DIA 17/02: 48.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1600, o astrónomo Giordano Bruno é queimado vivo no Campo de' Fiori, Roma, por heresia.
Em 1723, nascia Tobias Mayer, astrónomo alemão, famoso pelos seus estudos da Lua.
Em 1740, nascia Horace-Bénédict de Saussure, astrónomo suiço, considerado o primeiro construtor bem-sucedido do forno solar.
Em 1959, é lançado o Vanguard 2 - o primeiro satélite meteorológico a medir a distribuição das nuvens.
Em 1965, a sonda Ranger 8 é lançada com a missão de fotografar o Mar da Tranquilidade na Lua, em preparação para as missões tripuladas Apollo. Mare Tranquilitatis tornar-se-ia no local escolhido para a aterragem da Apollo 11.
Em 1996, começa o Programa Discovery da NASA, à medida que a sonda NEAR Shoemaker é lançada na sua primeira missão de orbitar e aterrar num asteroide, 433 Eros.
Em 2004, Michael Brown, Chad Trujillo e David Rabinowitz descobrem 90482 Orcus, um objeto da Cintura de Kuiper, provavelmente um planeta anão. HOJE, NO COSMOS:
Júpiter e Vénus estão a aproximar-se um do outro ao lusco-fusco a oeste. O evento de conjunção será no dia 1 de março. Nessa noite estarão separados por 0,5º e alinhados horizontalmente. Marque no seu calendário.
DIA 18/02: 49.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1930, enquanto estudava fotografias tiradas em janeiro, Clyde Tombaugh descobre Plutão.
Na altura foi designado como o nono planeta do Sistema Solar e o mais afastado. Desde aí, descobrimos também quão "não parecido com um planeta" realmente é. Finalmente, em 2006 deixa de ser planeta principal para passar a ser classificado como planeta anão.
Em 1977, fazia-se o voo inaugural do vaivém espacial Enterprise a partir do topo de um Boeing 747.
Em 2003, o cometa C/2002 V1 (NEAT) atinge o periélio, visto pela SOHO.
Em 2021, o rover Perseverance, construído para explorar a cratera Jezero em Marte, aterra com sucesso no Planeta Vermelho. HOJE, NO COSMOS:
Por volta das 21 horas, a Ursa Maior apoia-se na sua "pega" a nordeste. A noroeste, Cassiopeia também se apoia na extremidade (o seu lado mais brilhante), mais ou menos à mesma altura. Entre elas está a Estrela Polar.
DIA 19/02: 50.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1473, nascia Nicolau Copérnico, conhecido como o fundador da Astronomia Moderna.
No ano de 1530, completa e anuncia ao mundo o seu grande trabalho "De Revolutionibus", que explica que a Terra roda sobre o seu próprio eixo uma vez por dia e viaja à volta do Sol anualmente.
Em 1924, Edwin Hubble escreve a Harlow Shapley: "Estará interessado em saber que encontrei uma variável Cefeida na Nebulosa de Andrómeda" (a atualmente conhecida "Galáxia de Andrómeda").
Em 2002, a sonda Mars Odyssey começava a mapear a superfície de Marte. HOJE, NO COSMOS:
Sirius, a estrela mais brilhante da constelação de Cão Maior, brilha alta a sul depois da hora de jantar. Aviste-a para baixo e para a esquerda de Orionte. Sob um céu escuro, as estrelas de Cão Maior podem ser ligadas para formar um convincente perfil de um cão. Está como que apoiado apenas nas patas traseiras e "usa" Sirius como uma medalha.
Infelizmente, com a poluição luminosa sob a qual a maioria de nós vive, só são facilmente visíveis as suas cinco estrelas mais brilhantes. Estas formam um asterimo parecido ao de um cutelo. Sirius é corresponde ao topo extremo da lâmina e a sua pega está mais para baixo e para a esquerda.
