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  Astroboletim #1839  
  22/10 a 25/10/2021  
     
 
Efemérides

Dia 22/10: 295.º dia do calendário gregoriano.
História:
No ano 2136 AC, primeiros registos de um eclipse solar total, testemunhado por astrónomos chineses. O imperador Zhong Kang supostamente decapita estes dois astrónomos, Hsi e Ho, por falharem em prever o eclipse.
Em 1905, nascia Karl Jansky, físico e engenheiro americano que descobriu ondas de rádio oriundas da Via Láctea. É considerado um dos fundadores da radioastronomia
Em 1966, a União Soviética lança a Luna 12.
Em 1968, a Apollo 7 aterra com sucesso no Oceano Atlântico após orbitar a Terra 163 vezes. 
Em 1975, a sonda soviética Venera 9 aterra em Vénus.

Em 2008, a Índia lança a sua primeira missão lunar não-tripulada, a Chandrayaan-1.
Observações: A Lua brilha estas noites a este após o anoitecer. Pode precisar de binóculos para discenir as Plêiades poucos graus para a sua esquerda ou para cima e para a sua esquerda. Muito mais fácil de observar será a estrela Capella, muitas vezes para a esquerda do nosso satélite natural.
Com o passar das horas, Aldebarã surge por baixo da Lua. E pela meia-noite Orionte já subiu totalmente acima do horizonte a este, bem para baixo de todos estes astros.

Dia 23/10: 296.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, é tirada a primeira fotografia de uma chuva de meteoros
Em 1977, o Meteosat 1 torna-se no primeiro satélite a ser posto em órbita pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Em 2014, a agência espacial chinesa lança a missão não-tripulada Chang'e 5-T1, em preparação para uma missão de recolha de amostras lunares, planeada para 2019.
Observações: Esta noite a Lua brilha entre Aldebarã e as Plêiades.

Dia 24/10: 297.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1851, William Lassell descobre as luas Umbriel e Ariel em órbita de Úrano.
Em 1946, uma câmara a bordo do foguetão V-2 n.º 13 tira a primeira fotografia da Terra a partir do espaço.
Em 1957, a Força Aérea dos EUA começa o programa X-20 Dyna-Soar.
Em 1960, catástrofe de Nedelin: um missil balístico R-16 explode na plataforma de lançamento do cosmódromo de Baikonur, matando mais de 100 pessoas. A União Soviética só desclassificou o evento em 1989.
Em 1962, a Mars 2MV-4 No.1, também conhecida como Sputnik 22, falha a deixar a órbita da Terra. 
Em 1998, lançamento da missão Deep Space 1.

Em 2007, o Chang'e 1, o primeiro satélite do Programa de Exploração Lunar da China, é lançado a partir do Centro de Lançamento Xichang.
Em 2014, a agência espacial chinesa lança uma missão experimental lunar, Chang'e 5-T1, que testou tecnologias de reentrada atmosférica para uma missão de recolha de amostras lunares.
Observações: Esta é a altura do ano em que a Ursa Maior situa-se na horizontal, baixa a norte-noroeste após o anoitecer. Quão baixa? Quando mais para sul estiver o observador, mais baixa estará. Vista a perto dos 40º N (Coimbra ou Figueira da Foz, por exemplo), até as suas estrelas mais baixas brilham quase a dez graus do horizonte. Mas a 26º N (já em África), toda a Ursa Maior desaparece de vista abaixo do horizonte a norte.

Dia 25/10: 298.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1671, Giovanni Cassini descobre a lua de Saturno, Jápeto.
Em 1877 nascia Henry Norris Russell, astrónomo americano que, juntamente com Ejnar Hertzsprung, desenvolveu o diagrama Hertzsprung-Russell em 1910. 
Em 1999, observações terrestres de um vulcão em erupção em Io, uma lua de Júpiter

Observações: Vem aí o "Halloween" e, assim sendo, Arcturo, a estrela que brilha baixa a oeste-noroeste ao anoitecer, está a tomar o seu lugar como o "Fantasma dos Sóis de Verão". O que é que isto significa? Ao longo de vários dias que rodeiam 25 de outubro, todos os anos, Arcturo ocupa um lugar muito especial acima do horizonte. Marca com grande precisão o local onde o Sol esteve à mesma hora, durante os quentes meses de junho e julho - em plena luz do dia, claro. Assim, com o aproximar do "Halloween", podemos ver Arcturo como o frio fantasma do Sol de verão.

