Atividades astronómicas planeadas para o restante mês de agosto:
07/08 - Rocha da Pena, Loulé, a partir das 20:45, ponto de encontro no estacionamento do café Bar das Grutas, no início do caminho para a Rocha da Pena (atividade realizada pelo CCVAlg)
07/08 - Tavira, a partir das 22:00, junto ao Forte do Rato (atividade realizada pelo CCVTavira)
14/08 - Passeio noturno pela Ria Formosa em barco solar, encontro às 20:30 no cais de embarque junto à Porta Nova (cais das portas do mar) na muralha Villa Adentro (parte antiga da cidade de Faro); atividade com custo (atividade realizada pelo CCVAlg)
18/08 - Santa Rita - Vila Nova de Cacela, a partir das 22:00, junto à Aldeia de Santa Rita, Vila Nova de Cacela (atividade realizada pelo CCVTavira)
19/08 - Carvoeiro, a partir das 21:30, junto ao Forte de Nossa Senhora da Encarnação (atividade realizada pelo CCVAlg)
22/08 - Portela, São Brás de Alportel, a partir das 21:30, junto ao Miradouro do Alto da Arroteia (atividade realizada pelo CCVAlg)
23/08 - Albufeira, Praia dos Salgados, a partir das 21:00, junto ao estacionamento da Praia dos Salgados (atividade realizada pelo CCVAlg)
26/08 - Castro Marim, a partir das 21:30, no parque de estacionamento do Agrupamento de Escolas de Castro Marim (atividade realizada pelo CCVTavira)
(obrigatório utilizar equipamento de proteção individual - máscara ou viseira - e seguir as instruções de higienização e distanciamento social; número limitado de presenças nas atividades seguindo as atuais regras de segurança da DGS; todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis; consulte cada uma das atividades para obter mais informações e para fazer a sua inscrição obrigatória)
Efemérides
Dia 07/08: 220.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, lançamento do Explorer 6 que, com uma massa de 64,4 kg, torna-se no primeiro satélite a enviar fotos da Terra a partir de órbita.
Em 1976, a Viking 2 entra em órbita de Marte.
Em 2000, uma equipa internacional de pesquisa planetária descobre em Epsilon Eridani, a apenas 10,5 anos-luz da Terra, um novo planeta gasoso. A descoberta foi, alguns anos depois, colocada em causa. Observações: Trânsito de Ganimedes, entre as 21:02 e as 00:34 (já de dia 8).
Trânsito da sombra de Ganimedes, entre as 23:24 e as 03:00 (já de dia 8).
Dia 08/08: 221.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1576, é colocada a pedra angular do observatório Uraniborg de Tycho Brahe, em Ven, Dinamarca.
Em 1977, a estação soviética Salyut 5 arde na atmosfera. Lançada no dia 22 de junho de 1976, a estação esteve tripulada durante 67 dias.
Em 1989 era lançada a missão STS-28, a quarta missão secreta do Departamento de Defesa americano.
Em 2001, lançamento da sonda Genesis, a primeira missão de recolha de material desde o programa Apollo, a primeira a enviar material desde para lá da órbita da Lua (amostras de vento solar). Observações: Trânsito de Io, entre as 02:35 e as 04:57.
Vega passa o mais perto do zénite pelas 23 horas, dependendo de quão para este ou oeste está o observador.
Quão perto passa do zénite depende de quão para norte ou para sul está o observador.
Deneb passa o mais perto do zénite quase exatamente duas horas após Vega.
Dia 09/08: 222.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1973 era lançada a sonda soviética Mars 7. A 6 de março de 1974 o "orbiter"/"lander" falha a entrada na órbita de Marte. A órbita torna-se, assim, solar.
Em 1976, lançamento da soviética Luna 24, a última missão do programa Luna e a terceira a enviar amostras lunares. A cápsula aterrou na Terra no dia 22 de agosto do mesmo ano. Observações: Eclipse de Io, entre as 00:20 e as 02:42.