DIA 20/02: 51.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1962, o astronauta John Glenn, a bordo da nave Friendship 7, orbita a Terra 3 vezes em 4 horas e 55 minutos, no âmbito do programa Mercury.
Em 1965, a sonda Ranger 8 despenha-se sobre a Lua após uma missão bem-sucedida a fotografar locais para a alunagem das missões Apollo.
Em 1986, a União Soviética lança a estação espacial Mir. Permanecendo em órbita durante 15 anos, é tripulada durante 10.
Em 2013, é descoberto o exoplaneta mais pequeno até à data, Kepler-37b, com um raio pouco maior que o da Lua. HOJE, NO COSMOS:
Lua Nova, pelas 07:06.
Repita a observação de Júpiter e Vénus de dia 17. Consegue ver alguma diferença na posição relativa dos dois planetas no céu?
Webb descobre novos detalhes no Enxame de Pandora
Os astrónomos estimam que 50.000 fontes de luz no infravermelho próximo estão representadas nesta imagem do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA. A sua luz percorreu distâncias variáveis para alcançar os detetores do telescópio, representando a imensidão do espaço numa única imagem.
Crédito: NASA, ESA, CSA, I. Labbe (Universidade de Swinburne) e R. Bezanson (Universidade de Pittsburgh); processamento de imagem - Alyssa Pagan (STScI)
Os astrónomos divulgaram a mais recente imagem de campo profundo do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, apresentando detalhes nunca antes vistos numa região do espaço conhecida como o Enxame de Pandora (Abell 2744). A visão do Webb mostra três enxames de galáxias - já massivos - a juntarem-se para formar um megaenxame. A massa combinada dos enxames galácticos cria uma poderosa lente gravitacional, um efeito natural de ampliação pela gravidade, permitindo que galáxias muito mais distantes no início do Universo sejam observadas usando o enxame como uma lupa.
Apenas o núcleo central de Pandora tinha sido previamente estudado pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. Ao combinar os poderosos instrumentos infravermelhos do Webb com um amplo mosaico das múltiplas áreas de lente da região, os astrónomos visaram alcançar um equilíbrio de amplitude e profundidade que abrirá uma nova fronteira no estudo da cosmologia e da evolução galáctica.
Os astrónomos estudaram a região como parte do programa UNCOVER (Ultradeep NIRSpec and NIRCam ObserVations before the Epoch of Reionization). A nova vista do Enxame de Pandora "costura" quatro instantâneos do Webb numa imagem panorâmica, exibindo cerca de 50.000 fontes de luz no infravermelho próximo.
Para além da ampliação, o efeito de lente gravitacional distorce a aparência das galáxias distantes, pelo que estas parecem muito diferentes das que se encontram em primeiro plano. O enxame galáctico que atua como "lente" é tão massivo que distorce o tecido do próprio espaço, o suficiente para que a luz das galáxias distantes que passam por esse espaço distorcido também adquira uma aparência deformada.
No núcleo da lente, para baixo e à direita na imagem do Webb, o telescópio revelou centenas de galáxias distantes com efeito de lente que aparecem como ténues linhas arqueadas na imagem. O Hubble não é capaz de observar tantos detalhes.
A equipa do UNCOVER utilizou a NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb para capturar o enxame com exposições de 4-6 horas, durante um total de cerca de 30 horas de tempo de observação. O passo seguinte é analisar meticulosamente os dados de imagem e selecionar galáxias para observação posterior com o NIRSpec (Near-Infrared Spectrograph), que fornecerá medições precisas da distância, juntamente com outras informações detalhadas sobre as composições das galáxias sobre o efeito de lente, fornecendo novas perspetivas sobre a era inicial de montagem e evolução galáctica. A equipa do UNCOVER espera fazer estas observações NIRSpec no verão de 2023.
Entretanto, todos os dados fotométricos da NIRCam foram divulgados publicamente para que outros astrónomos se possam familiarizar com eles e planear os seus próprios estudos científicos com os ricos conjuntos de dados do Webb.
