Fornalha provavelmente seriam pares de estrelas expulsas do centro das suas galáxias hospedeiras.
"Em vez de ficarem amarradas a uma galáxia em particular, estes pares de estrelas existem agora no espaço entre as galáxias, ou estão a sair da sua galáxia," disse a coautora Meicun Hou, da Universidade de Nanjing, na China.
A equipa também descobriu outras 150 fontes que parecem estar fora dos limites estelares das galáxias do enxame. No entanto, as suas origens parecem ser outras além da expulsão. Uma possibilidade é que residem nos halos, ou nos limites externos, da galáxia central do enxame da Fornalha, onde se formaram. Uma segunda possibilidade é que são binários de raios-X que foram afastados de uma galáxia pela força gravitacional de uma galáxia próxima durante uma passagem rasante, ou binários de raios-X deixados para trás como parte dos remanescentes de uma galáxia desprovida da maioria das suas estrelas por uma colisão galáctica. Espera-se que tais interações sejam relativamente comuns numa região tão povoada como a do enxame galáctico da Fornalha.
"Isto é como o fim de uma festa em que os participantes partem em direções diferentes e só os anfitriões é que ficam para trás," disse Zhenlin Zhu, também da Universidade de Nanjing. "No caso da Fornalha, o caso extremo é que as galáxias originais realmente não existem mais."
As observações do Chandra envolveram um tempo total de exposição de 15 dias, permitindo à equipa descobrir 1177 fontes de raios-X na sua região dae pesquisa, que cobre 29 galáxias do enxame da Fornalha. A equipa estimou quantas dessas fontes provavelmente pertencem a galáxias do enxame e quantas são fontes muito mais distantes que não pertencem ao aglomerado. Isto deixou-os com cerca de 180 fontes localizadas bem para lá das principais regiões estelares das galáxias do enxame.
"Embora estejamos muito animados com o que descobrimos, os nossos dados sugerem que podem haver muitos mais destes binários expulsos demasiado fracos para serem vistos nos dados do Chandra," explicou o coautor Zhiyuan Li, também da Universidade de Nanjing. "Vamos precisar de mais observações do Chandra para detetar essa população de fontes mais fracas."
O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edição de 1 de maio de 2019 da revista The Astrophysical Journal e pode ser consultado online.
Planetas gigantes e cometas "à luta" no disco circum-estelar em torno de HD 163296
Num estudo publicado na revista The Astrophysical Journal, uma equipa de investigadores do INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica), Itália, investigou se as características anómalas nas distribuições de poeira e gás no disco de HD 163296, reveladas pelas observações do ALMA, poderiam surgir das interações dos planetas gigantes com um componente do disco anteriormente não encontrado: planetesimais.
Os discos circum-estelares compostos de gás e poeira que rodeiam as jovens estrelas em formação são o ambiente no qual os planetas nascem. A sua poeira fornece o material de construção a partir do qual os planetas começam o seu crescimento e, como resultado da sua incorporação nos corpos planetários, a sua abundância deve diminuir com o tempo. Desde as suas primeiras imagens de anéis concêntricos brilhantes do disco circum-estelar em torno de HL Tau, o ALMA tem revolucionado a nossa visão dos discos circum-estelares revelando a presença generalizada de um número de estruturas de pequena escala (divisões, anéis e braços espirais) no seu gás e poeira, a maioria das quais pensa-se estar ligada à presença de planetas jovens e surgir da interação da sua gravidade com o ambiente circundante.
O disco circum-estelar em torno de HD 163296 e o sistema de divisões e anéis criados pelos seus jovens planetas gigantes, observado recentemente pelo ALMA (Projeto DSHARP).
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), S. Dagnello
Entre os discos mais bem estudados, observados pelo ALMA, está o que rodeia HD 163296, uma estrela com cinco milhões de anos e com cerca de duas vezes a massa do Sol. O disco de HD 163296 é tanto massivo (pouco menos de um-décimo da massa do Sol) quanto largo (cerca de 500 UA, duas vezes o tamanho do limite externo da Cintura de Kuiper no Sistema Solar) e foi proposto abrigar pelo menos três planetas com massas compreendidas entre duas vezes a de Úrano e uma vez a de Júpiter. As observações mais recentes do ALMA permitiram caracterizar espacialmente e composicionalmente a estrutura do disco de HD 163296 para um nível anteriormente nem sonhado e mostrou como a poeira ainda é bastante abundante (mais de 300 vezes a massa da Terra) neste disco apesar da sua idade e de ter produzido pelo menos três planetas gigantes. As mesmas observações também relevaram alguns comportamentos estranhos da distribuição espacial da poeira que não podiam ser facilmente explicados apenas como resultado da sua interação com o gás e os planetas gigantes recém-formados.
