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Edição n.º 1505
10/08 a 13/08/2018
 
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ASTRONOMIA NO VERÃO DO CCVAlg

Atividades astronómicas planeadas para o restante mês de agosto:

13/08 - Astros e sons noturnos na Ria Formosa, junto Centro de Educação Ambiental de Marim, a partir das 20:30

16/08 - Observação astronómica noturna, Lagoa, Sr.ª da Rocha, junto à Capela da Nossa Senhora da Rocha, a partir das 21:00

22/08 - Observar o Sol, Ilha Deserta - Faro, junto ao restaurante Estaminé, a partir das 10:45

24/08 - Observação astronómica noturna, Olhão, na Marina (Jardim dos Pescadores), a partir das 21:00

(todas as atividades estão dependentes de condições meteorológicas favoráveis)

 
EFEMÉRIDES

Dia 10/08: 222.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1945, morria Robert Goddard, um homem de visão que propôs que se enviassem foguetões à Lua já na década de 1920.

Em 1966 era lançado o Lunar Orbiter 1, missão de estudo para a série Apollo
Em 1990, a sonda Magalhães chega a Vénus
Em 1992, lançamento do KITSAT-A, também conhecido como Uribyol (que significa "a nossa estrela"), o primeiro satélite lançado pela Coreia do Sul.
Em 1999 os Sistemas de Ciência Espacial Malin anunciam a confirmação que descreve o nosso vizinho Marte como um local de mudanças meteorológicas e geológicas ao longo do tempo. Um planeta ativo é mais provável de conter vida.
Em 2000, uma equipa liderada por astrónomos da Universidade de Columbia descobre o mais jovem pulsar, nascido de uma explosão há cerca de 700 anos atrás. Situado no lado oposto da Via Láctea, possui características invulgares que podem forçar os cientistas a reconsiderar como os pulsares são criados e evoluem.
Em 2003, Yuri Malencheko torna-se na primeira pessoa a casar no espaço.
Observações: Ocultação de Io, entre as 19:07 e as 21:21.
Eclipse de Io, entre as 20:24 e as 22:41.
É fim-de-semana das Perseídas! Esta chuva de meteoros anual deverá atingir o pico na madrugada de dia 12 de agosto. Mas os números de meteoros já estão a aumentar. Pode até ter notado alguns dos primeiros meteoros das Perseidas há uma ou duas semanas atrás.
As condições são ideais este ano. Não há luar e o máximo previsto chega durante a noite de dia 12 para 13 de agosto.
Em qualquer destas noites que se seguem, verá o maior número de meteoros quando o radiante da chuva estiver alto: desde a meia-noite até ao amanhecer. Na noite do pico, poderá ver em média uma a duas estrelas cadentes por minuto, caso o seu céu seja muito escuro. Serão menos nas primeiras horas após o anoitecer, mas as que conseguir ver quando o radiante ainda estiver baixo serão "rasantes", raspando a atmosfera superior da Terra.

Dia 11/08: 223.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1962, lançamento da Vostok 3.

Tripulada por Andriyan Nikolayev, orbitou a Terra 64 vezes durante quase quatro dias, um feito que só seria alcançado pela NASA durante o programa Gemini (1965-66). As Vostok 3 e 4 foram lançadas com um dia de diferença e com trajetórias que as aproximaram até 6,5 km entre si. Os cosmonautas a bordo das duas cápsulas comunicaram via rádio, a primeira vez que tal aconteceu. Estas missões marcam a primeira vez que mais do que uma nave espacial estava em órbita à mesma altura.
Em 1999 teve lugar o último eclipse solar total do século XX.
Observações: Lua Nova, pelas 10:58.
Eclipse solar parcial não visível de Portugal (norte e este da Europa, norte e oeste da Ásia, norte da América do Norte, Atlântico, Ártico).

