NOITES ASTRONÓMICAS EM FARO
O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva de Tavira, uma observação da Lua. A sesssão astronómica é gratuita. Participe! Data: 15 de novembro de 2024 Hora: 18:00 - 20:00 Local: Jardim Manuel Bivar/Marina
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Informações: 289 890 920
969 523 661 | info@ccvalg.pt
OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA EM TAVIRA
O Centro Ciência Viva de Tavira irá realizar, em conjunto com o Centro Ciência Viva do Algarve, uma observação do Sol. A sesssão de observação é gratuita. Participe! Data: 29 de novembro de 2024 Hora: 10:00 - 12:00 Local: Ponte Romana em Tavira Coordenadas GPS: 37.12535, -7.646739
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas. Informações: 281 326 231
924 452 528 | geral@cvtavira.pt
EFEMÉRIDES
DIA 12/11: 317.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1965, é lançada a sonda Venera 2 (USSR), com objectivo Vénus.
Em 1980, a sonda Voyager 1 faz a sua maior aproximação de Saturno.
Em 1981, lançamento STS-2 do vaivém Columbia, marcando a primeira vez que um veículo tripulado é lançado para o espaço duas vezes.
Em 2014, o "lander" Philae, libertado pela sonda Rosetta da ESA, alcança a superfície do Cometa 67P/C-G. HOJE, NO COSMOS:
Olhe para a esquerda da constelação de Lira e, a cerca de punho e meio à distância do braço esticado de Vega, está Albireo, de terceira magnitude, o bico de Cisne. Este é um dos binários mais lindos e coloridos para telescópios pequenos: uma estrela com um pálido tom dourado e a outra azulada, magnitudes 3,2 e 4,7, separação de 35 segundos de arco.
Aproximadamente na mesma direção, mas mais longe, encontre Tarazed, de terceira magnitude, e, logo depois, Altair de primeira magnitude.
DIA 13/11: 318.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1833, deu-se a Grande Chuva de Meteoros das Leónidas.
Durante as quatro horas que antecederam o nascer-do-dia, os detritos do cometa Tempel-Tuttle iluminaram o céu noturno, causando pânico a quem os observava.
Em 1999, a falha de um quarto giroscópio deixa em maus lençóis o Telescópio Espacial Hubble até que o encontro SM3A (missão STS-103 do vaivém espacial) o repara a 20 de dezembro de 1999.
Em 2015, WT1190F, um satélite temporário da Terra, impacta a sudeste do Sri Lanka. HOJE, NO COSMOS:
Quando Fomalhaut estiver o mais alta a sul, pelas 20 horas, e, já agora, com o planeta Saturno mais para cima, isso quer dizer que as Guias da Estrela Maior estão à mesma altura a norte, para baixo da Polar.
E que as primeiras estrelas de Orionte estão prestes a subir acima do horizonte a este (para observadores a latitudes médias norte). Começando com o nascer
de Betelgeuse, demora cerca de uma hora até que a figura principal de Orionte se situe completamente acima do horizonte.
DIA 14/11: 319.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1930, nascimento de Edward Higgins White, o primeiro americano a passear no espaço durante a missão Gemini 4.
Em 1969, lançamento da Apollo 12 às 11:22 EST do Centro Espacial Kennedy. A segunda aterragem lunar teve lugar no Oceano das Tempestades, perto do local de aterragem da Surveyor 3.
Em 1971, programa Mariner: a Mariner 9 chega a Marte, tornando-se na primeira sonda a orbitar outro planeta.
Em 2003, os astrónomos Michael E. Brown, Chad Trujillo e David L. Rabinowitz descobrem 9033 Sedna, um objeto trans-Neptuniano. HOJE, NO COSMOS:
Assim que as estrelas começarem a aparecer, o Grande Quadrado de Pégaso está ainda alto e apoiado num canto a sudeste. Está a cerca de três punhos à distância do braço esticado para cima e para a direita da Lua. Mas, em aproximadamente uma hora, gira para ficar nivelado como uma caixa alta a sul.
Um "marco" do céu, a não esquecer: o lado oeste (direito) do Grande Quadrado aponta para baixo até perto da estrela Fomalhaut, de primeira magnitude, passando este ano também por Saturno.
O lado este do Quadrado aponta para a estrela de segunda magnitude, Beta Ceti (Diphda) - não tão diretamente, não tão distante.
