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Com o apoio do Centro Ciência de Tavira
   
 
 
  Astroboletim #2017  
  07/07 a 10/07/2023  
     
 

APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
O Regresso dos Gigantes

Data: 13 de julho
Hora: 21:30-23:00
Nesta sessão falaremos dos planetas gigantes que durante este verão começam a surgir acima do horizonte ao início da madrugada! Na segunda parte da atividade faremos uma observação noturna com telescópio, se o tempo o permitir.
Adulto:
 4€
Jovem: 2€
Menores de 12 anos: gratuito.
Inscrição obrigatória - seguir este link
Pré-inscrições válidas até às 17:00 do dia anterior à realização da atividade. Após a hora referida o lugar pode não ser garantido.
Telefone: 289 890 920
E-mail: info@ccvalg.pt

 
     
 
EFEMÉRIDES

DIA 07/07: 188.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1959, Vénus oculta a estrela Régulo. Este evento raro é usado para determinar o diâmetro de Vénus e a estrutura da atmosfera venusiana.
Em 1988, era lançada a sonda soviética Phobos 1

Infelizmente a sonda perdeu-se no caminho até Marte devido a uma má atualização do software a 29/30 de agosto. Este erro impediu o alinhamento correto dos painéis solares com o Sol, o que esgotou a bateria.
Em 2003, lançamento do rover Opportunity da NASA, a bordo de um foguetão Delta II.
Em 2015, a sonda New Horizons capta uma fotografia de Plutão a 12,8 milhões de quilómetros e descobre o seu "coração".
HOJE, NO COSMOS:
Para cima e para a esquerda de Vénus, ao lusco-fusco, Marte está agora a menos de 2º de Régulo, que é ligeiramente mais brilhante. Assim que avistar Vénus depois do pôr-do-Sol (ou possivelmente durante), quanto tempo é que passa até detetar definitivamente a estrela, e depois o planeta? Régulo tem magnitude 1,4, Marte 1,7, o que significa que Marte é um-terço mais ténue.

 

DIA 08/07: 189.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 2011, o vaivém espacial Atlantis é lançado na sua missão final.

HOJE, NO COSMOS:
Antares e o resto da constelação de Escorpião estão o mais alto a sul logo após o cair da noite destes longos dias de julho.  A cabeça da constelação de Escorpião é a fila quase vertical de três estrelas para cima e para a direita de Antares. A estrela de cima é Beta Scorpii ou Graffias, uma boa estrela dupla para telescópios.
A apenas 1º para baixo ou para baixo e para a esquerda (uma ponta de um dedo à distância do braço esticado) está o par largo Omega^1 e Omega^2 Scorpii, visível a olho nu, quase na vertical. Têm ambas magnitude 4. Os binóculos mostram a sua ligeira diferença de cor; são do tipo espectral B9 e G2.
Para cima e para a esquerda de Beta, a cerca de 1,6º, está Nu Scorpii (Jabbah), outro bom duplo telescópico. Ou melhor, triplo. Um alto poder de ampliação e um céu limpo e escuro revelam que o componente mais brilhante de Nu é ele próprio uma estrela dupla, com uma separação de 2 segundos de arco.
E mais: no mesmo campo binocular de Antares, ou quase lá, estão dois enxames globulares muito diferentes. M4 é grande e difuso e relativamente próximo. M80 é mais ténue e muito mais compacto, embora minúsculo; de facto, pode ser difícil distingui-lo com binóculos de uma estrela de magnitude 8. É um enxame maior e mais denso do que M4 mas está mais de quatro vezes mais longe.

 

DIA 09/07: 190.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1911, nascia John Archibald Wheeler, físico teórico americano que popularizou o termo "buraco negro" e "buraco de minhoca".
Em 1979, a sonda Voyager 2 efetuava o seu "flyby" por Júpiter.

A descoberta de atividade vulcânica no satélite Io foi provavelmente a maior descoberta desta passagem.
HOJE, NO COSMOS:
Marte e Régulo, para cima e para a esquerda de Vénus, estão finalmente em conjunção hoje e amanhã à noite: separação de 0,7º.

 

DIA 10/07: 191.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1962 era lançado o Telstar, o primeiro satélite de comunicações a ser colocado em órbita.

