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EFEMÉRIDES
DIA 05/09: 248.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1977, era lançada a sonda Voyager 1.
Com um custo de 860 milhões de dólares (até à passagem por Neptuno), a missão foi uma "ninharia" considerando o vasto retorno científico de dados e conhecimento do Sistema Solar exterior.
Em 1984, o vaivém espacial Discovery completava o seu voo inaugural. HOJE, NO COSMOS:
A Lua brilha a sul-sudeste esta noite, numa linha entre Altair e Fomalhaut. Altair é a estrela brilhante a três ou quatro punhos à distância do braço esticado para cima do nosso satélite natural e um pouco para a sua direita. Fomalhaut, a Estrela de Outono, nasce um pouco depois do anoitecer dependendo da latitude do observador.
Imagine uma linha que vai de Altair, que passe pela Lua e continua na mesma direção. Essa linha ou vai atingir Fomalhaut ou o local, no horizonte, a observar para o nascer de Fomalhaut.
DIA 06/09: 249.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1892, nascia Edward Victor Appleton, físico inglês que em 1947 ganhou o Prémio Nobel da Física ao provar a existência da ionosfera em 1924.
Em 1899, era fundada a Sociedade Astronómica e Astrofísica da América, agora com o nome Sociedade Astronómica Americana.
Em 1997 era descoberta a primeira lua irregular de Úrano, Caliban, por Brett J. Galdman (Instituto Canadiano para a Astrofísica Teórica), Philip D. Nicholson (Universidade de Cornell), Joseph A. Burns (Universidade de Cornell) e JJ Kavelaars (Universidade McMaster).
Estavam usando o telescópio Hale de 5 metros do monte Palomar. Úrano tem 29 luas conhecidas. HOJE, NO COSMOS:
A Lua forma, esta noite, um triângulo isósceles (dois lados iguais) com Saturno para a esquerda e um pouco para baixo e com Fomalhaut à mesma distância mas para baixo e um pouco para a direita. Com o avançar da noite, o triângulo sobe enquanto gira no sentido dos ponteiros do relógio.
DIA 07/09: 250.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1914, nascia James Van Allen, cientista americano, instrumental no estabelecimento do campo da pesquisa magnetosférica no espaço.
As cinturas de Van Allen têm o seu nome.
Em 1995, lançamento da missão STS-69 do vaivém espacial Endeavour. Foi o 100.º voo espacial bem sucedido da NASA. HOJE, NO COSMOS:
Lua Cheia, pelas 19:09. Saturno encontra-se cerca de 8 ou 10º para trás (esquerda).
Eclipse lunar total, visível das partes mais a este de África, do Médio Oriente, Ásia e partes ocidentais da Austrália. Em Portugal, quando a Lua nasce já o eclipse está em andamento.
No entanto, será possível observar o fim da fase máxima e a segunda fase do eclipse parcial e penumbral. O eclipse termina pelas 21:55.
DIA 08/09: 251.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1966 estreia a série televisiva "Star Trek", inspirando o interesse de uma geração pelo espaço, astronomia, tecnologia, efeitos especiais e sistemas sociais alternativos.
Em 1967, lançamento da sonda Surveyor 5. Aterrou no Mar da Tranquilidade 3 dias depois e enviou mais de 19.000 imagens para a Terra.
Em 1999, passagem mais próxima do asteroide699 Hela pela Terra (0,644 UA).
Em 2000, lançamento da missão STS-106 do vaivém Atlantis.
Em 2004, a sonda Genesis da NASA colide com a Terra quando o seu pára-quedas falha em abrir.
Em 2016, a NASA lança a OSIRIS-REx, a primeira missão de recolha de amostras de um asteroide da agência espacial. A sonda visitou 101955 Bennu e regressou em setembro de 2023 à Terra com amostras do astro. HOJE, NO COSMOS:
Observe novamente a Lua. O ponto brilhante logo para a sua direita e um pouco para baixo é o planeta Saturno.
Erupções solares são 6 vezes mais quentes do que se pensava
A SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA capturou esta imagem de uma erupção solar - o clarão brilhante na parte superior esquerda da imagem - a 20 de abril de 2022. A imagem mostra um subconjunto de luz ultravioleta extrema que destaca o material extremamente quente nas erupções, e que é colorido em amarelo.
