MANHÃS ASTRONÓMICAS EM FARO
O Centro Ciência Viva do Algarve irá realizar uma sessão de observação do Sol na seguinte data: Data: 24 de outubro de 2025 Hora: 10:30 - 12:00 Local: Jardim Manuel Bívar, junto à marina
A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas.
A sessão é gratuita e não sujeita a marcação.
Participe! Informações: 289 890 920 | info@ccvalg.pt
EFEMÉRIDES
DIA 10/10: 283.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1731 nascia Henry Cavendish, cientista britânico famoso pela sua descoberta do hidrogénio e pela sua medição da densidade da Terra.
Em 1846, Tritão, a maior lua de Neptuno, é descoberta pelo astrónomo inglês William Lassell.
Em 1960, a sonda soviética Mars 1960A falha a atingir órbita terrestre.
Em 1967 entra em ação o Tratado Espacial, assinado a 27 de janeiro desse ano por mais de sessenta nações. HOJE, NO COSMOS:
Esta é a altura do ano em que, pouco depois do cair da noite, a constelação em forma de W, Cassiopeia, apoia-se verticalmente a nordeste - e quando, para a sua esquerda a norte, a pequena e ténue constelação de Ursa Menor estende-se diretamente para a esquerda da Polar.
DIA 11/10: 284.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1758, nascia Heinrich Wilhelm Matthias Olbers, astrónomo e físico alemão, descobridor de Pallas e Vesta.
Em 1958, lançamento da sonda Pioneer 1 (a sonda cai para a Terra e é destruída).
Em 1968, lançamento da Apollo 7, a primeira missão tripulada do programa Apollo.
Em 1984, a astronauta Kathryn D. Sullivan, da missão STS-41G, torna-se na primeira mulher a fazer um passeio espacial.
Em 2000, lançamento da missão STS-92 do vaivém Discovery, a centésima do programa dos vaivéns espaciais.
Em 2018, a Soyuz MS-10, que lançava uma tripulação para a ISS, sofre problemas durante a ida. A tripulação aterra em segurança. HOJE, NO COSMOS:
Com o avançar do mês de outubro, Deneb substituiu Vega como a estrela brilhante mais perto do zénite após o cair da noite para observadores a latitudes médias norte. E, assim sendo, Capricórnio substituiu Sagitário como a constelação zodiacal baixa a sul.
DIA 12/10: 285.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1964, lançamento do Voskhod 1, a primeira missão com uma tripulação de várias pessoas e o primeiro voo sem fatos espaciais.
Em 1994, destruição da Magalhães na atmosfera de Vénus.
Em 2005, segundo voo espacial da China. O Shenzhou 6 transportou dois astronautas durante cinco dias em órbita. HOJE, NO COSMOS:
Antes do amanhecer, a Lua, quase em Quarto Minguante, está a aproximar-se de Júpiter, Pollux, Castor da perspetiva do céu da Terra.
DIA 13/10: 286.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1773, Charles Messier descobria a Galáxia do Rodamoinho (M51).
Em 1884, Greenwich, em Londres, Inglaterra, é estabelecida como o meridiano de longitude para a Hora Universal.
Em 1892 (noite de 13 para 14), Edward Emerson Barnard descobre D/1892 T1, o primeiro cometa descoberto por meios fotográficos.
Em 1933, criação da Sociedade Interplanetária Britânica. HOJE, NO COSMOS:
Repita a observação da Lua de ontem (antes do amanhecer) e constate que
o nosso satélite natural está mais perto de Júpiter e do par Pollux e Castor de Gémeos.
Lua em Quarto Minguante, pelas 19:13.
Telescópio Webb revela estrela condenada escondida por trás de poeira
Esta imagem mostra uma vista combinada da galáxia espiral NGC 1637 pelo Webb e pelo Hubble , com a região de interesse no canto superior direito. Os restantes três painéis mostram uma vista detalhada de uma estrela supergigante vermelha antes e depois de ter explodido. A estrela não é visível na imagem do Hubble antes da explosão, mas aparece na imagem do Webb. A imagem de julho de 2025 pelo Hubble mostra o brilho do rescaldo da explosão.
Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, Charles Kilpatrick (Northwestern), Aswin Suresh (Northwestern)
Uma equipa de astrónomos liderada pela Northwestern University captou o vislumbre mais detalhado de uma estrela condenada antes de explodir.
Utilizando o Telescópio Espacial James Webb da NASA, a equipa internacional identificou, pela primeira vez, a estrela fonte de uma supernova, ou progenitora, em comprimentos de onda do infravermelho médio. Estas observações - combinadas com imagens de arquivo do Telescópio Espacial Hubble - revelaram que a explosão teve origem numa enorme estrela supergigante vermelha, envolta num inesperado manto de poeira.
A descoberta pode ajudar a resolver o mistério de décadas sobre a razão pela qual as supergigantes vermelhas massivas raramente explodem. Com efeito, os modelos teóricos preveem que as supergigantes vermelhas deveriam constituir a maioria das supernovas de colapso do núcleo. O novo estudo mostra que estas estrelas de facto explodem, mas estão simplesmente escondidas, no interior de espessas nuvens de poeira. Com as novas capacidades do Webb, os astrónomos podem finalmente penetrar a poeira para detetar estes fenómenos, fechando o fosso entre a teoria e a observação.
O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. Marca a primeira deteção da progenitora de uma supernova pelo Telescópio Espacial James Webb.
"Há várias décadas que temos tentado determinar exatamente o aspeto das explosões de estrelas supergigantes vermelhas", disse Charlie Kilpatrick, que liderou o estudo. "Só agora, com o JWST, temos finalmente a qualidade dos dados e das observações infravermelhas que nos permitem dizer com precisão o tipo exato de supergigante vermelha que explodiu e como era o seu ambiente imediato. Estávamos à espera que isto acontecesse - que uma supernova explodisse numa galáxia que o JWST já tivesse observado. Combinámos os dados do Hubble e do JWST para caracterizar completamente esta estrela pela primeira vez".
Especialista na vida e morte de estrelas massivas, Kilpatrick é professor assistente de investigação no Centro de Exploração Interdisciplinar e Investigação em Astrofísica da Universidade Northwestern. Aswin Suresh, estudante de física e astronomia, também na mesma instituição de ensino, é um dos principais coautores do artigo científico.
A progenitora mais vermelha e mais poeirenta alguma vez observada
Utilizando o ASAS-SN (All-Sky Automated Survey of Supernovae), os astrónomos detetaram pela primeira vez a supernova, designada SN 2025pht, no dia 29 de junho de 2025. A sua luz tinha viajado a partir de uma galáxia próxima chamada NGC 1637, localizada a 40 milhões de anos-luz da Terra.
Comparando imagens de NGC 1637 pelo Hubble e pelo Webb, antes e depois da explosão da estrela, Kilpatrick, Suresh e os seus colaboradores encontraram a estrela progenitora de SN 2025pht. Chamou imediatamente a atenção - extremamente brilhante e incrivelmente vermelha. Embora a estrela brilhasse cerca de 100.000 vezes mais do que o nosso Sol, a poeira circundante obscurecia grande parte dessa luz. O véu de poeira era tão espesso, de facto, que a estrela parecia mais de 100 vezes mais fraca no visível do que seria sem a poeira. Como a poeira bloqueou os comprimentos de onda mais curtos e azuis da luz, a estrela também apareceu surpreendentemente vermelha.
"É a supergigante vermelha mais vermelha e mais poeirenta que já vimos explodir como supernova", disse Suresh.
Estrelas massivas nas fases finais das suas vidas, as supergigantes vermelhas estão entre as maiores estrelas do Universo. Quando os seus núcleos colapsam, explodem como supernovas do Tipo II, deixando para trás ou uma estrela de neutrões ou um buraco negro. O exemplo mais conhecido de uma supergigante vermelha é Betelguese, a brilhante estrela avermelhada no ombro da constelação de Oríon.
"SN 2025pht é surpreendente porque apareceu muito mais vermelha do que quase todas as outras supergigantes vermelhas que vimos explodir como supernova", acrescentou Kilpatrick. "Isto diz-nos que as explosões anteriores podem ter sido muito mais luminosas do que pensávamos, porque não tínhamos a mesma qualidade de dados infravermelhos que o JWST pode agora fornecer".