HOJE, NO COSMOS:
Repita a observação de Marte e Régulo. Note a diferença na posição do planeta.

 
 
   
Webb localiza reservatórios de poeira em duas supernovas
 
Imagens do Telescópio Espacial James Webb da NASA revelam grandes quantidades de poeira no interior da Supernova 2004et e da Supernova 2017eaw. Estas supernovas estão localizadas na galáxia espiral NGC 6946, a 22 milhões de anos-luz de distância da Terra. A forma hexagonal de SN 2004et na imagem obtida pelo JWST é um artefacto do espelho e dos suportes do telescópio - quando a luz brilhante de uma fonte pontual é observada, a luz interage com as arestas afiadas do telescópio, criando picos de difração.
Crédito: NASA, ESA, CSA, Ori Fox (STScI), Melissa Shahbandeh (STScI), Alyssa Pagan (STScI)
 

Recorrendo ao Telescópio Espacial James Webb da NASA, investigadores fizeram grandes progressos na confirmação da origem da poeira nas galáxias primitivas. As observações de duas supernovas de Tipo II, a Supernova 2004et (SN 2004et) e a Supernova 2017eaw (SN 2017eaw), revelaram grandes quantidades de poeira no material ejetado de cada um destes objetos. A massa encontrada pelos investigadores apoia a teoria de que as supernovas desempenharam um papel fundamental no fornecimento de poeira ao Universo primitivo.

A poeira é um bloco de construção para muitas coisas no nosso Universo - os planetas em particular. À medida que a poeira das estrelas moribundas se espalha pelo espaço, transporta elementos essenciais para ajudar a dar origem à próxima geração de estrelas e respetivos planetas. A origem dessa poeira tem intrigado os astrónomos durante décadas. Uma fonte significativa de poeira cósmica pode ser as supernovas - depois de uma estrela moribunda explodir, o gás remanescente expande-se e arrefece, criando poeira.

"Até agora, as evidências diretas deste fenómeno eram escassas, uma vez que as nossas capacidades só nos permitiram estudar a população de poeira numa supernova relativamente próxima - a Supernova 1987A, a 170.000 anos-luz da Terra", disse a autora principal, Melissa Shahbandeh, da Universidade Johns Hopkins e do STScI (Space Telescope Science Institute), em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland. "Quando o gás arrefece o suficiente para formar poeira, essa poeira só é detetável nos comprimentos de onda do infravermelho médio, desde que se tenha sensibilidade suficiente."

Para supernovas mais distantes do que SN 1987A, como SN 2004et e SN 2017eaw, ambas na galáxia NGC 6946, a cerca de 22 milhões de anos-luz de distância, essa combinação de cobertura de comprimento de onda e sensibilidade requintada só pode ser obtida com o instrumento MIRI (Mid-Infrared Instrument) do Webb.

As observações do Webb são o primeiro avanço no estudo da produção de poeira a partir de supernovas desde a deteção de poeira recém-formada em SN 1987A com o telescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) há quase uma década.

Outro resultado particularmente intrigante do seu estudo não é apenas a deteção de poeira, mas a quantidade de poeira detetada nesta fase inicial da vida da supernova. Na supernova SN 2004et, os investigadores encontraram mais de 5000 massas terrestres de poeira.

"Quando se olha para o cálculo da quantidade de poeira que estamos a ver em SN 2004et, em especial, rivaliza com as medições em SN 1987A e tem apenas uma fração da idade", acrescentou o líder do programa, Ori Fox, do STScI. "É a maior massa de poeira detetada em supernovas desde SN 1987A".

 
Esta imagem da galáxia NGC 6496, obtida pelo Observatório Nacional de Kitt Peak, contextualiza a localização da Supernova 2004et e da Supernova 2017eaw na galáxia. Cientistas que utilizam o MIRI (Mid-Infrared Instrument) do Telescópio Espacial James Webb da NASA encontraram grandes quantidades de poeira no interior de duas supernovas do Tipo II, a Supernova 2004et (SN 2004et) e a Supernova 2017eaw (SN 2017eaw), localizadas a 22 milhões de anos-luz de distância da Terra, na galáxia espiral NGC 6946. As grandes quantidades de poeira encontradas nessas supernovas, usando o MIRI, sustentam que as supernovas desempenharam um papel fundamental no fornecimento de poeira para o Universo primitivo.
Crédito: KPNO, NOIRLab da NSF, AURA, Alyssa Pagan (STSCI)
 

As observações mostraram aos astrónomos que as galáxias jovens e distantes estão cheias de poeira, mas estas galáxias não são suficientemente antigas para que estrelas de massa intermédia, como o Sol, tenham fornecido a poeira à medida que envelhecem. Estrelas mais massivas e de vida curta poderiam ter morrido suficientemente cedo e em número suficiente para criar tanta poeira.

