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  Astroboletim #2051  
  03/11 a 06/11/2023  
     
 
EFEMÉRIDES

DIA 03/11: 307.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1957, primeira forma de vida e morte terrestre no espaço: a cadela Laika é lançada a bordo do soviético Sputnik 2.

Até 2002, pensava-se que ela tinha morrido depois de uma semana em órbita. Mas nesse ano foi tornada pública a verdadeira causa e hora da sua morte: a Laika morreu em poucas horas devido a demasiado calor, possivelmente provocado por uma falha do componente R-7 em separar-se da carga.
Em 1973 era lançada a Mariner 10. Chegou a Vénus a 5 de fevereiro de 1974, maior aproximação a 5700 km. Devolveu imagens do topo das nuvens venusianas. A 29 de março de 1974, torna-se na primeira sonda a alcançar Mercúrio.
HOJE, NO COSMOS:
Aviste a brilhante Altair a sudoeste após o anoitecer. A ainda mais brilhante Vega está bem para a sua direita.
Para cima de Altair encontram-se duas pequenas constelações: Golfinho, pouco mais de um punho à distância do braço esticado para cima e para a esquerda, e a mais pequena Seta, ligeiramente mais perto mas para cima e para a direita de Altair.

 

DIA 04/11: 308.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 2003 foi registada a mais forte erupção solar conhecida.

HOJE, NO COSMOS:
A Lua, em Quarto Minguante, nasce tarde e na direção da constelação de Caranguejo. Observe o nosso satélite natural a subir acima do horizonte a cerca de dois punhos à distância do braço esticado para baixo e para a esquerda de Pollux e Castor.

 

DIA 05/11: 309.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1743, são organizadas observações científicas coordenadas do trânsito de Mercúrio por Joseph-Nicolas Delisle.
Em 1906, nascia Fred Whipple, que propôs o modelo da "bola de neve suja" para o núcleo dos cometas. 

Em 1964, lançamento da Mariner 3, com destino Marte. No entanto, a cobertura que alojava a sonda não abriu corretamente e a Mariner 3 não chegou ao planeta. Está agora numa órbita solar. 
Em 2007, o primeiro satélite lunar da China, Chang'e 1, entra em órbita da Lua.
Em 2013, a Índia lança a sua primeira sonda interplanetária, a MOM ou Mangalyaan.
HOJE, NO COSMOS:
Lua em Quarto Minguante, pelas 08:37.
Esta semana, após o cair da noite, Capella brilha a nordeste. As Plêiades estão a este-nordeste, três punhos à distância do braço esticado para a direita de Capella. Com o passar da noite, encontrará a alaranjada Aldebarã a subir por baixo das Plêiades. Depois, por volta das 22 horas, Orionte sobe totalmente acima do horizonte este, por baixo de Aldebarã.

 

DIA 06/11: 310.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
HOJE, NO COSMOS:
Por volta das 21:30, dependendo da posição do observador, a estrela Capella, de magnitude zero, está à mesma altitude a nordeste que Vega a oeste-noroeste. Com que precisão consegue determinar o momento deste evento? Não é necessário um sextante... mas ajudava.

 
 
   
Lucy completa o seu primeiro "flyby" e descobre que Dinkinesh afinal é um asteroide binário!
 
Esta imagem mostra o "nascer" do satélite à medida que emerge por detrás do asteroide Dinkinesh, tal como visto pelo L'LORRI (Lucy Long-Range Reconnaissance Imager), uma das imagens mais detalhadas obtidas pela nave espacial Lucy da NASA durante o seu "flyby" pelo asteroide binário. Esta imagem foi obtida às 16:55 (hora portuguesa) de 1 de novembro de 2023, um minuto após a maior aproximação, a uma distância de aproximadamente 430 km. Nesta perspetiva, o satélite está atrás do asteroide primário. A imagem foi melhorada e processada para aumentar o contraste.
Crédito: NASA/Goddard/SwRI/Johns Hopkins APL/NOAO
 

No passado dia 1 de novembro, a NASA confirmou que a sua sonda espacial Lucy passou com sucesso pelo asteroide Dinkinesh, uma rocha espacial relativamente pequena situada na cintura principal de asteroides entre Marte e Júpiter. É um marco na viagem da Lucy, uma vez que Dinkinesh é o primeiro de 10 asteroides que a sonda irá visitar nos próximos 12 anos.

