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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 655
De 15/06 a 17/06/2010
 
 
 

Dia 15/06: 166.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2000, cientistas descobrem açúcar no espaço.

A descoberta da molécula de açúcar, glicoaldeído, numa nuvem gigante de gás e poeira perto do centro da nossa Via Láctea, foi feita por cientistas usando o telescópio de 12 metros de Kitt Peak, no Arizona.
Em 2002, o asteróide 2002 MN passa pela Terra a 121.000 km, cerca de um-terço da distância entre a Terra e a Lua.
Observações: A 6 dias do começo oficial do Verão, o brilhante Escorpião nasce já a Sul-Sudeste após o anoitecer.
Caso não saiba, no céu antes do amanhecer encontra-se o cometa McNaught (C/2009 R1). Está na constelação de Perseu e com magnitude 5,8-5,9, logo convém usar binóculos para o observar.

Dia 16/06: 167.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1963, Valentina Tereshkova torna-se na primeira mulher a ir ao espaço, a bordo da nave soviética Vostok 6.

O seu voo solitário é ainda único. Vinte anos mais tarde, no dia 18, Sally Ride torna-se na primeira americana em órbita, a bordo do Space Shuttle.
Em 1999, maior aproximação do asteróide 1685 Toro pela Terra (0.757 UA).
Observações: Marte, Régulo e a Lua formam quase uma linha recta, baixos no horizonte a Oeste.

Dia 17/06: 168.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1909, A. Kopff descobria o asteróide Hagar (682).
Observações: Os três astros do dia anterior formam agora uma espécie de triângulo.

 
 
 
O termo "planeta" em grego significa "errante" e é uma reminiscência da antiguidade em que se pensava que a natureza dos corpos celestes era igual, mas em que havia sete corpos que pareciam mover-se relativamente aos outros corpos que eram fixos (as estrelas). Os errantes eram sete, a saber: o Sol (que não é um planeta), a Lua, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.
 
 
 
  HAYABUSA REGRESSA!  
 

A pequena e resistente sonda japonesa Hayabusa regressou finalmente à Terra após sete longos anos! A sua chegada foi espectacular, iluminando o céu do "Outback" australiano à medida que reentrava pela atmosfera.

A cápsula da Hayabusa aterrou pelas 15:00 horas (hora de Portugal) de dia 13 na Área Proibida de Woomera no Sul da Austrália. Um avião especialmente enviado pela NASA registou a espectacular entrada e o espectáculo de luzes dos detritos aquecidos devido à fricção com a atmosfera da Terra.

Uma imagem obtida pela NASA mostra a cápsula (direita) viajando na direcção da Terra após ter sido ejectada pela sonda Hayabusa (esquerda). Foi recolhida por cientistas no remoto deserto australiano.
Crédito: NASA
 

Nesta imagem, a própria sonda desfaz-se em bocados, enquanto o ponto mais pequeno para baixo e à direita é a cápsula que se separou da sonda 3 horas antes de alcançar a Terra e que posteriormente aterrou de pára-quedas. Espera-se que a cápsula contenha amostras do asteróide Itokawa.

A cápsula já foi recolhida e aparenta estar em bom estado. Será enviada para o Japão onde os cientistas a vão abrir e descobrir se realmente contém amostras ou não.

A Hayabusa, lançada em 2003, atravessou uma série de problemas técnicos ao longo da sua viagem de 5 mil milhões de quilómetros até ao asteróide Itokawa. Os cientistas da missão estavam muito ansiosos porque a sonda estava desenhada para apenas durar quatro anos e havia a preocupação da sua bateria durar o tempo extra ou do seu sistema de controlo avariar.

Um helicóptero descobriu a cápsula cerca de uma hora depois do seu regresso.
Crédito: JAXA
 

A agência espacial japonesa (JAXA) disse que mesmo apenas um grão de material do asteróide pode ser cortado em 100 ou mais amostras e que podem ser distribuídas globalmente para análise.

Para evitar qualquer contaminação das amostras por material cá na Terra, a cápsula permanecerá fechada até que chegue ao complexo Sagamihara da JAXA, perto de Tóquio. Será então vista a raios-X e limpa antes de ser aberta numa câmara especialmente desenhada, em vácuo. Estes testes poderão demorar semanas.

Ficaremos atentos a mais novidades da missão.

Links:

Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve:
04/11/05 - Apesar das imagens Hayabusa sofre retrocesso
22/11/05 - Hayabusa falha aterragem
29/11/05 - Missão Hayabusa com sucesso
13/12/05 - Missão Hayabusa provavelmente falhou
29/08/07 - Sonda Hayabusa recupera terceiro motor iónico
16/04/08 - Hayabusa pode nunca regressar à Terra
25/11/09 - Novas esperanças para valente missão japonesa
06/04/10 - Sonda Hayabusa chegará em breve à Terra

Notícias relacionadas:
Vídeo da reentrada da Hayabusa - 1 (via YouTube)
Vídeo da reentrada da Hayabusa - 2 (via YouTube)
Link do segundo vídeo mas com maior qualidade
SPACE.com
Universe Today
Discovery News
PHYSORG.com
Spaceflight Now
BBC News
SpaceRef
The Register
Diário de Notícias

Sonda Hayabusa:
JAXA
NASA
Universidade de Tohoku
Wikipedia

 
     
 
 
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  A Nebulosa da Medusa - Crédito: Bob Franke (Observatório Focal Pointe)  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Filamentos sinuosos e entrelaçados de gás brilhante sugerem o nome popular desta nebulosa, a Nebulosa da Medusa. Também conhecida como Abell 21, esta Medusa é uma velha nebulosa planetária a uns 1500 anos-luz de distância na direcção da constelação de Gémeos. Tal como o seu homónimo mitológico, a nebulosa está associada com uma transformação dramática. A fase de nebulosa planetária representa um estágio final na evolução de estrelas de baixa massa como o Sol, à medida que elas próprias se transformam de gigantes vermelhas a anãs brancas, no processo libertando as suas camadas superiores. A radiação ultravioleta da estrela quente alimenta o brilho nebular. A estrela da Nebulosa da Medusa está perto do centro da forma crescente. Nesta profunda e larga imagem telescópica, os filamentos mais ténues claramente prolongam-se para baixo e para a esquerda da região com o brilhante crescente. Estima-se que a Nebulosa da Medusa cubra uma área com 4 anos-luz de diâmetro.

 


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