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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Agora também com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1614  
  27/08 a 29/08/2019  
     
     
 
Astronomia no Verão
CCVAlg | CCVTavira

Atividades astronómicas planeadas para o restante mês de agosto:

27/08 - Tavira, a partir das 21:30, junto ao Forte do Rato (atividade realizada pelo CCVTavira)

Atividades planeadas para o mês de setembro:

02/09 - Praia de Faro, a partir das 20:30, no Centro Náutico (atividade realizada pelo CCVAlg)

03/09 - Tavira, observação da Lua, a partir das 21:00, na Praça da República (atividade realizada pelo CCVTavira)

06/09 - Olhão, a partir das 21:00, na Marina de Olhão - Jardim dos Pescadores (atividade realizada pelo CCVAlg)

11/09 - Tavira, a partir das 21:30, junto Forte do Rato em Tavira (atividade realizada pelo CCVTavira)

(todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis; consulte cada uma das atividades para obter mais informações e para fazer a sua inscrição)

 
     
 
Efemérides

Dia 27/08: 239.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1962 era lançada com êxito a sonda Mariner 2 de Cabo Canaveral com destino a Vénus, onde chegou 15 semanas depois.

A 14 de dezembro de 1962 tornou-se na primeira sonda a passar com sucesso por Vénus, sendo a sua aproximação máxima 34.773 km. Encontra-se agora numa órbita solar. 
Em 1985, lançamento da missão STS-51-I
Em 1999 é encontrada água extraterrestre num meteorito. Usando várias formas de análise, os cientistas do JSC encontram água nos cristais de halite de um meteorito que caiu na Terra (Texas) a 22 de março de 1998. A água capturada nos cristais pode ser mais antiga do que o Sol e do que os planetas.
Em 2003, Marte faz a sua maior aproximação à Terra em quase 60.000 anos, passando a 55.758.005 km de distância.
Observações: Agosto é a melhor altura para observar a Via Láctea, agora que a Lua está finalmente a deixar o céu noturno. Depois do cair da noite, estende-se desde Sagitário a sul, para cima e para a esquerda por Águia e através do Triângulo de Verão bem alto a este, descendo por Cassiopeia até Perseu que nasce baixo a norte-nordeste.

Dia 28/08: 240.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1789 Herscheldescobria a lua de SaturnoEncélado.

Em 1859, uma tempestade geomagnética provoca auroras boreais tão fortes que puderam ser claramente observadas em partes dos EUA, Europa e até Japão.
Em 1993, "flyby" da sonda Galileupor Ida e Dactyl.
Observações: Ocultação de Io, entre as 01:48 e as 04:05.
Procure a brilhante estrela Vega a passar perto do zénite ao anoitecer, caso viva a latitudes médias norte. Vega passa exatamente pelo zénite se se encontrar a 39ºN (Lisboa). A essa altura, o pequeno triângulo-e-paralelograma do resto de Lira, muito mais ténue, apoia-se para baixo de Vega quando o observador está virado para sudeste. Ajuste o seu pescoço para cima.
Trânsito de Io, entre as 23:08 e as 01:24 (já de dia 29).

Dia 29/08: 241.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1965, a nave Gemini V regressa à Terra, aterrando no Oceano Atlântico.

Em 1975, o japonês Kentaro Osada descobre V1500 Cygni, uma das mais rápidas novas de que há registo. 
Observações: Trânsito da sombra de Io, entre as 00:25 e as 02:42.
Trânsito de Ganimedes, entre as 19:02 e as 21:50.
Ocultação de Io, entre as 20:15 e as 22:31.
Eclipse de Io, entre as 21:32 e as 23:51.

 
     
 
Curiosidades


A equipa por trás do "lander" InSight deu o nome "Rolling Stones" a uma rocha marciana. Um pouco maior do que uma bola de golfe, a rocha parece ter-se movido menos de um metro no dia 26 de novembro de 2018, impulsionada pelos motores do módulo quando este pousou em Marte.

 
 
   
ALMA mostra o interior das tempestades de Júpiter

Nuvens rodopiantes, grandes cinturas coloridas, tempestades gigantes. A atmosfera linda e incrivelmente turbulenta de Júpiter tem sido exibida muitas vezes. Mas o que está a acontecer por baixo das nuvens? O que provoca tantas tempestades e erupções que vemos à "superfície" do planeta? Para estudar isto, a luz visível não é suficiente. Precisamos de estudar Júpiter usando ondas de rádio.

Novas imagens feitas com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) fornecem uma visão única da atmosfera de Júpiter até cinquenta quilómetros abaixo da camada visível de nuvens (de amónia) do planeta.