Marte e a Lua estão juntos no céu desde a meia-noite e até ao amanhecer, subindo cada vez mais alto a este-sudeste. Marte encontra-se a pouco mais de 1º para a esquerda da Lua.
Ocultação de Europa, entre as 05:13 e as 08:08.
Trânsito da sombra de Io, entre as 21:42 e as 00:01 (já de dia 10).
Dia 10/08: 223.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1945, morria Robert Goddard, um homem de visão que propôs que se enviassem foguetões à Lua já na década de 1920.
Em 1966 era lançado o Lunar Orbiter 1, missão de estudo para a série Apollo.
Em 1990, a sonda Magalhães chega a Vénus.
Em 1992, lançamento do KITSAT-A, também conhecido como Uribyol (que significa "a nossa estrela"), o primeiro satélite lançado pela Coreia do Sul.
Em 1999 os Sistemas de Ciência Espacial Malin anunciam a confirmação que descreve o nosso vizinho Marte como um local de mudanças meteorológicas e geológicas ao longo do tempo. Um planeta ativo é mais provável de conter vida.
Em 2000, uma equipa liderada por astrónomos da Universidade de Columbia descobre o mais jovem pulsar, nascido de uma explosão há cerca de 700 anos atrás. Situado no lado oposto da Via Láctea, possui características invulgares que podem forçar os cientistas a reconsiderar como os pulsares são criados e evoluem.
Em 2003, Yuri Malencheko torna-se na primeira pessoa a casar no espaço. Observações: Eclipse de Io, entre as 18:49 e as 21:11.
A Ursa Maior apoia-se diagonalmente a noroeste após o lusco-fusco. A partir do seu ponto médio, olhe para a direita para encontrar a Estrela Polar (não muito brilhante) brilhando, como sempre, a norte. A Estrela Polar é a extremidade da "pega da frigideira" de Ursa Menor. As únicas outras partes da constelação - de brilho igualmente modesto - são as duas estrelas que formam a outra extremidade da frigideira. Nestas noites de agosto encontra-a para cima e para a esquerda da Polar. São chamadas as Guardiãs do Polo, pois circulam em torno da Polar ao longo da noite e ao longo do ano.
Curiosidades
Última contagem de exoplanetas confirmados: 4302 exoplanetas (em 3177 sistemas planetários, 703 destes são sistemas múltiplos).
Buraco negro não "consegue fazer o seu trabalho"
Astrónomos descobriram o que pode acontecer quando um buraco negro gigante não interfere na vida de um enxame de galáxias. Usando o Observatório de raios-X Chandra da NASA e outros telescópios, mostraram que o comportamento passivo do buraco negro pode explicar uma notável quantidade de formação estelar que ocorre num distante enxame galáctico.
Os enxames de galáxias contêm centenas ou milhares de galáxias permeadas por gás quente que emite raios-X e que supera a massa combinada de todas as galáxias. As ejeções de material alimentadas por um buraco negro supermassivo na galáxia central do enxame geralmente evitam que esse gás quente arrefeça para formar um grande número de estrelas. Este aquecimento permite que os buracos negros supermassivos influenciem ou controlem a atividade e a evolução do seu enxame hospedeiro.
Composição de imagens obtidas pelo Chandra, em raios-X, com dados óticos do Hubble que mostram um enxame galáctico com um buraco negro no seu centro que não está ativo. As consequências deste buraco negro adormecido é que a formação estelar foi autorizada a permanecer desenfreada - a um ritmo 300 vezes maior do que o visto na Via Láctea. Os dados do Chandra revelam que sem um buraco negro supermassivo central ativo na maior galáxia do enxame, enormes quantidades de gás são capazes de arrefecer o suficiente para desencadear uma grande quantidade de nascimento estelar.
