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Edição n.º 1137
30/01 a 02/02/2015
 
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30/01/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 30/01: 30.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, era lançada a sonda Ranger 6 da NASA.

A sua missão era filmar a Lua televisivamente até se despenhar sobre ela.
Observações: A Lua brilha para cima de Orionte esta noite. Está perto de Zeta Tauri, a mais ténue das duas estrelas que assinalam as pontas dos longos chifres de Touro.

Dia 31/01: 31.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1862, Alvan Graham Clark Jr. descobre a ténue companheira de Sirius, de nome Sirius B, durante testes de um refractor de 18 polegadas que estava a ser construído para o Observatório Dearborn pelo seu pai, irmão, e por ele próprio. Friedrich Bessel propôs a existência de uma companheira invisível em 1844.
Em 1961, era lançada a Mercury-Redstone 2 - com o chimpanzé Ham a bordo.

Foi o primeiro hominídeo no espaço.
Em 1966, lançamento da soviética Luna 9. Realizou a primeira aterragem com sucesso noutro corpo planetário.
Em 1971, lançamento da Apollo 14, a terceira aterragem tripulada na Lua. 
Em 1996, era descoberto o cometa Hyakutake pelo astrónomo amador japonês, Yuji Hiakutake
Observações: Aproveite a noite para observar com binóculos o espectacular enxame duplo de Perseu: h e chi Persei, ou NGC 869 e 884, respetivamente.

Dia 01/02: 32.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1958, era lançado o Explorer I, o primeiro satélite artificial americano. Transmitiu dados sobre micrometeoritos e radiação cósmica durante 105 dias. A missão resultou na descoberta das cinturas de radiação Van Allen por James Van Allen.
Em 1999, voo rasante n.º 19 da sonda Galileu por Europa.
Em 2003, o vaivém espacial Columbia desintegra-se durante a sua reentrada na atmosfera terrestre, matando os sete astronautas a bordo: Rick D. Husband, William C. McCool, Michael P. Anderson, Ilan Ramon, Kalpana Chawla, David M. Brown e Laurel Clark. 

Observações: Eclipse de Io, entre as 03:42 e as 06:07.
Ocultação de Io, entre as 03:52 e as 06:14.

Dia 02/02: 33.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1964, a sonda norte-americana Ranger 6 chegava à Lua. 
Em 2004 é detetado pela primeira vez oxigénio e carbono na atmosfera de um exoplaneta, HD 209458b.
No mesmo dia, os picos de Columbia Hills em Marte recebem os nomes dos sete astronautas que morreram no desastre do Columbia (STS-107) de 1 de Fevereiro de 2003.

O rover Spirit passou vários anos a explorar Columbia Hills até deixar de funcionar em 2010.
Observações: Trânsito da sombra de Io, entre as 00:55 e as 03:16.
Trânsito de Io, entre as 01:02 e as 03:24.
Eclipse de Europa, entre as 03:29 e as 06:26.
Ocultação de Europa, entre as 03:44 e as 06:38.
Eclipse de Io, entre as 22:12 e as 00:34 (já de dia 3).
Ocultação de Io, entre as 22:17 e as 00:39 (já de dia 3).

 
CURIOSIDADES


Os planetas de Kepler-444 são os planetas de tamanho semelhante à Terra mais antigos que conhecemos. Mas as super-Terras que orbitam a estrela de Kapteyn são ainda mais antigas (11,2 mil milhões de anos, contra 11,5 mil milhões de anos).

 
ASTRÓNOMOS DESCOBREM SISTEMA MUITO ANTIGO COM CINCO PLANETAS PEQUENOS
O sistema compacto, chamado Kepler-444, é o lar de cinco planetas pequenos em órbitas muito íntimas. Os planetas foram detetados através da diminuição de brilho que ocorrem quando transitam o disco da estrela, como ilustrado nesta impressão de artista.
Crédito: Tiago Campante/Peter Devine
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Cientistas liderados por asterosismólogos da Universidade de Birmingham descobriram um sistema com 5 planetas, de tamanho semelhante ao da Terra, que remonta ao início da nossa Galáxia.

Graças à missão Kepler da NASA, os cientistas anunciaram no passado dia 27 de janeiro e na revista The Astrophysical Journal, a observação de uma estrela parecida com o Sol (Kepler-444) e de 5 planetas com tamanhos entre Mercúrio e Vénus.

Kepler-444 formou-se há 11,2 mil milhões de anos, quando o Universo tinha menos de 20% da sua idade atual. Este é o sistema, conhecido, mais antigo com planetas de tamanho terrestre na nossa Via Láctea - duas vezes e meia mais antigo que a Terra.

