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Edição n.º 770
22/07 a 25/07/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 22/07: 203.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962, a Mariner 1 voa erraticamente durante vários minutos após o lançamento acabando por ter que ser destruída.

Observações: Após escurecer, olhe para sul para ver a estrela alaranjada Antares. Use um telescópio para observar o enxame globular M4, nas proximidades.

Dia 23/07: 204.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1972, os Estados Unidos lançavam o satélite LandSat 1.

Em 1995, é descoberto o Cometa Hale-Bopp e torna-se visível a olho nu quase um ano depois. 
Observações: Lua em Quarto Minguante, pelas 06:02.

Dia 24/07: 205.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1969, a Apollo 11 regressava à Terra em segurança caindo a cápsula com os astronautas em segurança no Oceano Pacífico. 

Observações: Aproveite para com uma máquina fotográfica manual tirar fotos das constelações de Escorpião e Sagitário no Sul. Use um rolo de 400ASA com uma objectiva de 50 mm. Ficará espantado com a quantidade de detalhes que se conseguem em 30 segundos de exposição. A partir dos 40 segundos de exposição começam a surgir os rastos de estrelas devido ao inexorável movimento de rotação da Terra.

Dia 25/07: 206.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1973 era lançada a sonda russa Mars 5.

Em 1984 a cosmonauta russa Svetlana Savitskaya torna-se a primeira mulher a caminhar no espaço ao abandonar a estação Salyut 7
Observações: Use binóculos para tentar observar alguns dos objectos que surgiram nas fotos da noite anterior. Junto à cauda do Escorpião, M6 e M7 são dois enxames abertos faceis de descobrir.

 
CURIOSIDADES


A primeira sonda a visitar Marte foi a Mariner 4 em 1965.

 
HUBBLE DESCOBRE OUTRA LUA EM TORNO DE PLUTÃO

Astrónomos usando o Telescópio Espacial Hubble descobriram uma quarta lua em órbita do gelado planeta anão, Plutão. O novo e minúsculo satélite - temporariamente designado P4 -- foi descoberto num estudo do Hubble que procurava anéis em torno do planeta anão.

A nova lua é a mais pequena em torno de Plutão. Tem um diâmetro estimado entre 13 e 34 km. Por comparação, Caronte, a maior lua de Plutão, mede 1043 km de diâmetro, e as outras luas, Nix e Hydra, estão entre os 32 e 113 km.

"O facto das câmaras do Hubble nos terem permitido observar tão claramente um objecto minúsculo a mais de 5 mil milhões de quilómetros é impressionante," afirma Mark Showalter do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia, EUA, que liderou este programa de observação com o Hubble.

Duas imagens legendadas do sistema de Plutão obtidas pela câmara WFC3 do Telescópio Espacial Hubble, com o recém-descoberto P4 dentro do círculo. A imagem à esquerda foi obtida a 28 de Junho de 2011, e a da direita a 3 de Julho.
Crédito: NASA, ESA e M. Showalter (Instituto SETI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O achado é resultado de um esforço contínuo de suporte à missão New Horizons da NASA, com chegada prevista ao sistema de Plutão em 2015. A missão está desenhada para providenciar novos factos acerca dos mundos na fronteira do nosso Sistema Solar. O mapa superficial de Plutão pelo Hubble e a descoberta dos seus satélites tem sido inestimável para o encontro da New Horizons.

"Esta é uma descoberta fantástica," disse Alan Stern, investigador principal da New Horizons no Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado. "Agora que sabemos que há outra lua no sistema de Plutão podemos planear mais observações detalhadas durante a nossa passagem rasante."

A nova lua está localizada entre as órbitas de Nix e Hydra, que o Hubble descobriu em 2005. Caronte foi descoberto em 1978 no Observatório Naval do EUA e resolvido pela primeira vez usando o Hubble em 1990, como um corpo separado de Plutão.

Acredita-se que o sistema de luas do planeta anão tenha sido formado por uma colisão entre Plutão e outro corpo no início da história do Sistema Solar. O material expelido pela colisão coalesceu então na família de satélites observados em torno de Plutão.

As rochas lunares trazidas para a Terra pelas missões Apollo levaram à teoria de que a nossa Lua foi o resultado de uma colisão semelhante entre a Terra e um corpo com o tamanho de Marte há 4,4 mil milhões de anos atrás. Os cientistas acreditam que o material expelido das luas de Plutão por impactos de micrometeoros possa formar anéis em torno do planeta anão, mas as fotografias do Hubble não detectaram até agora nenhuns.

"Esta surpreendente observação é uma poderosa lembrança da capacidade do Hubble como um observatório astronómico polivalente, capaz de fazer descobertas espantosas e inesperadas," afirma Jon Morse, director da divisão de astrofísica na sede da NASA em Washington.

P4 foi observado pela primeira vez numa foto capturada pela câmara WFC3 do Hubble a 28 de Junho. Foi confirmado em imagens subsequentes obtidas a 3 e a 18 de Julho. A lua não tinha sido antes observada em imagens do Hubble porque os tempos de exposição eram curtos. Há hipótese de já ter sido avistada em imagens de 2006, como uma "nódoa" muito ténue, mas foi negligenciada devido a estar obscurecida.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
01/11/2005 - Duas novas luas descobertas em torno de Plutão
23/06/2006 - Novas luas de Plutão chamadas Hidra e Nix

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
ESA (comunicado de imprensa)
Universe Today
Astronomy Now Online
Sky & Telescope
New Scientist
Discover
COSMOS
PHYSORG.com
SPACE.com
CNN
Reuters
AFP
BBC News
Discovery News
IOL Diário
tvnet
IP Jornal

Sistema de Plutão:
Wikipedia
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hydra (Wikipedia)
S/2011 P1 (ou P4) (Wikipedia)

New Horizons:
Página oficial
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Nuvens Noctilucentes por cima de Edmonton
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Greg Scratchley (RASC Edmonton)
 
Por vezes é noite no chão mas dia no ar. À medida que a Terra roda para eclipsar o Sol, o pôr-do-Sol sobe a partir do horizonte. Por isso, ao pôr-do-Sol no chão, a luz do Sol ainda brilha nas nuvens por cima. Sobre circunstâncias normais, pode ser visto um bonito pôr-do-Sol, mas as invulgares nuvens noctilucentes flutuam tão alto que podem ser observadas bem depois do anoitecer. Normalmente demasiado ténues para serem observadas, podem tornar-se visíveis ao pôr-do-Sol durante o fim do Verão quando iluminadas pela luz do Sol. As nuvens noctilucentes são as nuvens mais altas conhecidas e pensa-se que façam parte das nuvens mesosféricas polares. Na imagem, obtida no princípio do mês, está uma rede de nuvens noctilucentes com um brilho fantasmagórico esbranquiçado, por cima da cidade de Edmonton, em Alberta, Canadá. Já se descobriu muito acerca das nuvens noctilucentes com o passar dos anos, mas o como se formam e evoluem permanece ainda um tópico de pesquisa activa.
 

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