 
 
   
Astrónomos detetaram sinais de uma atmosfera despojada de um planeta por um impacto gigante

Os sistemas planetários jovens geralmente "sofrem" muito quando crescem, à medida que corpos bebés colidem e fundem-se para formar planetas progressivamente maiores. No nosso próprio Sistema Solar, pensa-se que a Terra e a Lua sejam produtos desse tipo de impacto gigante. Os astrónomos presumem que tais colisões deveriam ser comuns em sistemas primitivos, mas têm sido difíceis de observar em torno de outras estrelas.

Agora, astrónomos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), da Universidade Nacional da Irlanda, Galway, da Universidade de Cambridge e de outros lugares descobriram evidências de um impacto gigante que ocorreu num sistema estelar próximo, a apenas 95 anos-luz da Terra. A estrela, chamada HD 172555, tem cerca de 23 milhões de anos e os cientistas suspeitaram que a sua poeira contém vestígios de uma colisão recente.

 
Uma equipa de investigadores descobriu evidências de um impacto gigante no sistema estelar próximo HD 172555, no qual um planeta terrestre do tamanho da Terra e um impactor mais pequeno colidiram há pelo menos 200.000 anos, retirando parte da atmosfera de um planeta.
Crédito: Mark A. Garlick
 

A equipa observou mais evidências de um impacto gigante em torno da estrela. Determinaram que a colisão provavelmente ocorreu entre um planeta terrestre do tamanho aproximado da Terra e um impactor mais pequeno, há pelo menos 200.000 anos, a velocidades que rondam os 10 km/s.

Crucialmente, detetaram gás indicando que tal impacto de alta velocidade provavelmente fez explodir parte da atmosfera do planeta - um evento dramático que explicaria o gás e poeira observados em torno da estrela. Os achados, publicados na revista Nature, representam a primeira deteção deste tipo.

"Esta é a primeira vez que detetamos este fenómeno, de uma atmosfera protoplanetária despojada por um impacto gigante," diz Tajana Schneiderman, estudante do Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do MIT. "Todos estamos interessados em observar um impacto gigante porque esperamos que sejam comuns, mas não temos evidências disso em muitos sistemas. Agora temos uma visão adicional sobre estas dinâmicas."

Um sinal claro

A estrela HD 172555 tem sido objeto de intriga entre os astrónomos devido à composição invulgar da sua poeira. As observações ao longo dos últimos anos mostraram que a poeira da estrela contém grandes quantidades de minerais invulgares, em grãos que são muito mais finos do que os astrónomos esperariam para um típico disco estelar de detritos.

"Por causa destes dois fatores, HD 172555 tem sido considerado um sistema estranho," diz Schneiderman.

Ela e colegas perguntaram-se o que o gás poderia revelar sobre a história de impactos do sistema. Estudaram dados obtidos pelo ALMA (Atacama Large Millimeter Array) no Chile, que consiste de 66 radiotelescópios, cujo espaçamento pode ser ajustado para aumentar ou diminuir a resolução das suas imagens. A equipa examinou dados do arquivo público do ALMA, em busca de sinais de monóxido de carbono em torno de estrelas próximas.

"Quando os astrónomos querem estudar o gás em discos de detritos, o monóxido de carbono é normalmente o mais brilhante e, portanto, o mais fácil de encontrar," diz Schneiderman. "De modo que examinámos os dados de monóxido de carbono para HD 172555 novamente porque era um sistema interessante."

No rescaldo

Com uma reanálise cuidadosa, a equipa conseguiu detetar monóxido de carbono ao redor da estrela. Quando mediram a sua abundância, descobriram que o gás correspondia a 20% do monóxido de carbono encontrado na atmosfera de Vénus. Também observaram que o gás estava a circular em grandes quantidades, surpreendentemente perto da estrela, a cerca de 10 UA, ou 10 vezes a distância entre a Terra e o Sol.

"A presença de monóxido de carbono assim tão perto requer alguma explicação," realça Schneiderman.