Crédito: raios-X - NASA/CXO/Univ. de Montreal/J. Hlavacek-Larrondo et al; Ótico - NASA/STScI
Mas o que é que acontece se esse buraco negro deixar de estar ativo? O enxame de galáxias SpARCS104922.6+564032.5 (SpARCS1049 para abreviar), localizado a 9,9 mil milhões de anos-luz de distância da Terra, está a fornecer uma resposta.
Com base nas observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA e do Telescópio Espacial Spitzer, os astrónomos descobriram anteriormente que estavam a formar-se estrelas a um ritmo extraordinário de aproximadamente 900 novos sóis (em termos de massa) por ano no enxame SpARCS1049. Isto é superior a 300 vezes o ritmo a que a nossa Galáxia, a Via Láctea, forma as suas estrelas (à taxa observada no enxame SpARCS1049, todas as estrelas da Via Láctea formar-se-iam em apenas 100 milhões de anos, o que é um período de tempo curto em comparação com a idade da nossa Galáxia, que tem mais de 10 mil milhões de anos).
"Isto lembra-me o antigo ditado 'quando o gato sai de casa os ratos passeiam,'" disse Julie Hlavacek-Larrondo da Universidade de Montreal no Canadá, que liderou o estudo. "Aqui o gato, o buraco negro, está calmo e os ratos, as estrelas, estão muito ocupados."
Esta formação estelar furiosa está a acontecer a cerca de 80.000 anos-luz do centro de SpARCS1049, numa região fora de qualquer das galáxias do enxame. Os astrónomos perguntam-se: o que está a provocar este prodigioso ciclo de nascimento estelar?
A resposta pode vir de novos dados do Chandra que revelam o comportamento do gás quente em SpARCS1049. Na maior parte do enxame, a temperatura do gás é de cerca de 36 milhões de graus Celsius. No entanto, no local da formação estelar, o gás é mais denso do que a média e arrefeceu até uma temperatura de cerca de 5,5 milhões de graus Celsius. A presença deste gás mais frio sugere que outros reservatórios de gás não detetados arrefeceram a temperaturas ainda mais baixas que permitem a formação de um grande número de estrelas.
"Sem o buraco negro a bombardear ativamente energia para o ambiente, o gás pode arrefecer o suficiente para que este ritmo impressionante de formação estelar possa ocorrer," disse o coautor Carter Rhea, também da Universidade de Montreal. "Este tipo de buraco negro 'desligado' pode ser uma maneira crucial para as estrelas se formarem no início do Universo."
Embora existam muitos exemplos em que a energia injetada pelos buracos negros para o seu ambiente é responsável por reduzir a taxa de formação estelar por factores de dezenas ou milhares de vezes, ou mais, estes enxames estão tipicamente a poucas centenas de milhões de anos-luz da Terra e são muito mais antigos do que SpARCS1049.
No caso de SpARCS1049, os astrónomos não veem nenhum sinal de que um buraco negro supermassivo na galáxia central esteja ativamente a puxar matéria. Por exemplo, não há evidências de um jato de material soprando para longe do buraco negro no rádio, ou de uma fonte de raios-X do meio da galáxia, indicando que a matéria foi aquecida quando caiu em direção a um buraco negro.
"Muitos astrónomos pensaram que, sem a intervenção de um buraco negro, a formação estelar ficaria fora de controlo," disse a coautora Tracy Webb da Universidade McGill, que descobriu SpARCS1049 pela primeira vez em 2015 com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA. "Agora temos evidências observacionais de que isso é realmente o que ocorre."
Porque é que o buraco negro está tão silencioso? A diferença observada na posição entre o gás mais denso e a galáxia central pode ser a causa. Isto significaria que o buraco negro supermassivo no centro desta galáxia está sedento de combustível. A perda de uma fonte de combustível do buraco negro evita surtos e permite que o gás arrefeça sem impedimentos, com o gás mais denso arrefecendo mais depressa. Uma explicação para este deslocamento é que dois enxames galácticos mais pequenos colidiram em algum momento no passado para formar SpARCS1049, afastando o gás mais denso da galáxia central.
