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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
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  Astroboletim #1834  
  05/10 a 07/10/2021  
     
 
Efemérides

Dia 05/10: 278.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1882 nasce Robert Goddard, pioneiro no desenvolvimento dos foguetões.

Em 1923, Edwin Hubble descobre a primeira variável de Cefeida em M31, a Galáxia de Andrómeda, estabelecendo que as "nebulosas" espirais são independentes e são sistemas estelares externos, tal como a Via Láctea.
Em 1958, nasce Neil deGrasse Tyson, astrofísico, cosmólogo, autor e comunicador científico americano.
Em 1984, Marc Garneau torna-se no primeiro canadiano no espaço, a bordo do vaivém Challenger
Em 2000, astrónomos espanhóis e alemães publicam na revista Science a sua descoberta de planetas gigantes gasosos isolados, sem estrelas, a serem formados na região de Orionte. Estes "super-júpiteres" flutuam livremente dentro de um enxame estelar, mas a distâncias suficientemente grandes para permitir escapar à atração gravitacional das outras estrelas.
Observações: Arcturo brilha a oeste ao final do lusco-fusco por estes dias. Capella, igualmente brilhante, está a subir a norte-nordeste (dependendo da latitude; quanto mais para norte estiver o observador, mais alta estará). Têm ambas magnitude 0.
Algum tempo depois, Arcturo e Capella brilham a alturas iguais nas suas respetivas direções. Quando é que isto acontece? Isto depende da latitude e da longitude do observador.
Quando tal acontecer, vire-se e olhe baixo para sul-sudeste. Aí estará a estrela Fomalhaut, de 1.ª magnitude, mais ou menos à mesma altura. Para sul da latitude 43º, Fomalhaut aparecerá mais alta do que Capella e Arcturo. Para norte, mais baixa.

Dia 06/10: 279.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1903, nascia Ernest Walton, físico irlandês que ganhou o prémio Nobel por ter sido a primeira pessoa na história a dividir artificialmente o átomo, dando início à era nuclear.
Em 1990 é lançado o observatório solar da ESA e da NASAUlysses, a partir do vaivém Discovery. Em fevereiro de 1992, levou um puxão gravitacional de Júpiter, forçando-o a sair do plano da eclíptica.

Completou a sua missão principal de vigiar os dois pólos do Sol, enviando resultados inesperados. Sabe-se que o pólo magnético sul é muito mais dinâmico e sem localização fixa. A missão duraria até 2007.
Em 1995, é descoberto em 51 Pegasi o primeiro planeta a orbitar outra estrela que não o Sol.
Observações: Lua Nova, pelas 12:05.
Agora que estamos em outubro, Deneb substituiu Vega como a estrela brilhante mais perto do zénite ao início da noite (para observadores a latitudes médias norte). Como tal, Capricórnio substituiu Sagitário como a constelação zodiacal baixa a sul. Este ano, claro, Capricórnio é visitado por dois residentes temporários: Júpiter e Saturno.

Dia 07/10: 280.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, nascia Niels Bohr, físico que fez contribuições fundamentais na compreensão da estrutura atómica e da mecânica quântica, pela qual ganhou o prémio Nobel da Física.

Em 1958, o programa de voo espacial tripulado dos EUA muda de nome, para Projeto Mercury
Em 1959 o sistema televisivo a bordo da Luna 3 obtém uma série de 29 fotografias ao longo de 40 minutos, cobrindo 70% da superfície da Lua.
Em 2008, o asteroide 2008 TC3 colide com a Terra, por cima do Sudão. É a primeira vez que se determina, antecipadamente, a colisão de um asteroide com o nosso planeta.
Observações: O Grande Quadrado de Pégaso está apoiado num canto, alto a este após o anoitecer. Para a localização do observador, a que horas está exatamente equilibrado? Isto é, a que horas o canto de topo do Quadrado está exatamente para cima do canto de baixo? Será algures após o lusco-fusco, dependendo da latitude e longitude do observador. Tente alinhar as estrelas com a aresta vertical de um edifício para uma maior precisão.