Isto porque o monóxido de carbono é normalmente vulnerável à fotodissociação, um processo no qual os fotões de uma estrela quebram e destroem a molécula. A curta distância, normalmente haveria muito pouco monóxido de carbono tão perto de uma estrela. Assim, o grupo testou vários cenários para explicar a aparência abundante e próxima do gás.

E rapidamente descartaram um cenário no qual o gás surgia de detritos de uma estrela recém-formada, bem como outro em que o gás era produzido por uma cintura de asteroides gelados. Também consideraram um cenário no qual o gás era emitido por muitos cometas gelados vindos de uma cintura de asteroides distante, semelhante à nossa própria cintura de Kuiper. Mas os dados também não encaixavam neste cenário. O último cenário que a equipa considerou foi que o gás era um remanescente de um impacto gigante.

"De todos os cenários, é o único que pode explicar todas as características dos dados," diz Schneiderman. "Em sistemas desta idade, esperamos haver impactos gigantescos, e esperamos que os impactos gigantes sejam realmente bastante comuns. As escalas de tempo funcionam, a idade funciona e as restrições morfológicas e composicionais funcionam. O único processo plausível que poderia produzir monóxido de carbono neste sistema, neste contexto, é um impacto gigante."

A equipa estima que o gás foi libertado de um impacto gigante que ocorreu há pelo menos 200.000 anos - recente o suficiente para que a estrela não tivesse tido tempo de destruir completamente o gás. Com base na abundância do gás, o impacto foi provavelmente massivo, envolvendo dois protoplanetas, provavelmente comparáveis em tamanho com a Terra. O impacto foi tão grande que provavelmente explodiu parte da atmosfera de um planeta, na forma do gás que a equipa observa hoje.

"Agora existe a possibilidade de trabalho futuro para lá deste sistema," diz Schneiderman. "Estamos a mostrar que, se se encontrar monóxido de carbono num lugar e numa morfologia consistente com um impacto gigante, fornece uma nova avenida para procurar impactos gigantes e para entender como os detritos se comportam no rescaldo."

"O que é particularmente emocionante neste trabalho, na minha opinião, é que demonstra a importância da perda atmosférica por impactos gigantes," diz Hilke Schlichting, professora de ciências terrestres, planetárias e espaciais na Universidade da Califórnia em Los Angeles, que não esteve envolvida na investigação. "Também abre a possibilidade de estudar a composição das atmosferas de exoplanetas que sofrem impactos gigantes, o que, em última análise, pode ajudar a esclarecer a condição atmosférica dos planetas terrestres durante o seu próprio estágio de impactos gigantes."

// MIT (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature)

 


Saiba mais

CCVAlg - Astronomia:
10/01/2017 - Hubble deteta "exocometas" a mergulhar numa estrela jovem
12/08/2009 - Spitzer descobre provas de violenta colisão exoplanetária

Notícias relacionadas:
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HD 172555:
Wikipedia
SolStation.com
SIMBAD

ALMA:
Página principal
ALMA (NRAO)
ALMA (NAOJ)
ALMA (ESO)
Wikipedia

 
   
Memórias "vulcânicas": buracos negros dão forma a bolhas, anéis e filamentos de "fumo intergaláctico"

Uma equipa internacional de investigadores, incluindo académicos da Universidade de Bolonha e do INAF (Instituto Nacional de Astrofísica), observou pela primeira vez a evolução do gás quente proveniente de um buraco negro ativo. Eles foram capazes de olhar para estas estruturas, bastante parecidas aos fluxos de gases produzidos por erupções vulcânicas, com detalhes sem precedentes e numa escala de tempo de cem milhões de anos.

O seu estudo, publicado na revista Nature Astronomy, focou-se no sistema Nest200047 - um grupo de aproximadamente 20 galáxias a aproximadamente 200 milhões de anos-luz de distância. A galáxia central deste sistema abriga um buraco negro ativo em torno do qual os investigadores observaram muitos pares de bolhas de gás com idades variadas, alguns filamentos desconhecidos de campos magnéticos e partículas relativísticas na relatividade especial tão grandes quanto centenas de milhares de anos-luz.