Pistas escondidas na poeira
A "avalanche" de poeira pode ajudar a explicar porque é que os astrónomos têm tido dificuldade em encontrar supergigantes vermelhas progenitoras. As estrelas mais massivas que explodem como supernovas são os objetos mais brilhantes e luminosos do céu. Por isso, teoricamente, deveriam ser fáceis de detetar antes de explodirem. Mas não tem sido esse o caso.
Os astrónomos afirmam que as estrelas idosas mais massivas podem ser também as mais poeirentas. Estes espessos mantos de poeira podem obscurecer a luz das estrelas ao ponto de as tornar completamente indetetáveis. As novas observações do Webb apoiam esta hipótese.
"Tenho argumentado a favor desta interpretação, mas nem eu esperava ver um exemplo tão extremo como o de SN 2025pht", disse Kilpatrick. "Isso explicaria porque é que estas supergigantes mais massivas estão ausentes, porque tendem a ser mais poeirentas".
Para além da presença de poeira propriamente dita, a composição da poeira também foi surpreendente. Ao passo que as supergigantes vermelhas tendem a produzir poeira rica em oxigénio e silicato, a poeira desta estrela parecia rica em carbono. Isto sugere que uma convecção poderosa nos últimos anos da estrela pode ter extraído carbono do seu interior, enriquecendo a sua superfície e alterando o tipo de poeira que produziu.
"Os comprimentos de onda infravermelhos das nossas observações sobrepõem-se a uma característica importante da poeira de silicato que é característica de alguns espetros de supergigantes vermelhas", disse Kilpatrick. "Isto diz-nos que o vento era muito rico em carbono e menos rico em oxigénio, o que também é algo surpreendente para uma supergigante vermelha desta massa".
Uma nova era para as explosões estelares
O novo estudo marca a primeira vez que os astrónomos utilizam o Telescópio Webb para identificar diretamente a estrela progenitora de uma supernova, abrindo a porta a muitas outras descobertas. Ao captar luz em todo o espetro infravermelho próximo e médio, o Webb pode revelar estrelas ocultas e fornecer as peças que faltam do puzzle da vida e morte das estrelas mais massivas.
A equipa está agora à procura de supergigantes vermelhas semelhantes que possam, no futuro, explodir como supernovas. As observações efetuadas pelo futuro Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA podem ajudar nesta busca. O Roman terá a resolução, a sensibilidade e a cobertura infravermelha para ver estas estrelas e potencialmente testemunhar a sua variabilidade à medida que expulsam grandes quantidades de poeira perto do fim das suas vidas.
"Com o lançamento do JWST e o próximo lançamento do Roman, este é um momento excitante para estudar estrelas massivas e progenitoras de supernovas", disse Kilpatrick. "A qualidade dos dados e as novas descobertas que vamos fazer vão exceder tudo o que foi observado nos últimos 30 anos".
O cometa 3I/ATLAS observado pela ExoMars TGO. É a mancha branca e ligeiramente difusa que se move para baixo, perto do centro da imagem. Nesta animação, os cientistas juntaram várias exposições de cinco segundos para revelar o objeto interestelar.
Crédito: ESA/TGO/CaSSIS
Entre os dias 1 e 7 de outubro, as naves espaciais ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter) e Mars Express da ESA viraram os seus olhos para o cometa interestelar 3I/ATLAS, quando este passou perto de Marte.
De todas as naves espaciais da ESA, estes dois orbitadores marcianos tiveram a visão mais próxima do cometa. O intruso interestelar passou, no dia 3 de outubro, a 30 milhões de quilómetros do Planeta Vermelho.
Cada nave espacial utilizou a sua própria câmara para observar a passagem do cometa. Ambas as câmaras foram concebidas para fotografar a superfície brilhante de Marte, apenas algumas centenas a alguns milhares de quilómetros abaixo. Os cientistas não tinham a certeza do que esperar das observações de um alvo relativamente ténue e tão distante.
