Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão
EFEMÉRIDES
DIA 09/08: 222.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1973 era lançada a sonda soviética Mars 7. A 6 de março de 1974 o "orbiter"/"lander" falha a entrada na órbita de Marte. A órbita torna-se, assim, solar.
Em 1976, lançamento da soviética Luna 24, a última missão do programa Luna e a terceira a enviar amostras lunares. A cápsula aterrou na Terra no dia 22 de agosto do mesmo ano. HOJE, NO COSMOS:
Olhe para oeste-sudoeste ao final do lusco-fusco para avistar Espiga a 4 ou 5 graus para cima e para a direita da Lua Crescente. Muito para cima, ou para cima e para a direita, está Arcturo, mais brilhante e de um pálido tom amarelo-alaranjado.
DIA 10/08: 223.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1945, morria Robert Goddard, um homem de visão que propôs que se enviassem foguetões à Lua já na década de 1920.
Em 1966 era lançado o Lunar Orbiter 1, missão de estudo para a série Apollo.
Em 1990, a sonda Magalhães chega a Vénus.
Em 1992, lançamento do KITSAT-A, também conhecido como Uribyol (que significa "a nossa estrela"), o primeiro satélite lançado pela Coreia do Sul.
Em 1999 os Sistemas de Ciência Espacial Malin anunciam a confirmação que descreve o nosso vizinho Marte como um local de mudanças meteorológicas e geológicas ao longo do tempo. Um planeta ativo é mais provável de conter vida.
Em 2000, uma equipa liderada por astrónomos da Universidade de Columbia descobre o mais jovem pulsar, nascido de uma explosão há cerca de 700 anos atrás. Situado no lado oposto da Via Láctea, possui características invulgares que podem forçar os cientistas a reconsiderar como os pulsares são criados e evoluem.
Em 2001, o vaivém espacial Discovery é lançado na missão STS-105 rumo à ISS, transportando os astronautas da Expedition 3 para substituir a tripulação da Expedition 2.
Em 2003, Yuri Malencheko torna-se na primeira pessoa a casar no espaço. HOJE, NO COSMOS:
Espiga brilha esta noite para baixo e para a direita da Lua.
DIA 11/08: 224.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1962, lançamento da Vostok 3.
Tripulada por Andriyan Nikolayev, orbitou a Terra 64 vezes durante quase quatro dias, um feito que só seria alcançado pela NASA durante o programa Gemini (1965-66). As Vostok 3 e 4 foram lançadas com um dia de diferença e com trajetórias que as aproximaram até 6,5 km entre si. Os cosmonautas a bordo das duas cápsulas comunicaram via rádio, a primeira vez que tal aconteceu. Estas missões marcam a primeira vez que mais do que uma nave espacial estava em órbita à mesma altura.
Em 2023, lançamento
da Luna 25 a partir do Cosmódromo de Vostochny. A missão, infelizmente, colidiu com a superfície da Lua no dia 19 de agosto. HOJE, NO COSMOS:
Aí vem a chuva de meteoros das Perseídas! Talvez a primeira de duas noites excelentes. O pico das Perseídas, em princípio, situa-se entre as 14 e as 17 horas de dia 12 de agosto. Não é muito tempo antes e/ou depois da melhor altura para observação, antes do amanhecer. Mas quem sabe talvez a noite seguinte seja tão boa ou quase tão boa.
Ao início da noite, os meteoros serão poucos, mas os que aparecerem serão longos e encantadores, deslizando pelo topo da atmosfera. À medida que as horas passam e o ponto radiante da chuva (no norte de Perseu, perto de Cassiopeia) se eleva mais a nordeste, os meteoros tornam-se mais curtos e mais numerosos. O radiante está situado o mais alto antes do amanhecer.
Agasalhe-se bem, mesmo que o dia tenha sido quente; traga uma cadeira de jardim reclinável para um local escuro e aberto, onde as luzes locais não possam atingir os olhos. Deite-se e olhe para as estrelas. Seja paciente. À medida que os seus olhos se adaptam à escuridão, poderá ver um meteoro a cada minuto, em média, à medida que a noite avança. Verá menos com a poluição luminosa, mas os mais brilhantes continuarão a brilhar.