A equipa realizou a pesquisa usando asterosismologia - ouvindo as ressonâncias naturais da estrela-mãe provocadas pelos sons presos dentro dela. Estas oscilações levam a alterações ou pulsos minúsculos no brilho, o que permite com que os investigadores possam medir o seu diâmetro, massa e idade. Os planetas foram detetados pelo escurecimento que ocorre quando os planetas transitam ou passam em frente do disco estelar. Esta diminuição na intensidade do brilho estelar permite medir com precisão o tamanho dos planetas em relação ao tamanho da estrela.

O Dr. Tiago Campante, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Birmingham, que liderou a pesquisa, afirma: "Esta descoberta tem muitas implicações. Sabemos agora que planetas do tamanho da Terra podem ter-se formado durante a maior parte da história de 13,8 mil milhões de anos do Universo, o que poderá criar condições para a existência de vida antiga na Galáxia.

"Quando a Terra se formou, os planetas neste sistema já eram mais velhos que o nosso planeta é hoje. Esta descoberta pode agora ajudar a identificar o começo do que poderíamos chamar de 'era da formação planetária'."

O professor Bill Chaplin, da mesma instituição, que tem liderado a equipa que estuda estrelas do tipo solar para a missão Kepler através de asterosismologia, acrescenta: "As primeiras descobertas de exoplanetas em torno de outras estrelas semelhantes ao Sol na nossa Galáxia têm alimentado esforços para encontrar outros mundos como a Terra e outros planetas terrestres fora do nosso Sistema Solar."

"Estamos agora a ter os primeiros vislumbres da variedade de ambientes galácticos propícios à formação destes mundos pequenos. Como resultado, o caminho para uma compreensão mais completa da formação planetária no início da história da Via Láctea desdobra-se agora diante de nós."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Birmingham (comunicado de imprensa)
NASA (comunicado de imprensa)
Artigo científico (arXiv.org)
Animação do sistema Kepler-444
Astronomy
YaleNews
Universidade Estatal do Iowa
SPACE.com
Universe Today
NewScientist
redOrbit
Space Daily
science 2.0
POPULAR SCIENCE
EarthSky
Discovery News
BBC News
Forbes
TIME
UPI
io9
ars technica
AstroPT

Kepler-444:
Wikipedia
Kepler-444b (Exoplanet.eu)

Kepler-444c (Exoplanet.eu)
Kepler-444d (Exoplanet.eu)
Kepler-444e (Exoplanet.eu)
Kepler-444f (Exoplanet.eu)

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
Arquivo de dados do Kepler
Descobertas planetárias do Kepler
Wikipedia

 
DAWN CAPTURA IMAGENS DE CERES COM RESOLUÇÃO SUPERIOR À DO HUBBLE

A sonda Dawn da NASA capturou as melhores imagens, até agora, do planeta anão Ceres. Foram obtidas a 237.000 quilómetros de Ceres no dia 25 de Janeiro e representam um novo marco para uma sonda que em breve tornar-se-á no primeiro objeto feito pelo Homem a visitar um planeta anão.

"Sabemos muito pouco sobre o nosso vasto Sistema Solar, mas graças a missões económicas como a Dawn, esses mistérios estão a ser resolvidos," afirma Jim Green, diretor da Divisão de Ciência Planetária na sede da NASA em Washington.

Com 43 pixéis de largura, as novas imagens têm mais 30% da resolução das imagens obtidas pelo Telescópio Hubble em 2003 e 2004 a uma distância superior a 240 milhões de quilómetros. A resolução é maior porque a Dawn está a viajar até Ceres, enquanto o Hubble permanece fixo em órbita da Terra. As novas fotos da Dawn surgem após as imagens iniciais de navegação, capturadas dia 13, revelarem uma mancha branca no planeta anão e a sugestão de crateras. As imagens obtidas pelo Hubble também vislumbraram uma mancha branca, mas a sua natureza ainda é desconhecida.

Esta animação do planeta anão Ceres foi construída a partir de imagens capturadas pela sonda Dawn no dia 25 de janeiro, a cerca de 237.000 quilómetros.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Provavelmente nunca ouviu falar do 'planeta' Ceres," afirma Robert Mase, gestor do projeto Dawn no JPL (Jet Propulsion Laboratory) da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Estamos ansiosos por descobrir mais sobre Ceres e por partilhar os nossos achados com o mundo."

À medida que a sonda viaja até Ceres, a sua câmara capturará imagens ainda melhores. No dia 6 de Março, a Dawn entrará em órbita de Ceres para obter imagens detalhadas e medir variações de luz refletida por Ceres, o que deverá revelar a composição da superfície do planeta anão.

"Já conseguimos ver áreas e detalhes em Ceres que não tínhamos visto antes. Por exemplo, existem várias características escuras no hemisfério sul que podem ser crateras dentro de uma região mais escura em geral," explica Carol Raymond, vice-investigadora principal da missão Dawn no JPL. "Os dados desta missão vão revolucionar a nossa compreensão deste corpo único. Ceres mostra características interessantes que estão a aguçar o nosso apetite pela exploração que está por vir."

