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  Arquivo | CCVAlg - Astronomia
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  Astroboletim #2234  
  05/08 a 07/08/2025  
     
 
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Astronomia no Verão pelo Centro Ciência Viva de Tavira

Observação solar na Ilha de Tavira
Local: perto dos restaurantes da ilha da Tavira
22/08/2025, 10:00
12/09/2025, 10:00
(não requer inscrição)

Observação noturna do céu na praia do Barril
Local: Praia do Barril
29/08/2025, 21:00
(não requer inscrição)

Observação solar na praia do Barril
Local: Praia do Barril
08/08/2025, 10:00
05/09/2025, 10:00
(não requer inscrição)

A Lua sobre a ponte
Local: Ponte romana - Tavira
09/08/2025, 21:00
02/09/2025, 20:00
(não requer inscrição)

Observação noturna do céu de Tavira
Local: Forte do Rato
12/08/2025, 20:45
(não requer inscrição)

 

Astronomia no Verão pelo Centro Ciência Viva do Algarve

Astronomia romana em Vilamoura
Local: Recinto da Estação Arqueológica do Cerro da Vila
08/09/2025, 20:30 - Inscrição

Astronomia nos Salgados
Local: Zona da Praia dos Salgados
05/08/2025, 21:15 - Data esgotada - Lista de espera

Astros do Moinho de Maré na Quinta de Marim
Local: Moinho de Maré do Parque Natural da Ria Formosa
12/08/2025, 20:45 - Data esgotada - Lista de espera

Astronomia no Alto da Ameixeira - S. Brás
Local: Miradouro do Alto da Ameixeira
14/08/2025, 21:00
(não requer inscrição)

Astronáufragos na Ria Formosa
19/08/2025, 20:30 - Data esgotada - Lista de espera

Planetário no Vale Gonçalinho
Local: Centro de Educação Ambiental Vale Gonçalinho (CEAVG)
22/08/2025, 19:00 - Inscrição
22/08/2025, 19:30 - Inscrição

Uma noite astronómica no Vale Gonçalinho
Local: Centro de Educação Ambiental Vale Gonçalinho (CEAVG)
22/08/2025, 20:30 - Inscrição

Observação solar em Castro Verde
Local: Entre o Largo da Feira/Mercado e a Rua Morais Sarmento (ER123)
23/08/2025, 09:30 - Inscrição
23/08/2025, 10:00 - Inscrição

Astronomia em Vale do Álamo
Local: Vale do Álamo - Benafim
25/08/2025, 21:00 - Data esgotada - Lista de espera

Astronomia junto ao Castelo de Paderne
Local: Castelo de Paderne
01/09/2025, 21:00 - Data esgotada - Lista de espera

Eclipse lunar na Ilha de Faro
Local: Centro Náutico da Praia de Faro
07/09/2025, 19:45 - Data esgotada - Lista de espera

Programa em atualização
Consulte sempre a página das atividades para informações mais detalhadas como o itinerário, ponto de encontro, coordenadas GPS, duração da iniciativa, etc., e para fazer a sua inscrição caso seja obrigatória.
Todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis.
Não dispensa a consulta do FAQ no site da Ciência Viva no Verão

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EFEMÉRIDES

DIA 05/08: 217.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1864, Giovanni Donati faz as primeiras observações espetroscópicas de um cometa (Tempel, 1864 II).
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Vê o que é agora conhecido como as bandas Swan (3 delas), devido ao carbono molecular (C2). 
Em 1930 nascia Neil Armstrong, o primeiro ser humano a pisar a Lua.
Em 1969, a sonda americana Mariner 7 passa por Marte a 3524 km, enviando de volta 125 imagens. 
Em 1973, é lançada a sonda soviética Mars 6. A 12 de março de 1974, a Mars 6 aterra suavemente em Marte a 24º S, 25º O. Enviou dados atmosféricos durante a descida. 
Em 2000, é capturada a quebra do cometa Linear 1999/S4 pelo Telescópio Espacial Hubble.
Em 2011, era lançada a missão Juno, com destino Júpiter. Chegou ao gigante gasoso em julho de 2016.
HOJE, NO COSMOS:
A Lua encontra-se logo acima do "bico" do "bule de chá" de Sagitário.

