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Edição n.º 755
31/05 a 02/06/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 31/05: 151.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2001, a sonda Cassini completa o veu voo rasante por Júpiter e dirige-se para Saturno.

Imagens de despedida de um eclipse de Io mostram actividade auroral na atmosfera Ioniana. 
Observações: A estrela mais brilhante a Este por estas noite é Vega. Procure o pequeno triângulo-e-paralelograma da constelação Lira para baixo e para a sua direita.
Entretanto, o alinhamento planetário ao amanhecer continua crescer a Este, Júpiter sendo muito fácil de observar.

Dia 01/06: 152.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633 nascia Geminiano Montanari, astrónomo italiano, fabricante de lentes e proponente da abordagem experimental na Ciência.

É mais conhecido pela sua observação, por volta de 1667, que a segunda estrela mais brilhante de Perseu, Algol, variava em brilho.
Observações: Lua Nova, pelas 22:04.
Saturno (próximo de Porrima) e Espiga captam a atenção a Sul depois do pôr-do-Sol. Corvo está por baixo. Delta Corvi é uma estrela dupla, com magnitudes 3,0 e 9,2, e separação de 25 segundos de arco.

Dia 02/06: 153.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, a Surveyor 1 torna-se na primeira sonda a aterrar com sucesso noutro mundo, a Lua
Em 1983, era lançada a Venera 15, uma missão dupla (em conjunto com a Venera 16) com o objectivo de estudar e mapear a superfície de Vénus.

Em 2003, a sonda Mars Express, carregando o "lander" britânico, Beagle 2, é lançada num foguetão russo Soyuz-Fregat, a partir de Baikonur (Cazaquistão) às 17:45 GMT.
Observações: Saturno e Porrima estão agora separados 18 minutos de arco, praticamente o máximo do seu encontro. Embora pareçam vizinhos, Saturno está apenas a 76 minutos-luz da Terra, enquanto Porrima está a 39 anos-luz.

 
CURIOSIDADES


Ainda hoje, passados mais de 40 anos desde o envio de humanos à Lua, há quem acredite que é tudo uma teoria da conspiração.

 
GALÁXIAS 'MORTAS' NÃO ESTÃO ASSIM TÃO MORTAS

Astrónomos da Universidade de Michigan, nos EUA, examinaram galáxias velhas e ficaram surpreendidos ao descobrir que estão ainda a fabricar novas estrelas. Os resultados providenciam novos conhecimentos acerca de como as galáxias evoluem com o passar do tempo.

A investigadora Alyson Ford e o professor de astronomia Joel Bregman apresentam hoje os seus achados numa reunião da Sociedade Astronómica Canadiana em London, Ontario.

Usando o instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) a bordo do Telescópio Espacial Hubble, observaram estrelas individuais e jovens e enxames estelares em quatro galáxias a cerca de 40 milhões de anos-luz de distância.

Jovens estrelas e enxames estelares na galáxia elíptica 'morta', M105, detectadas usando o instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) no Telescópio Espacial Hubble.M105 é a galáxia no topo, à esquerda, numa imagem do SDSS. A região delineada no centro de M105 é ampliada para revelar a visão única da região central da galáxia, que é novamente ampliada para revelar jovens estrelas e enxames estelares (rodeadas pelos círculos). Estes sinais de formação estelar recente são inesperadas em galáxias velhas, 'mortas'.
Crédito: H. Alyson Ford e Joel N. Bregman; NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Os cientistas pensavam que estas galáxias estavam 'mortas' e que há muito que tinham deixado de produzir novas estrelas," afirma Ford. "Mas mostrámos que estão ainda vivas, embora formando estrelas a um nível muito baixo."

As galáxias geralmente são de dois tipos: espirais, como a nossa Via Láctea, e elípticas. As estrelas nas galáxias elípticas situam-se num disco que também contém gás denso e frio, a partir do qual novas estrelas se formam regularmente a uma velocidade de cerca de um Sol por ano.

As estrelas nas galáxias elípticas, por outro lado, têm quase todas milhares de milhões de anos. Estas galáxias contêm estrelas com órbitas parecidas às das abelhas em torno de uma colmeia. As galáxias elípticas têm pouco gás frio, se é que têm, e não se conhece aí formação estelar.

"Os astrónomos estudaram anteriormente a formação estelar ao observar toda a luz de uma galáxia elíptica de uma só vez, porque normalmente não conseguimos discernir estrelas individuais," afirma Ford. "O nosso truque é obter imagens sensíveis no ultravioleta com o Telescópio Espacial Hubble, o que nos permite observar estrelas individuais."

Esta técnica permitiu aos astrónomos observar a formação estelar, mesmo que seja a um ritmo tão lento quanto um Sol a cada 100.000 anos.

Ford e Bregman estão a trabalhar para compreender a velocidade da formação estelar e a probabilidade das estrelas se formarem em grupos dentro de galáxias elípticas. Na Via Láctea, as estrelas normalmente formam-se em associações contendo desde dezenas até 100.000 estrelas. Nas galáxias elípticas, as condições são diferentes porque não há nenhum disco de material frio para formá-las.

"Ficámos confusos devido a algumas das cores dos objectos nas nossas imagens, até que nos apercebemos que deviam ser enxames estelares, por isso a maioria da formação estelar ocorre em associações," afirma Ford.

A descoberta incrível da equipa foi feita enquanto observavam M105, uma galáxia elíptica normal que está a 34 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Leão. Embora não tenha havido nenhuma indicação prévia de formação estelar em M105, Ford e Bregman observaram algumas estrelas azuis e brilhantes, similares a uma única estrela com dez a vinte vezes a massa do Sol.

Também observaram objectos que não são azuis o suficiente para serem estrelas individuais, mas ao invés enxames de muitas estrelas. Tendo em conta estes enxames, as estrelas em M105 formam-se a uma velocidade de um Sol por cada 10.000 anos, concluem Ford e Bregman. "Esta não é uma explosão de formação estelar, mas um processo contínuo," salienta Ford.

Estes achados levantam novos mistérios, tais como a origem do gás que forma as estrelas.

"Estamos no começo de uma nova linha de pesquisa, o que é muito excitante, mas por vezes confuso," acrescenta Bregman. "Esperamos seguir esta descoberta com novas observações que nos proporcionarão mais informações acerca dos processos de formação estelar nestas galáxias 'mortas'."

Links:

Notícias relacionadas:
PHYSORG.com
Universe Today

Telescópio Espacial Hubble: 
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Wikipedia

M105:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Céu Estrelado na Islândia
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Stephane Vetter (Nuits sacrees)
 
Por vezes, o céu é o melhor espectáculo da noite. Esta imagem foi obtida há dois meses em Jökulsárlón, o maior lago glacial da Islândia. O fotógrafo combinou seis exposições para capturar não só os dois anéis aurorais e verdes, como também os seus reflexos no lago. Visível no céu estão também a Via Láctea, as Plêiades e a Galáxia de Andrómeda. À medida que o Sol avança para o máximo solar durante os próximos anos, são esperados muitos outros espectáculos aurorais.
 

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