"O ALMA permitiu-nos fazer um mapa tridimensional da distribuição de amónia abaixo das nuvens. E, pela primeira vez, fomos capazes de estudar a atmosfera por baixo das camadas de nuvens de amónia depois de uma erupção energética em Júpiter," disse Imke de Pater da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA.

 
Imagem rádio de Júpiter obtida com o ALMA. As bandas brilhantes indicam temperaturas altas e as bandas escuras temperaturas baixas. As bandas escuras correspondem a zonas em Júpiter normalmente brancas no visível. As bandas brilhantes correspondem às cinturas acastanhadas no planeta. Esta imagem contém mais de 10 horas de dados, de modo que os detalhes são difusos devido à rotação do planeta.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), I. de Pater et al.; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello
 

A atmosfera do planeta gigante Júpiter é composta principalmente de hidrogénio e hélio, juntamente com os gases residuais metano, amónia, hidrossulfeto e água. A camada mais alta de nuvens é composta por amónia gelada. Por baixo, há uma camada de partículas sólidas de hidrossulfeto de amónia e, ainda mais profundamente, a cerca de 80 quilómetros por baixo do topo das nuvens, existe provavelmente uma camada de água líquida. As nuvens superiores formam as distintivas zonas acastanhadas e brancas vistas da Terra.

Muitas das tempestades em Júpiter ocorrem dentro destas cinturas. Podem ser comparadas a tempestades na Terra e são frequentemente associadas com eventos de relâmpagos. As tempestades revelam-se no visível como pequenas nuvens brilhantes, chamadas de plumas. Estas erupções de plumas podem provocar uma grande perturbação na cintura, que pode permanecer visível durante meses ou anos.

 
Primeiro mapa de Júpiter no rádio pelo ALMA (topo) e luz visível pelo Telescópio Espacial Hubble (baixo). A erupção na Cintura Equatorial Sul é visível em ambas as imagens.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), I. de Pater et al.; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello; NASA/Hubble
 

As imagens do ALMA foram obtidas alguns dias depois dos astrónomos amadores terem observado uma erupção na Cintura Equatorial Sul de Júpiter em janeiro de 2017. Ao início foi vista uma pequena pluma brilhante, e depois uma rutura em grande escala na cintura que durou semanas após a erupção.

De Pater e colegas usaram o ALMA para estudar a atmosfera por baixo da pluma e a cintura perturbada no rádio e compararam estas imagens com imagens no UV-visível e no infravermelho, obtidas com outros telescópios aproximadamente ao mesmo tempo.

"As nossas observações do ALMA são as primeiras a mostrar que altas concentrações de amónia sobem pela atmosfera durante uma erupção energética, disse de Pater. "A combinação de observações simultâneas em vários comprimentos de onda diferentes permitiu-nos examinar a erupção em detalhes. O que nos levou a confirmar a teoria atual de que as plumas energéticas são desencadeadas pela convecção húmida na base das nuvens de água, localizadas no fundo da atmosfera. As plumas trazem o gás amónia das profundezas da atmosfera até grandes altitudes, bem acima da camada principal superior de amónia," acrescentou.

 
Mapa esférico de Júpiter, pelo ALMA, que mostra a distribuição do gás amónia por baixo do topo das nuvens de Júpiter.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), I. de Pater et al.; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello
 

"Estes mapas ALMA, em comprimentos de onda milimétricos, complementam os mapas feitos com o VLA (Very Large Array) da NSF nos comprimentos de onda centimétricos," disse Bryan Butler, do NRAO (National Radio Astronomy Observatory). "Ambos os mapas sondam abaixo do topo das nuvens vistas em comprimentos de onda visíveis e mostram gases ricos em amónia a subir para e a formar camadas superiores (zonas), e o ar pobre em amónia a descer (cinturas)."

"Os resultados atuais mostram soberbamente o que pode ser alcançado na ciência planetária quando um objeto é estudado com vários observatórios e em vários comprimentos de onda," explica Eric Villard, astrónomo do ALMA e parte da equipa de investigação. "O ALMA, com a sua sensibilidade sem precedentes e resolução espectral no rádio, trabalhou com sucesso em conjunto com outros observatórios em todo o mundo para fornecer os dados que permitiram uma melhor compreensão da atmosfera de Júpiter."