Estudo examina os efeitos das marés nos interiores de planetas e luas
A superfície intrigante e fascinante da lua gelada de Júpiter, Europa, aparece em grande nesta vista a cores recentemente processada, feita a partir de imagens obtidas pela nave espacial Galileo da NASA no final da década de 1990. Esta é a vista a cores de Europa obtida pela Galileo que mostra a maior parte da superfície da lua com a mais alta resolução.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Instituto SETI
Cientistas apoiados pela NASA desenvolveram um novo método para calcular a forma como as marés afetam os interiores de planetas e luas. É importante salientar que o novo estudo analisa os efeitos das marés em objetos que não têm uma estrutura interior perfeitamente esférica, o que é um pressuposto da maioria dos modelos anteriores.
As marés referem-se às deformações sofridas pelos corpos celestes quando interagem gravitacionalmente com outros objetos. Pense-se na forma como a poderosa gravidade de Júpiter puxa a sua lua Europa. Como a órbita de Europa não é circular, a pressão da gravidade de Júpiter sobre a lua varia à medida que esta viaja ao longo da sua órbita. Quando Europa está mais próxima de Júpiter, a gravidade do planeta é mais sentida. A energia desta deformação é o que aquece o interior de Europa, permitindo a existência de um oceano de água líquida sob a superfície gelada da lua.
Nesta animação, Europa é vista em corte ao longo de dois ciclos da sua órbita de 3,5 dias em torno do planeta gigante Júpiter. Tal como a Terra, pensa-se que Europa tem um núcleo de ferro, um manto rochoso e um oceano de água salgada. Ao contrário da Terra, no entanto, este oceano é suficientemente profundo para cobrir toda a lua e, estando longe do Sol, a superfície do oceano está globalmente congelada. A órbita de Europa é excêntrica, o que significa que, à medida que viaja à volta de Júpiter, grandes marés, criadas por Júpiter, sobem e descem. A posição de Júpiter em relação a Europa também é vista a vibrar, ou oscilar, com o mesmo período. Este "amassar" das marés provoca um aquecimento por fricção dentro de Europa, da mesma forma que um clip de papel dobrado para trás e para a frente pode ficar quente ao toque, como ilustrado pelo brilho vermelho no interior do manto rochoso de Europa e na parte inferior e mais quente da sua concha de gelo. Este aquecimento provocado pelas marés é o que mantém o oceano de Europa líquido e pode revelar-se crítico para a sobrevivência de organismos simples no interior do oceano, caso existam. O planeta gigante Júpiter está agora a girar de oeste para leste, embora mais lentamente do que o seu ritmo real.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
"O mesmo se passa com a lua de Saturno, Encélado", diz o coautor Alexander Berne, do Caltech em Pasadena e colaborador do JPL da NASA no sul da Califórnia, EUA. "Encélado tem uma concha de gelo que se espera ser muito mais não-esfericamente simétrica do que a de Europa".
As marés sofridas pelos corpos celestes podem afetar a forma como os mundos evoluem ao longo do tempo e, em casos como Europa e Encélado, a sua potencial habitabilidade para a vida tal como a conhecemos. O novo estudo fornece um meio para estimar com maior precisão a forma como as forças de maré afetam os interiores dos planetas.
O artigo científico, publicado na revista The Planetary Science Journal, também discute a forma como os resultados do estudo podem ajudar os cientistas a interpretar as observações efetuadas por missões a uma variedade de mundos diferentes, desde Mercúrio, à Lua e aos planetas exteriores do nosso Sistema Solar.
Astrofísicos usam ecos de luz para iluminar buracos negros
Devido à lente gravitacional, os fotões de um único flash de luz perto de um buraco negro seguem caminhos sinuosos. Alguns seguem a trajetória da linha azul, onde tomam um caminho direto para o observador. Outros orbitam em torno do buraco negro uma vez, seguindo a trajetória da linha vermelha tracejada. Outros ainda orbitam o buraco negro duas vezes, seguindo a linha tracejada verde. Como os diferentes caminhos têm diferentes atrasos temporal, os fotões chegam um a seguir ao outro em sequência, e o flash de luz original parecerá ecoar.
Crédito: George N. Wong
Uma equipa de astrofísicos, liderada por académicos do IAS (Institute for Advanced Study), desenvolveu uma técnica inovadora para procurar ecos de luz de buracos negros. O seu novo método, que facilitará a medição da massa e da rotação dos buracos negros, representa um grande passo em frente, uma vez que funciona independentemente de muitas das outras formas através das quais os cientistas sondaram estes parâmetros no passado.
A investigação, publicada na revista The Astrophysical Journal Letters, introduz um método que poderá fornecer evidências diretas de que os fotões circulam em torno dos buracos negros devido a um efeito conhecido como "lente gravitacional".
Uma lente gravitacional ocorre quando a luz passa perto de um buraco negro e a sua trajetória é distorcida pelo forte campo gravitacional do buraco negro. O efeito permite que a luz siga vários percursos desde uma fonte até um observador na Terra: alguns raios de luz podem seguir uma rota direta, enquanto outros podem dar a volta ao buraco negro uma vez - ou várias - antes de chegar a nós. Isto significa que a luz da mesma fonte pode chegar em alturas diferentes, resultando num "eco".
