15/03/19 - Noites Astronómicas em Tavira
20:00 - Sessão de Noites Astronómicas em Tavira no Forte do Rato. Esta sessão terá no seu foco reforçar os conhecimentos adquiridos do céu noturno das últimas sessões e observarmos o movimento aparente das estrelas que se apresenta ao longo destes três meses. Esta atividade é gratuita. A realização desta atividade está dependente das condições atmosféricas e está sujeita a um número mínimo de participantes. Local:Forte do Rato Pré-inscrição obrigatória Telefones: 281 326 231; 924 452 528 E-mail: geral@cvtavira.pt
29/03/19 - Observação Noturna + palestra - MUDANÇA DA HORA
21:30 - Este evento inclui uma apresentação sobre um tema astronómico, seguida de observação astronómica noturna com telescópio no nosso maravilhoso terraço (dependente de meteorologia favorável). Local:CCVAlg Adultos: 2€ | Jovens: 1€ Pré-inscrição:siga este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 12/03: 71.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1824, nascia Gustav Kirchhoff, físico alemão que contribuíu para o conhecimento fundamental dos circuitos eléctricos, da espectroscopia e da emissão de radiação de corpo-negro por objetos aquecidos.
Em 1881, nascia Gunnar Nordström, físico teórico finlandês, conhecido pela sua teoria da gravitação, uma competidora da relatividade geral. É por vezes designado o Einstein da Finlândia devido ao seu trabalho inovador em campos semelhantes e com métodos semelhantes aos de Einstein.
Em 1907, nascia Ellen Dorrit Hoffleit, astrónoma americana conhecida pelo seu trabalho sobre estrelas variáveis, astronometria, espectroscopia, meteoros e pelo Catálogo de Estrelas Brilhantes, bem como tendo sido mentora de muitas jovens mulheres e gerações de astrónomos.
Em 1974, "flyby" e aterragem da soviética Mars 6. A sonda enviou dados 224 segundos durante a descida mas devido à degradação de um chip, perdeu-se a comunicação.
Em 2013, uma análise de uma rocha marciana recolhida pelo rover Curiosity da NASA mostra que o Marte do passado poderá ter tido condições que suportassem vidamicrobiana. Observações: A Lua está nas redondezas das Híades, perto de Touro.
Com um céu muito escuro, a figura de Cão Maior é fácil de ver - o cão está em perfil, dirigindo-se para a direita, e Sirius é a sua brilhante medalha - mas, para a maioria de nós, só se conseguem ver cinco estrelas. Estas formam o inconfundível asterismo do Cutelo. Sirius e Murzim (para a sua direita) perfazem a parte da frente da lâmina do cutelo, Sirius sendo o canto superior. Para baixo e para a esquerda de Sirius está a pega do Cutelo, formada pelo triângulo de Adhara, Wesen e Aludra.
Dia 13/03: 72.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1781, Úrano, o primeiro planeta a ser descoberto desde a era pré-histórica da Babilónia, é identificado por William Herschel.
Em 1855, nascia Percival Lowell, astrónomo americano que alimentou a especulação da existência de canais em Marte, construídos por marcianos.
Lowell também fundou o Observatório Lowell e formou o começo do esforço que levaria à descoberta de Plutão 14 anos após a sua morte. A escolha do nome Plutão e do seu símbolo foram em parte influenciados pelas suas iniciais PL.
Em 1930, a descoberta de Plutão é telegrafada para o Observatório Harvard College.
Em 1969, a missão Apollo 9 regressava à Terra após testar o módulo lunar.
Em 2000, foram descobertos buracos negros solitários à deriva na Galáxia.
Em 2006, o mapa interativo Google Mars é colocado online.
Em 2012, é divulgado o primeiro mapa geológico de Io. Observações: A Lua, praticamente em Quarto Minguante, brilha em Touro a pouco menos da distância que separa Aldebarã e Zeta Tauri, a mais ténue das estrelas dos chifres de Touro. A outra ponta do chifre é Beta Tauri, um pouco acima da Lua.
Dia 14/03: 73.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1835, nascia Giovanni Schiaparelli, astrónomo italiano que observou Marte e afirmou que via grandes sistemas de canais em Marte. Foi também o primeiro a demonstrar que as Perseídas e as Leónidas estavam associadas com os cometas, e descobriu o asteroide 69 Hesperia.