 
Ilustração da "convecção húmida" na atmosfera de Júpiter que mostra uma pluma que tem origem 80 quilómetros abaixo do topo das nuvens, onde a pressão é cinco vezes a da Terra (5 bares), subindo pelas regiões onde a água condensa-se, hidrossulfeto de amónia se forma e a amónia solidifica-se como gelo, logo abaixo da região mais fria da atmosfera, a tropopausa.
Crédito: adaptado de ilustração de Leigh Fletcher, Universidade de Leicester
 

// Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
// NRAO (comunicado de imprensa)
// Universidade de Berkeley (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Animação artística que mostra Júpiter no rádio, pelo ALMA (Observatório ALMA via vimeo)

 


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Onde nascem as novas estrelas? O Telescópio Webb vai investigar
 
Esta é uma imagem, pelo Hubble, da galáxia SDSS J1226+2152, que está a ser ampliada e distorcida pela imensa gravidade de um enxame de galáxias à sua frente. É uma de quatro galáxias com formação estelar que a equipa TEMPLATES vai estudar com o Webb. A equipa escolheu-a como um exemplo de uma galáxia que não tem muita poeira.
Crédito: NASA, ESA, STScI e H. Ebeling (Universidade do Hawaii)
 

Quando se trata de produzir novas estrelas, a "festa" está no fim para o Universo atual. Na verdade, está quase no fim há milhares de milhões de anos. A nossa Via Láctea continua a formar o equivalente a um Sol todos os anos. Mas, no passado, esse ritmo era até 100 vezes maior. De modo que se quisermos realmente entender como as estrelas como o nosso Sol se formaram no Universo, precisamos de olhar milhares de milhões de anos para o passado.

Usando o Telescópio Espacial James Webb da NASA como uma espécie de máquina do tempo, uma equipa de investigadores pretende fazer exatamente isso. Liderada pela investigadora Jane Rigby do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, e por Joaquin Vieira da Universidade de Illinois, Champaign, a equipa aproveitará os telescópios naturais e cósmicos chamados lentes gravitacionais. Estes grandes objetos celestes ampliam a luz de galáxias distantes que estão no pico da formação estelar.

O fenómeno das lentes gravitacionais ocorre quando uma enorme quantidade de matéria, como uma galáxia gigante ou enxame galáctico, cria um campo gravitacional que distorce e amplia a luz de objetos por trás, mas na mesma linha de visão. O efeito permite que os cientistas estudem os detalhes das primeiras galáxias demasiado longe para serem vistas de outra forma, mesmo com os telescópios espaciais mais poderosos.

"Estamos a estudar quatro galáxias que parecem muito, muito mais brilhantes do que realmente são, porque foram ampliadas até 50 vezes. Usaremos lentes gravitacionais para estudar como essas galáxias estão a formar as suas estrelas, e como essa formação estelar é distribuída pelas galáxias," explicou Rigby.

"O lado bom de usar fontes que sofrem o efeito de lente gravitacional é que é como uma lupa cósmica, onde a galáxia é esticada, aumentando assim a resolução do seu telescópio," explicou Vieira.

O programa tem o nome TEMPLATES (Targeting Extremely Magnified Panchromatic Lensed Arcs and Their Extended Star Formation). Embora TEMPLATES seja um acrónimo, o seu significado é mais profundo. A palavra "template" pode ser traduzida para português como "modelo", uma palavra que se refere a algo usado como padrão, molde ou guia para projetar ou construir itens semelhantes. "Queremos tornar estas quatro galáxias em alvos incrivelmente bem estudados, para que outros investigadores do Webb possam usá-las como modelos, ou bons exemplos, quando trabalharem para entender os dados de um grande número de galáxias que são muito mais fracas," disse Rigby.

Como os alvos foram escolhidos

Uma das principais razões pelas quais estas quatro galáxias foram escolhidas é porque são muito brilhantes, facilitando o estudo. "Todas estas galáxias estão a formar furiosamente estrelas," acrescentou Vieira.

Estes alvos também representam grande parte da variedade de galáxias no Universo em termos de quão empoeiradas são, quão brilhantes são e quantas estrelas já fabricaram. Os astrónomos chamam as galáxias de "empoeiradas" quando as suas imagens mostram manchas escuras, muitas vezes difusas, que vêm da poeira da galáxia que bloqueia a luz estelar.

Duas das galáxias são muito empoeiradas, e duas delas não o são. As duas galáxias empoeiradas são, cada uma delas, ampliadas por uma outra galáxia. As duas galáxias que não parecem ter poeira são ampliadas por enxames de galáxias.

Das galáxias com muita poeira, os cientistas têm uma imagem de como as galáxias evoluíram. De levantamentos de galáxias sem poeira, têm uma imagem diferente. Essas imagens nem sempre correspondem. Espera-se que o Webb forneça uma história mais completa da formação estelar, pois tem sensibilidade para ver a luz da poeira aquecida por estrelas jovens - mesmo em galáxias que não têm muita poeira - bem como a sensibilidade para ver luz visível até das galáxias empoeiradas.