"Com base na informação recebida, a equipa determinou que a nave espacial está de boa saúde", escreveram os responsáveis da NASA num curto blog após o "flyby". "A equipa ordenou à nave espacial que começasse a transferir os dados recolhidos durante o encontro".

A missão Lucy faz parte do ambicioso esforço da NASA para desvendar os segredos do passado do nosso Sistema Solar. Embora a Lucy também passe por alguns asteroides relativamente próximos, como Dinkinesh, o principal objetivo da sonda é passar por alguns asteroides troianos mais distantes, que orbitam o Sol ao lado de Júpiter, como conjuntos de seixos presos às marés gravitacionais de um rochedo gigante. Os cientistas estão interessados em saber mais sobre esses troianos porque pensa-se que são relíquias antigas do Sistema Solar, como peças extras de Lego no "set" que construiu os planetas.

A passagem da sonda Lucy por Dinkinesh pode ser considerada um teste, uma vez que muitos dos instrumentos da nave espacial foram agora "lubrificados" enquanto recolhiam dados sobre este primeiro encontro com um asteroide - incluindo uma câmara a cores, uma câmara de alta resolução e um espetrómetro de infravermelhos.

Acerca das imagens já transmitidas: "esta é uma série espetacular de imagens. Indicam que o sistema de localização de terminais funcionou como previsto, mesmo quando o Universo nos apresentou um alvo mais difícil do que esperávamos", disse Tom Kennedy, engenheiro de orientação e navegação da Lockheed Martin em Littleton, Colorado, EUA. "Uma coisa é simular, testar e praticar. Outra coisa é ver isso acontecer de facto."

Embora este encontro tenha sido realizado como um teste de engenharia, os cientistas da equipa estão entusiasmados com a análise dos dados para obter informações sobre a natureza dos pequenos asteróides.

"Sabíamos que este seria o asteroide da cintura principal mais pequeno alguma vez visto de perto", disse Keith Noll, cientista do projeto Lucy, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. "O facto de serem dois torna-o ainda mais excitante. Em alguns aspetos, estes asteroides são semelhantes ao binário próximo da Terra, Didymos e Dimorphos, que a DART viu, mas há algumas diferenças realmente interessantes que vamos investigar".

De acordo com a agência espacial, os dados destes instrumentos demorarão cerca de uma semana a ser transferidos para a Terra e a equipa está "ansiosa por ver como a nave espacial se comportou durante este primeiro teste a alta velocidade de um encontro com um asteroide".

A seguir, a Lucy regressará à Terra para receber uma assistência gravitacional que a ajudará a aproximar-se do seu segundo alvo: o asteroide 52246 Donaldjohanson - assim chamado em homenagem ao codescobridor do fóssil Lucy (representativo de um dos primeiros antepassados humanos, que dá nome à nave espacial), o paleoantropólogo americano Donald Johanson. O termo "Dinkinesh" é outro nome do fóssil Lucy e significa "és maravilhosa" em amárico.

// NASA (comunicado de imprensa)

 


Quer saber mais?

Cobertura da missão Lucy pelo CCVAlg - Astronomia:
24/10/2023 - Sonda Lucy prepara-se para a sua primeira passagem por um asteroide
31/01/2023 - Equipa da missão Lucy da NASA anuncia novo alvo
19/08/2022 - Equipa da missão Lucy da NASA descobre lua em torno do asteroide Polimel
01/10/2021 - Missão Lucy da NASA prepara-se para viajar até aos asteroides troianos
13/11/2018 - Trabalho de detetive cósmico: a importância das rochas espaciais
14/09/2018 - Cientistas encontram evidências de escaramuça planetária precoce

Notícias relacionadas:
SPACE.com
PHYSORG
CNN

Asteroide 152830 Dinkinesh (1999 VD57):
NASA
AstDyS-2
Wikipedia

Asteroide 52246 Donaldjohanson (1981 EQ5):
NASA
AstDyS-2
Wikipedia

Asteroides troianos:
Wikipedia

Missão Lucy:
NASA
SwRI
Wikipedia

 
   