Em 1879, nascia Albert Einstein.
Mundialmente famoso pela sua teoria da relatividade, e especificamente pela equivalência massa-energia. Recebeu em 1921 o Nobel da Física, graças à descoberta do efeito fotoeléctrico.
Em 1995, o astronauta Norman Thagard torna-se o primeiro americano a ir para o espaço a bordo de um veículo de lançamento russo. Observações: Júpiter na sua quadratura oeste, pelas 01:14.
Lua em Quarto Crescente, pelas 10:28. Ao cair da noite, cerca de meio-dia depois, consegue discernir que o terminador da Lua
já não é uma linha completamente direita? A Lua está aos pés de Gémeos, acima de Orionte, logo ao lado da moca do caçador.
Curiosidades
O pôr-do-Sol em Marte é azul.
Estrelas K podem ser as ideais para encontrar mundos habitáveis
Impressão de artista de um planeta que orbita a zona hativável de uma estrela K.
Crédito: NASA Ames/JPL-Caltech/Tim Pyle
Os cientistas que procuram sinais de vida para além do nosso Sistema Solar enfrentam grandes desafios, um dos quais é o de que existem centenas de milhares de milhões de estrelas, só na nossa Galáxia, a serem consideradas. Para restringir a busca, precisam de descobrir: que tipos de estrelas têm maior probabilidade de hospedar planetas habitáveis?
Um novo estudo descobriu que uma classe particular de estrelas chamadas estrelas K, que são mais fracas que o Sol, mas mais brilhantes que as estrelas mais ténues, podem ser um alvo particularmente promissor na busca por sinais de vida.
Porquê? Em primeiro lugar, as estrelas K vivem muito tempo - 17 a 70 mil milhões de anos, em comparação com os 10 mil milhões de anos do Sol - dando bastante tempo para a vida evoluir. Além disso, as estrelas K têm menos atividade extrema na sua juventude do que as estrelas mais ténues do Universo, chamadas estrelas M ou "anãs vermelhas".
As estrelas M oferecem algumas vantagens na busca por planetas habitáveis. São o tipo mais comum de estrela na Galáxia, correspondendo a cerca de 75% de todas as estrelas no Universo. São também frugais com o seu combustível e podem brilhar mais de um bilião de anos. Um exemplo de uma estrela M, TRAPPIST-1, é conhecida por abrigar sete planetas rochosos do tamanho da Terra.
Mas a juventude turbulenta das estrelas M apresenta problemas para a potencial vida. As explosões estelares - libertações explosivas de energia magnética - são muito mais frequentes e energéticas do que as estrelas jovens parecidas com o Sol. As estrelas M também são muito mais brilhantes quando são jovens, até mil milhões de anos após a sua formação, com energia que poderia ferver oceanos em qualquer planeta que algum dia pudesse estar na zona habitável.
"Eu gosto de pensar que as estrelas K estão no 'ponto ideal' entre as estrelas análogas do Sol e as estrelas M," disse Giada Arney, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland.
Arney queria descobrir o aspeto das bioassinaturas, ou sinais de vida, num hipotético planeta em órbita de uma estrela K. A sua análise foi publicada na revista The Astrophysical Journal Letters.
Os cientistas consideram a presença simultânea de oxigénio e metano na atmosfera de um planeta como uma forte bioassinatura porque estes gases gostam de reagir um com o outro, destruindo-se. De modo que se os dois estão presentes numa atmosfera, isso significa que algo os está a produzir rapidamente, muito possivelmente a vida, explicou Arney.
No entanto, como os planetas em redor de outras estrelas (exoplanetas) são tão remotos, é necessária a presença de quantidades significativas de oxigénio e metano na atmosfera de um exoplaneta para que sejam vistos por observatórios na Terra. A análise de Arney descobriu que a bioassinatura de oxigénio-metano é provavelmente mais forte em torno de uma estrela K do que numa estrela parecida com o Sol.
Arney usou um modelo de computador que simula a química e a temperatura de uma atmosfera planetária, e como essa atmosfera responde a diferentes estrelas hospedeiras. Estas atmosferas sintéticas passaram então através de um modelo que simula o espectro do planeta para mostrar o seu possível aspeto através de futuros telescópios.
