Problemas ao ver este email? Consulte a versão web.

Edição n.º 1145
27/02 a 02/03/2015
 
Siga-nos:      
 

27/02/15 - APRESENTAÇÃO ÀS ESTRELAS
20:30 – 22:30 - Apresentação sobre tema de astronomia, seguida de observação astronómica noturna com telescópio (dependente de meteorologia favorável).
Público: Público em geral
Local: CCVAlg
Preço: 2€ - adultos, 1€ jovens/ estudantes/ reformados (crianças até 12 anos grátis)
Pré-inscrição: info@ccvalg.pt ou 289 890 922

 
EFEMÉRIDES

Dia 27/02: 58.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1897, nascia Bernard Lyot, inventor do coronógrafo.

Observações: Eclipse de Europa, entre as 00:27 e as 03:27.
Vénus e Marte, baixos a oeste ao lusco-fusco, já estão separados por 2,4. Encontra o pequeno é ténue Marte agora por baixo de Vénus.

Dia 28/02: 59.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1959, lançamento do Discoverer 1, um satélite espião americano que é o primeiro objeto tentar a atingir órbita polar, não conseguindo atingir tal órbita.
Em 1997, o GRB 970228, um flash altamente luminoso de raios-gama, atinge a Terra durante 80 segundos, fornecendo provas de que as explosões de raios-gama ocorrem dentro da Via Láctea.
Em 2007, a sonda New Horizons, com destino Plutão, passa por Júpiter.

Observações: Trânsito de Europa, entre as 18:24 e as 21:22.
Trânsito da sombra de Europa, entre as 19:29 e as 22:26.

Dia 01/03: 60.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1927, nascimento de George Abell, que catalogou 2712 enxames galáticos e determinou os números relativos de galáxias com vários brilhos intrínsecos. Morreu em 1983.
Em 1966, a sonda soviética Venera 3 colide com o planeta Vénus, tornando-se na primeira a "aterrar" na superfície de outro planeta.
Em 1980, a sonda Voyager 1 confirma a existência de Jano, uma lua de Saturno. 
Em 1982, a soviética Venera 13 envia as primeiras fotografias a cores de Vénus (a Venera 14 seguiu-a 4 dias depois).

Foi lançada a 30 de outubro de 1981 e a Venera 14 a 4 de novembro de 1981.
Em 2002, lançamento da missão STS-109, com objetivo de fazer a manutenção do Telescópio Espacial Hubble. No mesmo ano, o satélite ambiental Envisat alcança com sucesso uma órbita de 800 km por cima da Terra no seu 11.º lançamento, transportando a carga mais pesada até à data, 8500 quilogramas.
Observações: Pelas 02:34 (em Faro, Portugal, noutros locais a hora poderá ser diferente), o limbo escuro da Lua oculta Lambda Geminorum (magnitude 3,6). A estrela volta a aparecer no outro lado da Lua pelas 03:28.

Dia 02/03: 61.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1972, é lançada a sonda americana Pioneer 10. Torna-se na primeira a passar pela cintura de asteróides e a alcançar o planeta Júpiter (em 1973).

Torna-se também na primeira sonda a navegar para lá da órbita dos planetas do Sistema Solar exterior. A Pioneer 10 transporta uma placa desenhada para identificar a sua origem caso seja encontrada à deriva pela Via Láctea. Em 2003, após 31 anos, a Pioneer 10 deixa finalmente de se ouvir.
Em 1978, o astronauta checo Vladimir Remek torna-se no primeiro não-russo ou não-americano a ir ao espaço, a bordo da Soyuz 28.
Em 1998, dados enviados pela sonda Galileu indicam que a lua de Júpiter, Europa, tem um oceano líquido por baixo de uma espessa crosta de gelo.
Observações: Agora que março começou, é a vez de Sirius estar o mais alto a sul pouco depois do anoitecer.
Aproveite a noite de hoje para observar o enxame M44 (Presépio) na constelação de Caranguejo, utilizando binóculos.
Trânsito de Ganimedes, entre as 22:41 e as 02:27 (já de dia 3).

