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Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
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ASTROBOLETIM N.º 673
De 17/08 a 19/08/2010
 
 
 
 

Dia 17/08: 229.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1877 a lua de MartePhobos é observada pela primeira vez por Asaph Hall no Observatório Naval dos EUA
Em 1966 era lançada a sonda Pioneer 7.
Em 1970 a sonda soviética Venera 7 é lançada a partir do cosmódromo Baikonur. Chega a Vénus em 15 de Dezembro de 1970. É a primeira nave a enviar dados para a Terra. A Venera 7 teve também uma sonda gémea, lançada a 22 de Agosto, mas que permaneceu em órbita da Terra.
Em 1980, depois de 1400 órbitas em torno de Marte, a sonda Viking 1 foi desligada. Lançada a 25 de Agosto de 1975, a missão Viking revelou, na altura, as melhores imagens do planeta. Uma das suas fotografias mais famosas é a "Cara em Marte". 
Em 1999 passava pela Terra (1,166 km) a sonda Cassini sobre o lado Este do Pacífico Sul.

Este é um de 4 voos rasantes planetários (Vénus, Vénus, Terra e Júpiter), para uma assistência gravitacional em ordem à sonda chegar a Saturnoem 2004. Este voo rasante deu à Cassini um aumento de velocidade de 20,000 quilómetros por hora. As vozes contra a Cassini e o seu plutóniorespiraram de alívio.
Observações: Procure Antares perto da Lua esta noite. Estão a apenas 2º entre si.

Dia 18/08: 230.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1868 Norman Lockyer observa pela primeira vez hélio no espectro do Sol
Em 1985 era lançado o Suisei, a segunda missão japonesa a estudar o cometa Halley.

Detectou água cometária, monóxido de carbono e iões de dióxido de carbono
Observações: Esta noite a Lua forma um triângulo quase equilátero com Antares para a sua direita e a estrela da cauda de Escorpião, Shaula, para baixo.
Maior elongação Oeste de Vénus, pelas 16:11.

Dia 19/08: 231.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960, os cães espaciais russos Belka ("Squirrel") e Strelka ("Little Arrow") começaram a orbitar a Terra a bordo do satélite Korabl-Sputnik-2

Iam também na missão 40 ratos brancos, 2 ratos de esgoto e diversas qualidades de plantas. No dia seguinte todos foram recuperados em perfeitas condições.
Observações: Por estas noites, já é possível observar a Grande Galáxia de Andrómeda, a Este-Nordeste, tanto à vista desarmada (é necessário um bom céu) como de binóculos.

 
 
  O elemento hélio com número atómico Z=2 recebeu o seu nome por ter sido descoberto por espectroscopia no espectro da coroa solar durante um eclipse de Sol em 1868. Hélio deriva de Helios, a palavra grega para Sol.   
 
 
  DESCOBERTO ASTERÓIDE EM "ZONA MORTA" GRAVITACIONAL  
 

Existem locais no espaço onde a força gravitacional entre um planeta e o Sol equilibra-se, permitindo com que outros corpos se mantenham estáveis. Estes sítios são chamados de pontos de Lagrange. Já foram descobertos alguns asteróides troianos nestes pontos estáveis perto de Júpiter e Neptuno. Os troianos partilham a órbita do seu planeta e ajudam os astrónomos a melhor perceber como os planetas se formaram e como o Sistema Solar evoluíu. Agora, Scott Sheppard do Departamento de Magnetismo Terrestre do Instituto Carnegie e Chad Trujillo descobriram o primeiro asteróide troiano, 2008 LC18, numa região de estabilidade difícil-de-detectar de Neptuno, chamada ponto de Lagrange L5. Os cientistas usaram a descoberta para estimar a população de asteróides aí e para descobrir que é semelhante à população de asteróides no ponto L4 de Neptuno. Um artigo sobre a descoberta foi publicado na edição de 12 de Agosto da revista Science Express.

