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  Astroboletim #1827  
  10/09 a 13/09/2021  
     
 
Efemérides

Dia 10/09: 253.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1857 nascia James Edward Keeler, astrónomo americano que realizou importantes trabalhos espectroscópicos em 120.000 nebulosas.

Em 1895, mostrou que três partes diferentes dos anéis de Saturno giravam a velocidades diferentes e que não eram corpos sólidos mas uma coleção de objetos pequenos em órbitas independentes.
Em 1858, George Mary Searle descobre o asteroide 55 Pandora.
Em 2008, o LHC no CERN, descrito como a maior experiência científica da História, é ligado em Genebra, Suiça.
Observações: As duas estrelas mais brilhantes (não planetas) de setembro são Vega, bem por cima das nossas cabeças, e Arcturo a oeste, ambas de magnitude zero. Desenhe uma linha de Vega até Arcturo. A um-terço do caminho atravessa a constelação de Hércules. A dois-terços do caminho encontra o semicírculo de Coroa Boreal, com a sua única estrela de brilho modesto: Alphecca, a jóia da coroa.

Dia 11/09: 254.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1877, nascia o astrónomo teórico inglês James Hopwood Jeans. Na primeira década do século XX, Jeans trabalhou nos fundamentos dos processos de colapso gravitacional, relevantes para a formação de sistemas solares, estrelas e galáxias.
Em 1985, o ICE, ou International Cometary Explorer, faz a primeira travessia da cauda de um cometa, uma passagem pelo Cometa 21P/Giacobini-Zinner. O objetivo principal da missão era estudar a interação entre o vento solar e a atmosfera cometária.
Em 1997, a sonda Mars Global Surveyor chega a Marte.

Observações: Olhe para a esquerda da Lua Crescente em busca das estrelas da cabeça de Escorpião, e depois da alaranjada Antares. Entre a Lua e Antares está a mais brilhante das estrelas da cabeça, a variável de longo termo, Delta Scorpii. Tem permanecido mais ou menos estável, com magnitude 1,8, desde 2010.

Dia 12/09: 255.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1725 nascia Guillaume Le Gentil, o astrónomo mais azarado de sempre.
Em 1959, a União Soviética lança a sonda Luna 2. Dois dias depois (14),  torna-se no primeiro objeto feito pelo Homem a atingir a Lua.

Em 1966, lançamento da Gemini 11, a penúltima missão do programa Gemini da NASA e a detentora do recorde atual de altitude humana (à excepção das missões lunares Apollo).
Em 1970, lançamento da soviética Luna 16, a primeira missão (não tripulada) a recolher amostras lunares e a enviá-las para a Terra. 
Em 1991, lançamento da missão STS-48 do vaivém Discovery, transportando o satélite UARS (Upper Atmosphere Research Satellite). 
Em 1992, lançamento da missão STS-47 do vaivém espacial Endeavour, a 50.ª missão dos vaivéns espaciais. A bordo estavam Mae Carol Jemison, a primeira mulher africo-americana no espaço, Mamoru Mohri, o primeiro cidadão japonês a voar uma nave americana, e Mark Lee e Jan Davis, o primeiro casal no espaço.
Em 1993, lançamento da missão STS-51 do vaivém espacial Discovery.
Observações: A Lua moveu-se para mais perto de Antares, está hoje entre as estrelas da cabeça de Escorpião e o seu "coração".

Dia 13/09: 256.º dia do calendário gregoriano.
Observações: Lua em Quarto Crescente, pelas 21:39.

 
 
   
Surpresa: a Via Láctea não é homogénea

Astrónomos da Universidade de Genebra observaram a composição dos gases na nossa Galáxia e mostraram que, ao contrário dos modelos estabelecidos até agora, não se misturam homogeneamente.