 
     
 
Curiosidades


O asteroide Psyche foi descoberto pelo astrónomo italiano Annibale de Gasparis no dia 17 de março de 1852. O seu nome honra a deusa grega da alma, que nasceu mortal e que casou com Eros (na mitologia romana, cupido), o deus do amor e do erotismo.

 
 
   
Investigadores podem ter descoberto o primeiro planeta a orbitar três estrelas

Cientistas podem ter identificado o primeiro planeta conhecido a orbitar três estrelas. O sistema estelar fica a uns meros 1300 anos-luz da Terra.

Ao contrário do nosso Sistema Solar, que tem apenas uma única estrela, pensa-se que metade de todos os sistemas estelares, como GW Ori onde os astrónomos observaram o novo fenómeno, consistem de duas ou mais estrelas que estão gravitacionalmente ligadas entre si.

Mas ainda não tinha sido descoberto nenhum planeta a orbitar três estrelas - uma órbita circumtripla. Talvez até agora.

 
Imagem de GW Orionis, um sistema estelar triplo com uma misteriosa lacuna nos seus discos de poeira circundantes. Os astrónomos teorizam a presença de um planeta massiva na lacuna, que pode ser o primeiro planeta já descoberto a orbitar três estrelas. A imagem da esquerda, fornecida pelo ALMA, mostra a estrutura anular do disco, com o disco mais interno separado do resto do disco. As observações na imagem à direita mostram a sombra do anel mais interior no resto do disco. Os astrónomos usaram observações do ALMA para construir um modelo compreensivo do sistema estelar.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), ESO/Exeter/Kraus et al.
 

Usando observações pelo ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), astrónomos da Universidade do Nevada em Las Vegas, EUA, analisaram os três anéis de poeira observados em torno das três estrelas, que são essenciais para a formação planetária.

Mas encontraram uma lacuna substancial, embora intrigante, no disco circumtriplo.

A equipa investigou diferentes origens, incluindo a possibilidade de que a lacuna foi criada pelo torque gravitacional das três estrelas. Mas depois de construir um modelo abrangente de GW Ori, descobriram que a explicação mais provável e fascinante para o espaço no disco é a presença de um ou mais planetas massivos, de natureza semelhante a Júpiter. Os gigantes gasosos, segundo Jeremy Smallwood, autor principal do artigo e recém-doutorado pela mesma universidade, são geralmente os primeiros planetas a formarem-se dentro de um sistema estelar. Seguem-se depois os planetas terrestres como a Terra e Marte.

O planeta propriamente dito não foi observado, mas a descoberta - destacada na edição de setembro da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society - sugere que este é o primeiro planeta circumtriplo já descoberto. Outras observações pelo ALMA estão planeadas para os próximos meses, que podem fornecer evidências diretas do fenómeno.

"É verdadeiramente emocionante porque torna a teoria da formação planetária realmente robusta," disse Smallwood. "Isto pode significar que a formação de planetas é muito mais ativa do que pensávamos, o que é muito empolgante."

// Universidade do Nevada em Las Vegas (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
08/09/2020 - Novas observações mostram disco de formação planetário desfeito pelas suas três estrelas centrais

Notícias relacionadas:
Science
New Scientist
ScienceDaily
Earth Sky
PHYSORG
Expresso
ZAP.aeiou

GW Orionis:
Simbad
Wikipedia

Discos protoplanetários:
Wikipedia

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
   
"Mini-Psyches" fornecem informações sobre misteriosos asteroides próximos da Terra, ricos em metais

Os asteroides próximos da Terra (ou NEAs, sigla inglesa para "near-Earth asteroids"), ricos em metais, são raros, mas a sua presença fornece a possibilidade intrigante de que o ferro, níquel e cobalto possam algum dia ser extraídos para uso na Terra ou no espaço.

Uma nova investigação, publicada na revista The Planetary Science Journal, investigou dois asteroides ricos em metais no nosso "quintal cósmico" para aprender mais sobre as suas origens, composições e relações com meteoritos encontrados na Terra.

