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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
  Astroboletim #1884  
  29/03 a 31/03/2022  
     
 

Apresentação às Estrelas | Abril estrelas mil!
Data: 14 de abril de 2022
Hora: 20:30-22:30
Local: Centro Ciência Viva do Algarve
Abril é o mês da Astronomia! E o tema desta sessão vai ser mesmo só "Estrelas", sejam elas verdadeiras ou alusivas. Celebramos o Global Astronomy Month (GAM) a maior celebração de Astronomia a nível global!
Adulto: 4€
Jovem: 2€
Menores de 12 anos: gratuito.
A observação astronómica com telescópio depende de condições meteorológicas favoráveis.
Pré-inscrição: siga este link
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 
Efemérides

Dia 29/03: 88.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1807, Vesta, o asteroide mais brilhante e o único que por vezes pode ser visto a olho nu, é descoberto por Heinrich Wilhem Olbers.
Em 1941 nascia Joseph Hooton Taylor, Jr., astrofísico americano.

Foi laureado com o Prémio Nobel da Física pela sua descoberta, em conjunto com Russell Alan Hulse, de um novo tipo de pulsar num sistema binário, que usou para demonstrar a existência da radiação gravitacional, prevista por Einstein. 
Em 1974, a sonda Mariner 10 torna-se a primeira a passar por Mercúrio.
Observações: Após o anoitecer, Sirius brilha a sul-sudoeste. Para baixo e para a esquerda de Sirius, a cerca de um punho à distância do braço esticado, está o triângulo (da direita para a esquerda) de Adhara, Wezen e Aludra. Formam a pata traseira, o rabo e a cauda de Cão Maior, respetivamente. Ou, alternativamente, a extremidade e "pega" do "cutelo".

Dia 30/03: 89.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1982, acaba a missão STS-3, com a aterragem do Columbia no Novo México.

Em 2017, a SpaceX leva a cabo a sua primeira reutilização de um foguetão de classe orbital. 
Observações: A constelação de Cassiopeia, que é a assinatura do outono e inverno, retira-se para baixo após o anoitecer. Procure-a a norte-noroeste. Está apoiada de lado.
Mas para observadores a latitudes médias norte Cassiopeia é circumpolar, nunca desaparecendo completamente.

Dia 31/03: 90.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1966, lançamento da sonda soviética Luna 10, que mais tarde se torna na primeira a orbitar a Lua.

Em 1970, o Explorer 1 reentra na atmosfera da Terra (após 12 anos em órbita).
Observações:
Antes do amanhecer, Vénus, Marte e Saturno formam outro triângulo quase isósceles, o seu terceiro em apenas uma semana! Desta vez o triângulo é muito achatado, com Vénus sendo o seu canto esquerdo.

 
 
   
Investigadores mapeiam o movimento das anãs brancas na Via Láctea

As anãs brancas foram outrora estrelas normais semelhantes ao Sol, mas que colapsaram depois de esgotarem todo o seu combustível. Estes remanescentes interestelares têm sido historicamente difíceis de estudar. No entanto, um estudo recente da Universidade de Lund, na Suécia, revela novas informações sobre os padrões de movimento destas estrelas intrigantes.

As anãs brancas têm um raio de cerca de 1% do raio do Sol. Têm aproximadamente a mesma massa, o que significa que têm uma densidade surpreendente de cerca de 1 tonelada por centímetro cúbico. Após milhares de milhões de anos, as anãs brancas arrefecem até um ponto em que deixam de emitir luz visível e transformam-se nas chamadas anãs negras.

 
Ilustração de uma anã branca.
Crédito: NASA, ESA, STScI e G. Bacon (STScI)
 

A primeira anã branca descoberta foi 40 Eridani A. É um corpo celeste brilhante a 16,2 anos-luz da Terra, rodeado por um sistema binário composto pela anã branca 40 Eridani B e pela anã vermelha 40 Eridani C. Desde que foi descoberta em 1783 que os astrónomos têm tentado aprender mais sobre as anãs brancas a fim de adquirirem uma compreensão mais profunda da história evolutiva da nossa Galáxia.

Num estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, uma equipa de investigação apresentou novas descobertas sobre a forma como as estrelas colapsadas se movem.

"Graças às observações do telescópio espacial Gaia, conseguimos pela primeira vez revelar a distribuição tridimensional da velocidade para o maior catálogo de anãs brancas até à data. Isto dá-nos uma imagem detalhada da sua estrutura de velocidade com detalhes inigualáveis", diz Daniel Mikkola, estudante de doutoramento em astronomia na Universidade de Lund.