 
CURIOSIDADES


Estima-se que sejam observáveis, por dia e em toda a área da atmosfera da Terra, mais de 20 milhões de meteoros. Destes, apenas um ou dois alcançam a superfície.

 
BURACO NEGRO MONSTRUOSO DESCOBERTO DURANTE "ALVORADA CÓSMICA"
Impressão de artista de um quasar com um buraco negro supermaciço no universo distante.
Crédito: Zhaoyu Li/NASA/JPL-Caltech/Observatório Misti
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Cientistas descobriram o quasar mais brilhante no início do universo, alimentado pelo buraco negro mais maciço já conhecido daquela época. A equipa internacional liderada por astrónomos da Universidade de Pequim (China) e da Universidade do Arizona (EUA) anunciou ontem as suas descobertas com um artigo na revista Nature.

A descoberta deste quasar, chamado SDSS J0100+2802, marca um passo importante na compreensão de como os quasares, os objetos mais poderosos do universo, evoluíram desde uma época tão jovem - apenas 900 milhões de anos após o Big Bang (que se pensa ter acontecido há 13,7 mil milhões de anos). O quasar, com o seu buraco negro central de massa equivalente a 12 mil milhões de sóis e luminosidade de 420 biliões de sóis, está a uma distância de 12,8 mil milhões de anos-luz da Terra.

De acordo com Xiaohui Fan, professor de astronomia do Observatório Steward da Universidade do Arizona, coautor do estudo, a descoberta deste quasar ultraluminoso também apresenta um grande quebra-cabeças para a teoria do crescimento dos buracos negros no universo primordial.

"Como pode um quasar tão luminoso, e um buraco negro tão maciço, formarem-se tão cedo na história do universo, numa época logo após a formação das primeiras estrelas e galáxias?", pergunta Fan. "E qual a relação entre este buraco negro monstruoso e o seu ambiente circundante, incluindo a galáxia hospedeira?

"Este quasar ultraluminoso, com o seu buraco negro supermassivo, fornece um laboratório único para o estudo da reunião de massa e formação galáctica em redor dos maiores buracos negros no início do universo."

O quasar remonta a uma altura perto do fim de um evento cósmico importante que os astrónomos referem como "época da reionização": a alvorada cósmica, quando se pensa que a luz das primeiras gerações de galáxias e quasares deu como terminada a "idade das trevas" cósmica e transformou o universo no que vemos hoje.

Descobertos pela primeira vez em 1963, os quasares são os objetos mais poderosos para lá da nossa Via Láctea, irradiando vastas quantidades de energia pelo espaço enquanto o buraco negro supermassivo no seu centro suga matéria dos arredores. Graças à nova geração de estudos digitais do céu, os astrónomos descobriram mais de 200.000 quasares, com idades que variam entre 0,7 mil milhões de anos após o Big Bang até hoje.

Com um brilho equivalente a 420 biliões de sóis, o quasar recém-descoberto é sete vezes mais brilhante que o quasar mais distante conhecido (que está a 13 mil milhões de anos-luz). Ele abriga um buraco negro com 12 mil milhões de massas solares, provando que, entre todos os quasares conhecidos com um grande desvio para o vermelho (muito distantes), é o mais luminoso e com o buraco negro mais maciço.

"Em comparação, a nossa própria Via Láctea tem um buraco negro no seu centro com uma massa equivalente a apenas 4 milhões de sóis; o buraco negro que alimenta este novo quasar é 3000 vezes mais pesado," acrescenta Fan.

Feige Want, estudante de doutoramento na Universidade de Pequim, supervisionado por Fan e Xue-Bing Wu da Universidade chinesa (o autor principal do estudo), foi quem avistou este quasar para um estudo mais aprofundado.

O recém-descoberto quasar SDSS J0100+2802 é o quasar com buraco negro mais maciço e o mais brilhante de todos os quasares distantes conhecidos.
Crédito: Zhaoyu Li/Observatório Yunnan
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"Este quasar foi descoberto pelo nosso Telescópio Lijiang de 2,4 metros em Yunnan, China, o que o torna no único quasar já descoberto por um telescópio de 2 metros e a esta distância. Estamos muito orgulhosos dele," afirma Wang. "A natureza ultraluminosa deste quasar permitir-nos-á fazer medições sem precedentes da temperatura, estado de ionização e conteúdo metálico do meio intergaláctico durante a época da reionização."