O mosaico e o catálogo de fontes do Enxame de Pandora (Abell 2744) fornecidos pela equipa do UNCOVER combinam dados publicamente disponíveis do Hubble com a fotometria Webb de três programas de observação do JWST: JWST-GO-2561, JWST-DD-ERS-1324 e JWST-DD-2756.
Chelyabinsk, uma década depois: os asteroides invisíveis do Sol
No dia 15 de fevereiro de 2013, ninguém previu a chegada do meteoro de Chelyabinsk - o maior asteroide a atingir a Terra em mais de um século. Logo após o nascer-do-Sol num dia ensolarado de inverno, um asteroide de 20 metros e 13.000 toneladas atingiu a atmosfera sobre os Montes Urais, na Rússia, a uma velocidade superior a 18 km/s.
A rocha relativamente pequena explodiu na atmosfera a uma altitude de 30 km, libertando uma energia de cerca de meia megatoneladas (o equivalente a 35 bombas de Hiroxima). Dois minutos depois, a onda de choque atingiu o solo danificando milhares de edifícios, quebrando janelas e ferindo cerca de 1500 pessoas devido aos estilhaços dos vidros.
Simulação tridimensional da explosão do meteoro de Chelyabinsk, renderizada por Brad Carvey utilizando o código CTH no supercomputador Red Sky do Laboratório Nacional de Sandia.
Crédito: SNL
Escondidos no brilho do nosso Sol, um número desconhecido de asteroides, em percursos que não conhecemos, muitos dos quais podem estar a dirigir-se para a Terra e nós simplesmente não o sabemos.
"Asteroides do tamanho do meteoro de Chelyabinsk atingem a Terra aproximadamente a cada 50-100 anos", explica Richard Moissl, Chefe da Defesa Planetária da ESA.
"As lesões provocadas por explosões aéreas ou eventos semelhantes podem ser evitadas se as pessoas forem informadas de um impacto iminente e dos seus efeitos previstos. Com aviso prévio, as autoridades locais poderiam aconselhar o público a manter-se bem afastado de janelas e vidros".
Richard acrescenta, "a missão NEOMIR da ESA irá detetar asteroides como o de Chelyabinsk, vindos da mesma região no céu que o Sol, preenchendo uma lacuna vital nas nossas capacidades atuais de prever e planear impactos perigosos".
Naturalmente, existe também o risco de um asteroide ainda maior colidir com a Terra a partir do lado diurno. Tal cenário é menos provável, pois quanto maior for o asteroide, menor será a quantidade desses objetos no Sistema Solar e mais fácil será a sua deteção. De facto, quase todos os asteroides maiores que 1 km já foram descobertos.
Mas como os dinossauros nos diriam, se pudessem, quando um enorme asteroide ataca, causa danos inimagináveis. Felizmente, como o impacto da DART da NASA demonstrou e a missão Hera da ESA vai continuar a expor, a deflexão de asteroides é uma possibilidade real.
Então, como é que nos certificamos de que estamos preparados? A NEOMIR estará localizada no ponto "L1" de Lagrange entre a Terra e o Sol. Não perturbado pela atmosfera do nosso planeta, o seu telescópio infravermelho será capaz de detetar asteroides de tamanho igual ou superior a 20 metros e atualmente escondidos por entre o brilho do Sol.
Com aviso suficiente, o impacto de um asteroide é o único desastre natural que podemos evitar.
Há muito que os astrónomos sabem que os sistemas planetários não estão necessariamente estruturados como o nosso Sistema Solar. Investigadores das Universidades de Berna e de Genebra, bem como do NCCR PlanetS, mostraram pela primeira vez que existem, de facto, quatro tipos de sistemas planetários.