Embora os astrónomos tenham confirmado que as supernovas produzem poeira, a questão que se coloca é saber qual a quantidade de poeira que consegue sobreviver aos choques internos que reverberam no rescaldo da explosão. Ver esta quantidade de poeira nesta fase da vida de SN 2004et e de SN 2017eaw sugere que a poeira pode sobreviver à onda de choque - evidência de que as supernovas são, afinal, importantes fábricas de poeira.

Os investigadores também notam que as estimativas atuais da massa podem ser a ponta do icebergue. Embora o Webb tenha permitido aos investigadores medir poeiras mais frias do que nunca, podem haver poeiras ainda mais frias não detetadas e que irradiam ainda mais longe no espetro eletromagnético e que permanecem obscurecidas pelas camadas mais externas de poeira.

Os investigadores sublinharam que as novas descobertas são apenas um indício das novas capacidades de investigação sobre as supernovas e a sua produção de poeira utilizando o Webb, e o que isso nos pode dizer sobre as estrelas de onde provêm.

"Há um entusiasmo crescente para compreender o que esta poeira também quer dizer sobre o núcleo da estrela que explodiu", disse Fox. "Depois de olhar para estas descobertas em particular, penso que os nossos colegas investigadores vão pensar em formas inovadoras de trabalhar com estas supernovas poeirentas no futuro".

SN 2004et e SN2017eaw são os primeiros de cinco alvos incluídos neste programa. As observações foram concluídas como parte do programa 2666 de Observações Gerais do Webb. O artigo científico foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society a 5 de julho.

// NASA (comunicado de imprensa)
// STScI (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

CCVAlg - Astronomia:
07/01/2014 - ALMA descobre fábrica de poeira em supernova

Poeira cósmica:
Wikipedia

Supernova:
Wikipedia 
Supernova do Tipo II (Wikipedia)

SN 2004et:
Transient Name Server

SN 2017eaw:
Transient Name Server

SN 1987A:
SEDS
Wikipedia
The Electric Universe

NGC 6946:
SEDS
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
Facebook
Twitter
Instagram
Blog do JWST (NASA)
Programas DD-ERS do Webb (STScI)
Programas GO do Webb (STScI)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

 
   
ALMA captura imagem detalhada de jovem disco protoestelar com braço espiral
 
Imagem ALMA do disco protoestelar do sistema HH 211, a 1000 anos-luz de distância na direção da constelação de Perseu.
Crédito: ALMA, Lee et al.
 

O ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) permitiu que uma equipa de investigação mergulhasse na aurora da formação de estrelas e planetas. Num sistema chamado HH 211 em Perseu, a 1000 anos-luz de distância, uma equipa liderada por Chin-Fei Lee do ASIAA (Academia Sinica Institute of Astronomy and Astrophysics) em Taiwan detetou um dos mais jovens discos protoestelares conhecidos. O disco, que tem apenas cerca de 35.000 anos, tem um tamanho comparável ao da órbita de Úrano e alberga uma surpreendente estrutura em espiral.

A equipa identificou um braço espiral no interior do disco, que pode estar a desempenhar um papel crucial no transporte de material para a protoestrela central. Isto é fundamental para a formação de estrelas e planetas. Além disso, o braço espiral parece ter aglomerados, o que sugere que a formação de planetas pode estar a começar.

Usando o ALMA, obtiveram uma imagem detalhada do disco em emissão de poeira. Aplicaram um filtro para revelar as estruturas internas do disco, incluindo o braço espiral.

