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Edição n.º 1050
01/04 a 03/04/2014
 
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ACTIVIDADES

04.04.14 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 21:10 - Apresentação sobre tema de astronomia
21:10 – 22:20 - Observação astronómica nocturna com telescópio.
Público: Público em geral, local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922
Palestra sobre um tema de astronomia seguida de observação do céu noturno com telescópio (dependente de meteorologia favorável)

26.04.14 - DESCOBRINDO O SOL
14:00 (actividade incluída na visita ao centro; 1€ para participantes que não visitem o Centro – crianças até 12 anos grátis)
Observação do Sol em segurança para conhecer um pouco melhor alguns aspectos da nossa estrela, podendo incluir outras atividades relacionadas com o Sol e o aproveitamento da energia solar. Público: Público em geral, local: CCVAlg

 
EFEMÉRIDES

Dia 01/04: 91.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1960 os Estados Unidos lançavam o primeiro satélite meteorológico, TIROS-1, que produz também a primeira imagem televisiva a partir do espaço.

Em 1976, o efeito gravitacional Joviano-Plutoniano, um embuste do "Dia das Mentiras", é pela primeira vez anuncaido pelo astrónomo Patrick Moore
Em 1997, o Cometa Hale-Bopp passa o seu periélio.
Observações: Júpiter na sua Quadratura Este, pelas 08:20.
Trânsito de Io, entre as 20:20 e as 22:41.
Trânsito da sombra de Io, entre as 21:40 e as 23:59.
O maior e o mais brilhante asteróide, Ceres e Vesta, respectivamente, encontram-se na constelação de Virgem, a uns 12º para a esquerda de Marte. Têm magnitudes 6,54 e 5,45, respectivamente. Estarão em oposição em meados de Abril. Este mapa ajuda à observação dos dois astros no céu.

Dia 02/04: 92.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1618 nascia Francesco Maria Grimaldi, matemático e físico italiano, bem como padre jesuíta.

Investigou a queda livre de objectos e calculou a constante gravitacional ao registar oscilações num pêndulo. Construíu e usou instrumentos para medir montanhas na Lua bem como a altura de nuvens. Foi o primeiro a fazer observações precisas da difracção da luz.
Observações: A Lua Crescente brilha para baixo das Plêiades, Aldebarã e do enxame das Híades.

Dia 03/04: 93.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1984, o líder de esquadrão Rakesh Sharma é lançado a bordo de um Soyuz T-11, e torna-se o primeiro indiano no espaço.

Observações: Plutão na sua Quadratura Oeste, pelas 10:01.
Esta noite, a Lua está mais perto de Aldebarã e das Híades. E encontra-se para a esquerda das Plêiades.

 
CURIOSIDADES


Pode parecer completamente absurdo, mas o módulo lunar das missões Apollo, que levou homens à Lua, precisava de menos poder de processamento do que os telemóveis de hoje em dia!

 
PHILAE ESTÁ ACORDADO!

O "lander" Philae da sonda Rosetta foi reactivado com sucesso a semana passada, como parte da fase em curso de diagnóstico dos instrumentos.

Ao contrário da sonda, que teve de acordar e estabelecer contacto com a Terra autonomamente com base num alarme pré-definido, o Philae e todos os instrumentos científicos da missão têm um acordar pessoal a partir da Terra (via Rosetta). O comando para acordar o Philae foi de facto enviado há duas semanas e executado às 06:00 (hora de Portugal) de passado dia 28 de Março, e o sinal de confirmação foi recebido quando o satélite comunicou com a Terra às 11:35 do mesmo dia.

A ousada tentativa do Philae aterrar no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko está marcada para 11 de Novembro, depois um extenso mapeamento pela sonda em Agosto e Setembro, com o objectivo de escolher um local de pouso adequado. Actualmente não sabemos quase nada sobre a geologia ou actividade do cometa, os quais irão desempenhar papéis decisivos no local de aterragem do Philae.

Impressão de artista do Philae aterrando na superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em Novembro de 2014.
Crédito: ESA/ATG medialab
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Como cientista do projecto Rosetta, Matt Taylor comenta: "aterrar na superfície é a cereja no topo do bolo da missão Rosetta, que fará grandes estudos científicos em 2014 e 2015. Uma boa porção deste ano será passado identificando onde o Philae irá pousar, mas também vamos recolher medições fundamentais do cometa antes que se torne altamente activo. Ninguém tentou isto antes e estamos muito animados com o desafio!"

A missão principal do Philae é baseada na vida útil de 64 horas da sua bateria, durante a qual espera-se que envie de volta imagens de alta-resolução da superfície do cometa 67P/CG e realize análises da composição dos seus gelos e material orgânico. Um sistema de perfuração também irá recolher amostras até uma profundidade de 23 centímetros para análise no seu laboratório de bordo. Os dados serão transmitidos de volta para a Terra via Rosetta, complementando as medições feitas pela sonda.

O Philae também transporta células solares para recarregar as baterias, permitindo operações prolongadas no cometa, a duração das quais vai depender das condições específicas da aterragem e da acumulação de poeira cometária.

A sonda Rosetta vai permanecer ao lado do cometa, pelo menos, durante um ano mais, observando como a sua poeira e gás à superfície são transformados pelo aumento de actividade à medida que se aproxima do Sistema Solar interior - a maior aproximação ao Sol terá lugar em Agosto de 2015 - e, posteriormente, quando se afasta novamente para o Sistema Solar exterior.

