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  Astroboletim #1692  
  26/05 a 28/05/2020  
     
 
Efemérides

Dia 26/05: 147.º dia do calendário gregoriano.
História:
Em 1951, nascia Sally Ride, a primeira mulher americana no espaço.
Em 1969, a Apollo 10 regressa à Terra após oito dias, durante os quais foram testados todos os componentes necessários para a primeira aterragem lunar.

Observações: A Lua Crescente perfaz uma linha horizontal com Pollux e castor, que estão situadas para a sua direita.

Dia 27/05: 148.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, lançamento da missão STS-96 do vaivém Discovery.

Observações: Com o verão a apenas três semanas de distância (astronomicamente falando), a última estrela do Triângulo de Verão sobe acima do horizonte a este ao final do lusco-fusco. É Altair, o canto inferior direito do Triângulo. O seu canto mais alto e brilhante é Vega. O terceiro é Deneb, mais ténue, para baixo e para a esquerda de Vega.

Dia 28/05: 149.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 585 AC, ocorre um eclipse solar, como previsto pelo filósofo e cientista grego Tales de Mileto, durante o qual Aliates II enfrenta Cyaxares na Batalha de Halys ou Batalha do Eclipse, o que leva a uma trégua. Esta é uma das datas mais importantes, a partir da qual outras datas podem ser calculadas. No entanto, vários especialistas disputam esta previsão, dado o conhecimento astronómico disponível na altura.
Em 1879, nascia Milutin Milankovitch, astrónomo, matemático, climatólogo, geofísico, engenheiro civil e doutor de tecnologia sérvio, que fez duas importantes contribuições para a Ciência. A primeira é a caracterização dos climas de todos os planetas do Sistema Solar e a segunda é a explicação dos ciclos climáticos da Terra a longo termo, provocados pela posição do nosso planeta em relação ao Sol, agora conhecidos como Ciclos de Milankovitch
Em 1912, nascia Ruby Payne-Scott, australiana, a primeira radioastronónoma. 
Em 1959, lançamento dos dois macacos Able & Baker. Passaram 16 minutos a viajar a uma altitude de 480 km. 
Em 1971 era lançada a Mars 3 (USSR).

A 2 de dezembro do mesmo ano, alcançou Marte mas o "lander" enviou apenas 20 segundos de dados.
Em 1998, o asteroide 1998 KY26 era descoberto por Tom Gehrels. Usando observações por radar, a velocidade de rotação deste asteroide foi estimada em 10,7 minutos!
Em 2002, a Mars Odyssey descobre sinais de imensos depósitos de gelo no planeta Marte.
Observações: A Lua brilha para baixo da "foice" de Leão após o cair da noite. A "foice" vai de Régulo, a sua "pega" para a esquerda da Lua, para o seu ganho mais ténue para cima e para a direita do nosso satélite natural.

 
     
 
Curiosidades


A NASA vai dar o nome Nancy Grace Roman, a primeira líder astronómica da NASA e "mãe" do Hubble, que pavimentou o caminho para telescópios espaciais, ao seu telescópio espacial de próxima geração, WFIRST (Wide Field Infrared Survey Telescope). O agora chamado Nancy Grance Roman Space Telescope (ou apenas Roman Space Telescope) tem lançamento previsto para meados desta década de 2020.

 
 
   
ALMA avista coração cintilante da Via Láctea
 
Impressão de artista do disco de gás em torno do buraco negro supermassivo. Manchas quentes que orbitam o objeto monstruoso podem produzir emissões milimétricas quase periódicas detetadas com o ALMA.
Crédito: Universidade Keio
 

Usando o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), astrónomos encontraram oscilações quase periódicas em ondas milimétricas do centro da Via Láctea, Sagitário (Sgr) A*. A equipa interpretou este piscar como devido à rotação de pontos de rádio, em torno do buraco negro supermassivo, com um raio orbital menor que o de Mercúrio. Esta é uma pista interessante para investigar o espaço-tempo com extrema gravidade.

"Sabe-se que Sgr A* às vezes brilha em comprimentos de onda milimétricos," diz Yuhei Iwata, autor principal de um artigo científico publicado na revista The Astrophysical Journal Letters e estudante da Universidade Keio, Japão. "Desta vez, usando o ALMA obtivemos dados de alta qualidade da variação da intensidade de ondas de rádio de Sgr A* durante 10 dias, 70 minutos por dia. Em seguida, encontrámos duas tendências: variações quase periódicas com uma escala de tempo típica de 30 minutos e variações mais lentas de uma hora."

Os astrónomos presumem que um buraco negro supermassivo com uma massa de 4 milhões de sóis esteja localizado no centro de Sgr A*. Foram observados surtos de brilho de Sgr A* não apenas em comprimentos de onda milimétrico, mas também no infravermelho e em raios-X. No entanto, as variações detetadas com o ALMA são muito mais pequenas do que as detetadas anteriormente, e é possível que estes níveis de pequenas variações ocorram sempre em Sgr A*.

O buraco negro, propriamente dito, não produz nenhum tipo de emissão. A fonte da emissão é o disco gasoso escaldante em torno do buraco negro. O gás que rodeia o buraco negro não entra diretamente no poço gravitacional, mas gira em seu redor para formar um disco de acreção.

A equipa concentrou-se em pequenas variações na escala e descobriu que o período de variação de 30 minutos é comparável ao período orbital da orla mais interna do disco de acreção com um raio de 0,2 unidades astronómicas (1 unidade astronómica corresponde à distância entre a Terra e o Sol: 150 milhões de quilómetros). Para comparação, Mercúrio, o planeta mais interior do Sistema Solar, orbita o Sol a uma distância de 0,4 UA. Tendo em conta a massa colossal no centro do buraco negro, o seu efeito gravitacional sob o disco de acreção é também extremo.

 
A variação da emissão milimétrica de Sgr A* detetada com o ALMA. O pontos de cores diferentes mostram o fluxo a diferentes frequências (azul: 234.0 GHz, verde: 219,5 GHz, vermelho: 217,5 GHz). O diagrama mostra variações com um período de aproximadamente 30 minutos.
Crédito: Y. Iwata et al./Universidade Keio
 

"Esta emissão pode estar relacionada com alguns fenómenos exóticos que ocorrem nas proximidades do buraco negro supermassivo" diz Tomoharu Oka, professor da Universidade Keio.

O seu cenário é o seguinte: os pontos quentes são formados esporadicamente no disco e circulam em torno do buraco negro, emitindo fortes ondas milimétricas. Segundo a teoria especial da relatividade de Einstein, a emissão é largamente ampliada quando a fonte está a mover-se em direção ao observador com uma velocidade comparável à da luz. A velocidade de rotação da orla interna do disco de acreção é bastante grande, de modo que surge este efeito extraordinário. Os astrónomos pensam que esta é a origem da variação de curto prazo da emissão milimétrica de Sgr A*.

A equipa supõe que a variação possa afetar o esforço de criar uma imagem do buraco negro supermassivo com o EHT (Event Horizon Telescope). "Em geral, quanto mais rápido o movimento, mais difícil é tirar uma foto do objeto," diz Oka "Ao invés, a variação da emissão propriamente dita fornece informações convincentes do movimento do gás. Podemos testemunhar o momento exato de absorção de gás pelo buraco negro com uma campanha de monitorização a longo prazo com o ALMA". Os investigadores pretendem extrair informações independentes para entender o ambiente misterioso em redor do buraco negro supermassivo.

// Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
// NAOJ (comunicado de imprensa)
// Universidade Keio (comunicado de imprensa - PDF)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


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ALMA descobre disco giratório e massivo no Universo jovem
 
Impressão de artista de Wolfe Disk, uma galáxia massiva de disco giratório no Universo jovem e empoeirado. A galáxia foi inicialmente descoberta quando o ALMA examinou a luz de um quasar mais distante (topo esquerdo).
Crédito: NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello
 

No nosso Universo de 13,8 mil milhões de anos, a maioria das galáxias como a Via Láctea forma-se gradualmente, atingindo a sua grande massa relativamente tarde. Mas uma nova descoberta feita com o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), de uma galáxia massiva e de disco giratório, vista quando o Universo tinha apenas 10% da sua idade atual, desafia os modelos tradicionais de formação galáctica. Esta investigação foi publicada dia 20 de maio na revista Nature.

A galáxia DLA0817g, apelidada de "Wolfe Disk" em homenagem ao falecido astrónomo Arthur M. Wolfe, é a galáxia de disco giratório mais distante já observada. O poder incomparável do ALMA tornou possível ver esta galáxia a girar a 272 km/s, semelhante à nossa Via Láctea.

"Embora estudos anteriores tenham sugerido a existência destas galáxias precoces de disco, ricas em gás e giratórias, graças ao ALMA agora temos evidências inequívocas de que existiam apenas 1,5 mil milhões de anos após o Big Bang," disse o autor principal Marcel Neeleman do Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, Alemanha.

Como é que "Wolfe Disk" se formou?

A descoberta de Wolfe Disk oferece um desafio para muitas simulações de formação de galáxias, que preveem que galáxias massivas, neste ponto da evolução do cosmos, cresceram através de muitas fusões de galáxias mais pequenas e aglomerados quentes de gás.

"A maioria das galáxias que encontramos no início do Universo parecem destroços de acidentes porque foram submetidas a uma fusão consistente e muitas 'violenta'," explicou Neeleman. "Estas fusões escaldantes dificultam a formação de discos giratórios frios e bem ordenados, como observamos no nosso Universo atual."

 
Imagem rádio, pelo ALMA, de Wolfe Disk, vista quando o Universo tinha apenas 10% da sua idade atual.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), M. Neeleman; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello
 

Na maioria dos cenários de formação galáctica, as galáxias só começam a mostrar um disco bem formado cerca de 6 mil milhões de após o Big Bang. O facto dos astrónomos encontrarem uma galáxia deste tipo, quando o Universo tinha apenas 10% da sua idade atual, indica que outros processos de crescimento devem ter dominado.

"Pensamos que Wolfe Disk tenha crescido principalmente através de acreção constante de gás frio," disse J. Xavier Prochaska, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, coautor do artigo. "Ainda assim, uma das questões que resta é como montar uma massa tão grande de gás, mantendo um disco giratório relativamente estável."

Formação estelar

A equipa também usou o VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) da NSF (National Science Foundation) e o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA para aprender mais sobre a formação estelar em Wolfe Disk. Nos comprimentos de onda do rádio, o ALMA analisou os movimentos e a massa de gás atómico e poeira enquanto o VLA media a quantidade de massa molecular - o combustível da formação estelar. No ultravioleta, o Hubble observou estrelas massivas. "O ritmo de formação estelar em Wolfe Disk é pelo menos dez vezes maior do que na nossa própria Galáxia," explicou Prochaska. "Deve ser uma das galáxias de disco mais produtivas do Universo jovem."

 
Wolfe Disk vista pelo ALMA (direita - a vermelho), pelo VLA (esquerda - a verde) e pelo Telescópio Espacial Hubble (ambas as imagens - a azul). No rádio, o ALMA observou os movimentos da galáxia e a massa do gás atómico e da poeira e o VLA mediu a quantidade de gás molecular. No ultravioleta, o Hubble observou estrelas massivas. A imagem do VLA tem uma resolução espacial mais baixa do que a imagem do ALMA, e portanto parece mais pixelizada.
Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), M. Neeleman; NRAO/AUI/NSF, S. Dagnello; Hubble da NASA/ESA
 

Uma galáxia "normal"

Wolfe Disk foi descoberta pelo ALMA em 2017. Neeleman e a sua equipa encontraram a galáxia quando examinaram a luz de um quasar mais distante. A luz do quasar foi absorvida ao passar por um enorme reservatório de hidrogénio gasoso em redor da galáxia - e foi assim que se revelou. Em vez de procurar luz direta de galáxias extremamente brilhantes, mas mais raras, os astrónomos usaram este método de "absorção" para encontrar galáxias mais fracas e mais "normais" no início do Universo.

"O facto de termos encontrado Wolfe Disk usando este método, diz-nos que pertence à população normal de galáxias presentes nos primeiros tempos," disse Neeleman. "Quando as nossas mais recentes observações com o ALMA mostraram surpreendentemente que está a girar, percebemos que as galáxias de disco giratório precoces não são tão raras quanto pensávamos e que devem existir muitas mais por aí."

"Esta observação resume como a nossa compreensão do Universo é aprimorada com a sensibilidade avançada que o ALMA traz à radioastronomia," disse Joe Pesce, diretor do programa de astronomia da NSF, que financia o telescópio. "O ALMA permite-nos fazer descobertas novas e inesperadas em quase todas as observações."

// Observatório ALMA (comunicado de imprensa)
// NRAO (comunicado de imprensa)
// UC Santa Cruz (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Vídeo sobre a descoberta (Observatório ALMA via vimeo)

 


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A dança das luas de Júpiter
 
Imagem da atmosfera de Júpiter, obtida pela sonda Juno da NASA.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS; processamento por Tanya Oleksuik
 

Há quatrocentos anos atrás, o astrónomo Galileu Galilei anunciou a sua descoberta de quatro luas em órbita do planeta Júpiter, cada uma vista como um ponto esbranquiçado distinto no seu telescópio. No entanto, somente nas últimas quatro décadas os astrónomos puderam estudar as luas jovianas em detalhe a fim de revelar que as quatro - Io, Europa, Ganimedes e Calisto - são mundos fascinantes.

Embora todas sejam de tamanho semelhante - cerca de 1/4 do raio da Terra -, as quatro luas são diversas: Io é violentamente vulcânica, Europa está incrustada em gelo, Ganimedes tem um campo magnético e Calisto está cheia de crateras antigas. Além disso, a gelada Europa é considerada uma forte candidata a hospedar vida no Sistema Solar.

Uma questão em aberto ainda intriga os cientistas planetários: como é que os satélites jovianos se formaram?

Agora, o professor de ciências planetárias do Caltech, Konstantin Batygin e o seu colaborador Alessandro Morbidelli do Observatoire de la Côte d'Azur, França, propuseram uma resposta para esta questão de longa data. Usando cálculos analíticos e simulações em computador em larga escala, propõem uma nova teoria das origens dos satélites jovianos. A investigação foi publicada na edição de 18 de maio da revista The Astrophysical Journal.

Durante os primeiros milhões de anos de vida do nosso Sol, foi cercado por um disco protoplanetário composto de gás e poeira. Júpiter coalesceu a partir deste disco e tornou-se rodeado pelo seu próprio disco de material de construção de satélites. Este chamado disco circum-Joviano foi alimentado por material do disco protoplanetário que choveu para Júpiter nos polos do planeta e retornou à esfera de influência gravitacional de Júpiter ao longo do plano equatorial do planeta. Mas é aqui que as coisas ficam complicadas para a formação dos satélites: como é que este disco em constante mudança acumulou material suficiente para formar luas?

O novo modelo de Batygin e Morbidelli aborda esta questão incorporando a física das interações entre poeira e gás no disco circum-Joviano. Em particular, os investigadores demonstram que, para grãos de poeira gelada de uma gama específica de tamanhos, a força que os arrasta em direção a Júpiter e a força (arrastamento) que os transporta no fluxo externo do gás cancelam-se perfeitamente, permitindo que o disco atue como uma armadilha de poeira gigante. Batygin diz que a inspiração para a ideia surgiu quando saiu para correr.

"Eu estava a subir uma colina, e vi que havia uma garrafa no chão que não estava a rolar ladeira abaixo porque o vento vindo de trás de mim a empurrava para cima e a mantinha em equilíbrio com a gravidade," diz. "Uma analogia simples veio à mente: se uma garrafa de cerveja rolando num plano inclinado é semelhante à deterioração orbital de grãos sólidos devido ao arrasto hidrodinâmico, então partículas de um certo tamanho devem encontrar um equilíbrio equivalente na órbita de Júpiter!"

O modelo dos investigadores propõe que, devido a este equilíbrio entre o arrasto interno e o arrasto externo, o disco em torno de Júpiter tornou-se rico em grãos de poeira gelada, cada um com cerca de um milímetro de tamanho. Eventualmente, este anel de poeira tornou-se tão massivo que se desintegrou sob o seu próprio peso em milhares de "satélitesimais" - objetos gelados parecidos com asteroides com cerca de 100 km de diâmetro. Ao longo de milhares de anos, os satélitesimais coalesceram em luas, uma de cada vez.

De acordo com o modelo, quando a primeira lua (Io) se formou e a sua massa atingiu um certo limite, a sua influência gravitacional começou a criar ondas no disco gasoso de material que rodeava Júpiter. Ao interagir com estas ondas, a lua migrou em direção a Júpiter até que alcançou a orla interior do disco circum-Joviano, perto da sua órbita atual. O processo começou novamente com a próxima lua.

Este processo sequencial de formação e migração interna levou Io, Europa e Ganimedes a fixarem-se numa ressonância orbital - uma configuração onde por cada quatro órbitas de Io em torno de Júpiter, Europa completa duas e Ganimedes uma. Esta denominada ressonância de Laplace é uma das características mais impressionantes e bem conhecidas das órbitas das luas.

Finalmente, o modelo sugere que a radiação do Sol acabou eventualmente por expelir o gás restante no disco em torno de Júpiter, deixando para trás os satélitesimais residuais que formaram a quarta e última lua principal, Calisto. No entanto, sem gás para conduzir a longa migração, Calisto não se juntou às outras luas em ressonância, e ficou presa a completar uma órbita em torno de Júpiter a cada duas semanas.

"O processo que descrevemos para a formação dos satélites de Júpiter pode ser geral," diz Morbidelli. "Agora temos observações do disco em torno de um exoplaneta gigante, PDS 70c, e parece extraordinariamente rico em poeira, como imaginámos para o disco de Júpiter antes da formação dos seus satélites."

Ainda há muito a descobrir sobre a luas jovianas. A missão Europa Clipper da NASA, com lançamento previsto para 2024, vai visitar Europa com o objetivo de descobrir se possui ou não condições favoráveis à vida. A ESA também planeia enviar uma missão, de nome JUICE (JUpiter ICy moons Explorer), com foco em Ganimedes, a maior das luas jovianas.

// Caltech (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal)
// Artigo científico (arXiv.org)
// Uma nova teoria da formação das luas de Júpiter (caltech via YouTube)

 


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(clique na imagem para ver versão maior)
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Dentro da cabeça deste monstro interestelar há uma estrela que está a destruí-lo lentamente. O enorme monstro, na verdade uma série inanimada de pilares de gás e poeira, mede anos-luz em comprimento. A estrela na cabeça não é visível através da poeira interestelar opaca, mas está a expelir-se parcialmente ao ejetar feixes opostos de partículas energéticas chamadas jatos Herbig-Haro. Localizada a aproximadamente 7500 anos-luz de distância na Nebulosa Carina e conhecida informalmente como Montanha Mística, a aparência destes pilares é dominada por poeira escura, apesar de serem compostos principalmente de hidrogénio gasoso. A imagem em destaque foi obtida pelo Telescópio Espacial Hubble. Por todos estes pilares, a luz e o vento energéticos de estrelas massivas recém-formadas estão a evaporar e a dispersar os viveiros estelares empoeirados em que se formaram. Dentro de alguns milhões de anos, a cabeça deste gigante, assim como a maior parte do seu corpo, terá sido evaporada completamente pelas estrelas internas e circundantes.
 
   
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