A ExoMars TGO captou a série de imagens mostradas no GIF acima com o seu instrumento CaSSIS (Colour and Stereo Surface Imaging System). O cometa 3I/ATLAS é a mancha branca e ligeiramente difusa que se move para baixo, perto do centro da imagem. É o centro do cometa, compreendendo o seu núcleo gelado e rochoso e a sua cabeleira circundante.
O CaSSIS não conseguiu distinguir o núcleo da cabeleira, porque o 3I/ATLAS estava demasiado longe. Fotografar este núcleo com um quilómetro de largura teria sido tão impossível como ver um telemóvel na Lua a partir da Terra.
Mas a cabeleira, com alguns milhares de quilómetros de diâmetro, é claramente visível. A cabeleira é criada à medida que o 3I/ATLAS se aproxima do Sol. O calor e a radiação do Sol estão a dar vida ao cometa, fazendo com que liberte gás e poeira, que se acumulam neste halo que rodeia o núcleo.
O tamanho total da cabeleira não pôde ser medido pelo CaSSIS porque o brilho da poeira diminui rapidamente com a distância ao núcleo. Isto significa que a cabeleira se dissipa no ruído da imagem.
Tipicamente, o material da cabeleira é arrastado para uma longa cauda, que pode crescer até milhões de quilómetros de comprimento à medida que o cometa se aproxima do Sol. A cauda é muito mais fraca do que a cabeleira. Não é possível ver a cauda nas imagens do CaSSIS, mas pode tornar-se mais visível em observações futuras, à medida que o cometa continua a aquecer e a libertar mais gelo.
Nick Thomas, investigador principal da câmara CaSSIS, explica: "Esta foi uma observação muito exigente para o instrumento. O cometa é cerca de 10.000 a 100.000 vezes mais fraco do que o nosso alvo habitual".
O trabalho continua
O 3I/ATLAS ainda não se revelou nas imagens da Mars Express, em parte porque estas foram tiradas com um tempo de exposição de apenas 0,5 segundos (o limite máximo da Mars Express) em comparação com os cinco segundos da ExoMars TGO.
Os cientistas vão continuar a analisar os dados de ambos os orbitadores, incluindo a junção de várias imagens da Mars Express para ver se conseguem detetar o ténue cometa.
Também tentaram medir o espetro de luz do cometa 3I/ATLAS usando os espetrómetros OMEGA e SPICAM da Mars Express e o espetrómetro NOMAD da ExoMars TGO. Atualmente é incerto se a cabeleira e a cauda eram suficientemente brilhantes para uma caracterização espetral.
Os cientistas vão continuar a analisar os dados ao longo das próximas semanas e meses para tentar descobrir mais sobre a composição do 3I/ATLAS e sobre o seu comportamento à medida que se aproxima do Sol.
Colin Wilson, cientista dos projetos Mars Express e ExoMars da ESA, afirma: "Embora os nossos orbitadores de Marte continuem a dar contributos impressionantes para a ciência de Marte, é sempre muito emocionante vê-los responder a situações inesperadas como esta. Estou ansioso por ver o que os dados revelam depois de mais análises".
Um visitante raro
Originário de fora do nosso Sistema Solar, o cometa 3I/ATLAS é apenas o terceiro cometa interestelar alguma vez observado, depois do 1I/'Oumuamua em 2017 e do 2I/Borisov em 2019.
Estes cometas são absolutamente alienígenas. Todos os planetas, luas, asteroides, cometas e formas de vida no nosso Sistema Solar partilham uma origem comum. Mas os cometas interestelares são verdadeiros forasteiros, transportando pistas sobre a formação de mundos muito para além do nosso.
O cometa 3I/ATLAS foi detetado pela primeira vez a 1 de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) em Río Hurtado, no Chile. Desde então, os astrónomos têm utilizado telescópios terrestres e espaciais para monitorizar o seu progresso e descobrir mais sobre o objeto.
Com base na sua trajetória, os astrónomos suspeitam que o 3I/ATLAS poderá ser o cometa mais antigo alguma vez observado. Poderá ser três mil milhões de anos mais velho do que o Sistema Solar, que já tem 4,6 mil milhões de anos.
O que é que se segue?
