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Edição n.º 1042
04/03 a 06/03/2014
 
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ACTIVIDADES

28.03.14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 23:00 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

29.03.14 - DESCOBRINDO O SOL
15:00 – 16:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela, podendo incluir outras atividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 04/03: 63.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1675, John Flamsteed é nomeado o primeiro Astrónomo Real de Inglaterra.
Em 1881, nascia Richard Chace Tolman, físico americano, uma autoridade em mecânica estatística.

Fez importantes contribuições para a cosmologia teórica nos anos após a descoberta da relatividade geral por Einstein.
Em 1979, a sonda Voyager 1 descobre os anéis de Júpiter
Em 1986, a sonda soviética Vega 1 começa a enviar imagens do Cometa Halley, e as primeiras imagens de sempre do seu núcleo. 
Em 1994, a missão STS-62 do vaivém espacial (Columbia 16) é lançada para órbita. 
Em 1999, voo rasante do asteróide 1998 VD35 pela Terra (0,169 UA).
Em 2006, última tentativa de contacto com a Pioneer 10, pela Deep Space Network. Nenhuma resposta foi recebida.
Observações: Aproveite a noite de hoje para observar o enxame M44 (Presépio) na constelação do Caranguejo, utilizando uns binóculos.

Dia 05/03: 64.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1512 nascia Gerardus Mercator, famoso cartógrafo.

Em 1616, o livro de Nicolau CopérnicoDe revolutionibus orbium coelestium (Das revoluções das esferas celestes) é banido pela Igreja Católica.
Em 1958, é lançada a sonda Explorer 2, mas falha a alcançar órbita.
Em 1978, lançamento do Landsat 3 a partir da Base da Força Aérea em Vandenberg, Califórnia. 
Em 1979 as sondas soviéticasVenera 11Venera 12 e o satélite solar americano Helios II são atingidos por raios-gama, o que leva à descoberta da primeira explosão de raios-gama, proveniente dos enigmáticos objectos de nome magnetares. No mesmo ano, a sonda Voyager 1 fez a sua maior aproximação de Júpiter, quando passou a 206.700 quilómetros do topo das nuvens do planeta. 
Em 1982, a sonda Venera 14 chega a Vénus
Em 1998, a NASA anuncia que a sonda Clementine, em órbita da Lua, descobriu água suficiente para suportar uma colónia humana.
Observações: O brilhante "Diamante de Inverno" deste ano - Júpiter no topo, Sirius em baixo, e Procyon e Betelgeuse formando os seus dois cantos de lado - está "em pé" a Sul por volta das 20 horas.

Dia 06/03: 65.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1787 nascia Joseph Fraunhofer, espectroscopista pioneiro alemão, de quem as proeminentes linhas de absorção no espectro do Sol receberam o seu nome.

Em 1986, entre dia 6 e 14, primeiro voo rasante de um cometa, pela sonda Vega 1 e Giotto (580 km), no Cometa Halley.
Observações: Trânsito de Europa, entre as 18:23 e as 21:10.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 20:44 e as 23:28.
Após o anoitecer, procure Aldebarã para cima e para a esquerda da Lua e as Plêiades para a direita e para a cima da Lua.

 
CURIOSIDADES


Embora Mercúrio seja o planeta mais próximo do Sol, as temperaturas podem atingir os -173 graus centígrados. Porquê? Dado que Mercúrio não tem praticamente atmosfera, não existe nada para capturar calor perto da superfície. Por isso, o lado escuro de Mercúrio (o lado oposto ao Sol, o lado nocturno) é muito frio.

 
UMA ESTRELA PEQUENA, UM PLANETA PEQUENO... PELO MENOS!

Um grupo de astrónomos do Reino Unido e do Chile relata a descoberta de oito novos planetas pequenos orbitando anãs vermelhas próximas, três das quais podem ser habitáveis. A partir deste resultado, os cientistas, liderados por Mikko Tuomi da Universidade de Hertfordshire, estimam que uma grande fracção das anãs vermelhas, que constituem pelo menos três-quartos das estrelas no Universo, têm planetas de baixa massa. O novo trabalho foi publicado na revista Monthly Notices da Sociedade Astronómica Real.