As actividades confirmam que o Philae está de boa saúde; o "lander" e os seus dez instrumentos científicos serão submetidos a testes mais amplos ao longo de Abril.

Entretanto, os instrumentos MIDAS, COSIMA e ROSINA da Rosetta foram também testados. Os instrumentos ALICE, CONSERT, GIADA, RPC e RSI também começaram a ser testados a semana passada. E um instrumento - o sistema de imagem OSIRIS - já passou a fase de comissionamento sem nenhuns problemas.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
17/01/2014 - O despertador mais importante do Sistema Solar
13/07/2010 - Rosetta triunfa no asteróide Lutetia
13/11/2009 - Será que o "flyby" da Rosetta indica uma nova física exótica? 
06/11/2009 - Rosetta faz último "flyby" pela Terra a 13 de Novembro 
06/09/2008 - Rosetta passa por Steins: um diamante no céu 
03/09/2008 - Contagem decrescente para "flyby" por asteróide 
28/02/2007 - A semana dos "flybys" 
01/06/2004 - Primeira observação científica da Rosetta 
12/03/2004 - Escolhidos os dois asteróides para aproximação da Rosetta 
09/03/2004 - Sonda Rosetta finalmente lançada

Notícias relacionadas:
ESA (blog da Rosetta)
Vídeo da aterragem do Philae (ESA - via YouTube)
Universe Today
PHYSORG
Blah blah blah 2

Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko:
Wikipedia
ESA

Sonda Rosetta:
ESA
Blog da Rosetta - ESA
Twitter
Como a Rosetta vai orbitar o cometa (YouTube - New Scientist)
Wikipedia

 
HUBBLE AVISTA COMETA QUE PASSARÁ POR MARTE
As imagens mostram - antes e depois de processamento - o cometa C/2013 A1, também conhecido como Siding Spring, capturadas pelo instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) do Telescópio Hubble.
Crédito: NASA, ESA e J.-Y. Li (Instituto de Ciência Planetária)
(clique na imagem para ver versão maior)
 

A NASA anunciou Quinta-feira passada uma imagem de um cometa que, no dia 19 de Outubro, passará a 135.000 km de Marte -- menos de metade da distância entre a Terra e a nossa Lua.

A imagem da esquerda, capturada a 11 de Março pelo Telescópio Espacial Hubble, mostra o cometa C/2013 A1, também conhecido como Siding Spring, a uma distância de 568 milhões de quilómetros da Terra. O Hubble não consegue ver o núcleo gelado de Siding Spring devido ao seu pequeno tamanho. O núcleo está rodeado por uma nuvem de poeira brilhante, ou cabeleira, que mede mais de 19.000 km em diâmetro.

A imagem da direita mostra o cometa após terem sido aplicadas várias técnicas de processamento para remover o brilho nebuloso da cabeleira, revelando o que parecem ser dois jactos de poeira oriundos da localização do núcleo em direcções opostas. Esta observação permitirá com que os astrónomos meçam a direcção do pólo do núcleo e o eixo de rotação.

O Hubble também observou o Siding Spring a 21 de Janeiro, quando a Terra atravessava o seu plano orbital, o percurso que o cometa tem à medida que orbita o Sol. Este posicionamento dos dois corpos permitiu ao astrónomos determinarem a velocidade da poeira libertada do núcleo.

"Esta é uma informação crítica para que possamos determinar se, e a que nível, os grãos de poeira na cabeleira do cometa vão impactar Marte e as sondas em órbita," realça Jian-Yang Li do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, no estado americano do Arizona.

Descoberto em Janeiro de 2013 por Robert H. McNaught no Observatório Siding Spring, o cometa está caindo em direcção do Sol ao longo de uma órbita com a duração aproximada de 1 milhão de anos e encontra-se agora dentro do raio orbital de Júpiter. O cometa alcançará o periélio (distância mais próxima do Sol) no dia 25 de Outubro, a uma distância de cerca de 209 milhões de quilómetros - bem para lá da órbita da Terra. Não se espera que o cometa fique brilhante o suficiente para ser visto a olho nu.

Links:

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
The Planetary Society
Universe Today
Space Daily
SPACE.com
PHYSORG
National Geographic
Discovery News
io9
AstroPT

Cometa Siding Spring (C/2013 A1):
Wikipedia 
NASA
Centro de Planetas Menores da UAI

Marte:
Núcleo de Astronomia do CCVAlg
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
STScI
SpaceTelescope.org
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Io em Cores Verdadeiras
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Projecto GalileuJPLNASA
 
A lua mais estranha do Sistema Solar é amarela e brilhante. Esta imagem, uma tentativa de mostrar Io em "cores verdadeiras" perceptíveis ao olho humano, foi obtida em Julho de 1999 pela sonda Galileu, que orbitou Júpiter entre 1995 e 2003. As cores de Io derivam do enxofre e de rocha de silicatos derretidos. A superfície invulgar de Io é mantida muito jovem pelo seu sistema de vulcões activos. A intensa gravidade de marés de Júpiter estica Io e amortece oscilações provocadas por outras luas galileanas de Júpiter. O atrito resultante aquece substancialmente o interior de Io, fazendo com que a rocha derretida expluda através da superfície. Os vulcões de Io são tão activos que efectivamente viram a lua do avesso. Uma fracção da lava vulcânica de Io é tão quente que brilha no escuro.
 

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