"Quando colocamos o planeta em torno de uma estrela K, o oxigénio não destrói o metano tão rapidamente, de modo que pode acumular-se mais eficazmente na atmosfera," disse Arney. "Isto ocorre porque a luz ultravioleta da estrela K não gera gases de oxigénio altamente reativos que destroem o metano tão facilmente como numa estrela parecida com o Sol."
Este sinal de oxigénio-metano mais forte também foi previsto para planetas em torno de estrelas M, mas os seus altos níveis de atividade podem tornar as estrelas M incapazes de hospedar mundos habitáveis. As estrelas K fornecem a vantagem de uma maior probabilidade de deteção simultânea de oxigénio-metano em comparação com as estrelas tipo-Sol sem as desvantagens que acompanham uma hospedeira estelar do tipo M.
Adicionalmente, os exoplanetas em torno de estrelas K serão mais fáceis de ver do que aqueles em torno de estrelas semelhantes ao Sol, simplesmente porque as estrelas K são mais ténues. "O Sol é 10 mil milhões de vezes mais brilhante do que um planeta parecido com a Terra em seu redor. É muita luz para suprimir se quisermos ver um planeta em órbita. Uma estrela K pode ser 'apenas' mil milhões de vezes mais brilhante do que uma Terra em órbita," acrescentou Arney.
A investigação de Arney também inclui a discussão sobre quais das estrelas K próximas podem ser os melhores alvos para futuras observações. Como não temos a capacidade de viajar para planetas em torno de outras estrelas devido às suas enormes distâncias, estamos limitados à análise da luz destes planetas em busca de um sinal de vida que possa aí estar presente. Ao separar essa luz nas suas cores componentes, ou espectro, os cientistas podem identificar os constituintes da atmosfera de um planeta, já que diferentes elementos emitem e absorvem cores distintas da luz.
"Eu acho que certas estrelas próximas, como 61 Cyg A/B, Epsilon Indi, Groombridge 1618 e HD 156026, podem ser alvos particularmente bons para pesquisas futuras de bioassinaturas," concluiu Arney.
Hubble e Gaia medem, com precisão, a massa da Via Láctea
A massa da Via Láctea é uma das medições mais fundamentais que os astrónomos podem fazer sobre o nosso lar galáctico. No entanto, apesar de décadas de esforço intenso, até mesmo as melhores estimativas disponíveis da massa da Via Láctea estão em profundo desacordo. Agora, combinando novos dados da missão Gaia com observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, os astrónomos descobriram que a Via Láctea tem mais ou menos 1,5 biliões de massas solares dentro de um raio de 129.000 anos-luz a contar do Centro Galáctico.
As estimativas anteriores da massa da Via Láctea variam entre 500 mil milhões a 3 biliões de vezes a massa do Sol. Esta enorme incerteza surgiu principalmente dos diferentes métodos usados para medir a distribuição da matéria escura - que representa cerca de 90% da massa da Galáxia.
"Não conseguimos, simplesmente, detetar a matéria escura diretamente," explica Laura Watkins (ESO, Alemanha), que liderou a equipa que realizou a análise. "Isto é o que leva à atual incerteza na massa da Via Láctea - não conseguimos medir com precisão aquilo que não podemos ver!"
Esta impressão de artista mostra um modelo gerado computacionalmente da Via Láctea e das posições dos enxames globulares que a rodeiam, usado no estudo.
Os cientistas usaram as velocidades medidas destes 44 enxames globulares para determinar a massa total da Via Láctea, o nosso lar cósmico.
Crédito: ESA/Hubble, NASA, L. Calçada
Dada a natureza elusiva da matéria escura, a equipa teve que recorrer a um método inteligente para "pesar" a Via Láctea, que se basou na medição das velocidades dos enxames globulares - aglomerados estelares densos que orbitam o disco espiral da Galáxia a grandes distâncias.
"Quanto mais massiva é uma galáxia, mais rapidamente os seus enxames se movem sob a força da sua gravidade," explica N. Wyn Evans (Universidade de Cambridge, Reino Unido). "A maioria das medições anteriores determinou a velocidade com que um enxame se aproxima ou afasta da Terra, que é a velocidade ao longo da nossa linha de visão. No entanto, fomos capazes de medir também o movimento lateral dos aglomerados, a partir do qual a velocidade total e, consequentemente, a massa galáctica, pode ser calculada."