A equipa do programa TEMPLATES vai usar três dos quatro instrumentos a bordo do Webb, bem como muitos dos filtros e configurações do telescópio, para obter o máximo de dados possível destas galáxias. Além de obter fotos, a equipa vai usar espectroscopia, uma técnica que revela a composição química das galáxias, como o gás está a mover-se e quão denso e quente esse gás é.

O Webb vai permitir que a equipa faça essas medições em cada galáxia. "É como uma dissecação," explicou Rigby. "Vamos separar cada pedaço da galáxia, em vez de obter apenas uma medição média."

Desbloqueando os mistérios da formação estelar

A equipa TEMPLATES tem quatro objetivos principais:

  1. Medir quantas novas estrelas estão a formar-se, para determinar com que rapidez as galáxias formam estrelas. Ao fazer diferentes tipos de medições de ritmos de formação estelar para as quatro galáxias, a equipa planeia ver como concordam ou discordam uma das outras. Por meio de verificações cruzadas, a equipa determinará se estas galáxias estão, ou não, em formação estelar vigorosa, ou se apenas formam uma estrela ocasionalmente;
  2. Mapear o ritmo de formação estelar nestas galáxias. Os cientistas não sabem muito sobre onde as estrelas se formam nas galáxias durante a maior parte do tempo cósmico. O mapeamento da formação estelar em galáxias no Universo próximo é relativamente fácil, mas é muito mais difícil para galáxias distantes. Observando no passado distante, as galáxias longínquas parecem muito pequenas no céu e as características individuais não podem ser resolvidas. De modo que os cientistas não têm uma boa compreensão de onde as estrelas se formaram nas galáxias do Universo inicial;
  3. Comparar as populações estelares jovens e velhas. Os cientistas vão medir as estrelas mais antigas - estrelas que vivem milhares de milhões de anos, como o Sol. Vão determinar onde essas estrelas residem, dentro de uma galáxia, o que irá informá-los sobre o passado da formação estelar. Poderão depois comparar esses dados com o local onde as novas estrelas estão a formar-se. Isto revelará como a formação estelar mudou nas galáxias com o passar do tempo e responderá a algumas questões básicas sobre como as galáxias crescem. Por exemplo, constroem-se de dentro para fora ou de fora para dentro?
  4. Medir as condições do gás dentro destas galáxias. Os cientistas determinarão quanto da tabela periódica estas galáxias já construíram - por exemplo, quanto carbono, oxigénio e azoto contêm. Vão também medir outras condições físicas como a densidade do gás.

Ajudando outros investigadores a entender o Webb

As observações da equipa farão parte do programa Científico Discricionário Inicial do Diretor, que fornece tempo para projetos selecionados no início da missão do telescópio. Este programa permite que a comunidade astronómica aprenda rapidamente a melhor maneira de usar as capacidades do Webb, ao mesmo tempo que produz ciência robusta. A equipa também está a ajudar outros investigadores a entender a melhor maneira de obter dados com este telescópio.

"O TEMPLATES apenas arranha a superfície do que podemos fazer com o Webb," continuou Rigby. "Definitivamente não será a última palavra - é uma das primeiras palavras do que este telescópio será capaz de fazer, como podemos entender as galáxias. O que estamos a fazer com o TEMPLATES é que queremos ter a certeza de que estamos a começar esta missão com o 'pé direito' para realmente entender como aproveitar ao máximo as incríveis capacidades do Webb."

O Telescópio Espacial James Webb será o principal observatório científico espacial do mundo quando for lançado em 2021. Vai resolver mistérios do nosso Sistema Solar, olhar para mundos distantes em torno de outras estrelas e investigar as misteriosas estruturas e origens do nosso Universo e o nosso lugar nele. O Webb é um projeto internacional liderado pela NASA e pelos seus parceiros, a ESA e a Agência Espacial Canadiana.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Gravidade - A Lupa da Natureza (STScI via YouTube)

 


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Lentes gravitacionais:
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Formação estelar:
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JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
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Álbum de fotografias - Milhões de estrelas em Omega Centauri
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Michael MillerJimmy Walker
 
O enxame estelar Omega Centauri, também conhecido como NGC 5139, encontra-se a cerca de 15.000 anos-luz de distância. O aglomerado contém aproximadamente 10 milhões de estrelas muito mais velhas que o Sol, dentro de um volume com mais ou menos 150 anos-luz em diâmetro. É o maior e mais brilhante dos cerca de 200 enxames globulares conhecidos que vagueiam o halo da nossa Galáxia, a Via Láctea. Embora a maioria dos enxames estelares consista de estrelas com a mesma idade e composição, o enigmático enxame Omega Centauri exibe a presença de diferentes populações estelares com várias idades e abundâncias químicas. De facto, Omega Centauri pode ser o núcleo remanescente de uma pequena galáxia que se fundiu com a Via Láctea.
 
   
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