 

DIA 06/08: 218.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1961, a União Soviética lançava a Vostok 2, levando a bordo o cosmonauta Gherman Titov, que fez o primeiro voo soviético com a duração de um dia.
Em 1996, a NASA anuncia que o meteorito ALH 84001, que se pensa ser originário de Marte, continha evidências de formas de vidas primitivas. No entanto, atualmente os resultados são tidos como inconclusivos e insuficientes.
Em 2012, o rover Curiosity aterra na superfície de Marte.
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HOJE, NO COSMOS:
Observe a Lua novamente e verifique que está agora na "pega" do "bule de chá" de Sagitário.

 

DIA 07/08: 219.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1959, lançamento do Explorer 6 que, com uma massa de 64,4 kg, torna-se no primeiro satélite a enviar fotos da Terra a partir de órbita. 
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Em 1976, a Viking 2 entra em órbita de Marte.
Em 2000, uma equipa internacional de pesquisa planetária descobre em Epsilon Eridani, a apenas 10,5 anos-luz da Terra, um novo planeta gasoso. A descoberta foi, alguns anos depois, colocada em causa. Atualmente, a NASA lista o exoplaneta como "confirmado".
HOJE, NO COSMOS:
A brilhante Vega passa o mais alto no céu pelas 23 horas, dependendo de quão para este ou oeste está o observador.
Quão perto falha o zénite depende de quão para norte ou sul está o observador. Passa exatamente pelo zénite à latitude 39º N. Quão detalhadamente consegue ver isto só apenas olhando?
Deneb passa o mais alto no céu duas horas depois de Vega. Mas para ver Deneb exatamente no zénite, precisamos de estar mais para norte, a 45º N (sul da França, por exemplo).

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Detetado um proto-sub-Neptuno com uma atmosfera pobre em metais e um interior quente
 

Representação esquemática da caracterização da atmosfera do exoplaneta extremamente jovem, em trânsito, V1298 Tau b.
Crédito: Jean-Michel Désert/Saugata Barat/Kamalika Chakraborty

 

Os astrónomos caracterizaram a atmosfera de um jovem exoplaneta em trânsito e descobriram que é invulgarmente limpa e inchada. Analisando as características atmosféricas do planeta, conseguiram medir com precisão a massa do planeta, ultrapassando as técnicas dinâmicas tradicionais, como a velocidade radial, que são pouco eficazes com estrelas jovens tão ativas. Descobriram que V1298 Tau b é um proto-sub-Neptuno, ainda quente e inflado pela sua recente formação. A equipa, liderada por Saugata Barat do MIT (Massachusetts Institute of Technology), EUA, e pelo seu orientador de doutoramento Jean-Michel Désert da Universidade de Amesterdão, nos Países Baixos, usou o Telescópio Espacial James Webb para estudar o planeta muito jovem, e os seus resultados foram aceites para publicação na revista The Astrophysical Journal.

V1298 Tau b tem apenas 10 a 30 milhões de anos e tem uma atmosfera invulgarmente limpa e inchada. Os astrónomos detetaram fortes sinais de absorção de moléculas como vapor de água, metano, dióxido de carbono, monóxido de carbono e até indícios de processos fotoquímicos complexos, tais como as deteções preliminares de dióxido de enxofre (SO₂) e sulfeto de carbonila (OCS).

Pobre em metais

Apesar do espetro rico, a atmosfera é surpreendentemente pobre em metais - cerca de 100 vezes menos enriquecida do que os sub-Neptunos já maduros - sugerindo que ainda está a evoluir e pode tornar-se mais rica em metais com o tempo. Outra surpresa vem do facto de o planeta apresentar 100 vezes menos metano do que o esperado, o que pode ser o resultado de um calor interno extremo e de uma forte mistura vertical na atmosfera.