Espera-se que a poeira migre para dentro a partir das regiões externas do disco devido ao seu agrupamento e fricção com o gás, mas também se espera que a migração seja interrompida por planetas massivos. Como resultado desse fluxo para o interior, a poeira deveria desaparecer, com o tempo, da região imediatamente para dentro do planeta mais interior de HD 163296. Ao mesmo tempo, a poeira proveniente das regiões externas do disco deve acumular-se fora das órbitas do segundo e do terceiro planeta. As observações do ALMA revelaram, em vez disso, que as regiões para dentro do primeiro planeta e entre o primeiro e o segundo planeta têm algumas das maiores concentrações de poeira de todo o disco. Num estudo publicado na revista The Astrophysical Journal, uma equipa de investigadores explorou se estas características anómalas podem surgir da interação dos planetas gigantes com um componente do disco anteriormente não contabilizado: planetesimais.
"A partir do estudo do Sistema Solar, sabemos que os discos circum-estelares maduros como o de HD 163296 não são compostos apenas por gás e poeira, mas também contêm uma população invisível de pequenos objetos planetários semelhantes aos nossos asteroides e cometas," explica Diego Turrini, autor principal do estudo e investigador do IAPS (Istituto di Astrofisica e Planetologia Spaziali) do INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica). "Sabemos também que o aparecimento de planetas gigantes afeta estes planetesimais causando, na sua evolução, um breve, mas intenso pico de excitação dinâmica que, embora curto do ponto de vista da longa vida de um sistema planetário, pode ter uma duração comparável à vida dos discos circum-estelares," continua Turrini.
O disco de planetesimais gelados escondidos no disco circum-estelar de HD 163296, visto de cima e de lado. Os jovens planetas gigantes criam rapidamente uma grande população de exocometas que agem como projéteis supersónicos para outros corpos.
Crédito: D. Turrini (INAF-IAPS)
A equipa quis saber se estas interações entre os planetas gigantes jovens de HD 163296 e os planetesimais invisíveis podiam produzir as anomalias observadas na distribuição da poeira. As simulações que realizaram mostraram como, durante o crescimento dos três planetas gigantes, uma fração cada vez maior da população de planetesimais na vizinhança é injetada em órbitas muito excêntricas e muito inclinadas, semelhantes às dos cometas no Sistema Solar. "O principal resultado dessa excitação dinâmica é uma taxa mais alta de colisões violentas entre os planetesimais", explica Francesco Marzari, professor da Universidade de Pádua e coautor do estudo.
Quando analisaram o resultado das simulações dinâmicas através de um modelo colisional, a equipa descobriu que as colisões entre os planetesimais permanecem bastante gentis até que os planetas gigantes se aproximam das suas massas finais, mas que depois crescem drasticamente em violência e começam a "moer" os planetesimais. "Estas colisões violentas reabastecem a população de poeira no disco," salienta Marzari. "A nova poeira produzida por este processo, no entanto, tem uma distribuição orbital diferente da original e concentra-se principalmente em dois lugares: a região orbital dentro do primeiro planeta gigante e no anel entre o primeiro e o segundo planeta." As mesmas duas regiões onde as observações do ALMA revelaram as maiores discrepâncias com o que era teoricamente esperado.
A equipa descobriu que a excitação dinâmica provocada pela formação dos três planetas gigantes ainda deveria estar a agir até ao momento sobre os planetesimais incorporados no disco de HD 163296. Os autores também descobriram que a produção colisional resultante e sustentada de poeira é capaz de injetar dezenas de vezes a massa da Terra, em poeira, nessas duas regiões orbitais, explicando as observações do ALMA também de um ponto de vista quantitativo. "Até agora, o estudo deste tipo de processo enquanto ocorria nos discos circum-estelares só era possível por meio de simulações," comenta Turrini. "Graças ao ALMA, podemos agora estudá-lo e aprender muito sobre a interação entre a formação planetária e o ambiente circundante."