Sais e materiais orgânicos observados na superfície de Ganimedes pela sonda Juno
 
Esta imagem da lua joviana, Ganimedes, foi obtida pelo instrumento JunoCam a bordo da sonda Juno no dia 7 de junho de 2021. Os dados dessa passagem foram utilizados para detetar a presença de sais e materiais orgânicos em Ganimedes.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Kalleheikki Kannisto
 

A missão Juno da NASA observou sais minerais e compostos orgânicos na superfície da lua de Júpiter, Ganimedes. Os dados para esta descoberta foram recolhidos pelo espectrómetro JIRAM (Jovian InfraRed Auroral Mapper) a bordo da nave espacial durante um "flyby" pela lua gelada. Os resultados, que poderão ajudar os cientistas a compreender melhor a origem de Ganimedes e a composição do seu oceano profundo, foram publicados dia 30 de outubro na revista Nature Astronomy.

Maior do que o planeta Mercúrio, Ganimedes é a maior das luas de Júpiter e há muito que desperta o interesse dos cientistas devido ao vasto oceano interno de água escondido sob a sua crosta gelada. Observações espectroscópicas anteriores efetuadas pela sonda espacial Galileo da NASA e pelo Telescópio Espacial Hubble, bem como pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO, sugeriram a presença de sais e de substâncias orgânicas, mas a resolução espacial dessas observações era demasiado baixa para permitir uma determinação.

No dia 7 de junho de 2021, a Juno passou por Ganimedes a uma altitude mínima de 1046 quilómetros. Pouco depois do momento da maior aproximação, o instrumento JIRAM obteve imagens e espetros infravermelhos (essencialmente as impressões digitais químicas dos materiais, com base na forma como refletem a luz) da superfície da lua. Construído pela Agência Espacial Italiana, o JIRAM foi concebido para captar a luz infravermelha (invisível a olho nu) que emerge das profundezas de Júpiter, sondando a camada meteorológica até 50 a 70 quilómetros abaixo do topo das nuvens do gigante gasoso. Mas o instrumento também tem sido usado para fornecer informações sobre o terreno das luas Io, Europa, Ganimedes e Calisto (conhecidas coletivamente como as luas galileanas, em homenagem ao seu descobridor, Galileu).

Os dados JIRAM de Ganimedes obtidos durante o "flyby" atingiram uma resolução espacial sem precedentes para a espectroscopia no infravermelho - melhor que 1 quilómetro por pixel. Com isso, os cientistas da Juno conseguiram detetar e analisar as características espetrais únicas de materiais que não são água gelada, incluindo cloreto de sódio hidratado, cloreto de amónio, bicarbonato de sódio e possivelmente aldeídos alifáticos.

 
Dados processados do espetrómetro JIRAM (Jovian InfraRed Auroral Mapper), a bordo da sonda Juno da NASA, sobrepõem-se a um mosaico de imagens óticas das naves espaciais Galileo e Voyager da agência espacial, que mostram um terreno com sulcos na lua de Júpiter, Ganimedes.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/ASI/INAF/JIRAM/Universidade de Brown
 

"A presença de sais amoniados sugere que Ganimedes pode ter acumulado materiais suficientemente frios para condensar amoníaco durante a sua formação", disse Federico Tosi, coinvestigador da Juno no Instituto Nacional de Astrofísica de Roma e autor principal do artigo. "Os sais de carbonato podem ser restos de gelos ricos em dióxido de carbono".

Explorando outros mundos jovianos

A modelação anterior do campo magnético de Ganimedes determinou que a região equatorial da lua, até uma latitude de cerca de 40 graus, está protegida do bombardeamento energético de eletrões e iões pesados criado pelo campo magnético infernal de Júpiter. Sabe-se que a presença de tais fluxos de partículas tem um impacto negativo sobre os sais e sobre os compostos orgânicos.

Durante a passagem próxima de junho de 2021, o JIRAM cobriu uma estreita faixa de latitudes (10 graus norte a 30 graus norte) e uma faixa mais ampla de longitudes (menos 35 graus leste a 40 graus leste) no hemisfério virado para Júpiter.