Temperaturas internas tão elevadas são inconsistentes com os modelos padrão de evolução térmica para planetas com a dimensão dos sub-Neptunos, desafiando a compreensão atual da sua formação e evolução inicial. Estes resultados motivam fortemente mais estudos de atmosferas planetárias jovens para explorar como a composição muda ao longo do tempo.

A atmosfera de V1298 Tau b não é provavelmente bem misturada e pode ter gradientes de metalicidade, como os inferidos nos gigantes do Sistema Solar. Isto poderia explicar naturalmente tanto a sua baixa metalicidade observada como o seu elevado calor interno, reconciliando as observações com os modelos de formação e evolução existentes.

Sub-Neptunos

Saugata Barat: "Descobrimos que V1298 Tau b tem uma atmosfera muito mais limpa e pobre em metais e um interior mais quente do que as observações de sub-Neptunos revelaram anteriormente. Isto sugere que os processos evolutivos ainda se estão a desenrolar e irão potencialmente transformar a composição atmosférica deste planeta com a idade".

Barat continua: "Foram necessárias as observações do JWST para determinar com precisão a massa e a composição atmosférica, uma vez que nos deu acesso a múltiplas características de absorção molecular (H2O, CH4, SO2, CO2, CO) no infravermelho próximo".

Mais moléculas

Com base nas observações anteriores do Hubble, a equipa esperava ver vapor de água na atmosfera do planeta e, potencialmente, metano. Mas com o JWST não só conseguiram medir as abundâncias destas duas moléculas, como também de outras moléculas que contêm carbono (CO e CO2), bem como de substâncias fotoquímicas como o SO2 e o OCS. Jean-Michel Désert afirma: "Quando esta proposta foi escrita, nenhuma destas moléculas, para além da água, tinha sido detetada com segurança utilizando espetroscopia de baixa resolução a partir do espaço".

"No geral, estas descobertas desafiam a nossa compreensão de como os planetas sub-Neptuno se formam e evoluem. Mostrámos que, nas suas fases iniciais, estes planetas possuem atmosferas que diferem significativamente das dos seus homólogos mais velhos, com mil milhões de anos", conclui Désert.

Na sequência dos resultados de V1298 Tau b, a equipa faz agora parte (como coinvestigadores) de um grande programa do Ciclo 3 do JWST que irá analisar sete planetas jovens em trânsito com idades compreendidas entre os 20 e os 200 milhões de anos, para ver como a composição atmosférica evolui com a idade.

// NOVA (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (arXiv)

 


Quer saber mais?

V1298 Tau b:
NASA
Exoplanet.eu
ipac
Wikipedia

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de exoplanetas mais próximos (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Lista de exoplanetas candidatos a albergar água líquida (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
NASA
Exoplanet.eu

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
STScI (website para o público)
ESA
ESA/Webb
Wikipedia
Facebook
X/Twitter
Instagram
Blog do JWST (NASA)
NIRISS (NASA)
NIRCam (NASA)
MIRI (NASA)
NIRSpec (NASA)

 
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Investigação sugere que a vida pode sobreviver sob a superfície de Marte e de algumas luas graças aos raios cósmicos
 
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Encélado, uma das luas de Saturno.
Crédito: NASA/JPL/SSI
 

Um novo estudo descobriu que as partículas altamente energéticas provenientes do espaço, conhecidas como raios cósmicos, podiam criar a energia necessária para sustentar a vida no subsolo em planetas e luas do nosso Sistema Solar.

A investigação mostra que os raios cósmicos podem não só ser inofensivos em certos ambientes, como também ajudar a vida microscópica a sobreviver. Estas descobertas desafiam a visão tradicional de que a vida só pode existir perto da luz solar ou do calor vulcânico. Publicado na revista International Journal of Astrobiology, o estudo é liderado pelo investigador principal Dimitra Atri pertencente ao CASS (Center for Astrophysics and Space Science) da NYUAD (New York University Abu Dhabi).