 
Impressão de artista: nuvens e fluxos de gás cósmico pristino (magenta) acretam na Via Láctea, mas este gás não se mistura de forma eficiente no disco galáctico, como destacado para a vizinhança solar (ampliação).
Crédito: Dr. Mark A. Garlick
 

Para melhor entender a história e a evolução da Via Láctea, os astrónomos estão a estudar a composição dos gases e dos metais que compõem uma parte importante da nossa Galáxia. Destacam-se três componentes principais: o gás inicial oriundo do exterior da nossa Galáxia, o gás entre as estrelas, no seu interior - enriquecido com elementos químicos -, e a poeira gerada pela condensação dos metais presentes neste gás. Até agora, os modelos teóricos presumiam que estes três componentes se misturavam homogeneamente por toda a Via Láctea e que atingiam um nível de enriquecimento químico semelhante ao da atmosfera do Sol, denominado metalicidade solar. Uma equipa de astrónomos da Universidade de Genebra (UNIGE) demonstra que estes gases não se misturam tanto quanto se pensava, o que tem um forte impacto na compreensão atual da evolução galáctica. Como resultado, as simulações da evolução da Via Láctea terão que ser modificadas. Estes resultados podem ser lidos na revista Nature.

As galáxias são coleções gigantes de estrelas e são formadas pela condensação do gás do meio intergaláctico composto principalmente de hidrogénio e um pouco de hélio. Este gás não contém metais, ao contrário do gás das galáxias - na astronomia, todos os elementos químicos mais pesados do que o hélio são chamados coletivamente de "metais", embora sejam átomos na forma gasosa. "As galáxias são alimentadas por gás 'virgem' que entra do exterior, que as rejuvenesce e permite que novas estrelas se formem," explica Annalisa De Cia, professora no Departamento de Astronomia da Faculdade de Ciências da UNIGE e primeira autora do estudo. Ao mesmo tempo, as estrelas queimam o hidrogénio que as constitui ao longo da sua vida e formam outros elementos por meio da nucleossíntese. Quando uma estrela que chegou ao fim da sua vida explode, expele os metais que produziu, como ferro, zinco, carbono e silício, adicionando estes elementos ao gás da galáxia. Estes átomos podem então condensar-se em poeira, especialmente nas partes mais frias e densas da galáxia. "Inicialmente, quando a Via Láctea foi formada, há mais de 10 mil milhões de anos, não tinha metais. A partir daí, as estrelas enriqueceram gradualmente o ambiente com os metais produziam," continua a investigadora. Quando a quantidade de metais neste gás atinge o nível que está presente no Sol, os astrónomos falam de metalicidade solar.

Um ambiente não tão homogéneo

O ambiente que compõe a Via Láctea, portanto, reúne os metais produzidos pelas estrelas, as partículas de poeira que se formaram a partir destes metais, mas também os gases de fora da Galáxia que regularmente entram nela. "Até agora, os modelos teóricos consideravam que estes três componentes se misturavam homogeneamente e atingiam a composição solar na nossa Galáxia, com um ligeiro aumento da metalicidade no centro, onde as estrelas são mais numerosas," explica Patrick Petitjean, investigador do Instituto de Astrofísica de Paris da Universidade Sorbonne. "Queríamos observar isto em detalhes usando um espectrógrafo ultravioleta no Telescópio Espacial Hubble."

A espetroscopia permite que a luz das estrelas seja separada nas suas cores ou frequências individuais, um pouco como um prisma ou um arco-íris. Nesta luz decomposta, os astrónomos estão particularmente interessados nas linhas de absorção: "Quando observamos uma estrela, os metais que constituem o gás entre a estrela e nós absorvem uma parte muito pequena parte da luz de uma forma característica, numa frequência específica, o que nos permite não só identificar a sua presença, mas também dizer que metal é e quão abundante é," continua.

Um novo método desenvolvido para observar a metalicidade total

Durante 25 horas, a equipa de cientistas observou a atmosfera de 25 estrelas usando o Hubble e o VLT (Very Large Telescope) no Chile. O problema? A poeira não pode ser contada com estes espectrógrafos, embora contenha metais. A equipa de Annalisa de Cia desenvolveu, portanto, uma nova técnica de observação. "Trata-se de levar em consideração a composição total do gás e da poeira observando simultaneamente vários elementos como o ferro, zinco, titânio, silício e oxigénio", explica a investigadora de Genebra. "De seguida podemos rastrear a quantidade de metais presentes na poeira e adicioná-la àquela já quantificada pelas observações anteriores para obter o total."

