Apresentação às Estrelas | Cometa do Ano Novo Data: 10 de novembro de 2022 Hora: 18:30-20:30
Esta noite falaremos sobre cometas, para chamar a atenção para o "C/2022 E3 (ZTF)", que estará no céu antes do nascer-do-Sol, entre dezembro e janeiro especialmente. Após esta breve apresentação, e se a meteorologia o permitir, faremos observação noturna com telescópio. Adulto: 4€ Jovem: 2€ Menores de 12 anos: gratuito.
A observação astronómica depende de condições meteorológicas favoráveis. Inscrições obrigatórias (info@ccvalg.pt) Telefone: 289 890 920 E-mail: info@ccvalg.pt
Efemérides
Dia 18/10: 291.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 320, Pappus de Alexandria, um filósofo grego, observa um eclipse do Sol e escreve um comentário no Almagest.
Em 1959, a sonda soviética Luna 3 envia as primeiras fotos do outro lado da Lua.
Em 1967, a sonda soviética Venera 4 entra na atmosfera de Vénus e torna-se na primeira a medir a atmosfera de outro planeta.
Em 1977, Charles Kowal descobre Chiron, o primeiro de uma população de pequenos objetos gelados, conhecida como centauros, que reside no Sistema Solar exterior.
Em 1989, a sonda Galileu era lançada a partir da missão STS-34.
Em 2019, as astronautas da NASA Jessica Meir e Christina Koch fazem o primeiro passeio espacial totalmente realizado por mulheres, quando se aventuram fora da Estação Espacial Internacional para substituir um controlador de energia. Observações: Cassiopeia tem enxames! Muitos enxames abertos. Alguns são visíveis através de uns binóculos, com cuidado e esforço. Dois enxames que poderá nunca ter tentado observar são NGC 129 e NGC 225, separados por aproximadamente 2º perto do padrão de "W" de Cassiopeia.
NGC 129
está quase a meio de caminho entre Beta e Gamma Cas. Tem magnitude 6,5 no total mas está espalhado por cerca de 1/4 de grau no céu. Está centrado a 1/4 de grau norte de uma estrela de sexta magnitude, a estrela mais fraca das duas em linha com Beta e Gamma. Os pontos mais brilhantes do enxame têm apenas magnitude 9, por isso espere um brilho muito subtil e difuso no céu. Fica a 5300 anos-luz.
NGC 225 tem magnitude 7 mas pode ser um pouco mais afável. As estrelas no centro do enxame parecem um cálice, com luzes mais fracas brilhando no interior. O cálice está aberto para norte e com 0,2º no topo. Mas as estrelas do cálice têm principalmente magnitude 9 ou 10, por isso um telescópio com baixa ampliação poderá ser o instrumento de observação mais indicado. Este enxame está a cerca de metade da distância do anterior, a mais ou menos 2600 anos-luz.
Dia 19/10: 292.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1900, Max Planck descobre uma nova teoria quântica (lei de Planck).
A sua teoria revoluciona a ciência.
Em 1983, a Academia Real Sueca atribui o prémio Nobel da Física ao professor Subrahmanyan Chandrasekhar da Universidade de Chicago, EUA, pelos seus estudos teóricos dos processos físicos da estrutura e evolução das estrelas. O Professor William A. Fowler, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, por outro lado, recebe também o prémio pelos seus estudos teóricos e experimentais das reações nucleares e da importância da formação dos elementos químicos no Universo.
Em 2014, o cometa Siding Spring passa a 140.000 km de Marte. Observações: Vega é a estrela mais brilhante alta a oeste depois do anoitecer. Para baixo e para a direita, cerca de 14º (quase punho e meio à distância do braço esticado), procure Eltanin, o nariz do Dragão. O resto da ténue cabeça da constelação de Dragão fica um pouco para trás. Os binóculos ajudam a ver através do luar. A cabeça de Dragão tem mais ou menos o tamanho de um típico campo binocular. Dragão está sempre a olhar para Vega.
As estrelas da constelação a que Vega pertence - Lira - também elas ténues em comparação com Vega - estendem-se agora 7º para a esquerda da estrela.