Após a descoberta inicial, dois telescópios no sul do Arizona fizeram o trabalho pesado na determinação da distância e massa do buraco negro: o LBT (Large Binocular Telescope) de 8,4 metros, situado no Monte Graham e o MMT (Multiple Mirror Telescope) de 6,5 metros, situado no Monte Hopkins. Foram feitas mais observações com o Telescópio Magalhães de 6,5 metros no Observatório Las Campanas, Chile, e o GNT (Gemini North Telescope) de 8,2 metros em Mauna Kea, Hawaii, confirmou os resultados.

"Este quasar é muito raro," comenta Xue-Bing Wu, professor do Departamento de Astronomia, na Escola de Física da Universidade de Pequim e diretor associado do Instituto Kavli de Astronomia e Astrofísica. "Assim como o farol mais brilhante do universo distante, a sua luz vai ajudar-nos a aprender mais sobre o início do universo."

Wu lidera uma equipa que desenvolveu um método para selecionar eficazmente quasares no universo distante com base em dados fotométricos óticos e no infravermelho próximo, em particular usando dados do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) e do satélite WISE (Wide-Field Infrared Explorer) da NASA.

"Esta é uma grande conquista para o LBT," afirma Fan, que preside o Comité Consultivo Científico do LBT e que também descobriu o recordista anterior de buraco negro mais maciço no início do Universo, com cerca de um-quarto da massa deste objeto recém-descoberto. "Os especialmente sensíveis espectrógrafos óticos e infravermelhos do LBT forneceram a avaliação inicial tanto da distância do quasar como da massa do buraco negro no centro."

Para Christian Veillet, diretor do LBTO (Large Binocular Telescope Observatory), esta descoberta demonstra tanto o poder das colaborações internacionais como o benefício de usar uma variedade de instalações espalhadas por todo o mundo.

Para desvendar ainda mais a natureza deste quasar notável e para lançar luz sobre os processos físicos que levaram à formação dos primeiros buracos negros supermaciços, a equipa científica vai realizar novas investigações sobre este quasar com mais telescópios, incluindo o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio de raios-X Chandra.

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade do Arizona (comunicado de imprensa)
LBTO (comunicado de imprensa)
Carnegie Science (comunicado de imprensa)
Universidade Nacional Australiana (comunicado de imprensa)
Nature
Sky & Telescope
Astronomy
PHYSORG
Astronomy Now
SPACE.com
EarthSky
euronews
SIC Notícias
Observador
Diário de Notícias
RTP Notícias
AstroPT

SDSS J0100+2802:
Wikipedia

Quasar:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

Universo:
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)

LBT (Large Binocular Telescope):
LBTO
Wikipedia

MMT (Multiple Mirror Telescope):
MMTO
Wikipedia

Telescópio Magalhães:
Observatório Las Campanas
Instituto Carnegie
Universidade do Arizona
Wikipedia

Observatório Gemini:
Página oficial
Wikipedia

 
OLHANDO PARA O UNIVERSO PROFUNDO A 3D
A imagem de fundo nesta composição mostra a região conhecida por Hubble Deep Field South, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. As novas observações obtidas com o instrumento MUSE montado no VLT do ESO detetaram galáxias remotas que não foram vistas pelo Hubble. Destacamos dois exemplos nesta imagem composta. Estes objetos são completamente invisíveis na imagem Hubble mas aparecem de forma proeminente nas zonas apropriadas da imagem a três dimensões obtida pelo MUSE. Crédito: ESO/Consórcio MUSE/R. Bacon
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O instrumento MUSE montado no VLT (Very Large Telescope) do ESO deu aos astrónomos a melhor vista tridimensional do Universo profundo obtida até à data. Após observar a região do HDF-S (Hubble Deep Field South) durante apenas 27 horas, as novas observações revelam distâncias, movimentos e outras propriedades de muito mais galáxias do que as que tinham sido observadas até agora nesta pequeníssima zona do céu. Estas observações revelam igualmente objetos anteriormente desconhecidos nas observações do Hubble.