 
Gás quente oriundo do buraco negro supermassivo no centro do sistema Nest200047.
Crédito: Universidade de Bolonha
 

Estas observações foram possíveis graças ao LOFAR (LOw Frequency ARray), o maior radiotelescópio de baixa frequência do mundo. O LOFAR consegue intercetar a radiação produzida pelos eletrões mais antigos atualmente detetáveis. Esta ferramenta de ponta decorre do grande esforço de nove países europeus e permitiu aos investigadores "voltar no tempo" a mais de 100 milhões de anos atrás e reconstituir a atividade do buraco negro situado no centro de Nest200047.

"A nossa investigação mostra como estas bolhas de gás aceleradas pelo buraco negro estão a expandir-se e transformar-se ao longo do tempo. De facto, criam estruturas espetaculares em forma de cogumelo, anéis e filamentos semelhantes aos originados de uma erupção vulcânica no planeta Terra," afirma Marisa Brienza, autora principal do estudo e investigadora do Departamento de Física e Astronomia "Augusto Righi" da Universidade de Bolonha e membro do INAF.

Bolhas feitas de partículas

No centro de cada galáxia situa-se um buraco negro supermassivo (com uma massa equivalente a vários milhões de sóis). A atividade de tal buraco negro impacta crucialmente a evolução da galáxia e do ambiente intergaláctico que o hospeda. Durante anos, os investigadores vêm tentando descobrir como e a que ritmo a ação destes buracos negros produz esses efeitos.

Quando ativos, os buracos negros consomem tudo o que os rodeia e, nesse processo, libertam enormes quantidades de energia. Às vezes, esta energia chega na forma de fluxos de partículas que se movem perto da velocidade da luz e que produzem ondas de rádio. Por sua vez, estes fluxos geram bolhas de partículas e campos magnéticos que, por um processo de expansão, podem aquecer e movimentar o meio intergaláctico que os cerca. Isto tem imensa influência na evolução do próprio meio intergaláctico e, consequentemente, nas taxas de formação estelar.

Este estudo propõe que os buracos negros ativos têm efeitos em escalas que são até 100 vezes maiores do que a galáxia hospedeira e que esse impacto dura até centenas de milhões de anos.

"O LOFAR deu-nos uma visão única da atividade dos buracos negros e dos seus efeitos no meio envolvente", explica Annalisa Bonafede, uma das autoras do estudo, professora da Universidade de Bolonha bem como membro do INAF. "As nossas observações de Nest200047 mostram de maneira crucial como os campos magnéticos e as partículas muito antigas aceleradas por buracos negros e, consequentemente, envelhecidas, desempenham um papel central na transferência de energia para as regiões externas dos grupos de galáxias."

Para este estudo, os investigadores também exploraram observações em raios-X, obtidas usando o telescópio eROSITA a bordo do telescópio espacial SRG. Os dados de raios-X permitiram aos investigadores estudar melhor as características do meio intergaláctico em torno das bolhas de gás emissoras de rádio.

 
A evolução do gás quente oriundo de um buraco negro ativo.
Crédito: Universidade de Bolonha
 

Filamentos de gás

Estas observações trouxeram outras descobertas inesperadas: filamentos finos de gás com até um milhão de anos-luz feitos de partículas que se movem aproximadamente à velocidade da luz e campos magnéticos. Segundo os cientistas, estes filamentos são os remanescentes das bolhas que o buraco negro Nest200047 produziu há centenas de milhões de anos e que agora estão a fragmentar-se e a misturar-se com o meio intergaláctico. Pensa-se que o estudo destas estruturas levará à descoberta de novas e importantes informações sobre as características físicas da matéria intergaláctica e do mecanismo físico que regula a transferência de energia entre as bolhas e o ambiente externo.

"No futuro, seremos capazes de estudar os efeitos dos buracos negros nas galáxias e no meio intergaláctico com detalhes ainda maiores. Eventualmente, seremos capazes de desvendar a natureza dos filamentos que descobrimos graças à resolução angular do LOFAR em combinação com os dados das estações internacionais do LOFAR", acrescenta Gianfranco Brunetti, coautor do estudo bem como astrofísico do INAF de Bolonha e coordenador italiano do consórcio LOFAR.