A melhor direção para observar é onde o céu estiver mais escuro, normalmente acima das nossas cabeças. O radiante da chuva é o ponto de origem perspetivado dos meteoros, se os pudéssemos ver a vir de muito longe no espaço. Mas os meteoros só se tornam visíveis no seu último segundo ou dois, quando entram na atmosfera superior, o que pode acontecer em qualquer parte do céu.
DIA 12/08: 225.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...
Em 1877 era feita a primeira observação do satélite de Marte, Deimos, por Asaph Hall do Observatório Naval dos EUA.
Descobriu Fobos, a maior das duas luas, seis noites depois.
Em 1887 nascia Erwin Schrödinger, físico austríaco e laureado com o Prémio Nobel, que desenvolveu um número de resultados fundamentais no campo da teoria quântica. Foi o autor de muitos outros trabalhos em vários campos da física.
Em 1960 era lançado o Echo 1A, o primeiro satélite experimental de comunicações, que é usado para redirecionar chamadas telefónicas transcontinentais e intercontinentais, rádio e sinais de televisão.
Em 1962, lançamento da Vostok 4, um dia depois da Vostok 3. As Vostok 3 e 4 passaram a 6,5 km entre si no espaço, a primeira vez que duas naves estavam em órbita à mesma altura.
Em 1977, primeiro voo livre do vaivém espacial Enterprise. No mesmo ano, lançamento do HEAO-1, que estudou o céu em raios-X.
Em 1978, lançamento do ISEE-3, a primeira nave espacial a encontrar-se com um cometa. Depois de completar a sua missão original, foi reativada e dirigiu-se para passar pela cauda do Cometa Giacobini-Zinner no dia 11 de setembro de 1985. Também observou o Cometa Halley a uma distância de 28 milhões de quilómetros em março de 1986.
Em 1999, a porta do Observatório de Raios-X Chandra, que protege os seus espelhos, abre-se e o Chandra começa a sua exploração do Universo de alta energia.
Em 2005, lançamento da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter). HOJE, NO COSMOS:
Devido às horas do pico (14 e 17 horas), a noite de 12 para 13 agosto talvez também ainda seja uma excelente noite para observar a chuva de meteoros das Perseídas. De qualquer maneira, a chuva fica ativa até dia 24, pelo que as suas hipóteses de avistar meteoros em qualquer noite limpa ficam praticamente asseguradas.
Uma estrela recém-descoberta pode fornecer novos conhecimentos sobre a evolução estelar
Impressão de artista de uma estrela gigante vermelha.
Crédito: Pixabay
Um novo estudo, publicado na revista The Astrophysical Journal, liderado pela professora assistente de astronomia Rana Ezzedine e pelo estudante Jeremy Kowkabany, ambos da Universidade da Flórida, EUA, juntamente com colaboradores, relata a descoberta de uma estrela que desafia a compreensão dos astrónomos no que toca à evolução das estrelas e à formação dos elementos químicos, e pode sugerir uma nova fase no seu ciclo de crescimento.
É amplamente aceite que, à medida que as estrelas queimam o seu combustível nuclear, perdem elementos mais leves como o lítio em troca de elementos mais pesados como o carbono e o oxigénio, mas uma análise desta nova estrela revelou que não só o seu teor de lítio era elevado para a sua idade, como era superior ao nível normal para qualquer estrela em qualquer idade.
Esta estrela, denominada J0524-0336 com base nas suas coordenadas no espaço, foi descoberta recentemente por Ezzeddine no âmbito de um outro estudo que utilizou um levantamento para procurar estrelas mais velhas na Via Láctea. É uma estrela evoluída, o que significa que está na fase final da sua "vida" e está a começar a ficar instável. Isto também significa que é muito maior e mais brilhante do que a maioria das outras estrelas do seu tipo, estimando-se que tenha cerca de 30 vezes o tamanho do Sol.
Para medir a composição elementar de J0524-0336, a equipa de Ezzeddine usou um método chamado espetroscopia. Um espetrógrafo fixa-se a um telescópio e filtra a luz da estrela nos seus arco-íris constituintes. As bandas escuras neste espetro podem ser usadas para determinar a quantidade de um elemento que constitui a estrela.