Ao obter imagens através de exposições muito longas de regiões do céu, os astrónomos criaram muitos campos profundos que nos revelaram muito sobre o Universo primordial. O mais famoso destes campos foi o HDF (Hubble Deep Field - Campo Profundo de Hubble) original, obtido pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA durante vários dias no final de 1995. Esta imagem icónica transformou rapidamente o nosso conhecimento do conteúdo do Universo quando este ainda era jovem. Foi seguida dois anos depois por uma imagem semelhante do céu austral - o HDF-S (Hubble Deep Field South).

No entanto, estas imagens não contêm todas as respostas - para investigar melhor as galáxias nas imagens do campo profundo, os astrónomos tiveram que observar cada um destes objetos cuidadosamente com outros instrumentos, recolhendo tanto imagens como espectros, um trabalho difícil e demorado. Agora e pela primeira vez, o novo instrumento MUSE pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo - ou seja, obter imagens e espectros - e muito mais depressa.

O instrumento MUSE montado no VLT do ESO deu aos astrónomos a melhor vista tridimensional do Universo profundo obtida até à data. Após observar a região do Hubble Deep Field South durante apenas 27 horas, as novas observações revelam distâncias, movimentos e outras propriedades de muito mais galáxias do que as que tinham sido observadas até agora nesta pequeníssima zona do céu. Estas observações revelam igualmente objetos anteriormente desconhecidos nas observações do Hubble.
Nesta imagem os objetos para os quais foram medidas as suas distâncias com o MUSE estão assinalados com símbolos coloridos. As estrelas brancas correspondem a estrelas ténues da Via Láctea. Todos os restantes símbolos correspondem a galáxias longínquas. Os círculos mostram objetos que aparecem também na imagem Hubble deste campo, os triângulos são mais de 25 novas descobertas nos dados MUSE, não sendo visíveis na imagem Hubble. Os objetos azuis estão relativamente próximos, os verdes e amarelos encontram-se mais distantes e os violetas e cor-de-rosa são galáxias que são vistas quando o Universo tinha menos de um milhar de milhão de anos de idade. O MUSE mediu mais de dez vezes o número de distâncias a galáxias longínquas neste campo do que o que se tinha conseguido anteriormente.
Crédito: ESO/Consórcio MUSE/R. Bacon
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Uma das primeiras observações do MUSE depois de ter sido instalado no VLT em 2014 foi observar o HDF-S. Os resultados obtidos excederam todas as expectativas.

“Depois de apenas algumas horas de observações no telescópio, demos uma olhadela aos dados e descobrimos muitas galáxias - o que foi muito encorajador. Quando voltámos para a Europa, começámos a explorar os dados com mais pormenor. Era como pescar em águas profundas e cada nova descoberta gerava muito entusiasmo e debate sobre o tipo de objetos que íamos descobrindo,” explicou Roland Bacon (Centre de Recherche Astrophysique de Lyon, França, CNRS), investigador principal do instrumento MUSE e líder da equipa de comissionamento.

Para cada parte da imagem MUSE do HDF-S temos não apenas um pixel numa imagem, mas também um espectro que revela a intensidade das diferentes componentes de cor da radiação nesse ponto - cerca de 90.000 espectros no total. Estes dados revelam a distância, composição e movimentos internos de centenas de galáxias distantes - para além de capturarem também um pequeno número de estrelas muito ténues na Via Láctea.

Embora o tempo de exposição tenha sido muito mais curto que o utilizado para obter as imagens Hubble, os dados MUSE do HDF-S revelaram mais de vinte objetos muito ténues nesta pequena região do céu que o Hubble não conseguiu capturar.