Graças a esta dupla técnica de observação, os astrónomos descobriram que não só o ambiente da Via Láctea não é homogéneo, mas que algumas das áreas estudadas atingem apenas 10% da metalicidade solar. "Esta descoberta desempenha um papel fundamental na conceção de modelos teóricos sobre a formação e evolução das galáxias," diz Jens-Kristian Krogager, investigador no Departamento de Astronomia da UNIGE. "A partir de agora, teremos que refinar as simulações aumentando a resolução, para que possamos incluir estas mudanças na metalicidade em diferentes locais da Via Láctea."

Estes resultados têm um forte impacto na nossa compreensão da evolução das galáxias e da nossa em particular. De facto, os metais desempenham um papel fundamental na formação das estrelas, da poeira cósmica, das moléculas e dos planetas. E sabemos agora que podem ser formadas hoje novas estrelas e planetas a partir de gases com composições muito diferentes.

// Universidade de Genebra (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Via Láctea:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
SEDS

Metalicidade:
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
Hubblesite
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

VLT:
ESO
Wikipedia

 
   
Geólogos propõem teoria sobre um famoso asteroide

O asteroide Vesta é o segundo maior asteroide do nosso Sistema Solar. Com um diâmetro de aproximadamente 530 km, orbita o Sol entre os planetas Marte e Júpiter.

Há muito tempo que os asteroides desempenham um papel importante na construção do fascínio popular pelo espaço. "Marooned off Vesta" foi a primeira história publicada pelo escritor americano Isaac Asimov, a terceira que escreveu, divulgada na edição de março de 1939 da revista de ficção científica Amazing Stories.

 
O asteroide Vesta.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

"Quando pensamos em cinturas de asteroides, provavelmente imaginamos Han Solo a manobrar a sua nave Millenium Falcon através de um conjunto denso de rochas cinzentas de formato irregular no espaço," disse Christian Klimczak, professor associado do departamento de geologia da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade da Georgia, EUA. "Embora a maioria das rochas seja cinzenta e tenha, efetivamente, formato irregular, elas estão separadas por grandes distâncias e a nave espacial Dawn da NASA não teve que contornar nenhum outro asteroide para alcançar e explorar Vesta."

A Dawn foi a sonda espacial lançada em setembro de 2007 pela NASA com a missão de estudar dois dos três protoplanetas conhecidos na cintura de asteroides, Vesta e Ceres.

Vesta, como a Terra, é composto de rocha na sua crosta e manto, e possui um núcleo de ferro. Devido ao seu grande tamanho (para um asteroide) e dado que Vesta tem crosta, manto e núcleo, é considerado um planetesimal. Os planetesimais são blocos de construção a partir dos quais os planetas se formam. A Terra formou-se graças à acreção de vários destes planetesimais. "Vesta estava a caminho se tornar num planeta parecido com a Terra também, mas a sua formação planetária parou no início da história do nosso Sistema Solar," disse Klimczak. "Portanto, o estudo de Vesta ajuda-nos a entender os primeiros dias da nossa vizinhança planetária e como o nosso próprio planeta se formou."

Klimczak é coautor de um novo estudo que examina os vales e as bacias de impacto a grande escala em Vesta.

O que criou estes vales gigantes em Vesta?

Vesta foi atingido por outros dois grandes asteroides que deixaram crateras de impacto tão largas que cobrem a maior parte do hemisfério sul de Vesta. Pensa-se que estes impactos tenham ejetado material rochoso para o espaço. Algumas destas rochas chegaram à Terra como meteoritos, de modo que os cientistas têm amostras reais de rochas de Vesta para estudar a sua geoquímica.

"As propriedades das rochas são influenciadas pelas condições ambientais, como tensões circundantes e a presença de água," disse Jupiter Cheng, doutoranda no departamento de geografia e coautora do estudo. "Como Vesta é muito mais pequeno que a Terra, ou mesmo a Lua, tem uma gravidade mais fraca e a rocha deformar-se-ia de forma diferente perto da superfície do que vemos cá na Terra."