Graças ao Gaia, os investigadores mediram posições e velocidades para cerca de 1,5 mil milhões de estrelas. Mas só recentemente foram capazes de se concentrar completamente nas anãs brancas na vizinhança solar.

 
Impressão de artista do Gaia a mapear as estrelas da Via Láctea.
Crédito: ESA/ATG medialab; fundo - ESO/S. Brunier
 

"Conseguimos mapear as velocidades das anãs brancas e os padrões de movimento. O Gaia revelou que existem duas sequências paralelas de anãs brancas ao olhar para a sua temperatura e brilho. Se as estudarmos separadamente, podemos ver que elas provavelmente se movem de modo diferente, provavelmente como consequência de terem massas e vidas diferentes," diz Daniel Mikkola.

Os resultados podem ser utilizados para desenvolver novas simulações e modelos para continuar a mapear a história e desenvolvimento da Via Láctea. Através de um maior conhecimento das anãs brancas, os investigadores esperam ser capazes de esclarecer uma série de pontos de interrogação em torno do nascimento da Via Láctea.

"Este estudo é importante porque aprendemos mais sobre as regiões mais próximas na nossa Galáxia. Os resultados também são interessantes porque a nossa própria estrela, o Sol, irá um dia transformar-se numa anã branca como 97% de todas as estrelas na Via Láctea," conclui Daniel Mikkola.

// Universidade de Lund (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Anãs brancas:
Wikipedia

Via Láctea:
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
SEDS

Gaia:
ESA
ESA - 2
Gaia/ESA
Programa Alertas de Ciência Fotométrica do Gaia
EDR3 do Gaia
SPACEFLIGHT101
Wikipedia

 
   
Apanhados em flagrante: os ventos impelidos por buracos negros supermassivos impactam diretamente a formação estelar

A investigadora Patricia Bessiere do IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias) liderou uma investigação que utilizou dados do telescópio Keck no Hawaii para compreender o impacto que os núcleos galácticos ativos têm na formação de estrelas das suas galáxias hospedeiras. Os resultados foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society | Letters.

Uma das questões-chave que os astrónomos estão a tentar responder é "porque é que as galáxias têm o aspeto que têm?". As simulações de computador de como as galáxias se formaram e evoluíram sugerem que deveria haver muito mais galáxias grandes do que as que realmente observamos. Portanto, qual é o ingrediente que falta nestas simulações? Qual é o processo dentro das galáxias que impede a formação de demasiadas estrelas?

 
Os ventos lançados por um buraco negro supermassivo impactam a formação de novas estrelas na galáxia Markarian 34. A fração de luz proveniente de uma população jovem estelar aumenta nas bordas do lado que se aproxima do vento (contornos azuis) em comparação com o resto da galáxia. O lado recuado do vento, mais rápido e mais turbulento (contornos vermelhos), pode estar a impedir a formação de estrelas. Crédito: Arquivo HST/MAST e G. Pérez Díaz.
 

Sabemos agora que todas as galáxias massivas abrigam um buraco negro supermassivo no seu coração, que é milhões ou milhares de milhões de vezes mais massivo do que o nosso próprio Sol. Quando a quantidade de gás que cai para o buraco negro aumenta abruptamente, torna-se incrivelmente quente e grandes quantidades de energia são libertadas para a galáxia. Quando um buraco negro está a passar por tal fase, é conhecido como NGA (Núcleo Galáctico Ativo) e os astrónomos pensam que este fenómeno pode ser o ingrediente em falta que têm estado à procura. Parte da energia libertada pelo NGA terá o efeito de empurrar o gás para fora da galáxia, um processo conhecido como "ventos impulsionados pelo NGA" ou "feedback do NGA", o que significa que haverá menos gás a partir do qual se formarão novas estrelas.

Uma equipa de cientistas do IAC tem vindo a tentar apanhar este processo em ação. Usando espectroscopia integral de campo com o instrumento KCWI (Keck Cosmic Web Imager) no telescópio Keck no Hawaii, que permite aos astrónomos obter simultaneamente muitos espectros em diferentes locais da galáxia, eles têm sido capazes de mapear tanto os ventos impulsionados pelo NGA como as idades das estrelas na região interior da bem estudada galáxia ativa Markarian 34. Adotando esta abordagem, esperavam compreender se estes ventos estavam a ter um impacto direto na formação estelar. Este estudo faz parte do projeto QSOFEED (Quasar Feedback) cujo objetivo é compreender como os buracos negros supermassivos afetam as galáxias que os abrigam.