"Descobrimos que J0524-0336 contém 100.000 vezes mais lítio do que o Sol na sua idade atual", disse Ezzeddine. "Esta quantidade desafia os modelos dominantes de como as estrelas evoluem e pode sugerir um mecanismo previamente desconhecido para a produção ou retenção de lítio nas estrelas."
A equipa apresentou algumas potenciais hipóteses para explicar o elevado teor de lítio de J0524-0336. Pode estar numa fase ainda não observada do ciclo evolutivo das estrelas, ou pode ter ganho o elemento através de uma interação recente com outro corpo celeste. Foi teorizado que estrelas tão antigas e tão grandes como esta absorvem planetas próximos e estrelas vizinhas à medida que envelhecem, pelo que J0524-0336 pode simplesmente ter capturado outro corpo rico em lítio e não ter tido oportunidade de fundir a matéria. Ezzeddine pensa que, com a quantidade de lítio encontrada em J0524-0336, é provável que tenha havido contribuições de ambas as hipóteses, mas é necessário mais trabalho para chegar a conclusões.
Ezzeddine, Kowkabany e seus colaboradores planeiam realizar mais estudos sobre J0524-0336. Esperam usar um programa de monitorização contínua para seguir as mudanças na composição da estrela ao longo do tempo e observar diferentes comprimentos de onda, tais como luz infravermelha e ondas de rádio, para ver se algum material está a ser ejetado da estrela.
"Se encontrarmos uma acumulação de poeira no disco circunstelar da estrela, ou o anel de detritos e materiais que são ejetados da estrela, isso indicaria claramente um evento de perda de massa, tal como uma interação estelar", explicou Ezzeddine. "Se não observarmos esse disco, podemos concluir que o enriquecimento de lítio se deve a um processo, ainda por descobrir, que ocorre no interior da estrela."
Medições de precisão dão pistas sobre a origem cósmica dos magnetares
Impressão de artista do magnetar Swift J1818.0-1607.
Crédito: NSF, AUI, NRAO da NSF, S. Dagnello
Uma equipa internacional de astrónomos utilizou um poderoso conjunto de radiotelescópios para obter novas informações acerca de um magnetar com apenas algumas centenas de anos. Ao captar medições precisas da posição e velocidade do objeto, obtiveram novas pistas no que toca ao seu percurso de desenvolvimento.
Quando uma estrela de massa relativamente elevada entra em colapso no fim da sua vida e explode como supernova, pode deixar para trás uma estrela superdensa chamada estrela de neutrões. Forças extremas durante a sua formação fazem frequentemente com que as estrelas de neutrões girem muito depressa, emitindo feixes de luz como um farol. Quando esse feixe está alinhado de forma a ser visível da Terra, a estrela é também chamada pulsar. E, quando uma estrela de neutrões se forma com uma rotação rápida como um pulsar e um campo magnético milhares de vezes mais forte do que uma estrela de neutrões típica, é-lhe dada a designação de magnetar. Estas estrelas têm aproximadamente o dobro da massa do nosso Sol num tamanho físico da ordem das dezenas de quilómetros - o tamanho de uma cidade.
Apesar de existirem muitas semelhanças entre as estrelas de neutrões, os pulsares e os magnetares, os astrónomos ainda estão intrigados quanto às condições que levam estas estrelas extremas a evoluir para percursos tão distintos.
Agora, uma equipa de astrónomos liderada por Hao Ding do Observatório Mizusawa VLBI do NAOJ (National Astronomical Observatory of Japan), utilizou o VLBA (Very Long Baseline Array) do NRAO (National Radio Astronomy Observatory) da NSF (National Science Foundation) dos EUA para determinar as características-chave de um magnetar recém-descoberto com níveis de precisão sem precedentes.
Atualmente, conhecem-se 30 magnetares, mas apenas 8 deles são suficientemente semelhantes para serem relevantes para este estudo. Ding e a sua equipa utilizaram o VLBA da NSF durante um período de 3 anos para recolher dados sobre a posição e sobre a velocidade do magnetar Swift J1818.0-1607, que foi descoberto no início de 2020. Pensa-se que Swift J1818.0-1607 seja o mais jovem descoberto até à data e é o magnetar de rotação mais rápida, completando uma em apenas 1,36 segundos.