 
(a) O mapa do disco obtido pelo ALMA em emissão de poeira. Foi adicionada uma escala de tamanho do Sistema Solar para comparação de tamanhos. (b) Foi aplicado um filtro para remover a estrutura suave do disco, de modo a revelar as 3 estruturas lineares (marcadas por 3 linhas a tracejado) perpendiculares ao eixo do disco. (c) Um modelo de disco que pode reproduzir a estrutura do disco. As estruturas lineares esquerda e direita podem ser reproduzidas pelas duas superfícies quentes do disco, enquanto a do meio é produzida pelo braço espiral quente no plano médio. (d) Uma vista de face do modelo do disco para mostrar a estrutura completa dos braços espirais. Os braços espirais têm a sua ponta exterior apontada na direção oposta à rotação do disco.
Crédito: Lee et al.
 

Esta descoberta ajuda a comunidade astronómica a compreender como as estrelas e os planetas se formam nas primeiras fases da evolução do sistema estelar. A descoberta de um braço espiral num disco tão jovem sugere que estes braços podem ser uma característica comum na formação de discos protoestelares.

"Estamos muito entusiasmados por termos detetado e observado o jovem disco de HH 211, revelando a estrutura inicial do disco protoestelar. A nossa deteção de um braço espiral no plano médio do disco tem também uma implicação importante no processo de acreção, porque se prevê que os braços espirais transportem o material do disco para o interior em direção às protoestrelas centrais," comentou Chin-Fei Lee, que é o autor principal deste trabalho. "A espiral observada parece estar cheia de grumos e pode estar a começar a formar planetas".

A imagem captada pelo ALMA mostra em pormenor o disco protoestelar e o seu braço espiral. A equipa de investigação criou um modelo baseado na imagem que reproduz a estrutura do disco e do braço espiral.

// Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
// ASIAA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

Formação estelar:
Wikipedia

Discos protoplanetários:
Wikipedia
Formação planetária (Wikipedia)

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (ESO)
Wikipedia

 
   
O tempo parece passar cinco vezes mais devagar no início do Universo
 
Impressão de artista do quasar ULAS J1120+0641.
Crédito: ESO/M. Kornmesser
 

Os cientistas observaram, pela primeira vez, o Universo primitivo a funcionar em câmara extremamente lenta, desvendando um dos mistérios do Universo em expansão de Einstein.

A teoria da relatividade geral de Einstein significa que deveríamos observar o Universo distante - e, portanto, antigo - a funcionar muito mais lentamente do que nos dias de hoje. No entanto, a possibilidade de recuar tanto no tempo tem-se revelado difícil. Os cientistas desvendaram agora esse mistério utilizando os quasares como "relógios".

"Olhando para trás, para uma época em que o Universo tinha pouco mais de mil milhões de anos, vemos que o tempo parece fluir cinco vezes mais devagar", disse o autor principal do estudo, o professor Geraint Lewis, da Escola de Física e do Instituto de Astronomia de Sydney, ambos pertencentes à Universidade de Sydney.

"Se estivéssemos lá, neste Universo infantil, um segundo pareceria um segundo - mas da nossa posição, mais de 12 mil milhões de anos no futuro, esse tempo inicial parece arrastar-se".

A investigação foi publicada na revista Nature Astronomy.

O professor Lewis e o seu colaborador, o Dr. Brendon Brewer da Universidade de Auckland, utilizaram observações de cerca de 200 quasares - buracos negros supermassivos hiperativos nos centros das primeiras galáxias - para analisar esta dilatação do tempo.

"Graças a Einstein, sabemos que o tempo e o espaço estão interligados e que, desde o início dos tempos, na singularidade do Big Bang, o Universo tem estado a expandir-se", afirmou o professor Lewis.

"Esta expansão do espaço significa que as nossas observações do Universo primitivo deveriam parecer muito mais lentas do que o tempo flui atualmente.

"Neste artigo, estabelecemos que isso acontece até cerca de mil milhões de anos após o Big Bang".

Anteriormente, os astrónomos confirmaram este universo em câmara lenta até cerca de metade da idade do universo, utilizando as supernovas - a explosão de estrelas massivas - como "relógios padrão". Mas, embora as supernovas sejam extremamente brilhantes, são difíceis de observar às imensas distâncias necessárias para perscrutar o Universo primitivo.

Ao observar quasares, este horizonte temporal foi recuado para apenas um-décimo da idade do Universo, confirmando que o Universo parece acelerar à medida que envelhece.

O professor Lewis afirmou: "Ao passo que as supernovas atuam como um único clarão de luz, o que as torna mais fáceis de estudar, os quasares são mais complexos, como um espetáculo contínuo de fogo de artifício.