Os pesquisadores descobriram os planetas através da análise de dados de arquivo de dois estudos planetários de alta precisão feitos com o instrumento UVES (Ultraviolet and Visual Echelle Spectrograph) e com o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), ambos operados pelo Observatório Europeu do Sul no Chile. Os dois instrumentos são usados para medir quanto uma estrela é afectada pela gravidade de um planeta em órbita.

À medida que um planeta invisível orbita uma estrela distante, a atracção gravitacional entre os dois faz com que a estrela tenha um movimento oscilatório no espaço. Esta oscilação periódica é detectada através do estudo da luz da estrela. Ao combinar dados do UVES e do HARPS, a equipa foi capaz de detectar sinais demasiado fracos para serem vistos nos dados de um só instrumento.

Impressão de artista de um dos recém-descobertos planetas, em órbita de uma anã vermelha.
Crédito: Neil Cook, Universidade de Hertfordshire
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Com esta técnica mais sensível, os astrónomos descobriram oito mundos, três dos quais encontram-se na chamada "zona habitável" das suas estrelas e são apenas um pouco mais maciços que a Terra. Os planetas nesta região, onde a temperatura é ideal para a existência de água líquida à sua superfície, são mais propensos a suportar vida.

Todos os planetas recém-descobertos orbitam anãs vermelhas entre 15 e 80 anos-luz do Sol, tornando-os relativamente próximos do Sistema Solar. Os oito planetas demoram entre duas semanas e nove anos a completar cada órbita, colocando-os a uma distância das suas estrelas entre 6 e 600 milhões de quilómetros (equivalente a entre 0,04 e 4 vezes a distância da Terra ao Sol).

"Nós estávamos apenas estudando os dados do UVES, e notámos uma variabilidade que não podia ser explicada por um ruído aleatório. Ao combinar essas observações com dados do HARPS, conseguimos detectar este tesouro espectacular de candidatos a planeta," disse Mikko Tuomi. "Estamos claramente estudando uma população altamente abundante de planetas de baixa massa, e podemos esperar encontrar muitos mais no futuro próximo - mesmo em redor de estrelas muito mais próximas do Sol."

A equipa usou técnicas inovadoras de análise para espremer os sinais planetários nos dados. Em particular, aplicaram a regra de probabilidades condicionais de Bayes que permite responder à questão "Qual a probabilidade de uma determinada estrela ter planetas em órbita com base nos dados disponíveis?" Esta abordagem, em conjunto com uma técnica que permite aos pesquisadores filtrar ruído em excesso nas medições, tornou possível as detecções.

Hugh Jones, também da Universidade de Hertfordshire, afirma: "este novo resultado é algo já esperado, no sentido de que estudos de anãs vermelhas distantes com a missão Kepler indicam uma população significativa de planetas com pequenos raios. Por isso, é agradável ser capaz de confirmar isso com uma amostra de estrelas que estão entre as mais brilhantes da sua classe."

Estas descobertas acrescentam oito novos exoplanetas ao total anterior de 17 já conhecidos em torno de estrelas de baixa massa. A equipa também pretende acompanhar outros dez sinais mais fracos.

Links:

Notícias relacionadas:
Sociedade Astronómica Real (comunicado de imprensa)
Universidade de Hertfordshire (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Astrobiology Magazine
PHYSORG

Planetas extrasolares:
Wikipedia
Lista de planetas confirmados (Wikipedia)
Lista de planetas não confirmados (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares
Exosolar.net

Anãs vermelhas:
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

Teorema de Bayes:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Sol e Proeminência
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: jp-Brahic
 
Por vezes podemos ver dramáticas proeminências um pouco além da borda do Sol. Tal foi o caso a semana passada quando uma grande proeminência, visível na imagem acima, destacou uma região altamente activa do Sol. Um mar ondulante de gás quente pode ser visto na cromosfera em primeiro plano e em grande detalhe, capturado num comprimento de onda específico emitido pelo hidrogénio. As proeminências solares são nuvens de gás solar mantidas logo acima da superfície pelo campo magnético do Sol. A Terra, ilustrada no campo superior direito, é mais pequena que a proeminência. Embora muito quente, as proeminências geralmente aparecem mais escuras quando vistas contra o Sol, uma vez que são um pouco mais frias que a fotosfera abaixo delas. Uma proeminência quiescente normalmente dura cerca de um mês, e pode entrar em erupção numa ejecção de massa coronal, expelindo gás quente para o Sistema Solar, por vezes atingindo a Terra e provocando auroras.
 

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