"Encontrámos a maior abundância de sais e materiais orgânicos nos terrenos escuros e brilhantes em latitudes protegidas pelo campo magnético", disse Scott Bolton, investigador principal da Juno, do SwRI (Southwest Research Institute) em San Antonio, no estado norte-americano do Texas. "Isto sugere que estamos a ver os restos de uma salmoura oceânica profunda que atingiu a superfície deste mundo gelado".

Ganimedes não é o único mundo joviano por onde a Juno passou. A lua Europa, que se pensa abrigar um oceano sob a sua crosta gelada, também esteve sob o olhar da Juno, primeiro em outubro de 2021 e depois em setembro de 2022. Agora, Io está a receber a mesma atenção. A próxima aproximação a este mundo coberto de vulcões está prevista para 30 de dezembro, altura em que a nave espacial se aproximará a 1500 quilómetros da superfície de Io.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)

 


Quer saber mais?

Ganimedes:
CCVAlg - Astronomia
NASA
Wikipedia

Júpiter:
NASA
CCVAlg - Astronomia
Nine Planets
Wikipedia

Missão Juno:
NASA
SwRI
Wikipedia
JIRAM (Wikipedia)

 
   
Os planetas gigantes têm um lado mortífero
 
Ilustração que mostra como a gravidade dos planetas gigantes pode pôr em perigo exoplanetas rochosos situados na zona habitável.
Crédito: Dana Berry/Nat Geo Creative
 

Os planetas gigantes gasosos podem ser agentes do caos, assegurando que nada vive nos seus vizinhos parecidos com a Terra em torno de outras estrelas. Novos estudos mostram que, em alguns sistemas planetários, os gigantes tendem a expulsar os planetas mais pequenos da sua órbita e a causar estragos nos seus climas.

Júpiter, de longe o maior planeta do nosso Sistema Solar, desempenha um importante papel protetor. O seu enorme campo gravitacional desvia cometas e asteroides que, de outra forma, poderiam atingir a Terra, ajudando a criar um ambiente estável para a vida. No entanto, os planetas gigantes noutras partes do Universo não protegem necessariamente a vida nos seus vizinhos mais pequenos e rochosos.

Um novo artigo publicado na revista The Astronomical Journal explica em pormenor como a atração de planetas massivos num sistema estelar próximo pode empurrar os seus vizinhos semelhantes à Terra para fora da "zona habitável". Esta zona é definida como o intervalo de distâncias, a uma estrela, que são suficientemente quentes para que exista água líquida na superfície de um planeta, tornando a vida possível.

Ao contrário da maioria dos outros sistemas solares conhecidos, os quatro planetas gigantes de HD 141399 estão mais longe da sua estrela. Este facto torna-o um bom modelo para comparação com o nosso Sistema Solar, onde Júpiter e Saturno também estão relativamente longe do Sol.

"É como se houvesse quatro Júpiteres a atuar como bolas de demolição, atirando tudo para fora de controlo", disse Stephen Kane, astrofísico da Universidade da Califórnia, em Riverside, autor do artigo publicado na revista.

Tendo em conta os dados sobre os planetas do sistema, Kane efetuou várias simulações em computador para compreender o efeito destes quatro gigantes. Ele queria especificamente olhar para a zona habitável deste sistema estelar e ver se uma Terra poderia permanecer numa órbita estável.

"A resposta é sim, mas é muito improvável. Existem apenas algumas áreas específicas onde a atração gravitacional dos gigantes não faria com que um planeta rochoso saísse da sua órbita e voasse para fora da zona", disse Kane.

Enquanto este artigo científico mostra que os planetas gigantes fora da zona habitável destroem as hipóteses de vida, um segundo artigo, relacionado com este, mostra como um grande planeta no meio da zona teria um efeito semelhante.

Também publicado na revista The Astronomical Journal, este segundo trabalho examina um sistema estelar a apenas 30 anos-luz de distância da Terra, chamado GJ 357. Para referência, estima-se que a nossa Galáxia tenha 100.000 anos-luz de diâmetro, pelo que este sistema está "definitivamente na nossa vizinhança", disse Kane.

Estudos anteriores descobriram que um planeta neste sistema, chamado GJ 357 d, reside na zona habitável do sistema e foi medido com cerca de seis vezes a massa da Terra. No entanto, neste segundo trabalho, Kane mostra que a massa é provavelmente muito maior.