O artigo que descreve estes resultados foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters e está disponível online.
VLBA encontra planeta em órbita de estrela pequena e fria
Usando a "visão" rádio supernítida do VLBA (Very Long Baseline Array) da NSF (National Science Foundation), astrónomos descobriram um planeta do tamanho de Saturno em órbita de uma estrela pequena e fria a 35 anos-luz da Terra. Esta é a primeira descoberta de um exoplaneta com um radiotelescópio usando uma técnica que requer medições extremamente precisas da posição de uma estrela no céu, e apenas a segunda descoberta exoplanetária com esta técnica e para radiotelescópios.
A técnica é conhecida há muito tempo, mas tem sido difícil de usar. Envolve rastrear o movimento real da estrela pelo espaço e, em seguida, detetar uma minúscula "oscilação" nesse movimento provocada pelo efeito gravitacional do planeta. A estrela e o planeta orbitam em torno de um local que representa o centro de massa combinado de ambos. O planeta é revelado indiretamente se esse local, chamado baricentro, estiver longe o suficiente da estrela para provocar uma oscilação detetável pelo telescópio.
Ilustração mostra como o movimento da estrela em torno do centro de massa entre ela e o planeta provoca uma "oscilação" no seu movimento pelo espaço. A capacidade do VLBA em detetar este efeito minúsculo revelou a presença do planeta.
Crédito: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF
Espera-se que esta técnica, chamada técnica astrométrica, seja particularmente boa para detetar planetas do tipo Júpiter em órbitas distantes da estrela. Isto porque quando um planeta massivo orbita uma estrela, a oscilação produzida na estrela aumenta com uma maior separação entre o planeta e a estrela e, a uma determinada distância da estrela, quanto mais massivo o planeta, maior a oscilação produzida.
A partir de junho de 2018 e continuando por ano e meio, os astrónomos rastrearam uma estrela chamada TVLM 513–46546, uma anã fria com menos de um-décimo da massa do nosso Sol. Além disso, usaram dados de nove observações anteriores da estrela pelo VLBA entre março de 2010 e agosto de 2011.
Uma análise extensa dos dados desses períodos de tempo revelou uma oscilação reveladora no movimento da estrela, indicando a presença de um planeta comparável com Saturno em termos de massa, orbitando a estrela uma vez a cada 221 dias. Este planeta está mais perto da estrela do que Mercúrio do Sol.
As estrelas pequenas e frias como TVLM 513–46546 são o tipo estelar mais comum na nossa Galáxia, a Via Láctea, e muitas delas foram encontradas com planetas pequenos, comparáveis à Terra e Marte.
"Espera-se que os planetas gigantes, como Júpiter e Saturno, sejam raros em torno de estrelas pequenas como esta, e a técnica astrométrica é mais adequada para encontrar planetas parecidos com Júpiter em órbitas largas, de modo que ficámos surpreendidos ao encontrar um planeta de massa menor, semelhante a Saturno, numa órbita relativamente compacta. Esperávamos encontrar um planeta mais massivo, parecido a Júpiter, numa órbita maior," disse Salvador Curiel, da Universidade Nacional Autónoma do México. "Detetar os movimentos orbitais deste companheiro de massa planetária sub-Júpiter numa órbita tão compacta foi um grande desafio," acrescentou.
Foram descobertos mais de 4200 planetas em órbita de outras estrelas que não o Sol, mas o planeta em torno de TVLM 513–46546 é apenas o segundo a ser descoberto usando a técnica astrométrica. Outro método muito bem-sucedido, chamado de técnica de velocidade radial, também se baseia no efeito gravitacional do planeta sobre a estrela. Essa técnica deteta a ligeira aceleração da estrela, seja na direção da Terra ou na direção oposta, provocada pelo movimento da estrela em torno do baricentro.