Esta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA é uma das imagens do Universo no visível/ultravioleta mais profundas alguma vez observadas. A imagem mostra uma pequena região na constelação austral do Tucano chamada Hubble Deep Field South. A imagem foi capturada em 1998 pela câmara WFPC2 (Wide Field Planetary Camera 2). A radiação emitida pelas galáxias foi também analisada com o espectrógrafo STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph).
Crédito: R. Williams (STScI), Equipa HDF-S e NASA/ESA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

“Houve um grande entusiasmo quando descobrimos galáxias muito distantes que não eram sequer visíveis na imagem mais profunda do Hubble. Depois de tantos anos a trabalhar arduamente neste instrumento, ver os nossos sonhos tornarem-se realidade constituiu uma forte experiência para mim,” acrescenta Roland Bacon.

Ao observar cuidadosamente todos os espectros das observações MUSE do HDF-S, a equipa mediu as distâncias a 189 galáxias. Estas distâncias vão desde objetos relativamente próximos até alguns que são observados quando o Universo tinha menos de mil milhões de anos de idade. Este valor corresponde a mais de dez vezes as medidas de distância que tínhamos antes para esta região do céu.

Para as galáxias mais próximas, o MUSE pode observar também as diversas propriedades nas diferentes regiões da mesma galáxia. Este aspeto revela como é que as galáxias rodam e mostra-nos variações de outras propriedades de lugar para lugar. Esta é uma maneira poderosa de compreender como é que as galáxias evoluem ao longo do tempo cósmico.

“Agora que demonstrámos as capacidades únicas do MUSE para explorar o Universo profundo, vamos observar outros campos profundos como o Hubble Ultra Deep Field. Poderemos estudar milhares de galáxias e descobrir novas galáxias extremamente distantes e ténues. Estas pequenas galáxias bebés, vistas tal como eram há mais de 10 mil milhões de anos atrás, foram crescendo gradualmente, tornando-se galáxias como as que vemos hoje, como por exemplo a Via Láctea,” conclui Roland Bacon.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico
SPACE.com
Science
PHYSORG
redOrbit
Space Daily
science 2.0
Blah blah blah 2

HDF-S (Hubble Deep Field South):
STScI
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
"MANCHA BRILHANTE" EM CERES TEM COMPANHEIRA MAIS TÉNUE
Esta imagem do planeta anão Ceres foi capturada pela sonda Dawn da NASA no dia 19 de Fevereiro a uma distância de 46.000 quilómetros. Mostra que a mancha mais brilhante de Ceres tem uma companheira mais ténue, que aparentemente está situada na mesma bacia.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O planeta anão Ceres continua a intrigar os cientistas à medida que a sonda Dawn da NASA fica cada vez mais perto de ser capturada em órbita pelo objeto. As últimas imagens, obtidas a 46.000 quilómetros de Ceres, revelam que a mancha brilhante que se destacava nas imagens anteriores fica perto de uma outra área também brilhante.

"O ponto brilhante de Ceres são na realidade dois, aparentemente na mesma bacia. Isto pode apontar para uma origem vulcânica, mas vamos ter que esperar por imagens de mais alta-resolução antes de podermos fazer estas interpretações geológicas," afirma Chris Russell, investigador principal da missão Dawn, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA.

Usando o seu sistema de propulsão iónica, a Dawn entrará em órbita de Ceres no dia 6 de Março. À medida que os cientistas recebem cada vez melhores imagens do planeta anão ao longo dos próximos 16 meses, esperam ganhar uma compreensão mais profunda da sua origem e evolução através do estudo da sua superfície.

Estas imagens do planeta anão Ceres, processadas para melhorar a nitidez, foram obtidas no passado dia 19 de Fevereiro, a uma distância de mais ou menos 46.000 quilómetros, pela sonda Dawn. A Dawn observou uma rotação completa de Ceres, que demora aproximadamente nove horas.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
(clique na imagem para ver versão maior)
 

"O ponto mais brilhante continua a ser demasiado pequeno para resolver com a nossa câmara, mas apesar do seu tamanho é mais brilhante do que qualquer outra coisa em Ceres. É verdadeiramente inesperado e ainda é um mistério para nós," afirma Andreas Nathues, investigador principal da equipa da câmara do Instituto Max Planck para a Investigação do sistema Solar, em Gotinga, Alemanha.

