Dia 05/01: 5.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, lançamento da sonda soviética Venera 5.
Chega a Vénus no dia 16 de maio de 1969. Antes de se fragmentar na atmosfera, a cápsula foi suspensa por um pára-quedas durante 53 minutos enquanto recolhia dados da atmosfera venusiana. A sonda também transportava um medalhão com os símbolos da antiga União Soviética.
Em 2005, Éris, o mais massivo planeta anão conhecido do Sistema Solar, é descoberto pela equipa científica de Michael E. Brown, Chad Trujillo e David L. Rabinowitz, usando imagens obtidas originalmente a 21 de outubro de 2003, no Observatório Palomar. Observações: À hora de jantar, o enorme complexo de Andrómeda- Pégaso começa perto do zénite e desce até oeste.
Perto do zénite, aviste o pé de Andrómeda: a estrela de segunda magnitude, Gamma Andromedae (Almach), ligeiramente alaranjada. Andrómeda encontra-se de cabeça para baixo. A estrela que corresponde à sua cabeça (a estrela de segunda magnitude Alpheratz) é o canto do topo do Grande Quadrado de Pégaso. Para baixo do canto inferior do Quadrado situam-se as estrelas que correspondem ao pescoço e cabeça de Pégaso, terminando no seu nariz: Enif, de magnitude 2, também ligeiramente alaranjada.
Dia 06/01: 6.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1912, o geofísico alemão Alfred Wegener apresenta pela primeira vez a sua teoria da deriva continental. Observações: A Lua nasce na direção da constelação de Virgem, pouco depois das 00:00. Assim que já tenha subido um pouco, cerca de 2 horas depois, procure Espiga a aproximadamente dois punhos à distância do braço esticado para baixo. Arcturo está a quase 30º para a esquerda.
Lua em Quarto Minguante, pelas 09:37.
Dia 07/01: 7.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1610, Galileu Galilei observava pela primeira vez as quatro maiores luas de Júpiter, Ganimedes, Calisto, Io e Europa, mas só é capaz de discernir as últimas duas no dia seguinte.
Em 1968, lançamento da Surveyor 7, a última do programa Surveyor.
Em 1985, a agência espacial japonesa, JAXA, lança a Sakigake, a primeira sonda interplanetária lançada por um país que não os Estados Unidos ou a União Soviética.
Em 1998, era lançada a Lunar Prospector. Observações: Para cima de Orionte brilha a alaranjada Aldebarã com o grande e solto enxame das Híades no plano de fundo. Os binóculos são instrumentos ideais para este enxame, tendo em conta o seu tamanho: as estrelas mais brilhantes (de quarta e quinta magnitudes) abrangem uma área com aproximadamente 4º de comprimento (mais acima, as Plêiades abrangem pouco mais de 1º, contando apenas as estrelas mais brilhantes).
As estrelas principais das Híades formam famosamente um "V". Está atualmente de lado. Aldebarã forma a ponta inferior do V. Com binóculos, siga o lado mais baixo do V, para a direita de Aldebarã. A primeira coisa que alcança é o asterismo da Casa: um padrão de estrelas como um desenho de criança de uma casa com telhado. A casa está atualmente na vertical e inclinada para a direita com se tivesse sido empurrada.
A Casa inclui três binários facilmente observáveis de binóculos que formam um triângulo equilátero, cada par virado para os outros. O par mais brilhante é Theta1 e Theta2 Tauri. Provavelmente até conseguirá discernir o par Theta à vista desarmada.
Curiosidades
A Via Láctea provavelmente tem mais ou menos 100 milhões de estrelas de neutrões. No entanto, só conhecemos até ao momento cerca de 2000.
Astrónomos chineses descobrem 591 estrelas de alta velocidade com o LAMOST e com o Gaia
Uma equipa de investigação liderada por astrónomos do NAOC (National Astronomical Observatories of Chinese Academy of Sciences) descobriu 591 estrelas de alta velocidade com base em dados do LAMOST (Large Sky Area Multi-Object Fiber Spectroscopic Telescope) e do Gaia, e 43 delas podem até escapar da nossa Galáxia.
O estudo foi publicado online dia 17 de dezembro na revista The Astrophysical Journal Supplement Series.
Impressão de artista das posições e órbitas de 591 estrelas de alta velocidade.
Crédito: Xiao Kong, NAOC
Desde que a primeira estrela de alta velocidade foi descoberta em 2005, mais de 550 outras foram descobertas com vários telescópios ao longo de 15 anos. "As 591 estrelas de alta velocidade descobertas desta vez duplicaram o número total anterior, elevando o total atual a mais de 1000," disse a Dra. Yin-Bi Li, autora principal do estudo.
As estrelas de alta velocidade são uma classe de estrelas que se movem rapidamente e que podem até escapar da nossa Galáxia. "Embora sejam raras na Via Láctea, as estrelas de alta velocidade, com cinemática única, podem fornecer mais informações sobre uma ampla gama da ciência Galáctica, desde o buraco negro supermassivo central até ao distante halo Galáctico," disse o professor You-Jun Lu do NAOC, coautor deste artigo científico.
O LAMOST, o maior telescópio ótico da China, tem a maior taxa de aquisição espectral do mundo e pode observar cerca de 4000 alvos estelares numa única exposição. Começou os seus levantamentos regulares em 2012 e estabeleceu a maior base de dados espectrais do mundo.