O grupo usou a segunda versão do catálogo Gaia como base para o seu estudo. O Gaia foi projetado para criar um mapa tridimensional preciso de objetos astronómicos em toda a Via Láctea e para rastrear os seus movimentos. A sua segunda divulgação de dados inclui medições de enxames globulares até 65.000 anos-luz da Terra.
"Os enxames globulares estendem-se a uma grande distância, de modo que são considerados os melhores rastreadores que os astrónomos possuem para medir a massa da nossa Galáxia," comentou Tony Sohn (STScI, EUA), que liderou as medições do Hubble.
À esquerda temos uma imagem, pelo Telescópio Espacial Hubble, de uma porção do enxame globular NGC 5466. À direita, imagens do Hubble obtidas com dez anos de separação foram comparadas para determinar a velocidade do enxame. A grelha, como plano de fundo, ajuda a ilustrar o movimento estelar do enxame no plano da frente (localizado a 52.000 anos-luz de distância). Note que as galáxias de fundo (cima, à direita do centro, baixo, à esquerda do centro) parecem não mover-se devido à sua muito maior distância, milhões de anos-luz.
Crédito: NASA, ESA e S. T. Sohn e J. DePasquale (STScI)
A equipa combinou estes dados com a sensibilidade inigualável e legado observacional do Hubble. As observações do Hubble permitiram com que enxames globulares fracos e distantes, até 130.000 anos-luz da Terra, fossem adicionados ao estudo. Dado que o Hubble observa alguns destes objetos há uma década, foi possível também rastrear com precisão as velocidades destes enxames.
"Tivemos sorte em ter uma combinação tão boa de dados," explicou Roeland P. van der Marel (STScI, EUA). "Combinando as medições de 34 enxames globulares pelo Gaia com medições de 12 enxames mais distantes com o Hubble, pudemos determinar a massa da Via Láctea de uma maneira que seria impossível sem estes dois telescópios espaciais."
Até agora, a não-determinação da massa precisa da Via Láctea apresentava um problema nas tentativas de responder a muitas questões cosmológicas. O conteúdo de matéria escura de uma galáxia e a sua distribuição estão intrinsecamente ligados à formação e crescimento de estruturas no Universo. O cálculo, com precisão, da massa da Via Láctea dá-nos uma compreensão mais clara de onde a nossa Galáxia se situa num contexto cosmológico.
Probabilidade de vida aumenta quando estrelas passageiras "espremem" binários
Impressão de artista de vida num planeta em órbita de um sistema binário, visível como dois sóis no céu.
Crédito: Mark Garlick
Os sistemas planetários podem, ao início, ser ambientes hostis. Os mundos jovens orbitam sóis em berçários estelares, aglomerados de estrelas onde os encontros violentos são comuns. Nada disto facilita a vida, mas agora astrónomos da Universidade de Sheffield encontraram um resultado positivo deste período tumultuoso. Um modelo desenvolvido pela estudante Bethany Wootton e por Richard Parker, da Sociedade Astronómica Real, examina como a zona habitável - a região em torno de uma estrela onde a temperatura permite a existência de água líquida - muda em torno de pares de estrelas, os chamados sistemas binários.
Os dois cientistas descobriram que um encontro com uma terceira estrela passageira pode "apertar" o binário, expandindo a zona habitável no processo. Os seus resultados foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
A zona habitável é uma região do sistema onde a temperatura nem é demasiado quente nem demasiado fria, que se pensa ser essencial para o desenvolvimento da vida num planeta. Caso um planeta esteja fora desta zona, então a formação das moléculas complexas necessárias para a vida tem uma probabilidade mais baixa de ocorrer.
Gráfico da NASA que mostra planetas antes, dentro e para lá da zona habitável de uma estrela.
Crédito: NASA
Pensa-se que cerca de um-terço dos sistemas estelares na nossa Galáxia sejam compostos por duas ou mais estrelas, e essa fração é muito mais alta para estrelas jovens. Se essas estrelas estiverem a uma distância relativamente grande, o tamanho da zona habitável em torno de cada estrela é liderado pela radiação da estrela individual. Se as duas estrelas estiverem mais perto uma da outra, o tamanho da zona habitável aumenta porque cada estrela sente o calor adicional da outra e isto melhora a probabilidade de um planeta estar localizado no lugar certo para o desenvolvimento da vida.