"O nosso método complementa o método de velocidade radial, que é mais sensível a planetas situados em órbitas próximas, enquanto o nosso é mais sensível a planetas massivos em órbitas mais distantes da estrela," disse Gisela Ortiz-Leon do Instituto Max Planck para Radioastronomia na Alemanha. "De facto, estas outras técnicas encontraram apenas alguns planetas com características como massa do planeta, tamanho orbital e massa da hospedeira estelar, semelhantes ao planeta que encontrámos. Pensamos que o VLBA, e a técnica de astrometria em geral, podem revelar muitos planetas semelhantes."
Par cósmico: representação artística que mostra o grande exoplaneta TVLM 513–46546b no plano da frente. No plano de fundo, à esquerda, está a sua estrela-mãe, a anã fria TVLM 513–46546.
Crédito: Luis A. Curiel Ramirez
Uma terceira técnica, chamada método de trânsito, também muito bem-sucedida, deteta o ligeiro escurecimento da luz estelar quando um planeta passa à sua frente, a partir da perspetiva da Terra.
O método astrométrico tem sido bem-sucedido na deteção de sistemas estelares binários próximos e foi reconhecido já no século XIX como um meio potencial de descobrir exoplanetas. Ao longo dos anos, várias destas descobertas foram anunciadas e depois não sobreviveram a uma análise mais aprofundada. A dificuldade tem estado na oscilação estelar produzida por um planeta, oscilação esta tão pequena quando vista da Terra que requer uma precisão extraordinária nas medições posicionais.
"O VLBA com antenas separadas por até 8000 km, proporcionou-nos o grande poder de resolução e a precisão extremamente alta necessária para esta descoberta," disse Amy Mioduszewski, do NRAO (National Radio Astronomy Observatory). "Além disso, as melhorias que foram feitas na sensibilidade do VLBA deram-nos a qualidade de dados que tornou agora possível este trabalho," acrescentou.
Curiel, Ortiz-Leon, Mioduszewski e Rosa Torres da Universidade de Guadalajara, no México, relataram as suas descobertas na revista The Astronomical Journal.
Os ambientes de formação planetária podem ser muito mais complexos e caóticos do que o que se pensava. Isto é evidenciado por uma nova imagem da estrela RU Lup, feita com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array).
Todos os planetas, incluindo os do nosso Sistema Solar, nascem em discos de gás e poeira em torno de estrelas, os chamados discos protoplanetários. Graças ao ALMA, temos imagens impressionantes de alta resolução de muitas destas "fábricas" planetárias, mostrando discos empoeirados com vários anéis e divisões que sugerem a presença de planetas emergentes. Os exemplos mais famosos são HL Tau e TW Hydrae.
Imagem do disco de formação planetária da jovem estrela RU Lup pelo ALMA. A inserção (disco avermelhado em baixo e à esquerda) mostra uma observação anterior (DSHARP) do disco de poeira com anéis e divisões que sugerem a presença de planetas em formação. A nova observação mostra uma grande estrutura espiral (a azul), feita de gás, que alcança muito mais longe do que o disco compacto de poeira.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), J. Huang e S. Andrews; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello
Mas os discos não são necessariamente tão bem organizados quanto estas observações iniciais da poeira sugerem. Uma nova imagem de RU Lup pelo ALMA, uma jovem estrela variável na direção da constelação de Lobo, revelou um gigantesco conjunto de braços em espiral feitos de gás, que se estendem muito além do bem conhecido disco de poeira. Esta estrutura espiral - semelhante a uma "minigaláxia" - estende-se a quase 1000 UA (Unidades Astronómicas) da estrela, muito mais longe do que o disco compacto de poeira, que alcança cerca de 60 UA.