Segundo Cheng, uma grande questão é o que desencadeou a formação destas grandes depressões. Os dois vales são concêntricos em torno das duas grandes bacias de impacto, Rheasilvia e Veneneia, respetivamente, e amplamente considerados como formados simultaneamente pelos eventos de impacto, embora esta relação assumida de idade nunca tenha sido testada antes.

"O nosso trabalho usou métodos de contagem de crateras para explorar a idade relativa das bacias e dos vales," disse Cheng. A contagem de crateras é um método comum para estimar a idade da superfície de um planeta, um método baseado na suposição de que quando um pedaço da superfície planetária é novo, não tem crateras de impacto; as crateras de impacto acumulam-se depois disso a um ritmo que é considerado conhecido.

"Consequentemente, contar o número de crateras de vários tamanhos numa dada área permite-nos determinar durante quanto tempo se acumularam e, consequentemente, há quanto tempo a superfície se formou," disse. "O nosso resultado mostra que as depressões e bacias têm um número semelhante de crateras de vários tamanhos, indicando que partilham uma idade semelhante. No entanto, as incertezas associadas à contagem de crateras permitem que os vales se tenham formado bem depois dos dois grandes impactos.

A origem dos vales tem sido um ponto de conjetura na comunidade científica. Klimczak espera que as suas novas evidências geológicas possam promover uma teoria mais durável acerca dos vales de Vesta.

O estudo foi publicado na edição de setembro da revista científica Icarus.

Uma nova teoria será proposta num artigo científico vindouro

"A hipótese principal sugere que estas depressões são vales delimitados por falhas com uma escarpa distinta em cada lado que, juntos, assinalam a queda (deslizamento) de um bloco de rocha. No entanto, a rocha também pode quebrar-se e formar tais depressões, uma origem que não tinha sido antes considerada," disse Cheng, que está a investigar a origem das depressões como parte da sua dissertação na Universidade da Georgia.

"Os nossos cálculos também mostram que a gravidade de Vesta não é suficiente para induzir tensões circundantes favoráveis para que o deslizamento ocorra a profundidades rasas. Ao invés, a física mostra que as rochas aí favorecem a fragmentação," disse. "Portanto, a formação destes vales deve envolver a abertura de fissuras, o que não condiz com as principais hipóteses da comunidade científica. Como um todo, o projeto geral fornece alternativas para a origem e história geológica de Vesta, propostas anteriormente, resultados que também são importantes para a compreensão de formas de relevo semelhantes noutros pequenos corpos planetários, noutras partes do Sistema Solar."

// Universidade da Georgia (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Icarus)

 


Saiba mais

Vesta:
Wikipedia
Rheasilvia (Wikipedia)
Veneneia (Wikipedia)

Asteroides:
CCVAlg - Astronomia
SEDS
NASA
Wikipedia

Sonda Dawn:
Página oficial
NASA
Wikipedia

 
   
O caso do manto perdido

No início do Sistema Solar, pensa-se que planetas terrestres como Mercúrio, Vénus e a Terra se tenham formado a partir de planetesimais, pequenos planetas primitivos. Estes primeiros planetas cresceram com o tempo, por meio de colisões e fusões, para torná-los do tamanho que têm hoje.

Pensa-se que o material libertado por estas colisões violentas tenha escapado e orbitado em torno do Sol, bombardeando os planetas em crescimento e alterando a composição da cintura de asteroides. Mas a cintura de asteroides não parece conter um registo destes fragmentos de impacto, o que é um mistério que tem confundido astrónomos e astrofísicos durante décadas.

 
Detritos das colisões formadoras de planetas podem variar desde materiais sólidos a gases. O trabalho por Gabriel & Allen-Sutter (2021) sugere que as grandes colisões predominantemente formam gás, deixando para trás poucos remanescentes no Sistema Solar atual.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

Dois investigadores da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da Universidade Estatal do Arizona, Travis Gabriel e o estudante de doutoramento Harrison Allen-Sutter, estavam curiosos sobre esta discrepância e começaram a criar simulações de computador de ponta das colisões, com resultados surpreendentes.