 
Impressão de artista de uma passagem do asteroide 1986 DA pela Terra. Usando o IRTF (Infrared Telescope Facilty) da NASA, os astrónomos confirmaram que o asteroide é composto por 85% de metais.
Crédito: Addy Graham/Universidade do Arizona
 

Pensa-se que estes NEAs ricos em metais tenham sido criados quando os núcleos de planetas em desenvolvimento foram catastroficamente destruídos no início da história do Sistema Solar, mas pouco mais se sabe sobre eles. Uma equipa de estudantes coliderada pelo professor de ciências planetárias Vishnu Reddy, da Universidade do Arizona, estudou os asteroides 1986 DA e 2016 ED85 e descobriu que as suas assinaturas espectrais são bastante semelhantes à do asteroide 16 Psyche, o maior corpo rico em metais do Sistema Solar. Psyche, localizado na cintura de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter, é o alvo da missão Psyche da NASA.

"A nossa análise mostra que ambos os NEAs têm superfícies com 85% de metal, como ferro e níquel, e 15% de silicatos, que é basicamente rocha", disse o autor principal Juan Sanchez, que trabalha no PSI (Planetary Science Institute). "Estes asteroides são semelhantes a alguns meteoritos ferro-rochosos, como os mesosideritos encontrados na Terra."

Os astrónomos há décadas que especulam sobre a composição da superfície de Psyche. Ao estudar NEAs ricos em metais que se aproximam da Terra, esperam identificar meteoritos específicos que se assemelham à superfície de Psyche.

"Começámos um levantamento composicional da população de NEAs em 2005, quando ainda era estudante, com o objetivo de identificar e caracterizar NEAs raros, como estes asteroides ricos em metais," disse Reddy, investigador principal. "É gratificante termos descoberto estes 'mini-Psyches' tão próximos da Terra."

"Para perspetiva, um objeto metálico com 50 metros, semelhante aos dois asteroides que estudámos, criou a Meteor Crater no Arizona," disse Adam Battle, coautor do artigo juntamento com colegas do LPL (Lunar and Planetary Laboratory), os estudantes Benjamin Sharkey e Theodore Kareta, e David Cantillo, estudante no Departamento de Geociências.

O artigo científico também explorou o potencial de mineração de 1986 DA e descobriu que a quantidade de ferro, níquel e cobalto que poderia estar presente no asteroide excederia as reservas globais destes metais.

Além disso, quando um asteroide é catastroficamente destruído, produz o que é chamado de uma família de asteroides - um grupo de pequenos asteroides que partilham composições e percursos orbitais semelhantes.

A equipa usou as composições e órbitas dos asteroides 1986 DA e 2016 ED85 para identificar quatro possíveis famílias de asteroides na região mais externa da cintura de asteroides, que abriga o maior reservatório de pequenos corpos do Sistema Solar interior. Esta também é a região onde reside a maioria dos maiores asteroides metálicos conhecidos, incluindo 16 Psyche.

"Pensamos que estes dois 'mini-Psyches' sejam provavelmente fragmentos de um grande asteroide metálico na cintura principal, mas não do próprio 16 Psyche," disse Cantillo. "É possível que alguns dos meteoritos ferrosos e ferro-rochosos encontrados na Terra também possam ter vindo desta região do Sistema Solar."

Os achados do estudo têm por base observações pelo IRTF (Infrared Telescope Facilty) da NASA no Hawaii.

// Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Planetary Science Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

1986 DA:
NASA
ESA
Wikipedia

2016 ED85:
NASA
ESA

Objetos próximos da Terra:
Wikipedia

16 Psyche:
NASA
Wikipedia

Missão Psyche:
NASA
Universidade Estatal do Arizona
Wikipedia

IRTF (InfraRed Telescope Facility):
Página principal
Wikipedia

 
   
Uma nova compreensão da evolução galáctica com o Telescópio Espacial Roman da NASA

Quando o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA for lançado daqui a alguns anos, revolucionará a astronomia ao fornecer um campo panorâmico pelo menos 100 vezes maior do que o do Hubble, com uma nitidez de imagem - ou resolução - semelhante. O Telescópio Espacial Roman vai fazer um levantamento do céu milhares de vezes mais rápido do que pode ser feito com o Hubble. Esta combinação de campo amplo, alta resolução e uma abordagem eficiente de levantamento promete novas informações em muitas áreas, particularmente no modo como as galáxias se formam e evoluem ao longo do tempo cósmico. Como é que as maiores estruturas do Universo foram "montadas"? Como é que a nossa Galáxia, a Via Láctea, obteve a sua forma atual? Estas são algumas das perguntas que o Roman vai ajudar a responder.

As galáxias são aglomerados de estrelas, gás, poeira e matéria escura. As maiores podem abranger centenas de milhares de anos-luz. Muitas reúnem-se em enxames contendo centenas de galáxias, enquanto outras estão relativamente isoladas.

A forma como as galáxias mudam ao longo do tempo depende de muitos fatores: por exemplo, a sua história de formação, a velocidade com que formaram estrelas ao longo do tempo e como cada geração de estrelas influenciou a seguinte por meio de explosões de supernovas e ventos estelares. Para descobrir estes detalhes, os astrónomos precisam de estudar um grande número de galáxias.

 
A imagem do Hubble de uma porção do campo GOODS-South (esquerda) requer múltiplas exposições individuais que foram combinadas num mosaico. O Telescópio Espacial Roman vai ter um campo de visão (direita) 100 vezes maior do que o do Hubble, permitindo capturar dados de milhares de galáxias numa única exposição.
Crédito: NASA, ESA e J. DePasquale (STScI); reconhecimento: DSS
 

"O Roman vai dar-nos a capacidade de observar objetos ténues e de ver galáxias espalhadas por longos intervalos de tempo cósmico. Isto permitirá estudar como as galáxias foram formadas e transformadas," disse Swara Ravindranath, astrónoma do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland.

Embora as imagens de campo amplo sejam importantes para estudos de galáxias, tão importantes são as capacidades espectroscópicas do Roman. Um espectrógrafo "pega" na luz de um objeto e espalha-a num arco-íris de cores conhecido como espectro. A partir desta gama de cores, os astrónomos podem obter muitos detalhes que de outra forma não estariam disponíveis, como a distância ou composição de um objeto. A capacidade do Roman em fornecer um espectro de cada objeto dentro do campo de visão, em combinação com a sua capacidade em obter imagens, permitirá que os astrónomos aprendam mais sobre o Universo do que apenas com imagens ou espectroscopia.

Revelando quando e onde as estrelas nasceram

As galáxias não formam estrelas a um ritmo constante. Aceleram e desaceleram - formando mais estrelas ou menos estrelas - sob a influência de uma variedade de fatores, desde colisões e fusões a ondas de choque de supernovas e ventos galácticos alimentados por buracos negros supermassivos.

Ao estudar o espectro de uma galáxia em detalhe, os astrónomos podem explorar a história da formação estelar. "Usando o Roman, podemos estimar a velocidade a que as galáxias estão a produzir estrelas e encontrar as galáxias mais prolíficas que fabricam estrelas a um ritmo enorme. Mais importante, podemos descobrir não apenas o que está a acontecer numa galáxia no momento em que a observamos, mas qual tem sido a sua história," afirmou Lee Armus, astrónomo do IPAC/Caltech em Pasadena, Califórnia, EUA.

Algumas galáxias precoces deram origem a estrelas muito rapidamente durante um curto período de tempo, apenas para parar de formar estrelas surpreendentemente cedo no início da história do Universo, passando por uma rápida transição de vivas para "mortas".

"Sabemos que as galáxias 'desligam' a formação estelar, mas não sabemos porquê. Com o amplo campo de visão do Roman, temos mais chances de apanhar estas galáxias no ato," disse Kate Whitaker, astrónoma da Universidade de Massachusetts em Amherst.