Crédito: SDO/NASA
Uma nova investigação propôs que as partículas das erupções solares são 6,5 vezes mais quentes do que se pensava e forneceu uma solução inesperada para um mistério com 50 anos sobre a nossa estrela mais próxima.
As erupções solares são súbitas e enormes libertações de energia na atmosfera exterior do Sol que aquecem partes da mesma a mais de 10 milhões de graus. Estes eventos dramáticos aumentam consideravelmente os raios X solares e a radiação que chega à Terra e são perigosos para as naves espaciais e para os astronautas, além de afetarem a atmosfera superior do nosso planeta.
A investigação, publicada na revista The Astrophysical Journal Letters, analisou evidências de como as erupções aquecem o plasma solar a mais de 10 milhões de graus. Este plasma solar é constituído por iões e eletrões. A nova investigação argumenta que os iões das erupções solares, partículas de carga positiva que constituem metade do plasma, podem atingir mais de 60 milhões de graus.
Analisando os dados de outras áreas de investigação, a equipa, liderada pelo Dr. Alexander Russell, professor de Teoria Solar da Escola de Matemática e Estatística da Universidade de St. Andrews, apercebeu-se de que é muito provável que as erupções solares aqueçam mais os iões do que os eletrões.
O tamanho de uma erupção solar no limbo solar, em comparação com o planeta Terra.
Crédito: Alexander Russell (Universidade de St. Andrews), SDO/NASA
O Dr. Russell disse: "Ficámos entusiasmados com as recentes descobertas de que um processo chamado reconexão magnética aquece os iões 6,5 vezes mais do que os eletrões. Esta parece ser uma lei universal e foi confirmada no espaço próximo da Terra, no vento solar e em simulações de computador. No entanto, até agora ninguém tinha relacionado o trabalho nesses campos com as erupções solares".
"A física solar tem historicamente assumido que os iões e os eletrões devem ter a mesma temperatura. No entanto, ao refazer os cálculos com dados modernos, descobrimos que as diferenças de temperatura entre iões e eletrões podem durar até dezenas de minutos em partes importantes das erupções solares, abrindo caminho para considerar pela primeira vez iões superquentes".
"Além disso", acrescentou, "a nova temperatura dos iões corresponde bem à largura das linhas espetrais das erupções, o que pode resolver um mistério astrofísico que se mantém há quase meio século".
Desde a década de 1970 que se coloca a questão de saber por que razão as linhas espetrais das erupções, que são aumentos brilhantes da radiação solar em "cores" específicas no ultravioleta extremo e em raios X, são mais largas do que o esperado. Historicamente, pensava-se que este facto só poderia ser devido a movimentos turbulentos, mas essa interpretação tem estado sob pressão à medida que os cientistas tentam identificar a natureza da turbulência. Após quase 50 anos, o novo trabalho defende uma mudança de paradigma em que a temperatura dos iões pode dar um grande contributo para explicar as enigmáticas larguras de linha nos espetros das erupções solares.
Juno deteta a última assinatura auroral das quatro maiores luas de Júpiter
A Juno a capturar as "marcas", em Júpiter, de todas as quatro luas galileanas. As auroras relacionadas com cada uma das luas estão identificadas como Io, Eur (de Europa), Gan (de Ganimedes) e Cal (de Calisto).
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/equipa UVS/MSSS/Gill/Jónsson/Perry/Hue/Rabia
Júpiter possui as auroras mais brilhantes e espetaculares do Sistema Solar. Perto dos seus polos, estas luzes cintilantes oferecem um vislumbre da forma como o planeta interage com o vento solar e com as luas "varridas" pelo campo magnético de Júpiter. Ao contrário das auroras da Terra, as maiores luas de Júpiter criam as suas próprias assinaturas aurorais na atmosfera do planeta - um fenómeno que a Lua da Terra não produz. Estas auroras induzidas pelas luas, conhecidas como "áreas de cobertura", revelam como cada lua interage com o seu ambiente espacial local.
Antes da missão Juno da NASA, três das quatro maiores luas de Júpiter, conhecidas como luas galileanas - Io, Europa e Ganimedes - produziam estas assinaturas aurorais distintas. Mas Calisto, a mais distante das luas galileanas, permanecia um mistério. Apesar de várias tentativas utilizando o Telescópio Espacial Hubble da NASA, a área de cobertura de Calisto tinha-se revelado elusiva, tanto por ser ténue como por se encontrar frequentemente sobre a oval auroral principal, mais brilhante, a região onde as auroras se manifestam.