Dia 12/08: 224.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1877 era feita a primeira observação do satélite de MarteDeimos, por Asaph Hall do Observatório Naval dos EUA

Descobriu Fobos, a maior das duas luas, seis noites depois.
Em 1887 nascia Erwin Schrödinger, físico austríaco e laureado com o Nobel, que desenvolveu um número de resultados fundamentais no campo da teoria quântica. Foi o autor de muitos outros trabalhos em vários campos da física.
Em 1960 era lançado o Echo 1A, o primeiro satélite experimental de comunicações, que é usado para redirecionar chamadas telefónicas transcontinentais e intercontinentais, rádio e sinais de televisão.
Em 1962, lançamento da Vostok 4, um dia depois da Vostok 3. As Vostok 3 e 4 passaram a 6,5 km entre si no espaço, a primeira vez que duas naves estavam em órbita à mesma altura.
Em 1977, primeiro voo livre do vaivém espacial Enterprise. No mesmo ano, lançamento do HEAO-1, que estudou o céu em raios-X.
Em 1978, lançamento do ISEE-3, a primeira nave espacial a encontrar-se com um cometa. Depois de completar a sua missão original, foi reativada e dirigiu-se para passar pela cauda do Cometa Giacobini-Zinner no dia 11 de setembro de 1985. Também observou o Cometa Halley a uma distância de 28 milhões de quilómetros em março de 1986.
Em 1999, a porta do Observatório de Raios-X Chandra, que protege os seus espelhos, abre-se e o Chandra começa a sua exploração do Universo de alta energia.
Em 2005, lançamento da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter).
Observações: Pico da chuva de meteoros das Perseídas. Este ano, num noite sem luar. Aproveite!

Dia 13/08: 225.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1814 nascia Anders Ângström, físico sueco e um dos pioneiros da espectroscopia.
Em 1898, Carl Gustav Witt encontra 433 Eros, o primeiro asteroide descoberto perto da Terra.

Observações: Aproveite a noite para observar os planetas Vénus (oeste), Júpiter (sudoeste), Saturno (sul-sudeste) e Marte (sudeste) depois do anoitecer.
O "W" de Cassiopeia, ainda não muito inclinado, está a nordeste por estas noites, logo acima de Perseu. O lado mais alto (lado direito) do W é o mais brilhante. Observe a constelação a subir cada vez mais alto e a inclinar-se ao longo da noite e ao longo dos próximos meses.

 
CURIOSIDADES

Os meteoróides das Perseídas são rápidos. Entram na nossa atmosfera a cerca de 60 km/s, relativamente ao nosso planeta. A maioria são do tamanho de grãos de areia; alguns têm o tamanho de ervilhas ou berlindes. Quase nenhum atinge o chão, mas quando um atinge, é chamado de meteorito.
 
ELEGÂNCIA ELÍPTICA
Esta imagem profunda da região do céu em torno da galáxia elíptica NGC 5018 mostra-nos uma visão privilegiada das ténues correntes de gás e estrelas deste objeto. Estas estruturas delicadas são marcas de interações galácticas e fornecem-nos pistas vitais sobre a estrutura e dinâmica das galáxias do tipo precoce.
Crédito: ESO/Spavone et al.
(clique na imagem para ver versão maior; aqui para versão original (55,8 MB); aqui para a versão anotada)
 

Um brilhante conjunto de galáxias povoa esta imagem obtida pelo Telescópio de Rastreio do VLT do ESO, um telescópio de vanguarda de 2,6 metros concebido para mapear o céu no visível. As características da multitude de galáxias que enche esta imagem permitem aos astrónomos revelar os detalhes mais delicados da estrutura galáctica.

Apesar do VLT (Very Large Telescope) do ESO poder observar objetos astronómicos muito ténues com grande detalhe, quando os astrónomos querem compreender o processo de formação da grande variedade de galáxias que existem, recorrem a um tipo de telescópio diferente com um campo de visão muito maior. O Telescópio de Rastreio do VLT (VST) é o telescópio perfeito, uma vez que foi concebido para explorar a enorme vastidão dos céus noturnos chilenos, fornecendo aos astrónomos rastreios astronómicos detalhados do hemisfério sul.