Observações anteriores de RU Lup com o ALMA, que faziam parte do DSHARP (Disk Substructures at High Angular Resolution Project), já revelavam sinais de formação contínua de planetas, sugeridos pelas lacunas no seu disco protoplanetário de poeira. "Mas também notámos algumas estruturas gasosas de monóxido de carbono (CO) que se estendiam para lá do disco. É por isso que decidimos observar novamente o disco em torno da estrela, desta vez focando no gás e não na poeira," disse Jane Huang do Centro Harvard Smithsonian para Astrofísica, autora principal de um artigo científico publicado na revista The Astrophysical Journal.
Os discos protoplanetários contêm muito mais gás do que poeira. Enquanto a poeira é necessária para acumular os núcleos planetários, o gás cria as suas atmosferas.
Nos últimos anos, observações de alta resolução de estruturas de poeira revolucionaram a nossa compreensão da formação de planetas. No entanto, esta nova imagem do gás indica que a visão atual da formação planetária ainda é muito simplista e que pode ser muito mais caótica do que se deduziu anteriormente a partir das imagens conhecidas de discos com anéis ordenadamente concêntricos.
Imagem ALMA do disco de formação planetária em torno da jovem estrela RU Lup, mostrando um grande conjunto de braços espirais feitos de gás. A estrutura estende-se até quase 1000 UA da estrela.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), J. Huang; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello
"O facto de observarmos esta estrutura espiral no gás após uma observação mais longa sugere que provavelmente não vimos toda a diversidade e complexidade dos ambientes de formação planetária. Podemos ter perdido muitas das estruturas de gás noutros discos," acrescentou Huang.
Huang e a sua equipa sugerem vários cenários que podem possivelmente explicar a razão dos braços espirais aparecerem em torno de RU Lup. Talvez o disco esteja a colapsar sob a sua própria gravidade, devido à sua enorme massa. Ou talvez RU Lup esteja a interagir com outra estrela. Outra possibilidade é que o disco está a interagir com o seu ambiente, acumulando material interestelar ao longo dos braços espirais.
"Nenhum destes cenários explica completamente o que observámos," disse o membro da equipa Sean Andrews. "Podem existir processos desconhecidos a ocorrer durante a formação planetária que ainda não contabilizámos nos nossos modelos. Só iremos aprender o que são se encontrarmos outros discos parecidos com o de RU Lup."
Investigadores usam InSight para medições profundas de Marte (via Universidade Rice)
Usando dados do "lander" InSight da NASA, sismólogos da Universidade Rice fizeram as primeiras medições diretas de três fronteiras subsupeficiais da crosta até ao núcleo do Planeta Vermelho. Ler fonte
Supernova rica em cálcio examinada pela primeira vez em raios-X (via Universidade Northwestern)
A maioria do cálcio do Universo - incluindo aquele nos nossos dentes e ossos - foi criado nos últimos suspiros de estrelas moribundas. Estas explosões são tão raras que os astrofísicos têm se esforçado para encontrá-las e posteriormente estudá-las. A natureza destas supernovas e o seu mecanismo para produzir cálcio, portanto, permanecima elusivos. Ler fonte
A linda Nebulosa Trífida, também conhecida como Messier 20, é fácil de encontrar com um pequeno telescópio na direção da constelação rica em nebulosas de Sagitário. A cerca de 5000 anos-luz de distância, o colorido estudo em contrastes cósmicos partilha este campo de visão com quase 1 grau com o enxame aberto Messier 21 (direita). Trissectado por faixas de poeira, a Trífida propriamente dita mede aproximadamente 40 anos-luz de diâmetro e tem apenas 300.000 anos. Isso torna-a uma das regiões de formação estelar mais jovens do nosso céu, com estrelas recém-nascidas e embrionárias embebidas nas suas nuvens natais de gás e poeira. As estimativas da distância ao enxame aberto M21 são semelhantes às de M20, mas apesar de partilharem esta linda paisagem telescópica, não há ligação aparente entre os dois objetos. De facto, as estrelas de M21 são muito mais velhas, com cerca de 8 milhões de anos.
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