"O facto da luz circular à volta dos buracos negros, causando ecos, é uma teoria que existe há anos, mas esses ecos ainda não foram medidos", afirma o autor principal do estudo, George N. Wong, membro da Escola de Ciências Naturais do Instituto e investigador na Universidade de Princeton. "O nosso método fornece um plano para efetuar estas medições, que poderão revolucionar a nossa compreensão da física dos buracos negros".
A técnica permite que as fracas assinaturas de eco sejam isoladas da luz direta mais forte captada por telescópios interferométricos bem conhecidos, como o EHT (Event Horizon Telescope). Tanto Wong como uma das suas coautoras, Lia Medeiros, professora na Escola de Ciências Naturais do Instituto e bolseira Einstein da NASA na Universidade de Princeton, trabalharam extensivamente como parte da Colaboração EHT.
Para testar a sua técnica, Wong e Medeiros, trabalhando em conjunto com James Stone, Professor na Escola de Ciências Naturais, e Alejandro Cárdenas-Avendaño, bolseiro no Laboratório Nacional de Los Alamos e anteriormente associado à Universidade de Princeton, efetuaram simulações de alta resolução que tiraram dezenas de milhares de "instantâneos" de luz a viajar à volta de um buraco negro supermassivo semelhante ao que se encontra no centro da galáxia M87 (M87*), que se situa a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra. Utilizando estas simulações, a equipa demonstrou que o seu método podia inferir diretamente o período de atraso do eco nos dados simulados. Acreditam que a sua técnica será aplicável a outros buracos negros, para além de M87*.
"Este método não só poderá confirmar quando a luz que orbita um buraco negro foi medida, mas também fornecerá uma nova ferramenta para medir as propriedades fundamentais do buraco negro", explica Medeiros.
Compreender estas propriedades é importante. "Os buracos negros desempenham um papel significativo na evolução do Universo", afirma Wong. "Embora nos concentremos frequentemente na forma como os buracos negros puxam as coisas para dentro, eles também expelem grandes quantidades de energia para o seu ambiente. Desempenham um papel importante no desenvolvimento das galáxias, afetando como, quando e onde se formam as estrelas e ajudando a determinar como a estrutura da própria galáxia evolui. Conhecer a distribuição da massa e da rotação dos buracos negros, e a forma como essa distribuição se altera ao longo do tempo, melhora muito a nossa compreensão do Universo".
Medir a massa ou a rotação de um buraco negro é complicado. A natureza do disco de acreção, nomeadamente a estrutura giratória de gás quente e outra matéria que espirala para dentro em direção a um buraco negro, pode "confundir" a medição, observa Wong. No entanto, os ecos de luz fornecem uma medição independente da massa e da rotação, e a existência de múltiplas medições permite-nos produzir uma estimativa para esses parâmetros "em que podemos realmente acreditar", afirma Medeiros.
A deteção de ecos de luz poderá também permitir aos cientistas testar melhor as teorias da gravidade de Albert Einstein. Usando esta técnica, podemos encontrar coisas que nos fazem pensar "ei, isto é estranho!", acrescenta Medeiros. "A análise desses dados pode ajudar-nos a verificar se os buracos negros são de facto consistentes com a relatividade geral".
Os resultados da equipa sugerem que pode ser possível detetar ecos com um par de telescópios - um na Terra e outro no espaço - trabalhando em conjunto para realizar o que pode ser descrito como "interferometria de longa linha de base". Uma tal missão interferométrica só precisa de ser "modesta", afirma Wong. A sua técnica fornece um método prático e viável para recolher informações importantes e fiáveis sobre os buracos negros.
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Voyager 2, NASA
O gigante gelado Neptuno é ténue no céu noturno da Terra. Cerca de 30 vezes mais longe do Sol do que o nosso planeta, são necessários telescópios para vislumbrar o mundo obscuro e distante. No entanto, esta visão dramática da noite de Neptuno não é possível para os telescópios nas proximidades do planeta Terra. Ao olharem para fora do Sistema Solar interior, só conseguem ver o lado diurno de Neptuno. De facto, esta imagem do lado noturno, com o fino crescente de Neptuno ao lado do crescente da sua grande lua Tritão, foi captada pela Voyager 2. Lançada do planeta Terra em 1977, a nave espacial Voyager 2 passou perto do planeta mais exterior do Sistema Solar em 1989, olhando para Neptuno à noite, enquanto a nave robótica continuava a sua viagem para o espaço interestelar.
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