O Gaia é uma missão espacial do programa de ciências da ESA, lançado em 2013. Forneceu parâmetros astrométricos para mais de 1,3 mil milhões de fontes, a maior base de dados de parâmetros astrométricos. "As duas enormes bases de dados fornecem-nos uma oportunidade sem precedentes para encontrar mais estrelas de alta velocidade, e assim fizemos," disse o professor A-Li Luo do NAOC, também coautor desta investigação.
Com base na cinemática e na química, a equipa de investigação descobriu que as 591 estrelas de alta velocidade eram estrelas do halo interno. "As suas metalicidades baixas indicam que a maior parte do halo estelar foi formado como consequência da acreção e da perturbação de maré de galáxias anãs," disse o professor Gang Zhao do NAOC, coautor do estudo.
A descoberta destas estrelas de alta velocidade diz-nos que a combinação de vários grandes levantamentos vai, no futuro, ajudar-nos a descobrir mais estrelas de alta velocidade e outras estrelas raras, que serão usadas para estudar o mistério não resolvido da nossa Galáxia.
Astronomia multi-mensageira fornece novas estimativas do tamanho das estrelas de neutrões e do ritmo de expansão do Universo
Uma combinação de medições astrofísicas permitiu aos investigadores colocar novas restrições no raio de uma estrela de neutrões típica e fornecer um novo cálculo da constante de Hubble que indica o ritmo a que o Universo se expande.
Colisão de duas estrelas de neutrões que mostram emissões eletromagnéticas e de ondas gravitacionais durante o processo de fusão. A interpretação combinada de ciência multi-mensageira permite com que os astrofísicos compreendam a composição interna das estrelas de neutrões e com que revelem as propriedades da matéria sob as condições mais extremas no Universo.
Crédito: Tim Dietrich
"Estudámos sinais que vieram de várias fontes, por exemplo, recentemente observadas fusões de estrelas de neutrões," disse Ingo Tews, teórico do grupo de Física Nuclear e de Partículas, Astrofísica e Cosmologia do Laboratório Nacional de Los Alamos, que trabalhou com uma colaboração internacional de investigadores na análise publicada dia 18 de dezembro na revista Science. "Analisámos conjuntamente sinais de ondas gravitacionais e emissões eletromagnéticas das fusões e combinámo-las com medições anteriores da massa de pulsares ou resultados recentes do NICER (Neutron Star Interior Composition Explorer) da NASA. Descobrimos que o raio de uma estrela de neutrões típica é de cerca de 11,75 quilómetros e que a constante de Hubble é de aproximadamente 66,2 quilómetros por segundo por megaparsec."
A combinação de sinais para obter mais informações sobre fenómenos astrofísicos distantes é conhecida no campo como astronomia multi-mensageira. Neste caso, a análise multi-mensageira permitiu com que os cientistas restringissem a incerteza da sua estimativa dos raios das estrelas de neutrões até 800 metros.
A sua nova abordagem para medir a constante de Hubble contribui para um debate que surgiu de outras determinações concorrentes da expansão do Universo. As medições com base em observações de explosões de estrelas conhecidas como supernovas estão atualmente em desacordo com aquelas que vêm da observação da radiação cósmica de fundo em micro-ondas, que é essencialmente a energia remanescente do Big Bang. As incertezas no novo cálculo multi-mensageiro da constante de Hubble são demasiado grandes para resolver a discordância definitivamente, mas a medição é um pouco mais favorável à abordagem da radiação cósmica de fundo.
O principal papel científico de Tews no estudo foi fornecer a entrada de cálculos da teoria nuclear, que são o ponto de partida da análise. Os seus sete colaboradores no artigo científico compreendem uma equipa internacional de cientistas da Alemanha, Países Baixos, Suécia, França e Estados Unidos.
Álbum de fotografias - Galáxias e Pólo Celeste Sul
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Petr Horalek, Josef Kujal
O Pólo Celeste Sul é fácil de detetar em imagens de rastos estelares do céu do hemisfério austral. A extensão do eixo de rotação da Terra para sul fica no centro de todos os arcos rastreados. Neste panorama estrelado que se estende por 60 graus nos céus profundos do hemisfério sul, o Pólo Austral fica algures no meio, flanqueado por galáxias brilhantes e joias celestes do sul. No topo da imagem estão as brilhantes estrelas e nebulosas ao longo do plano da nossa própria Via Láctea. Gamma Crucis, uma estrela gigante amarelada, encabeça o Cruzeiro do Sul próximo do topo quase ao centro, com a expansão escura da Nebulosa do Saco de Carvão sob o braço cruzado à esquerda. Eta Carinae e o brilho avermelhado da Grande Nebulosa Carina reluzem ao longo do Plano Galáctico, mais para a direita. Na parte inferior estão a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, galáxias satélites da poderosa Via Láctea. Uma linha de Gamma Crucis através da estrela azul na parte inferior do Cruzeiro do Sul, Alpha Crucis, aponta para o Pólo Celeste Sul, mas onde está exatamente? Basta procurar a estrela do polo sul Sigma Octantis. Análoga à Estrela Polar, a estrela do polo norte, Sigma Octantis está a pouco mais de um grau do Pólo Celeste Sul.
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