O que a equipa descobriu mostra que o NGA e os ventos que conduzem têm um impacto complexo nas suas galáxias hospedeiras. De um lado da galáxia, mostraram que à frente e nos limites do vento, formam-se novas estrelas. Patricia Bessiere, que liderou o estudo, explica porque é que isto pode estar a acontecer. "Alguns estudos teóricos e simulações de computador sugerem que, à medida que o vento impulsionado pelo NGA passa pela galáxia, o gás mais denso e frio à frente e para os lados é comprimido, tornando as condições para a formação estelar mais favoráveis. Isto significa que o vento está, de facto, a desencadear a formação estelar, em vez de a suprimir."

No entanto, no outro lado da galáxia, descobriu-se que o ritmo de formação estelar não é afetado pela passagem do vento. A equipa sugere que tal acontece porque o vento aqui é mais rápido e turbulento, o que significa que as condições para a formação estelar não são igualmente melhoradas. Cristina Ramos Almeida, investigadora do IAC e coautora do estudo, explica que "o que estamos a ver aqui pode ser evidência de feedback 'preventivo', o que significa que o vento está a perturbar o gás na galáxia de modo a que não possa colapsar para formar novas estrelas."

"Este estudo demonstra que a relação entre os NGAs e as suas galáxias hospedeiras é complexa e pode ter impacto em diferentes regiões de diferentes maneiras. Os resultados desta investigação observacional serão importantes para informar a futura modelagem da evolução galáctica e o papel desempenhado pelos NGAs," explica Patricia Bessiere.

Para expandir a nossa compreensão desta relação, a equipa planeia agora alargar o seu estudo observando uma maior amostra de NGAs usando o instrumento MEGARA, instalado no telescópio GTC (Gran Telescopio Canarias) de 10 metros. Isto permitirá à equipa obter dados de espectroscopia integral de campo que serão utilizados para caracterizar a distribuição espacial tanto dos ventos como das populações estelares. Isto ajudará os astrónomos a compreender os detalhes da relação entre o NGA e a formação estelar e, igualmente importante, quão comuns tais interações são.

// IAC (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomial Society | Letters)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

NGAs (Núcleos Galácticos Ativos):
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Galáxias:
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Formação estelar:
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Observatório W. M. Keck:
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GTC (Gran Telescopio Canarias):
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Estrela próxima pode ajudar a explicar porque é que o nosso Sol não teve manchas solares durante 70 anos

O número de manchas solares no nosso Sol tipicamente vai e vem num ciclo previsível de 11 anos, mas um período invulgar de 70 anos em que as manchas solares foram incrivelmente raras tem mistificado os cientistas durante 300 anos. Agora, de acordo com uma equipa de investigadores da Universidade Estatal da Pensilvânia, EUA, uma estrela próxima, parecida com o Sol, parece ter parado os seus próprios ciclos e entrado num período semelhante de manchas estelares raras. A continuação da observação desta estrela poderia ajudar a explicar o que aconteceu ao nosso próprio Sol durante este "Mínimo de Maunder", bem como fornecer informações da atividade magnética estelar do Sol, que pode interferir com satélites e comunicações globais e possivelmente até afetar o clima na Terra.

 
Um novo estudo identificou uma estrela próxima cujos ciclos de manchas solares parecem ter parado. O estudo desta estrela pode ajudar a explicar o período entre meados do século XVII e o início do século XVIII, quando o nosso Sol parou os seus ciclos de manchas solares. Esta imagem retrata um ciclo típico de 11 anos no sol, com menos manchas solares a aparecerem no seu mínimo (canto superior esquerdo e superior direito) e muitas no seu máximo (centro).
Crédito: NASA
 

A estrela - e um catálogo de 5 décadas da atividade de manchas estelares de 58 outras estrelas semelhantes ao Sol - está descrito num novo artigo publicado na revista The Astronomical Journal.