// Universidade de Bolonha (comunicado de imprensa)
// ASTRON (comunicado de imprensa)
// Universidade de Leiden (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Saiba mais

Notícias relacionadas:
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Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

LOFAR:
Página principal
Wikipedia

eROSITA:
Instituto Max Planck para Física Extraterrestre
Wikipedia

 
   
Astrónomos avistam anã branca a "ligar e a desligar-se"

A maioria das estrelas transforma-se em anãs brancas após queimarem o hidrogénio que as alimenta. Agora, os astrónomos viram um destes objetos galácticos a ligar e a desligar-se pela primeira vez.

Os investigadores usaram o TESS, um satélite caçador de planetas, para observar o fenómeno único numa anã branca a cerca de 1400 anos-luz da Terra.

Esta anã branca em particular - TW Pictoris - é conhecida por estar a acretar matéria, ou a alimentar-se, de uma estrela companheira.

Os astrónomos viram-na a perder brilho em 30 minutos, um processo observado apenas anteriormente na acreção de anãs brancas ao longo de um período de vários dias a meses.

 
Impressão de artista de uma anã branca - neste caso, a anã branca MV Lyrae - acretando matéria de uma estrela companheira.
Crédito: Helena Uthas
 

Anã branca em acreção

O brilho de uma anã branca em acreção é afetado pela quantidade de material em seu redor a partir do qual se alimenta, de modo que os investigadores dizem que algo está a interferir no seu reservatório de "comida".

Pensam que o que estão a testemunhar podem ser mudanças no campo magnético à superfície da anã branca.

Durante o modo "ligado", quando o brilho é alto, a anã branca alimenta-se do disco de acreção como faria normalmente.

De repente e de forma abrupta, o sistema "desliga-se" e o seu brilho cai.

Os investigadores dizem que, quando isto acontece, o campo magnético está a girar tão depressa que cria uma barreira que interrompe a quantidade de comida que a anã branca pode receber.

Isto leva a pequenos aumentos semiregulares no brilho observado pelos astrónomos. Após algum tempo, o sistema "liga-se" esporadicamente outra vez e o brilho volta ao nível original.

Eles esperam que a sua descoberta nos ensine mais sobre a física por trás da acreção - onde objetos como buracos negros, anãs brancas e estrelas de neutrões se alimentam de material circundante de estrelas vizinhas.

// Universidade de Durham (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Nature Astronomy)

 


Saiba mais

TW Pictoris:
AAVSO
Wikipedia
Estrela variável cataclísmica (Wikipedia)

Anãs brancas:
Wikipedia

TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):
NASA
NASA/Goddard
Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)
MAST (Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais)
Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)
Wikipedia

 
   
Também em destaque
  "Ondas" estacionárias na orla magnética da Terra (via NASA)
A Terra navega pelo Sistema Solar numa nave de fabrico próprio: a magnetosfera, o campo magnético que envolve e protege o nosso planeta. O mar celeste em que nos encontramos está cheio de partículas carregadas que fluem do Sol, conhecidas como vento solar. Assim como as ondas do oceano seguem o vento, os cientistas esperavam que as ondas que viajam ao longo da magnetosfera ondulassem na direção do vento solar. Mas um novo estudo revela que algumas ondas fazem exatamente o oposto. Ler fonte
 
   
Álbum de fotografias - Palomar 6
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESA/Hubble e NASA, R. Cohen
 
De onde é que veio esta grande "bola" de estrelas? Palomar 6 é um dos cerca de 200 enxames globulares que sobrevivem na nossa Galáxia, a Via Láctea. Estas "bolas" esféricas de estrelas são mais velhas do que o nosso Sol, bem como mais velhas que a maioria das estrelas que orbitam no disco da nossa Galáxia. Palomar 6, propriamente dito, tem uma idade estimada em cerca de 12,5 mil milhões de anos, tão antigo que está próximo - e assim restringe - a idade de todo o Universo. Contendo cerca de 500.000 estrelas, Palomar 6 fica a cerca de 25.000 anos-luz de distância, mas não muito longe do centro da nossa Galáxia. A essa distância, esta imagem nítida pelo Telescópio Espacial Hubble abrange mais ou menos 15 anos-luz. Depois de muitos estudos, incluindo imagens do Hubble, uma hipótese principal para a sua origem diz que Palomar 6 foi formado - e sobrevive hoje - no bojo central de estrelas que rodeia o centro da Via Láctea, não no distante halo galáctico onde a maioria dos outros enxames globulares estão agora.
 
   
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