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Edição n.º 807
29/11 a 01/12/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 29/11: 333.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1803, nascia Christian Doppler, matemático e físico austríaco, famoso pela sua descoberta do que é agora denominado efeito Doppler.

Em 1961, Enos, um chimpanzé, é lançado para o espaço a bordo da missão Mercury-Atlas 5. A nave orbitou a Terra duas vezes e aterrou no mar perto da costa de Porto Rico.
Em 1965, a agência espacial canadiana lança o satélite Alouette 2
Em 1967, lançamento do primeiro satélite australiano, o Wresat 1.
Observações: Assim que anoitece, é possível observar telescopicamente a sombra de Europa passar pela atmosfera de Júpiter, até por volta das 19:50.
A fina Lua Crescente brilha a Sudoeste após o caír da noite. Procure, não muito longe do satélite natural, e para a direita e para baixo, Alpha e Beta Capricorni, respectivamente. Alpha Cap, amarela, é uma estrela dupla larga que possivelmente é visível a olho nu. Caso contrário, uns pequenos binóculos fazem maravilhas.

Dia 30/11: 334.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1954, Ann Elizabeth Hodges é atingida por um meteorito de 5 kg no estado americano do Alabama.

Observações: Bem para a esquerda e para baixo da Lua brilha a estrela de primeira magnitude, Fomalhaut. Encontra-se na sua posição mais alta a Sul mesmo após o anoitecer.

Assim que anoitece, é possível observar telescopicamente a sombra de Io passar pela atmosfera de Júpiter, bem como a Grande Mancha Vermelha, até por volta das 20:35.

Dia 01/12: 335.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960, os cães espaciais Pchyolka (Pequena Abelha) e Mushka (Pequena Mosca) foram lançados a bordo do Korabl-Sputnik-3, também conhecido como Sputnik 6.

A nave passou um dia em órbita mas a re-entrada foi mal configurada e a nave, ao descer num ângulo muito acentuado, foi destruída.
Observações: A estrela mais brilhante a Nordeste por estas noites é Capella. Olhe bem para a sua direita e encontrará Aldebarã, com as estrelas das Híades espalhadas lá perto. Por cima de Aldebarã e as Híades está o mais pequeno mas brilhante enxame das Plêiades.

 
CURIOSIDADES


No próximo dia 2 de Dezembro, a New Horizons estará mais perto de Plutão do que qualquer outra sonda já lançada. Actualmente, é a Voyager 2 que detém o recorde de maior aproximação.

 
LUAS DE PLUTÃO PODEM SIGNIFICAR PERIGO PARA A NEW HORIZONS

Quando a sonda New Horizons chegar a Plutão em Julho de 2015, pode descobrir que a região é mais perigosa do que antecipava. A descoberta de várias luas em torno de Plutão - e o potencial para haver mais - aumenta os riscos durante as passagens rasantes da sonda.

O problema principal são os detritos. As pequenas luas estão sob constante bombardeamento de rochas espaciais vizinhas chamadas objectos de Cintura de Kuiper, mas a pequena gravidade das luas impede-as de segurar bocados de rocha e poeira, que voam para fora quanto são atingidas. Os detritos ao invés ficam presos na órbita de Plutão, onde constituem uma séria ameaça para a New Horizons.

"O problema mais provável que vamos encontrar é sermos atingidos por algo grande o suficiente para destruir instantaneamente a sonda," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em San Antonio, Texas, EUA.

Duas imagens legendadas do sistema de Plutão obtidas pela câmara WFC3 do Telescópio Espacial Hubble, com o recém-descoberto P4 dentro do círculo. A imagem à esquerda foi obtida a 28 de Junho de 2011, e a da direita a 3 de Julho.
Crédito: NASA, ESA e M. Showalter (Instituto SETI)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Embora as câmaras a bordo da New Horizons comecem a observar o sistema de Plutão meses antes da sua aproximação máxima, não serão capazes de detectar as rápidas partículas com alguns milímetros de tamanho que significam morte imediata para a sonda.

A primeira lua conhecida de Plutão, Caronte, foi descoberta em 1978, quase 50 anos após a descoberta do planeta anão. O Telescópio Espacial Hubble descobriu as duas luas seguintes em 2005, apenas dois meses e meio antes do lançamento da New Horizons. Em Julho deste ano, uma quarta lua de Plutão foi descoberta, e há indícios que apontam para a existência de mais duas luas.

Com a descoberta de três das quatro luas conhecidas de Plutão nos últimos cinco anos, os cientistas têm o pressentimento que provavelmente existem mais escondidas. Devido a estas novas condições, um grupo de especialistas reuniu-se recentemente para analisar os perigos que a New Horizons enfrenta. Após determinar a gravidade da ameaça, discutiram como melhor a evitar.

Impressão de artista da sonda New Horizons durante o seu encontro planeado com Plutão e a sua lua Caronte.
Crédito: NASA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Um olhar mais cuidado sobre o desafio pode fazer uma enorme diferença, afirmam os cientistas. A continuação do estudo do sistema com o Hubble, bem como com vários telescópios terrestres, poderá ajudar a revelar outras luas escondidas e as suas órbitas bem antes da New Horizons chegar a Plutão.

Mas a procura não significa necessariamente sucesso. "Se existirem luas demasiado pequenas, ou seja, demasiado ténues, então não as iremos encontrar," afirma Stern. Com isso em mente, o grupo também determinou a necessidade de uma boa e segura trajectória de escape - uma órbita que permite com que a New Horizons fique longe da maioria das zonas perigosas.

A melhor rota é através da órbita de Caronte, mas no lado oposto do planeta a partir da lua. O grande corpo limpa constantemente detritos do seu percurso, criando uma trajectória limpa para a New Horizons passar. Esta estratégia funciona melhor se os detritos permanecerem num plano, parecido aos anéis de Saturno. Se, no entanto, orbitar Plutão numa nuvem, o perigo é maior.

Se a New Horizons descobrir poeira oriunda das luas, isso poderá significar um fim abrupto para a primeira missão a Plutão. "Aqui não há feridas - apenas vida ou morte," conclui Stern.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
01/11/2005 - Duas novas luas descobertas em torno de Plutão
23/06/2006 - Novas luas de Plutão chamadas Hidra e Nix
22/07/2011 - Hubble descobre outra lua em torno de Plutão

Sistema de Plutão:
Wikipedia
Caronte (Wikipedia)
Nix (Wikipedia)
Hydra (Wikipedia)
S/2011 P1 (ou P4) (Wikipedia)

New Horizons:
Página oficial
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Desmoronamento no asteróide Vesta
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: NASAJPL-CaltechUCLA, MPS, DLR, IDA
 
O asteróide Vesta é lar de alguns dos mais impressionantes desfiladeiros no Sistema Solar. Na imagem acima, perto do centro, está um desfiladeiro muito profundo com cerca de 20 km. A imagem foi obtida pela sonda Dawn que começou a orbitar este ano a rocha espacial com 500 km. A topografia da escarpa e das suas redondezas indica a existência de enormes desmoronamentos. A origem da escarpa permanece desconhecida, mas partes da face do próprio desfiladeiro devem ser tão antigas quanto algumas crateras que aí se encontram desde que foram criadas. A Dawn terminou agora o seu estudo de alta altitude e vai aproximar-se do asteróide para melhor explorar o seu campo gravítico. Em 2012, a Dawn tem partida prevista de Vesta e começa então a sua longa viagem até ao único objecto conhecido, na cintura de asteróides, que se sabe ser maior: Ceres.
 

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