Swift J1818.0-1607 está localizado na direção da constelação de Sagitário. Situado do outro lado do bojo galáctico central - dentro da Via Láctea - e a apenas 22.000 anos-luz de distância, está relativamente próximo da Terra. Perto o suficiente, de facto, para utilizar o método da paralaxe para determinar com precisão a sua localização tridimensional dentro da Galáxia (o método de paralaxe calcula a distância usando a mudança aparente na posição de um objeto em relação a objetos de fundo conhecidos e distantes).
O tempo de vida de um magnetar é ainda desconhecido, mas os astrónomos estimam que Swift J1818.0-1607 tenha apenas algumas centenas de anos. As brilhantes emissões de raios-X de um magnetar necessitam de um mecanismo de fluxo energético extremamente elevado; apenas o rápido decaimento do seu intenso campo magnético pode explicar o poder por detrás destas assinaturas espetrais. Mas este é também um processo extremo. Para as estrelas comuns na sequência principal, as estrelas azuis brilhantes têm vidas muito curtas porque gastam o seu combustível muito mais depressa do que as suas irmãs amarelas. A física é diferente para os magnetares, mas é provável que eles também tenham vidas mais curtas do que os seus parentes pulsares. "Os magnetares são muito jovens, porque não podem continuar a emitir energia a este ritmo durante muito tempo", explica Ding.
Além disso, os magnetares também podem apresentar emissões na extremidade inferior do espetro eletromagnético - em comprimentos de onda de rádio. Para estas emissões, a radiação sincrotrão proveniente da rotação rápida do magnetar é provavelmente a fonte de energia. Na radiação de sincrotrão, o plasma que rodeia a estrela de neutrões está tão "pegado" à superfície da estrela que gira a uma velocidade muito próxima da velocidade da luz, gerando emissões em comprimentos de onda de rádio. Estas emissões de rádio foram depois detetadas pelo VLBA da NSF ao longo de três anos de observações.
"O VLBA forneceu-nos uma resolução angular soberba para medir esta minúscula paralaxe", diz Ding. "A resolução espacial é incomparável".
Os resultados, publicados no passado dia 6 de agosto na revista The Astrophysical Journal Letters, detalham que a paralaxe de Swift J1818.0-1607 está entre as mais pequenas das estrelas de neutrões, e que a sua velocidade transversal é a mais pequena - um novo limite inferior - entre os magnetares.
A velocidade em astronomia é mais facilmente descrita como tendo dois componentes, ou direções. A sua velocidade radial descreve a rapidez com que se move ao longo da linha de visão, o que neste caso significa ao longo do raio da Galáxia. Para um magnetar como Swift J1818.0-1607, localizado do outro lado do bojo central, há demasiado material no caminho para determinar com precisão a velocidade radial. A velocidade transversal, por vezes chamada velocidade peculiar, descreve o movimento perpendicular ao plano da Galáxia, e é mais facilmente discernível.
À medida que os astrónomos tentam compreender os processos de formação que são comuns - e os que são diferentes - entre estrelas de neutrões "normais", pulsares e magnetares, esperam usar medições precisas da velocidade transversal para ajudar a analisar as condições que fazem com que uma estrela evolua por um destes três percursos.
Ding diz que este estudo reforça a teoria de que é improvável que os magnetares se formem nas mesmas condições que os jovens pulsares, sugerindo assim que os magnetares surgem sob processos de formação mais exóticos.
"Precisamos de saber a que velocidade o magnetar estava a mover-se quando tinha acabado de nascer", diz Ding. "O mecanismo de formação dos magnetares é ainda um mistério que gostaríamos de compreender".
Os astrónomos descobriram riscos para planetas que podem albergar vida
Uma estrela anã vermelha liberta uma série de poderosas erupções.
Crédito: Scott Wiessinger/NASA
Os astrónomos descobriram que as estrelas anãs vermelhas podem produzir erupções estelares com níveis de radiação ultravioleta (UV) distante muito mais elevados do que se pensava.
A descoberta sugere que a intensa radiação UV destes surtos pode ter um impacto significativo na habitabilidade dos planetas em torno de estrelas anãs vermelhas.