No nosso Sistema Solar, tudo parece estar em ordem: os planetas rochosos mais pequenos, tais como Vénus, a Terra ou Marte, orbitam relativamente perto da nossa estrela. Os grandes gigantes de gás e gelo, tais como Júpiter, Saturno, ou Neptuno, por outro lado, movem-se em órbitas largas à volta do Sol. Em dois estudos publicados na revista científica Astronomy & Astrophysics, investigadores das Universidades de Berna, de Genebra e do NCCR PlanetS (National Centre of Competence in Research PlanetS) mostram que o nosso sistema planetário, no que toca a este respeito, é bastante único.
Impressão de artista das quatro classes da arquitetura dos sistemas planetários. Se os pequenos planetas de um sistema estiverem próximos da estrela e os planetas massivos mais afastados, tais sistemas têm uma arquitetura "ordenada". Pelo contrário, se a massa dos planetas de um sistema tende a diminuir com a distância à estrela, estes sistemas são "antiordernados'. Se todos os planetas de um sistema tiverem massas semelhantes, então a arquitctura deste sistema é "semelhante". Os sistemas planetários "mistos" são aqueles em que as massas planetárias apresentam grandes variações. A investigação sugere que os sistemas planetários que têm a mesma classe de arquitetura têm percursos de formação comuns.
Crédito:
NCCR PlanetS; ilustração - Tobias Stierli
Como ervilhas numa vagem
"Há mais de uma década, os astrónomos repararam, com base em observações com o então inovador telescópio Kepler, que os planetas noutros sistemas se assemelham normalmente aos seus respetivos vizinhos em tamanho e massa - como ervilhas numa vagem", diz o autor principal do estudo, Lokesh Mishra, investigador das Universidades de Berna e de Genebra, bem como do NCCR PlanetS. Mas durante muito tempo não era claro se esta descoberta se devia a limitações dos métodos de observação. "Não era possível determinar se os planetas em qualquer sistema individual eram suficientemente semelhantes para se enquadrarem na classe dos sistemas 'ervilha numa vagem', ou se se eram bastante diferentes - tal como no nosso Sistema Solar", diz Mishra.
Por conseguinte, o investigador desenvolveu uma estrutura para determinar as diferenças e semelhanças entre os planetas dos mesmos sistemas. E, ao fazê-lo, descobriu que não existem duas, mas sim quatro arquiteturas de sistemas.
Quatro classes de sistemas planetários
"Chamamos a estas quatro classes 'semelhante', 'ordenada', 'antiordenada' e 'mista'," diz Mishra. Os sistemas planetários em que as massas de planetas vizinhos são idênticas entre si têm uma arquitetura semelhante. Os sistemas planetários ordenados são aqueles em que a massa dos planetas tende a aumentar com a distância à estrela - tal como no nosso Sistema Solar. Se, por outro lado, a massa dos planetas diminui aproximadamente com a distância à estrela, os investigadores falam de uma arquitetura antiordenada do sistema. E ocorrem arquiteturas mistas, quando as massas planetárias de um sistema variam muito de planeta para planeta.
"Este quadro geral também pode ser aplicado a quaisquer outras medições, como o raio, densidade ou conteúdos de água", diz o coautor do estudo Yann Alibert, professor de ciências planetárias da Universidade de Berna e do NCCR PlanetS. "Agora, pela primeira vez, temos uma ferramenta para estudar sistemas planetários como um todo e para compará-los com outros sistemas".
Os resultados também levantam questões: que arquitetura é a mais comum? Que fatores controlam o aparecimento de um tipo de arquitetura? Quais os fatores que não desempenham um papel? Os investigadores podem responder a algumas delas.
Impressão de artista das quatro classes da arquitetura dos sistemas planetários. Se os pequenos planetas de um sistema estiverem próximos da estrela e os planetas massivos mais afastados, tais sistemas têm uma arquitetura "ordenada". Pelo contrário, se a massa dos planetas de um sistema tende a diminuir com a distância à estrela, estes sistemas são "antiordernados'. Se todos os planetas de um sistema tiverem massas semelhantes, então a arquitctura deste sistema é "semelhante". Os sistemas planetários "mistos" são aqueles em que as massas planetárias apresentam grandes variações. A investigação sugere que os sistemas planetários que têm a mesma classe de arquitetura têm percursos de formação comuns.