Fazendo crescer a teia cósmica

Mesmo tendo em conta que as próprias galáxias cresceram ao longo do tempo, elas também se reuniram em grupos para formar estruturas intricadas com milhares de milhões de anos-luz de diâmetro. As galáxias tendem a agrupar-se em bolhas, folhas e filamentos, criando uma vasta teia cósmica. Ao combinar imagens de alta resolução, que mostram a posição de uma galáxia no céu, com a espectroscopia, que fornece uma distância, os astrónomos podem mapear esta teia em três dimensões e aprender mais sobre a estrutura em grande escala do Universo.

A expansão do Universo estende a luz de galáxias distantes para comprimentos de onda mais longos e vermelhos - um fenómeno chamado desvio para o vermelho. Quanto mais distante uma galáxia, maior o seu desvio para o vermelho. Os detetores infravermelhos do Roman são ideais para capturar a luz destas galáxias. Galáxias mais distantes também são mais fracas e difíceis de detetar. Combinando isso com o facto de que alguns tipos de galáxias são raros, temos que investigar uma maior área do céu com um observatório mais sensível para encontrar os objetos que geralmente têm as histórias mais interessantes para contar.

"De momento, com telescópios como o Hubble, podemos amostrar dezenas de galáxias com alto desvio para o vermelho. Com o Roman, seremos capazes de amostrar milhares," explicou Russell Ryan, astrónomo do STScI.

Procurando o desconhecido

Embora os astrónomos possam antecipar muitas das descobertas do Telescópio Espacial Roman, talvez a mais empolgante seja a possibilidade de encontrar coisas que ninguém poderia ter previsto. As observações típicas de alta resolução por observatórios espaciais, como o Hubble, visam objetos específicos para uma investigação detalhada. A abordagem do levantamento do Roman vai lançar uma ampla rede, abrindo assim um novo "espaço de descoberta".

"O Roman terá um papel excelente a desvendar o desconhecido. Certamente vai encontrar coisas raras e exóticas que não esperamos encontrar," disse Ryan.

"Os levantamentos combinados de imagem e espectroscopia do Roman vão reunir as 'pepitas de ouro' que nunca teríamos minerado de outra forma," acrescentou Ravindranath.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Animação de espectroscopia com o Telescópio Espacial Roman (STScI via YouTube)
// Zoom que mostra a escala do levantamento do Telescópio Espacial Roman (STScI via YouTube)

 


Saiba mais

RST ([Nancy Grace] Roman Space Telescope, anteriormente WFIRST):
NASA
Wikipedia
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Galáxias:
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
Hubblesite
STScI
SpaceTelescope.org
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais

 
   
Álbum de fotografias - A Via Láctea Central, desde a Lagoa até ao Cachimbo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Gabriel Rodrigues Santos
 
Marcas escuras e nuvens coloridas habitam esta paisagem estelar. Esta vista profunda e ampla abrange mais de 30 Luas Cheias ao longo dos campos estelares lotados em direção ao centro da nossa Via Láctea. Catalogadas no início do século XX pelo astrónomo E. E. Barnard, as escuras nuvens de poeira interestelar à direita incluem B59, B72, B77 e B78, parte do complexo da nuvem molecular de Ofiúco, a uns meros 450 anos-luz de distância. À vista desarmada, a sua forma combinada sugere um cachimbo, de modo que o nome popular da nebulosa escura é a Nebulosa do Cachimbo. As três nebulosas brilhantes reunidas à esquerda são berçários estelares a cerca de 5000 anos-luz de distância na direção da constelação de Sagitário. No século XVIII, o astrónomo Charles Messier incluiu duas delas no seu catálogo de enxames e nebulosas brilhantes; M8, a maior do trio, e a colorida M20 logo acima. A terceira proeminente região de emissão inclui NGC 6559 na extrema esquerda. Ela própria dividida por faixas de poeira obscurante, M20 é também conhecida como a Trífida. O apelido popular de M8 é Nebulosa da Lagoa.
 
   
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