Dia 20/10: 293.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1891, nascia James Chadwick, físico inglês que em 1935 ganhou o Prémio Nobel da Física pela sua descoberta do neutrão (efetuada em 1932). Observações: Oriónidas na escuridão. O céu antes do amanhecer da noite de quinta para sexta-feira fornece uma boa oportunidade para observar alguns meteoros da chuva das Oriónidas - detritos do Cometa Halley. O ponto de origem da chuva (radiante) estará o mais alto na hora antes do primeiro sinal do amanhecer, de modo que é aí que a chuva parecerá mais ativa. Poderá ver 5 a 20 meteoros por hora dependendo das condições de iluminação do seu céu.
A melhor direção para observação é a que for mais escura, provavelmente perto do zénite. O radiante encontra-se na "moca" de Orionte, sob os pés de Gémeos. É dessa direção que os meteoros parecem
ser originários. A chuva será um pouco menos ativa uma manhã ou duas antes e depois de 21 de outubro.
Telescópios detetam uma explosão cósmica excecional
Os astrónomos de todo o mundo ficaram cativados por um pulso invulgarmente brilhante, longo e altamente energético que varreu a Terra no passado dia 9 de outubro. A emissão veio de uma explosão de raios-gama (GRB, "gamma-ray burst") - a classe mais poderosa de explosões no Universo - que se encontra entre os eventos mais luminosos conhecidos.
Nessa manhã de domingo, uma onda de raios-X e raios-gama passou através do Sistema Solar, despoletando detetores a bordo do Telescópio Espacial Fermi da NASA, do Observatório Neil Gehrels Swift e da nave espacial Wind, bem como outros. Telescópios de todo o mundo foram apontados para o local a fim de estudar o rescaldo, e as novas observações continuam.
O Telescópio Swift capturou o brilho de GRB 221009A cerca de uma hora após ter sido detetado pela primeira vez. Os anéis brilhantes formam-se como resultado de raios-X espalhados pelas camadas de poeira não observáveis dentro da nossa Galáxia que se encontram na direção da explosão.
Crédito: NASA/Swift/A. Beardmore (Universidade de Leicester)
De nome GRB 221009A, a explosão serviu como um início inesperadamente excitante do 10.º Simpósio Fermi, um encontro de astrónomos de raios-gama em Joanesburgo, África do Sul. "É seguro dizer que esta reunião começou realmente com um estrondo - todos falavam sobre o evento", disse Judy Racusin, cientista adjunta do projeto Fermi no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, que participou na conferência.
O sinal, proveniente da direção da constelação de Sagitta (Flecha ou Seta), viajou durante cerca de 1,9 mil milhões de anos até chegar à Terra. Os astrónomos pensam que representa o grito de nascimento de um novo buraco negro, um que se formou no coração de uma estrela massiva que colapsava sob o seu próprio peso. Nestas circunstâncias, um buraco negro nascente impulsiona poderosos jatos de partículas que viajam perto da velocidade da luz. Os jatos perfuram a estrela, emitindo raios-X e raios-gama à medida que fluem para o espaço.
Esta sequência construída a partir dos dados do LAT do Fermi revela o céu em raios-gama centrados na localização de GRB 221009A. Cada "frame" mostra raios-gama com energias superiores a 100 milhões de eletrões-volt (MeV), onde cores mais brilhantes indicam um sinal de raios-gama mais forte. No total, representam mais de 10 horas de observações. O brilho do plano da nossa Galáxia aparece como uma longa banda diagonal. A imagem abrange cerca de 20 graus no céu.
Crédito: NASA/DOE/Colaboração LAT do Fermi
O surto também proporcionou uma oportunidade de observação inaugural há muito esperada para uma ligação entre duas experiências na Estação Espacial Internacional - o telescópio de raios-X NICER da NASA e um detetor japonês chamado MAXI (Monitor of All-sky X-ray Image). Ativado em abril, a ligação é denominada OHMAN (Orbiting High-energy Monitor Alert Network). Permite que o NICER seja apontado rapidamente para explosões detetadas pelo MAXI, ações que anteriormente exigiam a intervenção de cientistas no solo.
"O OHMAN forneceu um alerta automatizado que permitiu ao NICER seguir o evento dentro de três horas, assim que a fonte se tornou visível para o telescópio", disse Zaven Arzoumanian, líder científico do NICER em Goddard. "Oportunidades futuras podem resultar em tempos de resposta de alguns minutos".