"É possível que GJ 357 d tenha até 10 massas terrestres, o que significa que provavelmente não é terrestre, pelo que não poderia ter vida nele", disse Kane. "Ou, pelo menos, não seria capaz de albergar vida tal como a conhecemos".

Na segunda parte do artigo, Kane e a sua colaboradora, a bolseira de pós-doutoramento em ciências planetárias da UCR, Tara Fetherolf, demonstram que, se o planeta for muito maior do que se pensa, é certo que impedirá que mais planetas semelhantes à Terra residam na zona habitável ao seu lado.

Embora existam também alguns locais específicos na zona habitável deste sistema onde uma Terra poderia potencialmente residir, as suas órbitas seriam altamente elípticas em torno da estrela. "Por outras palavras, as órbitas produziriam climas loucos nesses planetas", disse Kane. "Este artigo científico é realmente um aviso, quando encontramos planetas na zona habitável, para não assumirmos que são automaticamente capazes de albergar vida".

Em última análise, o par de artigos mostra como é invulgar encontrar o conjunto certo de circunstâncias para acolher vida noutras partes do Universo. "O nosso trabalho dá-nos mais razões para estarmos muito gratos pela configuração planetária particular que temos no nosso Sistema Solar", disse Kane.

// UC Riverside (comunicado de imprensa)
// Artigo científico #1 (The Astronomical Journal)
// Artigo científico #1 (arXiv.org)
// Artigo científico #2 (The Astronomical Journal)

 


Quer saber mais?

Notícias relacionadas:
EurekAlert!
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Forbes
Newsweek

HD 141399:
Simbad
HD 141399 b (Exoplanet.eu)
HD 141399 c (Exoplanet.eu)
HD 141399 d (Exoplanet.eu)
HD 141399 e (Exoplanet.eu)
ipac
Open Exoplanet Catalogue
Wikipedia

GJ 357:
Simbad
GJ 357 b (Exoplanet.eu)
GJ 357 c (Exoplanet.eu)
GJ 357 d (Exoplanet.eu)
ipac
Open Exoplanet Catalogue
Wikipedia

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Lista de exoplanetas candidatos a albergar água líquida (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Exoplanet.eu

 
   
Também em destaque
  Investigadores descobrem que "bolhas" no manto da Terra são vestígios de uma antiga colisão planetária (via Universidade do Estado do Arizona)
Na década de 1980, os geofísicos fizeram uma descoberta surpreendente: duas "bolhas" de tamanho continental de material invulgar foram encontradas perto do centro da Terra, uma sob o continente africano e outra sob o Oceano Pacífico. Cada bolha tem o dobro do tamanho da Lua, e a investigação da última década mostrou que são provavelmente compostas por proporções de elementos diferentes das do manto que as rodeia. Ler fonte
 
   

Álbum de fotografias
Arp 87: Galáxias em Fusão, pelo Hubble

(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAESAHubble; processamento - Harshwardhan Pathak
 
Esta dança é até à morte. Enquanto estas duas grandes galáxias duelam, uma ponte cósmica de estrelas, gás e poeira estende-se atualmente ao longo de 75.000 anos-luz e une-as. A ponte propriamente dita é uma forte evidência de que estes dois imensos sistemas passaram perto um do outro e sofreram marés violentas induzidas pela gravidade mútua. Como evidência adicional, a galáxia espiral à direita, vista de face, também conhecida como NGC 3808A, exibe muitos enxames jovens de estrelas azuis produzidos numa explosão de formação estelar. A espiral torcida à esquerda (NGC 3808B) parece estar envolvida no material que liga as galáxias e rodeada por um curioso anel polar. Em conjunto, o sistema é conhecido como Arp 87. Embora estas interações se prolonguem por milhares de milhões de anos, as repetidas passagens próximas acabarão por criar uma galáxia fundida. Embora este cenário pareça invulgar, pensa-se que as fusões galácticas sejam comuns, Arp 87 representando uma fase deste processo inevitável. O par dançante Arp 87 está a cerca de 300 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Leão. A galáxia espiral proeminente na extremidade esquerda parece ser uma galáxia de fundo mais distante e não está envolvida na fusão em curso.
 
   
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