Sheppard explica: "As regiões de estabilidade L4 e L5 de Neptuno situam-se a cerca de 60 graus para a frente e para trás do planeta, respectivamente. Ao contrário dos outros três pontos de Lagrange, estas duas áreas são particularmente estáveis, por isso a poeira e outros objectos tendem a lá ficar. Descobrimos 3 dos 6 Troianos conhecidos da região L4 de Neptuno nos últimos anos, mas o ponto L5 é muito difícil de observar devido à linha de visão da região ficar perto do centro brilhante da nossa Galáxia.

Esquema que mostra as regiões de Lagrange em redor da órbita de Neptuno.
Crédito: Scott Sheppard
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas inventaram uma estratégia de observação única. Usando imagens de uma inspecção de todo o céu, identificaram locais nas regiões de estabilidade onde as nuvens de poeira da nossa Galáxia bloquearam a luz estelar de fundo do plano galáctico, providenciando uma janela observacional para os asteróides em frente. Descobriram o troiano da região L5 de Neptuno com o telescópio japonês de 8,2 metros, Subaru, no Hawaii, e determinaram a sua órbita com os telescópios Magalhães de 6,5 metros em Las Campanas, Chile.

"Nós estimamos que o novo Troiano de Neptuno tenha um diâmetro de aproximadamente 100 quilómetros e que existam cerca de 150 troianos de tamanho semelhante na região L5 de Neptuno," acrescenta Sheppard. "Coincide com as estimativas populacionais para a região L4. Isto torna os troianos de Neptuno na ordem dos 100 quilómetros mais numerosos do que os corpos na cintura de asteróides entre Marte e Júpiter. Existem menos troianos de Neptuno conhecidos simplesmente porque são muito ténues devido à distância da Terra."

Imagens da descoberta no asteróide troiano da região L5 de Neptuno.
Crédito: Scott Sheppard, Telescópio Subaru
 

O troiano da região L5 tem uma órbita muito inclinada em relação ao plano do Sistema Solar, tal como alguns na região L4. Isto sugere que foram capturados para estas regiões estáveis durante o princípio do Sistema Solar, quando Neptuno movia-se numa órbita muito diferente da de hoje. A captura ou foi através de uma lenta migração planetária ou à medida que os planetas gigantes assentavam nas suas órbitas, a sua atracção gravitacional pode ter capturado e "congelado" asteróides nestes locais. O Sistema Solar foi provavelmente um lugar muito mais caótico durante essa altura, com tantos corpos agitados em órbitas tão irregulares.

A região do espaço estudada também incluíu um volume através da qual a sonda New Horizons irá passar após o seu encontro com Plutão em 2015. A pesquisa foi suportada em parte pela missão New Horizons.

Links:

Notícias relacionadas:
Instituto Carnegie (comunicado de imprensa)
Science (requer subscrição)
Página de Scott Sheppard
Astronomy Now Online
PHYSORG.com
New Scientist
Discover
SpaceRef.com
National Geographic
BBC News
MSNBC

Neptuno:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

2008 LC18:
Wikipedia

Pontos de Lagrange:
Wikipedia
ESA

Asteróides Troianos:
Wikipedia

 
     
 
 
     
  Arp 286: Trio em Virgem - Crédito: Stephen Leshin  
  Foto  
  (clique na imagem para ver versão maior)  
     
 

Uma incrível composição telescópica em amarelo e azul, esta cena contém um trio de galáxias em interacção a quase 90 milhões de anos-luz de distância, na direcção da constelação de Virgem. À esquerda, duas estrelas da Via Láctea ecoam o brilho do trio galáctico, uma lembrança que as estrelas da nossa Galáxia são como aquelas nas distantes universos-ilha. Predominantemente amarela e com bonitos braços espirais e correntes de poeira, NGC 5566 é enorme, com cerca de 150.000 anos-luz de diâmetro. Mesmo para baixo está a pequena e azulada NGC 5569. Perto do centro, a terceira galáxia, NGC 5560, é multicolorida e aparentemente esticada e distorcida pela sua interacção com NGC 5566. O trio de galáxias está incluído no Atlas de Galáxias Peculiares feito por Halton Harp em 1966 como Arp 286. Claro, tais interacções cósmicas são agora tidas como uma parte comum da evolução das galáxias.

 


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