Com o auxílio das grandes capacidades do VST, uma equipa internacional de astrónomos levou a cabo o rastreio VEGAS (VST Early-type GAlaxy Survey, Rastreio de Galáxias Precoces com o VST), com o objetivo de investigar uma coleção de galáxias elípticas no hemisfério sul. Utilizando a OmegaCAM, o detetor muito sensível situado no coração do VST, a equipa liderada por Marilena Spavone do INAF-Observatório Astronómico de Capodimonte em Nápoles, Itália, capturou imagens de uma grande variedade deste tipo de galáxias em diferentes meios.

Uma destas galáxias é NGC 5018, a galáxia de um branco leitoso que se encontra próximo do centro da imagem. Este objeto situa-se na constelação de Virgem e à primeira vista pode não parecer mais do que uma mancha difusa. No entanto, após uma inspeção mais cuidada, podemos ver uma corrente ténue de estrelas e gás — uma cauda de maré — a estender-se em direção ao exterior desta galáxia elíptica. Estruturas galácticas delicadas, tais como caudas de maré e correntes estelares, são marcas de interações galácticas, fornecendo-nos pistas vitais sobre a estrutura e dinâmica das galáxias.

Para além de muitas galáxias elípticas, e de algumas espirais, podemos ver também, em primeiro plano nesta imagem notável de 400 milhões de pixéis, uma variedade de estrelas coloridas brilhantes que pertencem à nossa Via Láctea. Estas intrusas estelares, tais como HD 114746 de cor azul viva que se vê próximo do centro da imagem, não foram observadas intencionalmente, encontrando-se simplesmente entre a Terra e as galáxias distantes alvos deste estudo. Menos proeminentes, mas igualmente fascinantes, são os rastros ténues deixados pelos asteroides do nosso Sistema Solar. Mesmo por baixo de NGC 5018 podemos ver, estendendo-se ao longo da imagem, um traço fraco deixado pelo asteroide 2001 TJ21 (110423) e capturado ao longo de observações sucessivas. Mais para a direita, outro asteroide – 2000 WU69 (98603) — deixou também o seu rastro na imagem.

Apesar do objetivo dos astrónomos ter sido investigar as estruturas delicadas de galáxias distantes situadas a milhões de anos-luz de distância da Terra, no processo acabaram também por capturar imagens de estrelas próximas situadas a apenas centenas de anos-luz de distância e até rastros ténues de asteroides que se encontram a uns meros minutos-luz no nosso próprio Sistema Solar. Mesmo quando estudamos as regiões mais afastadas do cosmos, a sensibilidade dos telescópios do ESO e os límpidos céus noturnos chilenos juntam-se para nos oferecer observações fascinantes de objetos muito mais próximos de casa.

Links:

Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (PDF)
SPACE.com
EurekAlert!
ScienceDaily
PHYSORG

VST:
ESO
Wikipedia

VLT:
Página oficial
Wikipedia

ESO:
Página oficial
Wikipedia

 
CIENTISTAS IDENTIFICAM EXOPLANETAS ONDE A VIDA PODE DESENVOLVER-SE COMO NA TERRA
Impressão de artista que ilustra a possível aparência do planeta Kepler-452b, o primeiro mundo quase do tamanho da Terra descoberto na zona habitável de uma estrela parecida com o Sol.
Crédito: NASA Ames/JPL-Caltech/T. Pyle
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Os cientistas identificaram um grupo de planetas para lá do nosso Sistema Solar onde existem as mesmas condições químicas que podem ter levado à vida na Terra.

Os investigadores da Universidade de Cambridge e do MRC LMB (Medical Research Council Laboratory of Molecular Biology) descobriram que as chances da vida se desenvolver à superfície de um planeta rochoso como a Terra estão ligadas com o tipo e força da luz emitida pela sua estrela hospedeira.