As manchas estelares são zonas que aparecem escuras à superfície de uma estrela devido a temperaturas temporariamente mais baixas resultantes do dínamo da estrela - o processo que cria o seu campo magnético. Os astrónomos têm vindo a documentar alterações na frequência das manchas solares do nosso Sol desde que foram observadas pela primeira vez por Galileu e outros astrónomos no século XVII, pelo que há um bom registo do seu ciclo de 11 anos. A exceção é o Mínimo de Maunder, que durou desde meados do século XVII até ao início do XVIII e tem deixado os astrónomos perplexos desde então.

"Não sabemos realmente o que causou o Mínimo de Maunder e temos olhado para outras estrelas semelhantes ao Sol para ver se podem fornecer algumas informações," disse Anna Baum, da Universidade Estatal da Pensilvânia e primeira autora do artigo científico. "Identificámos uma estrela que pensamos ter entrado num estado semelhante ao Mínimo de Maunder. Será realmente excitante continuar a observar esta estrela durante este mínimo e até terminar, o que poderá ser bastante informativo sobre a atividade do Sol há 300 anos atrás."

A equipa de investigação recolheu dados de múltiplas fontes para juntar 50 a 60 anos de dados de manchas para 59 estrelas. Isto inclui dados do Projeto HK do Observatório Monte Wilson - que foi concebido para estudar a atividade da superfície estelar e decorreu de 1966 a 1996 - e pesquisas exoplanetárias do Observatório Keck que incluem este tipo de dados como parte da sua procura contínua de exoplanetas de 1996 a 2020. Os investigadores compilaram uma base de dados de estrelas que apareceram em ambas as fontes e que tinham outras informações prontamente disponíveis que poderiam ajudar a explicar a atividade de manchas estelares. A equipa também fez esforços consideráveis para padronizar as medições dos diferentes telescópios de modo a compará-las diretamente, limpando os dados.

A equipa identificou ou confirmou que 29 destas estrelas têm ciclos de manchas estelares, observando pelo menos dois períodos completos de ciclos, que muitas vezes duram mais de uma década. Algumas estrelas não parecem ter ciclos de todo, o que pode ser devido ao facto de girarem demasiado lentamente para terem um dínamo e estarem magneticamente "mortas", ou porque estão perto do fim das suas vidas. Várias das estrelas necessitam de mais estudos para confirmar se têm um ciclo.

"Esta série temporal contínua, com mais de 50 anos de duração, permite-nos ver coisas que nunca teríamos reparado nos instantâneos de 10 anos que fazíamos antes," disse Jason Wright, professor de astronomia e astrofísica na Universidade Estatal da Pensilvânia e autor do artigo. "Notavelmente, Anna encontrou uma estrela promissora que teve ciclos durante décadas, mas que parece ter parado."

De acordo com os cientistas, a estrela - chamada HD 166620 - tinha um ciclo estimado em cerca de 17 anos, mas entrou agora num período de baixa atividade e não mostra sinais de manchas estelares desde 2003.

"Quando vimos estes dados pela primeira vez, pensámos que devia ter sido um erro, que tínhamos juntado dados de duas estrelas diferentes ou que havia uma gralha no catálogo ou que a estrela estava mal identificada", disse Jacob Luhn, estudante na mesma universidade quando o projeto começou, que agora está na Universidade da Califórnia, em Irvine. "Mas nós verificámos tudo duas, três vezes. Os tempos de observação eram consistentes com as coordenadas que esperávamos que a estrela tivesse." E não há muitas estrelas brilhantes no céu que o Monte Wilson tenha observado. Não importa o número de vezes que verificássemos, chegamos sempre à conclusão de que esta estrela simplesmente parou o seu ciclo."

 
As manchas solares foram observadas pela primeira vez no século XVII, utilizando um telescópio modificado chamado helioscópio. O instrumento projeta uma imagem do sol sobre uma superfície, onde podem ser observadas manchas solares escuras. Esta ilustração foi produzida por Christoph Scheiner no século XVII para o seu livro "Rosa Ursina sive Sol".
Crédito: Christoph Scheiner (Wikimedia Commons, domínio público)
 

Os investigadores esperam continuar a estudar esta estrela durante todo o seu período mínimo e potencialmente à medida que sai e começa a mostrar ciclos novamente. Esta observação contínua poderia fornecer informações importantes sobre como o Sol e estrelas semelhantes geram os seus dínamos magnéticos.