Datas de relevo para a história observacional do cometa 3I/ATLAS.
Crédito: ESA
No próximo mês, a ESA vai observar o cometa com a JUICE (Jupiter Icy Moons Explorer). Embora a JUICE esteja mais longe do 3I/ATLAS do que os orbitadores marcianos estiveram, verá o cometa logo após a sua maior aproximação ao Sol, o que significa que estará num estado mais ativo. A agência europeia não espera receber dados das observações da JUICE até fevereiro de 2026 devido à posição da nave espacial em relação ao Sol, que impede uma transmissão rápida destes dados.
Os errantes gelados como o 3I/ATLAS fornecem uma ligação rara e tangível com a nossa Galáxia em geral. Efetivamente visitar um deles ligaria a humanidade ao Universo a uma escala muito maior. Com este objetivo, a ESA está a preparar a missão Comet Interceptor.
A Comet Interceptor deverá ser lançada em 2029 para uma órbita de reserva, a partir da qual ficará à espera de um alvo adequado - um cometa imaculado da distante Nuvem de Oort, que rodeia o nosso Sistema Solar, ou, o que é improvável, mas altamente aliciante, um objeto interestelar como o 3I/ATLAS.
Michael Kueppers, cientista do projeto Comet Interceptor, explica: "Quando a Comet Interceptor foi selecionada em 2019, só conhecíamos um objeto interestelar - 1I/'Oumuamua, descoberto em 2017. Desde então, foram descobertos mais dois objetos deste tipo, mostrando uma grande diversidade na sua aparência. Visitar um deles poderá constituir um avanço na compreensão da sua natureza".
Embora seja improvável que venhamos a descobrir um objeto interestelar que possa ser alcançado pela Comet Interceptor, como primeira demonstração de uma missão de resposta rápida que aguarda no espaço pelo seu alvo, será uma precursora de possíveis missões futuras para intercetar estes visitantes misteriosos.
Sistema de alertas ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System): Página principal Wikipedia
Também em destaque
"Jogo da corda" cósmico: a gravidade reconfigura os campos magnéticos em enxames de estrelas (via NRAO)
Os astrónomos captaram a imagem mais clara de sempre da forma como as estrelas massivas nascem, revelando uma interação dramática entre a gravidade e os campos magnéticos em algumas das regiões de formação estelar mais dinâmicas da nossa Galáxia. Uma equipa utilizou o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para realizar o maior e mais detalhado estudo até à data dos campos magnéticos em 17 regiões onde se estão a formar enxames de estrelas massivas. Estas observações, que atingem apenas alguns milhares de unidades astronómicas (cerca de 10 vezes a distância do Sol a Plutão), oferecem a primeira visão estatística de como as forças invisíveis do magnetismo e da gravidade lutam e moldam a formação de estrelas nas profundezas de nuvens moleculares gigantes. Ler fonte
Foi uma das maiores e mais duradouras tempestades alguma vez registadas no nosso Sistema Solar. Observada pela primeira vez em finais de 2010, a formação de nuvens no hemisfério norte de Saturno começou por ser maior do que a Terra e rapidamente se espalhou por todo o planeta. A tempestade foi observada não só a partir da Terra, mas também de perto pela nave espacial Cassini, então em órbita de Saturno. Nesta imagem infravermelha e em cores falsas, obtida no início do ano seguinte, as cores laranja indicam nuvens profundas na atmosfera, enquanto as cores claras destacam nuvens mais altas. Os anéis de Saturno são vistos quase de lado, como a fina linha horizontal azul. As bandas escuras deformadas são as sombras dos anéis projetadas no topo das nuvens pelo Sol, situado fora da imagem na direção do canto superior esquerdo. Uma fonte de ruído rádio proveniente dos relâmpagos, pensava-se que a intensa tempestade estava relacionada com as mudanças sazonais aquando da chegada da primavera ao norte de Saturno. Após mais de seis meses de fúria, a icónica tempestade rodeou todo o planeta e depois tentou absorver a sua própria cauda - o que surpreendentemente a fez esmorecer.
Centro Ciência Viva do Algarve
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Telefone: 281 326 231
Telemóvel: 924 452 528
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