"A rapidez com que o ALMA está a fornecer dados novos e mais detalhados sobre HD 163296 permitiu-nos expandir o nosso estudo para lá do seu objetivo original," explica Danai Polychroni, coautor do estudo e na altura professor na Universidade do Atacama e investigador adjunto do INAF-IAPS. "Percebemos que muitos planetesimais são excitados a velocidades supersónicas em relação ao gás circundante do disco e que podem criar ondas de choque que podem aquecer tanto os próprios planetesimais quanto o gás. Embora ainda não pudéssemos modelar esse processo em detalhe, observações recentes relataram a presença inesperada do gás CO (monóxido de carbono) em regiões caracterizadas por temperaturas onde deveria encontrar-se no estado sólido e por possíveis anomalias na estrutura térmica do disco. Ambos os achados podem, em princípio, ser explicados graças à presença destes planetesimais supersónicos e às ondas de choque que produzem."
"Este estudo começou como um projeto para explorar se a excitação dinâmica provocada por planetas gigantes recém-formados podia realmente produzir efeitos observáveis. Como tal, nós apenas 'arranhámos a superfície' deste processo e das suas implicações," observa Leonardo Testi, também coautor do estudo e chefe do Centro de Apoio ALMA do ESA e investigador do INAF em licença. "No entanto, a sua 'receita' física é bastante simples: planetas massivos que se formam num disco de planetesimais. Dadas as assinaturas generalizadas de possíveis planetas gigantes jovens que estamos a descobrir com o ALMA e dada a longa duração dos efeitos dinâmicos provocados pelo seu aparecimento, podemos estar à procura de um processo que é bastante comum entre os discos circum-estelares."
"O contexto do trabalho liderado por Diego Turrini é um dos pilares da sinergia GENESIS," explica Claudio Codella do INAF (Osservatorio Astrofisico di Arcetri), investigador principal do projeto GENESIS-SKA, financiado pelo INAF. "O GENESIS-SKA é um projeto nacional onde participam mais de 60 investigadores de 8 institutos do INAF e onde trabalham em íntima colaboração com o objetivo geral de investigar as condições favoráveis à formação de sistemas planetários parecidos com o nosso Sistema Solar". "Os resultados do presente projeto," acrescenta Codella, "serão de extrema importância também para o estudo das composições químicas do gás localizado nas regiões onde os planetas se formarão e, possivelmente, das suas atmosferas."
Rover Curiosity encontra coleção argilosa (via NASA)
O rover Curiosity da NASA confirmou que a região que está a explorar em Marte, chamada "unidade argilosa", merece definitivamente o seu nome. Duas amostras que o rover recentemente perfurou nos alvos rochosos de nome "Aberlady" e "Kilmarie" revelaram as maiores quantidades de minerais argilosos já encontrados pela missão. Ler fonte
ALMA descobre alumínio em torno de uma estrela jovem (via Observatório ALMA)
As inclusões ricas em alumínio, encontradas em meteoritos, são dos objetos sólidos mais antigos já formados no Sistema Solar, mas o seu processo de formação e estágios estão ainda pouco ligados à formação estelar e planetária. A descoberta de óxido de alumínio em redor de uma estrela jovem fornece uma oportunidade crucial para estudar o processo de formação inicial dos meteoritos e de planetas como a Terra. Ler fonte
Álbum de fotografias - Nascer-do-Sol na Cratera Copernicus
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Sage Gray
Um proeminente local de impacto ancorado na região Oceanus Procellarum, a cratera Copernicus está no centro deste retrato telescópico em luz e sombra. Registado em imagens de vídeo obtidas no dia 14 de abril às 03:30 UTC, empilhadas e melhoradas digitalmente, o terminador lunar, ou o limite entre o dia e a noite, corta o meio da cratera com 93 quilómetros de diâmetro. A luz solar está apenas a começar a atingir as suas altas muralhas ocidentais, mas ainda não brilha em terrenos mais baixos nas proximidades, estendendo brevemente o contorno da cratera para a noite lunar. Naquele momento, na cratera Copernicus, poderíamos assistir ao nascer-do-Sol, um evento que acontece naquele local a cada 29,5 dias. Claro, isso corresponde a um mês lunar ou a uma lunação, o tempo entre Luas Cheias consecutivas, vistas a partir do planeta Terra.
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