"Pensava-se que poucas estrelas geravam radiação UV suficiente através de erupções para afetar a habitabilidade dos planetas. As nossas descobertas mostram que muitas mais estrelas podem ter essa capacidade", disse a primeira autora Vera Berger, que liderou a investigação enquanto trabalhava na Universidade do Hawaii e que agora trabalha na Universidade de Cambridge.
Berger e a sua equipa utilizaram dados de arquivo do telescópio espacial GALEX para procurar erupções em 300.000 estrelas próximas. O GALEX é uma missão da NASA, agora desativada, que observou simultaneamente a maior parte do céu no ultravioleta próximo e distante entre 2003 e 2013. Utilizando novas técnicas de computação, a equipa extraiu mais informações dos seus dados.
"A combinação do moderno poder computacional com gigabytes de observações com décadas permitiu-nos procurar erupções em milhares e milhares de estrelas próximas", disse o coautor Michael Tucker da Universidade do Estado do Ohio.
De acordo com os investigadores, a radiação UV dos surtos estelares pode corroer as atmosferas planetárias, ameaçando o seu potencial para suportar vida, ou contribuir para a formação de blocos de construção de ARN, essenciais para a formação da vida.
O estudo, publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, desafia os modelos existentes de erupções estelares e a habitabilidade exoplanetária, mostrando que a emissão UV distante dos surtos é, em média, três vezes mais energética do que se supunha, e pode atingir até doze vezes os níveis de energia esperados.
"Uma mudança de três é o mesmo que a diferença UV, no verão, entre Anchorage, Alaska e Honolulu, onde a pele desprotegida pode sofrer uma queimadura solar em menos de 10 minutos", disse o coautor Benjamin J. Shappee da Universidade do Hawaii.
A causa exata desta emissão mais forte no UV distante ainda não é clara. A equipa pensa que pode ser porque a radiação da erupção está concentrada em comprimentos de onda específicos, indicando a presença de átomos como o carbono e o azoto.
"Este estudo mudou a imagem dos ambientes em torno de estrelas menos massivas do que o nosso Sol, que emitem muito pouca luz UV fora das erupções", disse o coautor Jason Hinkle.
De acordo com Berger, atualmente bolseiro em Cambridge, são necessários mais dados de telescópios espaciais para estudar a radiação UV das estrelas, o que é crucial para compreender a fonte desta emissão.
"O nosso trabalho chama a atenção para a necessidade de explorar melhor os efeitos dos surtos estelares em ambientes exoplanetários", disse Berger. "A utilização de telescópios espaciais para obter espetros UV de estrelas será crucial para compreender melhor as origens desta emissão."
Usando buracos negros pequenos para detetar buracos negros grandes (via Universidade de Zurique)
Uma equipa internacional de astrofísicos, com a participação da Universidade de Zurique, propõe um novo método para detetar pares dos maiores buracos negros que se encontram no centro das galáxias, através da análise das ondas gravitacionais geradas por binários de pequenos buracos negros estelares próximos. Ler fonte
JWST revela a estrutura da poeira perto de um buraco negro supermassivo (via Universidade de Newscastle)
Uma equipa internacional de cientistas, liderada por investigadores da Universidade de Newcastle, utilizou o Telescópio Espacial James Webb (JWST) para revelar um véu de poeira escondido numa galáxia a 70 milhões de anos-luz de distância. Esta investigação demonstrou que, inesperadamente, a energia que aquece a poeira provém de colisões de gás que flui a uma velocidade próxima da velocidade da luz (choques), e não da radiação do buraco negro supermassivo da galáxia. Ler fonte
O que está a acontecer por cima de Uluru? Património Mundial da UNESCO, Uluru é uma extraordinária montanha de 350 metros de altura no centro da Austrália que se ergue abruptamente de uma paisagem quase plana. Composta por arenito, Uluru formou-se lentamente ao longo dos últimos 300 milhões de anos, à medida que as rochas mais macias foram sendo erodidas. A região de Uluru tem sido um lar para os humanos há mais de 22.000 anos. Fotografado no passado mês de junho, o céu estrelado por cima de Uluru inclui a faixa central da nossa Galáxia, a Via Láctea, com complexos filamentos escuros de poeira, brilhantes nebulosas vermelhas de emissão e milhares de milhões de estrelas.
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Convento do Carmo
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