Crédito:
NCCR PlanetS; ilustração - Tobias Stierli
Uma ponte que se estende por milhares de milhões de anos
"Os nossos resultados mostram que sistemas planetários 'semelhantes' são o tipo mais comum de arquitetura. Cerca de oito em cada dez sistemas planetários em torno de estrelas visíveis no céu noturno têm uma arquitetura 'semelhante'", diz Mishra. "Isto também explica porque é que foram encontradas evidências desta arquitetura nos primeiros meses da missão do Kepler". O que surpreendeu a equipa foi que a arquitetura "ordenada" - a que também inclui o Sistema Solar - parece ser a classe mais rara.
Segundo Mishra, há indícios de que tanto a massa do disco de gás e poeira do qual emergem os planetas, bem como a abundância de elementos pesados na respetiva estrela, desempenham um papel. "Os sistemas planetários 'semelhantes' emergem a partir de discos e estrelas razoavelmente pequenos e com poucos elementos pesados. Os discos grandes e massivos, com muitos mais elementos pesados na estrela, dão origem a sistemas mais ordenados e antiordenados. Os sistemas mistos surgem a partir de discos de tamanho médio. As interações dinâmicas entre planetas - tais como colisões ou ejeções - influenciam a arquitetura final", explica Mishra.
"Um aspeto notável destes resultados é que liga as condições iniciais da formação planetária e estelar a uma propriedade mensurável: a arquitetura do sistema. Entre elas situam-se milhares de milhões de anos. Pela primeira vez, conseguimos colmatar esta enorme lacuna temporal e fazer previsões testáveis. Será excitante ver se elas se vão aguentar", conclui Alibert.
Um estudo procura compreender os efeitos dos impactos nas rochas marcianas (via NASA)
Um estudo da NASA descreve como as rochas podem ter sido "chocadas" e alteradas pelo impacto dos meteoritos, outrora frequentes no passado de Marte. Isto irá melhorar a nossa análise de amostras de rochas recolhidas no Planeta Vermelho. "Dado que estamos a contar com estas amostras para revelar um registo do passado geológico de Marte, será importante compreender se e como as rochas foram alteradas", disse a Dra. Svetlana Shkolyar, cientista planetária do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland. Ler fonte
Rover Perseverance mostra a sua coleção de amostras de Marte (via NASA)
Até os robôs espaciais sabem o que significa "imagens ou não aconteceu": o rover Perseverance da NASA forneceu um panorama do seu recentemente concluído depósito de amostras - um grande marco para a missão e para a primeira recolha de amostras da humanidade noutro planeta. O panorama, "costurado" a partir de 368 imagens enviadas para a Terra, capta mais de um mês de cuidadosa colocação e mapeamento dos 10 tubos de titânio. Ler fonte
Álbum de fotografias No Coração da Nebulosa Roseta
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Lyman Insley
No coração da Nebulosa Roseta encontra-se um brilhante enxame de estrelas que ilumina a nebulosa. As estrelas de NGC 2244 formaram-se a partir do gás circundante há apenas alguns milhões de anos. A imagem em destaque, obtida em meados de janeiro utilizando múltiplas exposições e filtros muito específicos do enxofre (vermelho), hidrogénio (verde) e oxigénio (azul), capta a região central com tremendo detalhe. Um vento quente de partículas flui para longe das estrelas do enxame e contribui para uma já complexa coleção de filamentos de gás e poeira, ao mesmo tempo que evacua lentamente o centro do enxame. O centro da Nebulosa Roseta mede cerca de 50 anos-luz de diâmetro, situa-se a aproximadamente 5200 anos-luz de distância e é visível com binóculos na direção da constelação de Unicórnio.
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