O seu estudo, publicado na revista Science Advances, propõe que as estrelas que emitem luz ultravioleta suficiente podem dar o pontapé inicial à vida nos seus planetas em órbita da mesma maneira que provavelmente se desenvolveu na Terra, onde a radiação UV desencadeia uma série de reações químicas que produzem os blocos de construção da vida.

Os cientistas identificaram uma variedade de planetas onde os raios UV da estrela hospedeira são suficientes para permitir a ocorrência destas reações químicas, situados dentro da faixa habitável onde a água líquida pode existir à superfície.

"Este trabalho permite-nos restringir os melhores lugares para procurar vida," comenta o Dr. Paul Rimmer, investigador pós-doutoral com afiliação conjunta no Laboratório Cavendish de Cambridge e no MRC LMB, autor principal do artigo. "Leva-nos um pouco mais perto de abordar a questão de saber se estamos sozinhos no Universo."

O novo artigo científico é o resultado de uma colaboração contínua entre o Laboratório Cavendish e o MRC LMB, reunindo investigações sobre química orgânica e exoplanetas. Baseia-se no trabalho do professor John Sutherland, coautor do artigo, que estuda a origem química da vida na Terra.

Num outro artigo publicado em 2015, o grupo do professor Sutherland no MRC LMB propôs que o cianeto, apesar de ser um veneno mortal, era de facto um ingrediente-chave na sopa primordial da qual toda a vida na Terra teve origem.

Nesta hipótese, o carbono dos meteoritos que atingiram a jovem Terra interagiram com o azoto na atmosfera para formar cianeto de hidrogénio. O cianeto de hidrogénio choveu até à superfície, onde interagiu com outros elementos de várias maneiras, alimentado pela radiação ultravioleta do Sol. As substâncias químicas produzidas por essas interações deram origem aos blocos de construção do ARN (ácido ribonucleico), o parente próximo do ADN que a maioria dos biólogos pensa ter sido a primeira molécula da vida a transportar informação.

No laboratório, o grupo de Sutherland recriou essas reações químicas sob lâmpadas UV e gerou os precursores de lípidos, aminoácidos e nucleótidos, componentes essenciais das células vivas.

"Deparei-me com estas experiências anteriores e, como astrónomo, a primeira questão é sempre que tipo de luz estamos a usar que, como químicos, eles não tinham dado grande importância," comenta Rimmer. "Comecei por medir o número de fotões emitidos pelas lâmpadas e percebi que a comparação dessa luz com a de diferentes estrelas era um simples passo direto."

Os dois grupos realizaram uma série de experiências de laboratório a fim de medir a rapidez com que os blocos de construção da vida podem ser formados a partir de iões de cianeto de hidrogénio e sulfito de hidrogénio em água quando expostos à luz ultravioleta. Realizaram então a mesma experiência na ausência de luz.

"Há química que acontece no escuro: é mais lenta do que a química que acontece na luz, mas está lá," comenta o professor sénior Didier Queloz, também do Laboratório Cavendish. "Queríamos ver quanta luz seria necessária para a química da luz vencer a química da escuridão."

A mesma experiência executada no escuro com o cianeto de hidrogénio e o sulfito de hidrogénio resultou num composto inerte que não pôde ser usado para formar os blocos de construção da vida, ao passo que a experiência realizada sob as luzes resultou nos blocos de construção necessários.

Os cientistas então compararam a química da luz com a química da escuridão contra a luz UV de diferentes estrelas. Traçaram a quantidade de radiação ultravioleta disponível com planetas em órbita dessas estrelas a fim de determinar onde esta química pode ser ativada.

Descobriram que as estrelas com uma temperatura idêntica à do Sol emitiam luz suficiente para os blocos de construção da vida se formarem à superfície dos seus planetas. As estrelas frias, por outro lado, não produziram luz suficiente para a formação dos blocos de construção, a não ser que tenham erupções estelares suficientes para impulsionar a química passo a passo. Os planetas que recebem luz suficiente para ativar a sua química e que podem ter água líquida à superfície residem no que os investigadores chamaram de zona de abiogénese.