"O que fizemos foi desvendar este espetáculo de fogo de artifício, mostrando que os quasares também podem ser usados como marcadores padrão do tempo para o Universo primitivo".

O professor Lewis trabalhou com o astro-estatístico Dr. Brewer para examinar detalhes de 190 quasares observados ao longo de duas décadas. Combinando as observações efetuadas em diferentes cores (ou comprimentos de onda) - luz verde, luz vermelha e no infravermelho - conseguiram padronizar o "tiquetaque" de cada quasar. Através da aplicação de uma análise Bayesiana, descobriram que a expansão do Universo está impressa no tiquetaque de cada quasar.

"Com estes dados requintados, conseguimos traçar o tiquetaque dos relógios dos quasares, revelando a influência da expansão do espaço", afirmou o Professor Lewis.

Estes resultados confirmam ainda mais a imagem de Einstein de um Universo em expansão, mas contrastam com estudos anteriores que não tinham conseguido identificar a dilatação do tempo de quasares distantes.

"Estes estudos anteriores levaram as pessoas a questionar se os quasares são verdadeiramente objetos cosmológicos, ou mesmo se a ideia de expansão do espaço está correta", disse o Professor Lewis.

"No entanto, com estes novos dados e análises, conseguimos encontrar o elusivo tiquetaque dos quasares e eles comportam-se exatamente como a relatividade de Einstein prevê", afirmou.

// Universidade de Sydney (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Dilatação do tempo (Faculdade de Ciências da Universidade de Sydney via YouTube)

 


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Dilatação do tempo:
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Teoria da Relatividade Geral:
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Quasar:
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Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

Universo:
A expansão acelerada do Universo (Wikipedia)
Universo (Wikipedia)
Lei de Hubble (Wikipedia)
Determinando a constante de Hubble (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)
Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)
Indicadores de distâncias cósmicas (Wikipedia)
"Escada" de distâncias cósmicas (Wikipedia)

 
   
Também em destaque
  Astrónomos descobrem elusivo planeta responsável por braços espirais em torno da sua estrela (via Universidade do Arizona)
As representações da Via Láctea mostram um padrão espiralado de "braços" cheios de estrelas que se estendem para fora do centro. Padrões semelhantes foram observados nas nuvens rodopiantes de gás e poeira que rodeiam algumas estrelas jovens - sistemas planetários em formação. Estes chamados discos protoplanetários, que são os locais de nascimento de planetas jovens, são de interesse para os cientistas porque fornecem vislumbres do que o Sistema Solar poderá ter sido na sua infância e de como os planetas se podem formar em geral. Há muito que os cientistas pensam que os braços espirais nestes discos podem ser causados por planetas nascentes, mas nenhum tinha sido detetado até agora. Ler fonte
 
   

Álbum de fotografias
Vénus no Ultravioleta, pela Akatsuki

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: JAXAEquipa do Projeto Planet-C; Reconhecimento - Mehmet Hakan Özsaraç
 
Porque é que Vénus é tão diferente da Terra? Para ajudar a descobrir, o Japão lançou a nave espacial robótica Akatsuki, que entrou em órbita de Vénus no final de 2015, após uma aventura não planeada de cinco anos à volta do Sistema Solar interior. Apesar de a Akatsuki ter ultrapassado o seu tempo de vida originalmente planeado, a nave espacial e os instrumentos estavam a funcionar tão bem que grande parte da sua missão original foi retomada. Também conhecida como Venus Climate Orbiter, os instrumentos da Akatsuki investigaram desconhecidos sobre o planeta irmão da Terra, incluindo se os vulcões ainda estão ativos, se ocorrem relâmpagos na densa atmosfera e porque é que as velocidades dos ventos excedem em muito a velocidade de rotação do planeta. Na imagem em destaque, obtida pela câmara UVI da Akatsuki, vê-se o lado diurno de Vénus com um padrão de nuvens em forma de V à escala do planeta. A imagem apresenta três cores ultravioletas e indica uma queda na abundância relativa de dióxido de enxofre, visto a ténue azul. A análise das imagens e dados da Akatsuki mostrou, entre outras descobertas, que Vénus tem um jato equatorial semelhante à corrente de jato da Terra.
 
   
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