Ceres, o maior corpo entre Marte e Júpiter na cintura de asteroides, tem um diâmetro de aproximadamente 950 quilómetros. Alguns cientistas acreditam que o planeta anão já abrigou no passado um oceano subsuperficial e que água líquida possa ainda esconder-se sob o seu manto de gelo.

A melhor imagem de sempre de Ceres, com 43 pixéis de largura.
Crédito: NASA/JPL
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Originalmente descrito como um planeta, Ceres foi posteriormente classificado como um asteroide e, em seguida, reclassificado como um planeta anão em 2006. O mundo misterioso foi descoberto em 1801 pelo astrónomo Giuseppe Piazzi, que deu o nome ao objeto em honra da deusa romana da agricultura, do cultivo de cereais, da fertilidade e das relações maternais.

"Provavelmente não sabia que a palavra 'cereal' vem do nome Ceres. E talvez já tenha estabelecido relação com o planeta anão hoje durante o pequeno-almoço," comenta Marc Rayman, do JPL e diretor e engenheiro-chefe da missão Dawn.

Alimentada por um sistema de propulsão único, a Dawn também orbitou e explorou Vesta, o segundo corpo mais maciço da cintura de asteroides. Entre 2011 e 2012, a Dawn enviou mais de 30.000 imagens, 18 milhões de medições de luz e outros dados científicos do asteroide grande e impressionante. Vesta tem um diâmetro de cerca de 525 quilómetros.

"Com a ajuda da Dawn e de outras missões, estamos continuamente a melhorar o nosso conhecimento do início do Sistema Solar e da formação dos planetas," conclui Chris Russell, investigador principal da missão Dawn e da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

Links:

Cobertura da missão Dawn pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
02/01/2015 - Sonda Dawn começa aproximação ao planeta anão Ceres
09/12/2014 - Dawn captura a sua melhor imagem, até agora, de Ceres
03/09/2013 - Ceres - um dos factores de mudança no prisma do Sistema Solar
04/09/2012 - Dawn prepara-se para sair de Vesta e rumar até Ceres
11/05/2012 - Missão Dawn revela segredos de asteróide gigante
13/12/2011 - Será Vesta o "planeta terrestre mais pequeno"?
19/07/2011 - Sonda Dawn envia imagens a partir de órbita de Vesta
15/07/2011 - Sonda Dawn entra em órbita de asteróide dia 15 de Julho
28/06/2011 - Dawn aproxima-se de estadia de um ano em asteróide gigante
12/09/2007 - Dawn a um passo de viagem até cintura de asteróides

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
SPACE.com
Universe Today
redOrbit
PHYSORG
POPULAR SCIENCE
Discovery News
BBC News
UPI
TIME
AstroPT

Sonda Dawn:
Página oficial
NASA
Wikipedia

Ceres:
Wikipedia

Vesta:
Voo virtual da Dawn por Vesta (YouTube)
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Alguns planetas habitáveis começaram como mundos gasosos parecidos com Neptuno (via Universidade de Washington)
Dois fenómenos que se sabe inibirem a habitabilidade potencial de planetas - forças de maré e a atividade estelar - podem ao invés ajudar as hipóteses de vida em certos planetas que orbitam estrelas de baixa massa. Ler fonte
     
  Cientistas "amadores" empurram astrónomos para objetos misteriosos no espaço (via NASA)
Voluntários que estudavam milhares de imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA, através de um projeto online, tropeçaram recentemente numa nova classe de curiosidades que em grande medida tinham passado despercebidas: bolas amarelas. As características redondas não são realmente amarelas - só aparecem com essa cor nas imagens infravermelhas do Spitzer. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Encontro com M44
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Carlo Dellarole, Andrea Demarchi
 
Na segunda-feira, 26 de janeiro, o asteroide 2004 BL86 fez a sua maior aproximação, a uns meros 1,2 milhões de quilómetros do nosso planeta. Este valor corresponde a aproximadamente 3,1 vezes a distância Terra-Lua ou a 4 segundos-luz. Movendo-se rapidamente através do céu noturno da Terra, deixou este rasto numa exposição de 40 minutos obtida dia 27 de janeiro a partir de Piemonte, Itália. Este bonito campo de visão inclui M44, também conhecido como o enxame do Presépio, em Caranguejo. Claro, o encontro com M44 é apenas aparente, pois o enxame está na mesma linha de visão que o asteroide. A distância verdadeira entre o enxame estelar e o asteroide situa-se mais ou menos nos 600 anos-luz. Ainda assim, a passagem pelo planeta Terra permitiu a obtenção de imagens de radar pela DSN (Deep Space Network) da NASA em Goldstone, Califórnia, revelando que o asteroide tem a sua própria lua.
 

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