A equipa focou-se no que acontece quando os raios cósmicos atingem a água ou o gelo no subsolo. O impacto quebra as moléculas de água e liberta partículas minúsculas chamadas eletrões. Algumas bactérias na Terra podem utilizar estes eletrões para obter energia, tal como as plantas utilizam a luz solar. Este processo chama-se radiólise e pode impulsionar a vida mesmo em ambientes escuros e frios, sem luz solar.

Utilizando simulações em computador, os investigadores estudaram a quantidade de energia que este processo poderia produzir em Marte e nas luas geladas de Júpiter e Saturno. Pensa-se que estas luas, que estão cobertas por espessas camadas de gelo, têm água escondida sob as suas superfícies. O estudo concluiu que a lua gelada de Saturno, Encélado, é a que tem mais potencial para suportar vida desta forma, seguida de Marte e depois da lua de Júpiter, Europa.

"Esta descoberta muda a forma como pensamos sobre onde a vida pode existir", disse Atri. "Em vez de procurarmos apenas planetas quentes com luz solar, podemos agora considerar locais frios e escuros, desde que tenham alguma água sob a superfície e estejam expostos a raios cósmicos. A vida pode ser capaz de sobreviver em mais sítios do que alguma vez imaginámos".

O estudo introduz uma nova ideia chamada Zona Habitável Radiolítica. Ao contrário da tradicional zona habitável - a área à volta de uma estrela onde um planeta pode ter água líquida à superfície - esta nova zona centra-se em locais onde a água existe no subsolo e pode ser energizada por radiação cósmica. Uma vez que os raios cósmicos estão espalhados por todo o espaço, isto pode significar que existem muitos mais locais no Universo onde a vida pode existir.

As descobertas fornecem novas orientações para futuras missões espaciais. Em vez de procurarem apenas sinais de vida à superfície, os cientistas poderão também explorar ambientes subterrâneos em Marte e nas luas geladas, utilizando ferramentas capazes de detetar a energia química criada pela radiação cósmica.

Esta investigação abre novas e excitantes possibilidades na procura de vida para além da Terra e sugere que mesmo os locais mais escuros e frios do Sistema Solar podem ter as condições adequadas para a sobrevivência da vida.

// NYUAD (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (International Journal of Astrobiology)

 


Quer saber mais?

Raios cósmicos:
Wikipedia

Zona habitável:
Wikipedia

Encélado:
NASA
Wikipedia

Marte:
NASA
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
The Nine Planets

Europa:
NASA
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia

 
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Também em destaque
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  Um núcleo terrestre, totalmente líquido, também gera um campo magnético (via ETH Zurique)
Há mais de 100 anos que os cientistas se interrogam sobre a possibilidade do campo magnético da Terra já ter sido gerado de forma estável nos seus primórdios, quando o núcleo interno era totalmente líquido - ao contrário do que acontece atualmente. Uma equipa de geofísicos utilizou uma simulação para demonstrar que tal era altamente provável. Ler fonte
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Álbum de fotografias
Pequena Nebulosa Escura

exemplo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Peter Bresseler
 
Uma pequena nebulosa escura parece isolada perto do centro desta ampliação telescópica. No entanto, a nebulosa cósmica em forma de cunha encontra-se numa região relativamente povoada do espaço. A cerca de 7000 anos-luz de distância e repleta de gás incandescente e de um enxame de estrelas jovens, a região é conhecida por M16 ou Nebulosa da Águia. As imagens icónicas da Nebulosa da Águia obtidas pelo Telescópio Hubble incluem os famosos Pilares da Criação, estruturas imponentes de gás e poeira interestelar com 4 a 5 anos-luz de comprimento. Mas esta pequena nebulosa escura, conhecida como um glóbulo de Bok, tem uma fração de um ano-luz de diâmetro. O glóbulo de Bok destaca-se em silhueta contra o fundo expansivo do brilho difuso de M16. Encontrados dispersos em nebulosas de emissão e enxames de estrelas aí embebidos, os glóbulos de Bok são pequenas nuvens interestelares de gás molecular frio e poeira obscurante que também formam estrelas nos seus núcleos densos e em colapso.
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