Wootton e Parker analisaram como isto muda nos berçários estelares. Usaram simulações de computador para modelar as interações entre estrelas jovens nestes enxames, calculando como estes encontros afetaram os pares binários. Num típico berçário estelar com 350 binários, os dois investigadores descobriram que 20 teriam as suas distâncias "espremidas", tornando a zona habitável maior.
Em alguns casos, as zonas habitáveis de estrelas separadas por grandes distâncias até se sobrepunham, aumentando ainda mais a perspetiva de quaisquer planetas em órbita de uma ou ambas as estrelas estarem no lugar certo para o desenvolvimento da vida.
Wootton comenta: "A busca por vida noutras partes do Universo é uma das questões mais fundamentais da ciência moderna, e precisamos de todas as evidências que pudermos encontrar para alcançar a resposta."
Diagrama de duas estrelas num sistema binário, antes e depois de um encontro com uma terceira estrela passageira. As estrelas são os pontos amarelo e laranja, e as zonas habitáveis estão a azul. A zona habitável "estreita" é a estimativa mais pessimista para onde a água pode existir no estado líquido, e a zona habitável cíano é a estimativa mais optimista. O diagrama mostra uma estrela numa órbita, seguindo o percurso preto, em redor de outra, e o tamanho e forma da órbita muda depois do encontro. Neste encontro as duas estrelas aproximaram-se uma da outra e ambas sentem calor extra. Isto tem o efeito de aumentar as zonas habitáveis, especialmente em redor da estrela com a massa mais pequena, e por vezes as zonas habitáveis sobrepõem-se. A linha tracejada mostra a distância máxima a que um planeta pode estar da estrela, ainda com uma órbita estável.
Crédito: Richard Parker/Behany Wootton/Universidade de Sheffield
"O nosso modelo sugere que existem mais sistemas binários nos quais os planetas se encontram nas zonas habitáveis do que pensávamos, melhorando as perspetivas de vida. De modo que aqueles mundos adorados por escritores de ficção científica - onde dois sóis brilham nos céus - parecem agora muito prováveis."
Os próximos passos desta investigação passam por usar mais modelos de computador a fim de entender se os processos negativos que uma estrela jovem sofre são superados pelos positivos. Parker e a sua equipa estão atualmente a explorar se o aquecimento interno dentro da Terra ocorre porque o nosso jovem Sol nasceu perto de uma explosão de supernova de uma estrela massiva; esta explosão seria catastrófica para a vida na Terra de hoje, mas pode ter fornecido as condições necessárias para que a vida se tenha desenvolvido no nosso planeta.
Estrela gigante "aninha-se" perto da sua irmã (via Universidade de Leeds)
Astrónomos descobriram um sistema binário com os objetos estelares de massa mais elevada já medida, fornecendo um "laboratório" valioso para testar teorias de formação estelar binária. A distância entre a gigante PDS 27 e a sua companheira estelar é de apenas 30 UA, ou 4,5 mil milhões de quilómetros. Ler fonte
Álbum de fotografias - Poeira Estelar e Luz Estelar em M78
Nuvens de poeira interestelar e nebulosas brilhantes abundam na fértil constelação de Orionte. Uma das mais brilhantes, M78, está perto do centro nesta colorida vista telescópica, cobrindo uma área para norte da cintura de Orionte. A uma distância de aproximadamente 1500 anos-luz, a nebulosa de reflexão azulada mede cerca de 5 anos-luz. A sua tonalidade é devida à poeira que reflete, preferencialmente, a luz azul de estrelas jovens e quentes. Nesta deslumbrante paisagem celeste podem ser traçadas correntes de poeira escura e outras nebulosas, incluindo muitos objetos Herbig-Haro, jatos energéticos das estrelas no processo de formação. Mas nesta imagem falta a nebulosa de McNeil. Uma importante descoberta apenas reconhecida em 2004, a nebulosa enigmática e variável pode ser encontrada ao longo da corrente escura de poeira para cima e para a direita da maior M78. A nebulosa de McNeil está associada com uma protoestrela e às vezes parece estar presente e às vezes ausente de fotos desta região bem fotografada. A nebulosa de McNeil desvaneceu de vista no final do ano passado e ainda não se consegue ver nesta imagem de céu profundo obtida em fevereiro de 2019.
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