A Dawn visitou o asteroide gigante Vesta entre 2011 e 2012, fornecendo mais de 30.000 imagens do corpo bem como muitas outras medições e fornecendo informações sobre a sua composição e história geológica. Vesta tem um diâmetro médio de 525 km, enquanto Ceres tem um diâmetro médio de 950 km. Vesta e Ceres são os dois corpos mais maciços da cintura de asteroides, localizada entre Marte e Júpiter.

Links:

Cobertura da missão Dawn pelo Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
30/01/2015 - Dawn captura imagens de Ceres com resolução superior à do Hubble
02/01/2015 - Sonda Dawn começa aproximação ao planeta anão Ceres
09/12/2014 - Dawn captura a sua melhor imagem, até agora, de Ceres 
03/09/2013 - Ceres - um dos factores de mudança no prisma do Sistema Solar
04/09/2012 - Dawn prepara-se para sair de Vesta e rumar até Ceres
11/05/2012 - Missão Dawn revela segredos de asteróide gigante 
13/12/2011 - Será Vesta o "planeta terrestre mais pequeno"?
19/07/2011 - Sonda Dawn envia imagens a partir de órbita de Vesta
15/07/2011 - Sonda Dawn entra em órbita de asteróide dia 15 de Julho
28/06/2011 - Dawn aproxima-se de estadia de um ano em asteróide gigante 
12/09/2007 - Dawn a um passo de viagem até cintura de asteróides

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
The Planetary Society
Astronomy
Universe Today
SPACE.com
PHYSORG.com
Astronomy Now Online
Discovery News
UPI
TSF
Diário de Notícias
AstroPT

Sonda Dawn:
Página oficial
NASA
Wikipedia

Ceres:
Wikipedia

Vesta:
Voo virtual da Dawn por Vesta (YouTube)
Wikipedia

 
TAMBÉM EM DESTAQUE
  Chandra encontra membro intrigante da árvore genealógica dos buracos negros (via NASA)
De acordo com um novo estudo usando o Observatório de raios-X Chandra da NASA, um recém-descoberto objeto cósmico pode ajudar a fornecer respostas a perguntas duradouras acerca de como os buracos negros evoluem e influenciam o ambiente à sua volta. Ler fonte
 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Amor e Guerra ao Luar
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Kevin Bourque
 
Vénus, em honra à deusa romana do amor, e Marte, o deus da guerra, viajaram juntos pelo céu e ao luar nesta linda imagem capturada no dia passado dia 20 de Fevereiro a partir de Charleston, Carolina do Sul, EUA. Obtida durante o crepúsculo com uma câmara digital, a exposição de três segundos também regista o brilho terrestre que ilumina a de outra maneira superfície escura da jovem Lua Crescente. Claro, a Lua já está distante deste muito antecipado agrupamento planetário. Vénus ainda brilha a oeste como a estrela da tarde, o terceiro objeto natural mais brilhante do céu noturno, a seguir ao Sol e à Lua. Visto aqui a quase um diâmetro lunar de Vénus, o muito mais ténue planeta Marte aproximou-se ainda mais na noite seguinte. Mas desde aí Marte tem vindo a mover-se lentamente para longe do brilhante planeta Vénus, embora Marte ainda seja também visível ao anoitecer a oeste.
 

Arquivo | Feed RSS | CCVAlg.pt | CCVAlg - Facebook | CCVAlg - Twitter | Remover da lista

Os conteúdos das hiperligações encontram-se na sua esmagadora maioria em Inglês. Para o boletim chegar sempre à sua caixa de correio, adicione noreply@ccvalg.pt à sua lista de contactos. Este boletim tem apenas um carácter informativo. Por favor, não responda a este email. Contém propriedades HTML - para vê-lo na sua devida forma, certifique-se que o seu cliente suporta este tipo de mensagem, ou utilize software próprio, como o Outlook, o Windows Mail ou o Thunderbird.

Recebeu esta mensagem por estar inscrito na newsletter do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve. Se não a deseja receber ou se a recebe em duplicado, faça a devida alteração clicando aqui ou contactando-nos.

Esta mensagem do Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve destina-se unicamente a informar e não pode ser considerada SPAM, porque tem incluído contacto e instruções para a remoção da nossa lista de email (art. 22.º do Decreto-lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro).

2015 - Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve.