Temos à porta um eclipse solar, que é o pretexto para desvendarmos alguns dos mistérios e curiosidades destes alinhamentos espaciais!
Realizadas mensalmente, estas sessões tentam focar num tema de relevância à data da atividade, devido a algum acontecimento astronómico ou oportunidade de observação, ou alguma notícia recente de astronomia que motive a atividade. A observação noturna está obviamente sempre dependente do hemisfério celeste observável, bem como das condições meteorológicas ou ambientais disponíveis.
Lotação máxima de 5 pessoas Preço: 4€ Adultos / 2€ Jovens / grátis membros do AstroClube
Data: 8 de junho de 2021 Hora: 21:00 horas
INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA - seguir este link Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 01/06: 152.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1633 nascia Geminiano Montanari, astrónomo italiano, fabricante de lentes e proponente da abordagem experimental na Ciência.
É mais conhecido pela sua observação, por volta de 1667, de que a segunda estrela mais brilhante de Perseu, Algol, variava em brilho.
Em 2011, o vaivém espacial Endeavour faz a sua aterragem final, após 25 voos. Observações: Quando a Ursa Maior está alta a norte ao final da primavera e no verão, o que está baixo a norte? Lembre-se de há meio ano. No final do outono e no inverno, Cassiopeia estava onde a Ursa está agora. Isto significa que Cassiopeia está baixa.
Com o anoitecer, procure-a perto do horizonte a norte: um W largo. Quanto mais para norte estiver o observador, mais alta estará.
Dia 02/06: 153.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1966, a Surveyor 1 torna-se na primeira sonda americana a aterrar com sucesso noutro mundo, a Lua.
Em 1983, era lançada a Venera 15, uma missão dupla (em conjunto com a Venera 16 poucos dias depois) com o objetivo de estudar e mapear a superfície de Vénus.
Em 2003, a sonda Mars Express,carregando o "lander" britânico Beagle 2, é lançada num foguetão russo Soyuz-Fregat, a partir de Baikonur (Cazaquistão) às 17:45 GMT. Observações: A Lua nasce depois das 02:00. Júpiter e Saturno brilham para cima e para a sua direita. Antes do amanhecer, estes astros estão mais altos a sudeste.
Antes que o amanhecer fique demasiado brilhante, consegue avistar Fomalhaut, a Estrela de Outono, bem baixa quase a dois punhos à distância do braço esticado para
baixo e para a direita do nosso satélite natural?
Lua em Quarto Minguante, pelas 08:24.
Dia 03/06: 154.º dia do calendário gregoriano. História: Em 1769, o capitão James Cook observa o trânsito de Vénus sob céus limpos no Tahiti.
Em 1965 era lançada a Gemini 4, a primeira missão espacial tripulada com uma duração de vários dias. Neste mesmo dia Edward White andou no exterior de uma nave espacial pela primeira vez na história dos EUA, num passeio que durou aproximadamente 20 minutos.
Em 1966, lançamento da Gemini 9A. Observações: Talvez não conheça o asterismo conhecido como Grande Diamante, que tem aproximadamente 50º da altura e estende-se por cinco constelações. Agora inclina-se para sul-sudoeste depois do lusco-fusco. Comece com Espiga, a sua parte inferior. Bem para cima está a brilhante Arcturo. Quase à mesma distância, mas para a direita, está a ténue Cor Caroli, de terceira magnitude. Quase à mesma distância, mas para baixo, encontra-se Denébola, a cauda de Leão. Finalmente, voltamos novamente para Espiga.
As três estrelas mais baixas deste diamante formam um triângulo equilátero quase perfeito. Talvez devêssemos chamá-las de "Triângulo de Primavera", para fazer um paralelo com os Triângulos de Verão e Inverno?
DES divulga um olhar mais preciso sobre a evolução do Universo
Novos resultados do DES (Dark Energy Survey) usam a maior amostra de galáxias numa região enorme do céu para produzir as medições mais precisas, até agora, da composição e do crescimento do Universo. Os cientistas mediram que a forma como a matéria está distribuída por todo o Universo é consistente com as previsões do modelo cosmológico padrão, atualmente o melhor modelo do Universo.
Ao longo de seis anos, o DES analisou 5000 graus quadrados - quase um-oitavo de todo o céu - em 758 noites de observação, catalogando centenas de milhões de objetos. Os resultados anunciados a semana passada baseiam-se em dados dos primeiros três anos - 226 milhões de galáxias observadas ao longo de 345 noites - para criar os maiores e mais precisos mapas da distribuição de galáxias no Universo em épocas relativamente recentes.
O DES fotografou mais ou menos 5000 graus quadrados do céu do hemisfério sul. O levantamento mapeou centenas de milhões de galáxias para ajudar os investigadores a compreender a expansão acelerada do nosso Universo.
Crédito: Reidar Hahn, Fermilab
Uma vez que o DES estudou galáxias próximas, bem como aquelas a milhares de milhões de anos-luz de distância, os seus mapas fornecem um instantâneo da atual estrutura em grande escala do Universo e um filme de como essa estrutura evoluiu ao longo dos últimos 7 mil milhões de anos.
Para testar o modelo atual dos cosmólogos, os cientistas do DES compararam os seus resultados com medições do observatório espacial Planck da ESA. O Planck usou sinais de luz conhecidos como fundo de micro-ondas cósmico para espiar até ao início do Universo, apenas 400.000 anos após o Big Bang. Os dados do Planck fornecem uma visão precisa do Universo de há 13 mil milhões de anos, e o modelo cosmológico padrão prevê como a matéria escura deve evoluir até ao presente. Se as observações do DES não corresponderem com esta previsão, então possivelmente existe um aspeto não descoberto do Universo. Embora tenham existido indícios persistentes, no DES e noutros levantamentos anteriores de galáxias, de que o Universo atual é um pouco menos "grumoso" do que o previsto - uma descoberta intrigante digna de uma investigação mais aprofundada - os resultados divulgados recentemente são consistentes com a previsão.
"No que toca a restringir o que sabemos sobre a distribuição e estrutura da matéria em grandes escalas como impulsionada pela matéria escura e pela energia escura, o DES obteve limites que rivalizam e complementam aqueles da radiação cósmica de fundo," disse Brian Yanny, cientista do Fermilab que coordenou o processamento e gestão de dados do DES. "É emocionante ter medições precisas do que está lá fora e uma melhor compreensão de como Universo mudou desde a sua infância até hoje."
A matéria comum representa apenas cerca de 5% do Universo. A energia escura, que os cosmólogos pensam acelerar a expansão do Universo ao neutralizar a força da gravidade, é responsável por cerca de 70%. Os restantes 25% são matéria escura, cuja influência gravitacional une as galáxias. Tanto a matéria escura quanto a energia escura permanecem invisíveis, mas misteriosas, mas o DES busca iluminar as suas naturezas estudando como a competição entre elas molda a estrutura em grande escala do Universo ao longo do tempo cósmico.
O DES fotografou o céu noturno usando o instrumento Dark Energy Camera de 570 megapixéis no Telescópio Victor M. Blanco de 4 metros no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile, um programa do NOIRLab da NSF (National Science Foundation). Uma das câmaras digitais mais poderosas do mundo, a Dark Energy Camera foi projetada especificamente para o DES. Foi financiada pelo Departamento de Energia dos EUA e construída e testada no Fermilab. Os dados DES foram processados no NCSA (National Center for Supercomputing Applications) da Universidade do Illinois em Urbana-Champaign.
"Estas análises são realmente de última geração, exigindo inteligência artificial e computação de alto desempenho supercarregada pelos jovens cientistas mais inteligentes," disse Scott Dodelson, físico da Universidade Carnegie Mellon que colidera o Comité Científico do DES com Elisabeth Krause da Universidade do Arizona. "Que honra fazer parte desta equipa."
Foram selecionadas dez áreas do céu como "campos profundos" que a Dark Energy Camera fotografou várias vezes durante o levantamento, fornecendo um vislumbre de galáxias distantes e ajudando a determinar a sua distribuição 3D no cosmos.
Crédito: Dark Energy Survey
Para quantificar a distribuição da matéria escura e o efeito da energia escura, o DES baseou-se em dois fenómenos principais. Primeiro, em grandes escalas, as galáxias não estão distribuídas aleatoriamente pelo espaço, mas formam uma estrutura semelhante a uma teia devido à gravidade da matéria escura. O DES mediu como esta teia cósmica evoluiu ao longo da história do Universo. O agrupamento galáctico que forma a teia cósmica, por sua vez, revelou regiões com maior densidade de matéria escura.
Em segundo lugar, o DES detetou a assinatura da matéria escura por meio de lentes gravitacionais fracas. Conforme a luz de uma galáxia distante viaja pelo espaço, a gravidade da matéria comum e da escura pode dobrá-la, resultando numa imagem distorcida da galáxia vista da Terra. Ao estudar como as formas aparentes de galáxias distantes estão alinhadas umas com as outras e com as posições das galáxias próximas ao longo da linha de visão, os cientistas do DES inferiram a distribuição espacial (ou aglomeração) da matéria escura no Universo.
A análise das enormes quantidades de dados recolhidos pelo DES foi uma tarefa formidável. A equipa começou por analisar apenas os dados do primeiro ano, divulgados em 2017. Este processo preparou os investigadores para usar técnicas mais sofisticadas de análise do maior conjunto de dados, que inclui a maior amostra de galáxias já usada para estudar lentes gravitacionais fracas.
Por exemplo, o cálculo do desvio para o vermelho de uma galáxia - a mudança no comprimento de onda da luz devido à expansão do Universo - é um passo fundamental para medir como o agrupamento de galáxias e as lentes gravitacionais fracas mudam ao longo da história cósmica. O desvio para o vermelho de uma galáxia está relacionado com a sua distância, o que permite que o agrupamento seja caracterizado no espaço e no tempo.
"Houve uma melhoria significativa na calibração das distribuições do desvio para para o vermelho da amostra de galáxias," disse Judit Prat, pós-doutorada da Universidade de Chicago que analisou as lentes gravitacionais fracas capturadas pelo DES. "Foi um grande esforço no qual as pessoas trabalharam muito. Agora temos um método que ninguém usou antes e que é muito robusto."
O DES fotografou o céu noturno usando a Dark Energy Camera de 570 megapíxeis acoplado ao Telescópio Victor Blanco de 4 metros no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile, um programa do NOIRLab da NSF (National Science Foundation).
Crédito: Reidar Hahn, Fermilab
Foram escolhidas dez regiões do céu como "campos profundos" que a Dark Energy Camera fotografou repetidamente ao longo do levantamento. O empilhamento dessas imagens permitiu aos cientistas vislumbrar galáxias mais distantes. A equipa então usou as informações dos desvios para o vermelho dos campos profundos para calibrar medições do desvio para o vermelho no resto da região do levantamento. Este e outros avanços nas medições e modelagem, juntamente com um aumento de três vezes nos dados em comparação com o primeiro ano, permitiram que a equipa identificasse a densidade e a aglomeração do Universo com uma precisão sem precedentes.
Juntamente com a análise dos sinais de lentes fracas, o DES também mede com precisão outras sondas que restringem o modelo cosmológico de maneiras independentes: a aglomeração de galáxias em escalas maiores (oscilações acústicas de bariões), a frequência de enxames galácticos massivos e medições de alta precisão dos brilhos e desvios para o vermelho de supernovas do Tipo Ia. Estas medições adicionais serão combinadas com a análise atual de lentes fracas para produzir restrições ainda mais rigorosas no modelo padrão.
"O DES forneceu resultados científicos de ponta e até económicos, diretamente relacionados com a missão do Fermilab de procurar a natureza fundamental da matéria, da energia, do espaço e do tempo," disse Nigel Lockyer, diretor do Fermilab. "Uma equipa dedicada de cientistas, engenheiros e técnicas de instituições de todo o mundo trouxe o DES à fruição."
A colaboração do DES consiste em mais de 400 cientistas de 25 instituições em sete países.
"A colaboração é notavelmente jovem. Está fortemente inclinada na direção de pós-doutorados e estudantes que estão a fazer grande parte deste trabalho," disse o diretor e porta-voz do DES, Rich Kron, que é cientista do Fermilab e da Universidade de Chicago. "Isto é realmente gratificante. Uma nova geração de cosmólogos está a ser treinada usando o DES."
O DES concluiu as observações do céu noturno em 2019. Com a experiência de analisar a primeira metade dos dados, a equipa está agora preparada para lidar com o conjunto completo de dados. A análise final do DES deverá pintar uma imagem ainda mais precisa da matéria escura e da energia escura no Universo. E os métodos desenvolvidos pela equipa abriram caminho para futuros levantamentos do céu sondarem os mistérios do cosmos.
"O verdadeiro legado do DES serão os avanços que tivemos de dar e que foram essenciais para este resultado chave e que serão críticos para a próxima geração de experiências cosmológicas que começarão em breve," disse Michael Troxel, físico da Universidade Duke e coordenador principal do projeto para a análise de dados de três anos do DES. As próximas experiências incluem tanto levantamentos no solo como no espaço, como o LSST (Legacy Survey of Space and Time) no Observatório Vera C. Rubin.
"Com estes instrumentos que construímos para olhar no escuro, estamos a trabalhar para resolver mistérios universais," disse Troxel.
Os resultados recentes do DES foram apresentados dia 27 de maio num seminário científico. Vinte e nove artigos científicos estão disponíveis no repositório online arXiv.
Filamentos magnetizados tecem uma espetacular tapeçaria galáctica
Filamentos de gás superaquecido e campos magnéticos estão a tecer uma tapeçaria de energia no centro da Via Láctea. Foi feita um novo mosaico desta obra-prima cósmica usando dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA e do radiotelescópio MeerKAT na África do Sul.
O novo panorama do Centro Galáctico baseia-se em levantamentos anteriores do Chandra e de outros telescópios. Esta última versão expande a visão de alta energia do Chandra mais acima e mais abaixo do plano da Galáxia - isto é, o disco onde reside a maioria das estrelas da Via Láctea - do que as campanhas anteriores. Na imagem apresentada, os raios-X do Chandra estão a laranja, verde, azul e roxo, mostrando diferentes energias, e os dados de rádio do MeerKAT são mostrados a lilás e cinzento.
O novo panorama do Centro Galáctico.
Crédito: raios-X - NASA/CXC/UMass/Q.D. Wang; rádio - NRF/SARAO/MeerKAT
Um filamento é particularmente intrigante porque tem raios-X e emissão de rádio entrelaçados. Aponta perpendicularmente ao plano da Galáxia e tem cerca de 20 anos-luz de comprimento, mas apenas um centésimo desse tamanho em largura.
Um novo estudo das propriedades de raios-X e rádio deste filamento por Q. Daniel Wang da Universidade de Massachusetts em Amherst, EUA, sugere que estas características são unidas por tiras finas de campos magnéticos. Isto é semelhante ao que foi observado num filamento estudado anteriormente (ambos os filamentos são rotulados com retângulos vermelhos na imagem legendada. O recém-estudado, para baixo e para a esquerda, G0.17-0.41, está muito mais longe do plano da Galáxia). Estes filamentos podem ter sido formados quando os campos magnéticos alinhados em diferentes direções colidiram e se torceram num processo denominado reconexão magnética. Isto é semelhante ao fenómeno que afasta as partículas energéticas do Sol e é responsável pelo clima espacial que às vezes afeta a Terra.
Um estudo detalhado destes filamentos ensina-nos mais sobre o clima espacial Galáctico que os astrónomos testemunharam por toda a região. Este clima é impulsionado por fenómenos voláteis, como explosões de supernova, estrelas próximas que libertam gás quente e surtos que expelem matéria de regiões perto de Saggitarius A*, o buraco negro supermassivo da nossa Galáxia.
Também rotuladas na versão legendada da imagem estão os raios-X refletidos pela poeira em torno de fontes brilhantes de raios-X (círculos verdes), de Sagitário A* e, nos círculos e elipses roxas, os Arcos e os Enxames de Quintupletos, DB00-58 e DB00-6, 1E 1743.1-28.43, a Nuvem de Gás Frio e Sagitário C.
Versão legendada do novo panorama do Centro Galáctico.
Crédito: raios-X - NASA/CXC/UMass/Q.D. Wang; rádio - NRF/SARAO/MeerKAT
Além dos filamentos, o novo panorama revela outras maravilhas no Centro Galáctico. Por exemplo, o artigo científico de Wang relata grandes nuvens de gás quente, que se estendem por cerca de 700 anos-luz acima e abaixo do plano da Galáxia, vistas aqui com mais detalhe do que nunca (são muito mais pequenas do que as Bolhas de Fermi que se estendem por cerca de 25.000 anos-luz acima e abaixo do plano da Galáxia). Estas plumas podem representar fluxos a uma escala galáctica, análogos às partículas expulsas do Sol. O gás é provavelmente aquecido por explosões de supernova e muitas reconexões magnéticas recentes que ocorrem perto do centro da Galáxia. Estes eventos de reconexão na Galáxia normalmente não são suficientemente energéticos para serem detetados em raios-X, exceto para os mais energéticos no centro da Galáxia, onde o campo magnético interestelar é muito mais forte.
Os eventos de reconexão magnética podem desempenhar um papel importante no aquecimento do gás existente entre as estrelas (o meio interestelar). Este processo também pode ser responsável por acelerar as partículas para produzir raios cósmicos como aqueles observados na Terra e a conduzir turbulência no meio interestelar que desencadeia o nascimento de novas gerações de estrelas.
A imagem mostra que os filamentos magnéticos tendem a ocorrer nos limites externos das grandes plumas de gás quente. Isto sugere que o gás nas plumas está a conduzir campos magnéticos que colidem para criar os filamentos.
A investigação das ondas gravitacionais não é uma caça monótona
A caça ao "murmúrio" nunca antes ouvido das ondas gravitacionais provocadas pelas misteriosas estrelas de neutrões acaba de ficar muito mais fácil, graças a uma equipa internacional de investigadores.
As ondas gravitacionais só foram detetadas em colisões entre buracos negros e entre estrelas de neutrões, gigantescos eventos cósmicos que provocam grandes explosões que se propagam através do espaço e do tempo.
A equipa de investigação, que envolve cientistas da Colaboração LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory), da Colaboração Virgo e do CGA (Centre for Gravitational Astrophysics) da Universidade Nacional Australiana, estão agora a voltar o seu olhar apurado para estrelas de neutrões giratórias a fim de detetar as ondas.
Impressão de artista de ondas gravitacionais contínuas.
Crédito: Mike Myers/Universidade Swinburne
Ao contrário das explosões massivas provocadas por buracos negros ou estrelas de neutrões em colisão, os investigadores dizem que as estrelas de neutrões singulares, em rotação, têm um bojo ou "montanha" com apenas alguns milímetros de altura, o que pode produzir um fluxo constante ou "zumbido" de ondas gravitacionais.
Os investigadores estão a usar os seus métodos, que detetaram ondas gravitacionais pela primeira vez em 2015, para capturar essa banda sonora constante das estrelas por cima do ruído estrondoso de buracos negros massivos ou de densas estrelas de neutrões em colisão.
Dizem que é como tentar capturar o chio de um rato no meio de uma manada de elefantes em debandada.
Se bem-sucedida, seria a primeira deteção de um evento de ondas gravitacionais que não envolvesse a colisão de objetos massivos como buracos negros ou estrelas de neutrões.
Susan Scott, professora na Universidade Nacional Australiana, disse que a colisão de estrelas de neutrões densas enviou um "surto" de ondas gravitacionais ondulando pelo Universo.
"As estrelas de neutrões são objetos misteriosos," disse Scott, que também é investigadora-chefe do OzGrav (ARC Centre of Excellence for Gravitational Wave Discovery).
"Nós não entendemos muito bem a sua composição, ou quantos tipos existem. Mas o que sabemos é que quando colidem, libertam surtos incríveis de ondas gravitacionais pelo Universo.
"Em contraste, o murmúrio gentil de uma estrela de neutrões giratória é muito fraco e quase impossível de detetar."
Foram publicados três novos artigos científicos pelas colaborações Ligo e Virgo detalhando as investigações mais sensíveis, até ao momento, do fraco zumbido das ondas gravitacionais de estrelas de neutrões em rotação.
O seu trabalho fornece um "mapa para o potencial El Dorado das ondas gravitacionais."
"Uma das nossas pesquisas tem como alvo jovens remanescentes de supernova. Estas estrelas de neutrões, nascidas recentemente, são mais deformadas e devem emitir um fluxo mais forte de ondas gravitacionais," disse a Dra. Lilli Sun, do CGA e investigadora associada do OzGrav.
À medida que estas investigações se tornam cada vez mais sensíveis, fornecem mais detalhes do que nunca sobre a possível forma e composição das estrelas de neutrões.
"Se conseguirmos detetar este zumbido, poderemos olhar profundamente para o coração de uma estrela de neutrões e assim desvendar os seus segredos," disse o Dr. Karl Wette, investigador pós-doutorado do OzGrav e do CGA.
A professora Scott, que também é líder do Grupo da Teoria da Relatividade Geral e de Análise de Dados da mesma universidade, acrescenta: "As estrelas de neutrões representam a forma mais densa de matéria no Universo antes da formação de um buraco negro."
"A procura pelas suas ondas gravitacionais permite-nos sondar estados da matéria nuclear que simplesmente não podem ser produzidos em laboratório na Terra."
Identificada a origem das primeiras estruturas formadas em galáxias como a Via Láctea (via IAC)
Uma equipa internacional de cientistas usou o GTC (Gran Telescopio Canarias) para estudar uma amostra representativa de galáxias, tanto de disco como esferoidais, numa zona profunda do céu na direção da constelação de Ursa Maior para caracterizar as propriedades das populações estelares de bojos galácticos. Os investigadores foram capazes de determinar o modo de formação e desenvolvimento destas estruturas galácticas. Ler fonte
Álbum de fotografias - Mimas: Pequena Lua com uma Grande Cratera
O que quer que tenha atingido Mimas quase que a destruiu. O que resta é uma das maiores crateras de impacto numa das luas redondas mais pequenas de Saturno. As análises indicam que um impacto ligeiramente maior teria destruído Mimas por inteiro. A enorme cratera, chamada Herschel em homenagem ao descobridor de Mimas em 1789, Sir William Herschel, estende-se por cerca de 130 km e está aqui apresentada em destaque. A baixa massa de Mimas produz uma gravidade de superfície forte o suficiente para criar um corpo esférico, mas fraca o suficiente para permitir tais características de superfície relativamente grandes. Mimas é composta principalmente de água gelada com um punhado de rocha - de modo que é descrita com precisão como uma grande bola de neve suja. A imagem apresentada foi obtida durante o "flyby" mais próximo da sonda robótica Cassini por Mimas em 2010, enquanto em órbita de Saturno.
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