"A maioria dos investigadores foca-se nos efeitos diretos dos impactos, mas a natureza dos detritos foi pouco explorada," disse Allen-Sutter.

Em vez de criar detritos rochosos, as simulações mostraram que grandes colisões entre planetas vaporizam as rochas em gás. Ao contrário dos detritos sólidos e derretidos, este gás escapa mais facilmente do Sistema Solar, deixando poucos vestígios destes eventos destruidores de planetas.

O seu trabalho, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, fornece uma potencial solução para este paradoxo de décadas, apelidado d'"O Problema do Manto Perdido" ou a "Grande Escassez de Dunito."

"Há muito que se entendeu que são necessárias várias grandes colisões para formar Mercúrio, Vénus, a Terra, a Lua e talvez Marte," disse Gabriel, que é o investigador principal deste projeto. "Mas a tremenda quantidade de detritos de impacto esperada deste processo não é observada na cintura de asteroides, por isso sempre foi uma situação paradoxal."

Os seus resultados também podem ajudar-nos a melhor entender como a Lua foi formada, que se pensa ter nascido depois de uma colisão que libertou detritos para o Sistema Solar.

"Depois de se formar a partir de destroços ligados à Terra, a Lua também teria sido bombardeada pelo material ejetado que orbita o Sol durante os primeiros cem milhões de ou mais da sua existência," disse Gabriel. "Se estes detritos fossem sólidos, poderiam comprometer ou influenciar fortemente a formação inicial da Lua, especialmente se a colisão fosse violenta. No entanto, se o material estivesse na forma de gás, os detritos podem não ter influenciado de forma alguma a Lua primitiva."

Gabriel e Allen-Sutter esperam continuar esta linha de investigação para aprender mais sobre não apenas os nossos próprios planetas, mas também sobre a grande população de planetas observados para lá do nosso Sistema Solar.

"Há cada vez mais evidências de que certas observações telescópicas podem ter capturado imagens diretas de fragmentos gigantes de impacto em torno de outras estrelas," disse Gabriel. "Como não podemos viajar para o passado a fim de observar as colisões no nosso Sistema Solar, estas observações astrofísicas de outros mundos são um laboratório natural para testarmos e explorarmos a nossa teoria."

// Universidade Estatal do Arizona (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)

 


Saiba mais

Sistema Solar:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

Formação e evolução do Sistema Solar:
Wikipedia

 
   
Também em destaque
  ESO captura as melhores imagens de sempre do asteroide peculiar "osso de cão" (via ESO)
Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO, uma equipa de astrónomos obteve as imagens mais nítidas e detalhadas de sempre do asteroide Cleópatra. As observações permitiram que a equipa determinasse a forma tridimensional e a massa deste asteroide peculiar, que se parece com o osso de um cão, com o maior grau de precisão conseguido até à data. Este trabalho de investigação dá-nos pistas sobre como é que este asteroide e as duas luas que o orbitam se formaram. Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - NGC 520: Galáxias em Colisão, pelo Hubble
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESA, Hubble; Processamento e direitos de autor: William Ostling (The Astronomy Enthusiast)
 
Esta é uma galáxia ou duas? Pensa-se que confusão de estrelas, gás e poeira que é NGC 520 incorpore os restos de duas galáxias de disco separadas. Um componente que define NGC 520 - vista em grande detalhe na imagem em destaque pelo Telescópio Espacial Hubble - é a sua faixa de poeira intrincadamente entrelaçada que corre verticalmente pela espinha das galáxias em colisão. Uma colisão de aparência semelhante pode ser esperada daqui a alguns milhares de milhões de anos, quando o disco da nossa Via Láctea colidir com a nossa vizinha galáctica, a Galáxia de Andrómeda (M31). A colisão que define NGC 520 começou há cerca de 300 milhões de anos. Também conhecida como Arp 157, NGC 520 fica a cerca de 100 milhões de anos-luz de distância, abrange cerca de 100 mil anos-luz e pode ser vista com um pequeno telescópio na direção da constelação de Peixes. Embora as velocidades das estrelas em NGC 520 sejam altas, as distâncias são tão vastas que o par em luta certamente não mudará a sua forma percetível durante as nossas vidas.
 
   
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