Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 776
12/08 a 15/08/2011
 
Siga-nos:      
 
 
EFEMÉRIDES

Dia 12/08: 224.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1877 era feita a primeira observação do satélite de MarteDeimos, por Asaph Halldo Observatório Naval dos EUA

Descobriu Phobos, a maior das duas luas, seis noites depois.
Em 1960 era lançado o Echo 1. O primeiro satélite experimental de comunicações é usado para redireccionar chamadas telefónicas transcontinentais e intercontinentais, rádio e sinais de televisão.
Em 1977, primeiro voo livre do vaivém espacial Enterprise
Em 1999, a porta do Observatório de Raios-X Chandra, que protege os seus espelhos, abre-se e o Chandra começa a sua exploração do Universo de alta energia.
Observações: Esta noite tem lugar a chuva anual das Perseídas, mas a luz da Lua praticamente Cheia ofusca o céu toda a noite e esconde todos menos meteoros mais brilhantes. No próximo ano será melhor, visto a Lua se encontrar a minguar.

Dia 13/08: 225.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1596 era descoberta a primeira estrela variável, Mira, por David Fabricius.

Em 1814 nascia Anders Ângström, físico sueco e um dos pioneiros da espectroscopia.
Em 1998 tinha lugar a Convenção de Fundação da Sociedade de Marte, entre 13 e 16 de Agosto, na Universidade do Colorado em Boulder, Colorado, EUA. 
Observações: Lua Cheia, pelas 18:57.

Dia 14/08: 226.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1846, um meteorito com 2,3 kg, do tipo condrito, colide com a superfície da Terra perto da cidade de Cape Girardeau, no Missouri, EUA. 

Observações: O mês de Agosto é quando a brilhante Vega atravessa o zénite a meio da noite (para observadores a latitudes médias norte). Quando Vega se encontra quase por cima das nossas cabeças, sabemos que o Bule de Chá de Sagitário, rico em objectos de céu profundo, está o mais alto a Sul.

Dia 15/08: 227.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1977, o Big Ear, um rádio-telescópio operado pela Universidada Estatal do Ohio, como parte do projecto SETI, recebe um sinal de rádio do espaço profundo; o evento é denominado de "sinal Wow!", a partir de uma anotação feita por um voluntário do projecto.

Observações; Por estas noites, já é possível observar a Grande Galáxia de Andrómeda, a Este-Nordeste, tanto à vista desarmada (é necessário um bom céu) como de binóculos.

 
CURIOSIDADES


Os meteoróides das Perseídas são rápidos. Entram na nossa atmosfera a cerca de 60 km/s, relativamente ao nosso planeta. A maioria são do tamanho de grãos de areia; alguns têm o tamanho de ervilhas ou berlindes. Quase nenhum atinge o chão, mas quando um atinge, é chamado de meteorito.

 
OPPORTUNITY ALCANÇA CRATERA ENDEAVOUR

Após uma viagem de quase três anos, o rover Opportunity da NASA chegou finalmente à cratera Endeavour para estudar rochas nunca antes vistas.

No passado dia 9 de Agosto, o rover com o tamanho de um carrinho de golfe transmitiu a sua chegada a um local denominado Ponto Spirit, no limite da cratera. O Opportunity percorreu aproximadamente 21 quilómetros após sair da cratera Victória.

"A NASA continua a escrever capítulos incríveis na história da exploração com descobertas em Marte e viagens a um conjunto de novos e desafiantes destinos," afirma Charles Bolden, Administrador da NASA. "As descobertas do Opportunity e os dados do futuro rover Curiosity vão desempenhar um papel fundamental nas futuras missões humanas a Marte e a outros locais onde o ser humano ainda não foi."

O limite Oerste da cratera Endeavour em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A cratera Endeavour, com mais de 25 vezes o tamanho da cratera Victória, mede 22 quilómetros em diâmetro. Aqui, os cientistas esperam observar rochas e terrenos muito mais antigos do que aqueles examinados pelo Opportunity durante os seus primeiros sete anos em Marte. A Endeavour tornou-se num destino tantalizante após a sonda MRO da NASA ter detectado minerais argilosos que podem ter sido formados durante um período mais quente e molhado do passado de Marte.

"Brevemente vamos ter a oportunidade de estudar um tipo de rocha que os rovers ainda não viram," afirma Matthew Golombek, cientista do membro da equipa dos rovers, no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Estas argilas formam-se em condições molhadas, e por isso podemos aprender mais sobre o ambiente potencialmente habitável que parece ter sido muito diferente daqueles responsáveis pelas rochas que constituem as planícies."

Chegada ao Ponto Spirit pelo rover Opportunity.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O nome Ponto Spirit comemora informalmente o gémeo do Opportunity, que parou de comunicar em Março de 2010. A missão Spirit chegou oficialmente ao fim em Maio passado.

"A nossa chegada a este destino é uma lembrança de que estes rovers continuaram a desempenhar as suas funções bem para lá da sua missão original com a duração de 3 meses," afirma John Callas, gestor do projecto no JPL.

A MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA, lançada a 12 de Agosto de 2005, está em busca de evidências da presença de água na superfície marciana durante um longo período de tempo. As outras missões marcianas mostraram que a água percorreu a superfície do Planeta Vermelho no seu passado, mas os cientistas ainda não determinaram se a água permaneceu aí o tempo suficiente para criar um habitat para a vida.

A NASA lançou os rovers Spirit e Opportunity no Verão de 2003. Ambos completaram as suas missões principais de 3 meses em Abril de 2004 e continuaram a funcionar durante anos graças a operações prolongadas. Fizeram importantes descobertas acerca dos ambientes molhados do passado de Marte, que poderão ter sido favoráveis ao suporte de vida microbiana.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
PHYSORG.com
Astronomy Now Online
Universe Today
Scientific American
Mars Daily
New Scientist
Discovery News
UPI.com
Nature
Wired
National Geographic
YouTube

Rovers marcianos da NASA:
Página oficial
Wikipedia

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Neve em Paranal
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Yuri Beletsky (ESO)
 
Registado a semana passada, este retrato madrugador de uma montanha branca com neve e de um céu estrelado captura um cenário muito raro. A vista é do céu pristino acima da montanha Cerro Paranal com 2600 metros de altura, mas os céus limpos em Paranal não são de todo raros. Esta é uma das razões para a montanha ser o lar do VLT do ESO. Considerando o número de satélites agora em órbita, o risco da passagem de um satélite perto do nascer-do-Sol, para cima a para a esquerda na imagem, também não é raro. A cauda longa e brilhante de um meteoro pode também ser avistada. À direita, este meteoro está associado com a chuva anual das Perseídas, com pico no dia 12 de Agosto. De facto, o aspecto mais raro da imagem é mesmo a neve. Cerro Paranal está situado no deserto do Atacama na América do Sul, conhecido como o lugar mais seco do planeta Terra.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione astronomia@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Live Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2011 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.