"Há um grande debate sobre o que foi o Mínimo de Maunder," disse Baum, que é agora estudante de doutoramento na Universidade de Lehigh, estudando astronomia estelar e asterosismologia. "Será que o campo magnético do Sol basicamente se desligou? Será que perdeu o seu dínamo? Ou ainda tinha ciclos, mas a um nível demasiado baixo para não produzir muitas manchas solares? Não podemos voltar atrás no tempo para fazer medições de como era, mas se conseguirmos caracterizar a estrutura magnética e a força do campo magnético desta estrela, talvez possamos começar a obter algumas respostas."

Uma melhor compreensão da atividade da superfície e do campo magnético do Sol poderia ter várias implicações importantes. Por exemplo, uma forte atividade estelar pode danificar satélites e comunicações globais. Uma tempestade solar particularmente forte desativou uma rede elétrica no Québec em 1989. Foi também sugerido que os ciclos das manchas solares podem ter uma ligação com o clima da Terra. Além disso, os investigadores disseram que as informações sobre esta estrela podem ter impacto na nossa procura por planetas para lá do nosso Sistema Solar.

"As manchas estelares e outras formas de atividade magnética à superfície das estrelas interferem com a nossa capacidade de detetar os planetas em redor," disse Howard Isaacson, cientista investigador da Universidade da Califórnia em Berkeley, autor do artigo. "A melhoria da compreensão da atividade magnética de uma estrela pode ajudar-nos a melhorar os nossos esforços de deteção."

A base de dados das 59 estrelas e da sua atividade de manchas estelares foi posta à disposição dos investigadores para uma análise mais aprofundada.

"Esta investigação é um grande exemplo de astronomia intergeracional e de como continuamos a melhorar a nossa compreensão do Universo, baseando-nos nas muitas observações e na investigação dedicada de astrónomos que nos precederam," disse Wright. "Examinei os dados das manchas estelares do Monte Wilson e do Observatório Keck para a minha tese quando era estudante, Howard os dados de manchas estelares do levantamento CPS (California Planet Survey) para a sua tese de mestrado, e agora Anna juntou todos estes dados para um olhar mais abrangente ao longo dos anos. Estamos todos entusiasmados por continuar a estudar esta e outras estrelas promissoras."

// Universidade Estatal da Pensilvânia (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astronomical Journal)

 


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Notícias relacionadas:
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ScienceDaily

HD 166620:
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Sol:
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Mínimo de Maunder:
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Observatório Monte Wilson:
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Observatório W. M. Keck:
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  Metano pode ser a primeira indicação detetável de vida para lá da Terra (via Universidade da Califórnia em Santa Cruz
Se a vida for abundante no Universo, o metano atmosférico poderá ser o primeiro sinal de vida para lá da Terra detetável pelos astrónomos. Embora processos não biológicos possam gerar metano, um novo estudo realizado por cientistas estabelece um conjunto de circunstâncias em que se poderia fazer um caso persuasivo para a atividade biológica como fonte de metano na atmosfera de um exoplaneta rochoso. Isto é especialmente digno de nota porque o metano é um dos poucos sinais potenciais de vida, ou "bioassinaturas", que poderiam ser facilmente detetáveis com o Telescópio Espacial James Webb, que iniciará observações no final deste ano. Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - Jóias de uma Noite nas Maldivas
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Petr Horálek (Embaixador Fotográfico do ESOInstituto de Física em Opava)
 
A parte mais a sul da Via Láctea contém não só as estrelas do Cruzeiro do Sul, mas também o sistema estelar mais próximo do nosso Sol - Alpha Centauri. O próprio Cruzeiro do Sul tem no topo a estrela brilhante e amarelada Gamma Crucis. Uma linha que passe por Gamma Crucis e pela estrela azul na parte de baixo da cruz, Acrux, aponta em direção ao polo celeste sul, localizado logo acima da pequena ilha na imagem em destaque - obtida no início de março. Essa ilha é Madivaru, das Maldivas - no Oceano Índico. Contra a ténue luz das estrelas da Via Láctea, a escura Nebulosa do Saco de Carvão encontra-se à esquerda do Cruzeiro, enquanto que ainda mais à esquerda na Via Láctea estão as brilhantes estrelas Alpha Centauri (esquerda) e Beta Centauri (Hadar). Alpha Centauri A, uma estrela semelhante ao Sol que serve de âncora a um sistema triplo com exoplanetas, está apenas a 4,3 anos-luz de distância. Visto de Alpha Centauri, o nosso próprio Sol seria uma brilhante estrela amarelada na direção da reconhecível constelação de Cassiopeia.
 
   
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