Alguns dos exoplanetas identificados no novo estudo, nas zonas habitáveis das suas estrelas, que podem ter condições adequadas para a vida como a conhecemos cá na Terra.
Crédito: Paul Rimmer
(clique na imagem para ver versão maior)
 

Entre os exoplanetas conhecidos que residem na zona de abiogénese, estão vários detetados pelo Telescópio Kepler, incluindo Kepler-452b, um planeta que foi apelidado de "primo" da Terra, embora esteja demasiado distante para estudar com a tecnologia atual. Os telescópios de próxima geração, como o TESS e o Telescópio Espacial James Webb da NASA, poderão identificar e potencialmente caracterizar muitos outros planetas que se encontrem na zona de abiogénese.

Claro, é também possível que caso exista vida noutros planetas, se tenha desenvolvido ou se desenvolva de uma maneira totalmente diferente da da Terra.

"Não tenho a certeza da contingência da vida, mas considerando que até agora só temos um exemplo, faz sentido procurar lugares que sejam mais parecidos com o nosso," comenta Rimmer. "Há uma importante distinção entre o que é necessário e o que é suficiente. Os blocos de construção são necessários, mas podem não ser suficientes: é possível misturá-los durante milhares de milhões de anos e nada acontecer. Mas queremos pelo menos observar locais onde as coisas necessárias existem."

Segundo estimativas recentes, existem até 700 triliões (7x10^20) de planetas terrestres no Universo observável. "Fascina-me ter uma ideia da fração que foi ou pode ser adequada para a vida," realça Sutherland. "Claro, 'adequado para a vida' não é tudo e ainda não sabemos qual é a probabilidade da origem da vida, mesmo em circunstâncias favoráveis - se for realmente improvável, então podemos estar sozinhos, mas, se não for, então podemos ter companhia."

Links:

Notícias relacionadas:
Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)
Artigo científico (Science Advances)
Astronomy
SPACE.com
Astrobiology Magazine
Science alert
EarthSky
PHYSORG
Space Daily
Discover
ScienceDaily
Popular Mechanics
Metro
euronews

Kepler-452b:
NASA
Exoplanet.eu
Wikipedia

Exoplanetas:
Wikipedia
Lista de planetas (Wikipedia)
Lista de exoplanetas potencialmente habitáveis (Wikipedia)
Lista de extremos (Wikipedia)
Open Exoplanet Catalogue
PlanetQuest
Enciclopédia dos Planetas Extrasolares

Telescópio Espacial Kepler:
NASA (página oficial)
K2 (NASA)
Arquivo de dados do Kepler
Arquivo de dados da missão K2

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
Wikipedia

JWST (Telescópio Espacial James Webb):
NASA
STScI
ESA
Wikipedia

 
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Perto do centro deste nítido retrato cósmico, no coração da Nebulosa de Orionte, estão quatro estrelas quentes e massivas conhecidas como Trapézio. Reunidas numa região com cerca de 1,5 anos-luz em raio, dominam o núcleo do denso Enxame Estelar da Nebulosa da Orionte. A radiação ionizante ultravioleta das estrelas do Trapézio, principalmente da estrela mais brilhante Theta-1 Orionis C, alimenta todo o brilho visível da complexa região de formação estelar. Com cerca de 3 milhões de anos, o enxame da Nebulosa de Orionte já foi ainda mais compacto nos seus primeiros anos e um recente estudo dinâmico indica que as colisões estelares nessa altura podem ter formado um buraco negro com mais de 100 vezes a massa do Sol. A presença de um buraco negro dentro do aglomerado poderia explicar as altas velocidades observadas nas estrelas do Trapézio. A distância da Nebulosa de Orionte, cerca de 1500 anos-luz, torná-lo-ia no buraco negro conhecido mais próximo da Terra.
 

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