A missão Juno da NASA, em órbita de Júpiter desde 2016, oferece vistas de perto sem precedentes destes espetáculos polares de luz. Mas para obter imagens da área de cobertura de Calisto, a oval auroral principal tem de estar afastada enquanto a região polar está a ser fotografada. E para utilizar o arsenal de instrumentos da Juno que estudam campos e partículas, a trajetória da nave espacial tem de a levar através da linha do campo magnético que liga Calisto a Júpiter.
Estes dois eventos ocorreram por acaso durante a 22.ª órbita da Juno em torno do planeta gigante, em setembro de 2019, revelando a área de cobertura auroral de Calisto e fornecendo uma amostra da população de partículas, ondas eletromagnéticas e campos magnéticos associados à interação.
O campo magnético de Júpiter estende-se muito para além das suas principais luas, criando uma vasta região (magnetosfera) envolvida e fustigada pelo vento solar proveniente do nosso Sol. Tal como as tempestades solares na Terra empurram as auroras boreais para latitudes mais meridionais, as auroras de Júpiter também são afetadas pela atividade do nosso Sol. Em setembro de 2019, um fluxo solar massivo e de alta densidade fustigou a magnetosfera de Júpiter, revelando brevemente - à medida que a oval auroral se movia em direção ao equador de Júpiter - uma assinatura ténue, mas distinta associada a Calisto. Esta descoberta confirma finalmente que todas as quatro luas galileanas deixam a sua marca na atmosfera de Júpiter e que as áreas de cobertura auroral de Calisto são muito parecidas com as das suas irmãs, completando assim o retrato de família das assinaturas aurorais das luas galileanas.
Uma equipa internacional de cientistas liderada por Jonas Rabia, do IRAP (Institut de Recherche en Astrophysique et Planétologie), CNRS, CNES, em Toulouse, França, publicou o seu artigo científico sobre a descoberta na revista Nature Communications no passado dia 1 de setembro de 2025.
As estrelas massivas preferem viver em pares mesmo em galáxias com baixa metalicidade
Impressão de artista de um sistema binário no qual uma estrela compacta rouba matéria da sua companheira.
Crédito: ESO/L. Calçada
Estrelas massivas em galáxias pobres em metais têm frequentemente parceiras próximas, tal como as estrelas massivas da nossa Via Láctea, rica em metais. Os astrónomos utilizaram o VLT (Very Large Telescope) no Chile para monitorizar a velocidade de estrelas massivas na Pequena Nuvem de Magalhães. A investigação foi publicada na revista Nature Astronomy.
Sabe-se há já 20 anos que muitas estrelas massivas da Via Láctea, galáxia esta rica em metais, têm um parceiro. Nos últimos anos, tornou-se claro que a interação entre estas parceiras é importante para a evolução das estrelas massivas. No entanto, até agora, os astrónomos não tinham a certeza se as estrelas massivas em galáxias pobres em metais poderiam também fazer parte de um sistema binário. Agora, verifica-se que é de facto esse o caso.
Máquina do tempo
"Usámos a Pequena Nuvem de Magalhães como uma máquina do tempo", explica Hugues Sana da KU Leuven (Bélgica). "A Pequena Nuvem de Magalhães tem um ambiente de metalicidade representativo do das galáxias distantes, quando o Universo tinha apenas alguns milhares de milhões de anos".
"O estudo de estrelas massivas fora da Via Láctea é difícil porque as estrelas estão muito longe e recebemos pouca luz delas", dizem Tomer Shenar e Julia Bodensteiner, que lideram em conjunto o projeto BLOeM (Binarity at LOw Metallicity), das Universidades de Amesterdão (Países Baixos) e Tel-Aviv (Israel), do qual este trabalho deriva. Os investigadores utilizaram o espetrógrafo FLAMES no VLT do ESO, no Chile. O FLAMES tem 132 fibras óticas, cada uma das quais pode ser direcionada para uma estrela diferente, que pode então ser observada simultaneamente.
Estrelas massivas na Pequena Nuvem de Magalhães. Das estrelas estudadas, 70 por cento (os diamantes cor-de-laranja) parecem acelerar e desacelerar. Isto indica a presença de uma parceira.
Crédito: ESO/Sana et al.
Acelerar e desacelerar
Durante um período de 3 meses, os investigadores observaram a aceleração e a desaceleração de 139 estrelas massivas do tipo O em 9 momentos diferentes. Estas estrelas têm entre 15 e 60 vezes a massa do nosso Sol. São quentes, brilham intensamente e terminam as suas vidas em explosões de supernova. No processo, o núcleo da estrela colapsa num buraco negro. Os resultados mostram que mais de 70 por cento das estrelas observadas aceleram e desaceleram. Este é um sinal de uma parceira próxima.
"O facto de as estrelas massivas da Pequena Nuvem de Magalhães terem uma parceira sugere que as primeiras estrelas do Universo, que suspeitamos serem também massivas, também tinham parceiras", diz Gonzalo Holgado, investigador de pós-doutoramento no IAC (Instituto de Astrofísica de Canarias) e coautor do artigo científico. "Talvez alguns desses sistemas acabem como dois buracos negros a orbitarem-se um ao outro. É um pensamento excitante", diz Michael Abdul-Masih, pós-doutorado que em breve se juntará ao Departamento de Astrofísica da ULL (Universidad de La Laguna).
Os investigadores planearam observar as mesmas estrelas mais dezasseis vezes num futuro próximo. O seu objetivo é reconstruir as órbitas precisas das estrelas binárias, determinar as massas dos seus componentes e estudar a natureza e as propriedades da estrela companheira.
"Utilizando as nossas medições, os cosmólogos e astrofísicos que estudam o Universo jovem e pobre em metais poderão então basear-se no nosso conhecimento das estrelas binárias massivas com maior confiança", conclui Sara R. Berlanas, investigadora de pós-doutoramento na ULL, que também participou no estudo.
Os campos magnéticos no Universo infantil podem ter sido milhares de milhões de vezes mais fracos do que um íman de frigorífico (via SISSA)
Os campos magnéticos que se formaram nas fases iniciais do Universo podem ter sido milhares de milhões de vezes mais fracos do que um pequeno íman de frigorífico, com forças comparáveis ao magnetismo gerado pelos neurónios no cérebro humano. No entanto, apesar dessa fraqueza, vestígios quantificáveis da sua existência ainda permanecem na teia cósmica, as estruturas cósmicas visíveis ligadas por todo o Universo. Estas conclusões resultam de um estudo que utilizou cerca de um quarto de milhão de simulações em computador. Ler fonte
Solar Orbiter segue o rasto dos eletrões superrápidos até ao Sol (via ESA)
O Sol é o acelerador de partículas mais energético do Sistema Solar - acelera os eletrões até quase à velocidade da luz e atira-os para o espaço, inundando o Sistema Solar com os chamados "Eletrões Energéticos Solares" (EESs). Os investigadores utilizaram agora a Solar Orbiter para localizar a fonte destes eletrões energéticos e relacionar o que vemos no espaço com o que está realmente a acontecer no Sol. Encontraram dois tipos de EESs com histórias claramente distintas: um ligado a intensas erupções solares (explosões de pequenas manchas da superfície do Sol) e outro a grandes erupções de gás quente da atmosfera do Sol (conhecidas como "ejeções de massa coronal" ou EMCs). Ler fonte
Álbum de fotografias Calisto: Bola de Gelo Suja e "Maltratada"
A sua superfície é a mais densamente craterada do Sistema Solar - mas o que é que está no interior? A lua de Júpiter, Calisto, é uma bola de gelo suja e "maltratada", ligeiramente mais pequena do que o planeta Mercúrio. Foi visitada pela sonda Galileo da NASA nas décadas de 1990 e 2000, mas a imagem em destaque, recentemente reprocessada, é de uma passagem da Voyager 2 da NASA em 1979. A lua pareceria mais escura se não fosse a tapeçaria de gelo fraturado à superfície, de cor clara, criada por éones de impactos. O interior de Calisto é potencialmente ainda mais interessante porque nele pode existir uma camada interna de água líquida. Este potencial mar subterrâneo é um candidato a albergar vida - à semelhança das luas irmãs Europa e Ganimedes. Calisto é maior do que a Lua da Terra, e mesmo com o seu elevado teor de gelo é ainda mais massiva. As missões JUICE da ESA e Europa Clipper da NASA dirigem-se agora para Júpiter para investigar melhor as suas maiores luas.
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