Imagens capturadas no visível pelo Telescópio Ultravioleta/Ótico do Swift mostram como o brilho remanescente de GRB 221009A (no círculo) desvaneceu ao longo de cerca de 10 horas. A explosão apareceu na direção da constelação de Sagitta e ocorreu há 1,9 mil milhões de anos. A imagem abrange cerca de 4 arco-minutos no céu.
Crédito: NASA/Swift/B. Cenko
A luz desta antiga explosão traz consigo novas informações sobre o colapso estelar, o nascimento de um buraco negro, o comportamento e interação da matéria perto da velocidade da luz, as condições numa galáxia distante - e muito mais. Um outro GRB assim tão brilhante pode não surgir durante décadas.
De acordo com uma análise preliminar, o LAT (Large Area Telescope) do Fermi detetou a explosão durante mais de 10 horas. Uma razão para o brilho e longevidade do evento é que, para um GRB, está relativamente perto.
"Esta explosão está muito mais próxima do que os típicos GRBs, o que é excitante porque nos permite detetar muitos detalhes que de outra forma seriam demasiado fracos para ver", disse Roberta Pillera, membro da Colaboração LAT do Fermi que liderou as comunicações iniciais sobre a explosão e é estudante de doutoramento na Universidade Politécnica de Bari, Itália. "Mas está também entre as explosões mais energéticas e luminosas alguma vez vistas, independentemente da distância, tornando-a duplamente excitante".
Hubble avista jato ultrarrápido oriundo de colisão estelar
Os astrónomos que utilizam o Telescópio Espacial Hubble da NASA fizeram uma medição única que indica que um jato, varrendo o espaço a velocidades superiores a 99,7% da velocidade da luz, foi impulsionado pela colisão titânica entre duas estrelas de neutrões.
O evento explosivo, denominado GW170817, foi observado em agosto de 2017. A explosão libertou a energia comparável à de uma explosão de supernova. Foi a primeira deteção combinada de ondas gravitacionais e radiação gama a partir de uma fusão de uma estrela de neutrões binária.
Esta é uma impressão artística da colisão de duas estrelas de neutrões. A colisão entre dois remanescentes estelares densos liberta a energia equivalente a 1000 novas padrão. No rescaldo da colisão, um jato é expelido quase à velocidade da luz. O jato é dirigido ao longo de um feixe estreito confinado por poderosos campos magnéticos. O jato colide e varre material no meio interestelar circundante.
Crédito: Elizabeth Wheatley (STScI)
Foi um grande momento na investigação em curso sobre estas colisões extraordinárias. As consequências desta fusão foram vistas coletivamente por 70 observatórios em todo o mundo e no espaço, através de uma ampla faixa do espectro eletromagnético, em adição à deteção de ondas gravitacionais. Isto assinalou um avanço significativo para o campo emergente do Domínio do Tempo e da Astrofísica Multi-mensageira, a utilização de múltiplos "mensageiros" como a luz e as ondas gravitacionais para estudar o Universo à medida que este muda ao longo do tempo.
Os cientistas rapidamente apontaram o Hubble para o local da explosão apenas dois dias depois. As estrelas de neutrões colapsaram para formar um buraco negro cuja poderosa gravidade começou a puxar material na sua direção. Esse material formou um disco com rápida rotação que gerou jatos que se deslocavam para longe dos seus polos. O estrondoso jato esmagou e varreu o material na concha em expansão dos detritos da explosão. Isto incluiu uma mancha de material através do qual emergiu um jato.
Embora o evento tenha ocorrido em 2017, foram necessários vários anos para os cientistas arranjarem uma forma de analisar os dados do Hubble e os dados de outros telescópios e assim "pintarem" este quadro completo.
A observação do Hubble foi combinada com observações de vários radiotelescópios da NSF (National Science Foundation) trabalhando em conjunto para o VLBI (Very Long Baseline Interferometry). Os dados de rádio foram obtidos 75 dias e 230 dias após a explosão.
"Estou espantado que o Hubble tenha conseguido dar uma medição tão precisa, que rivaliza com a precisão alcançada pelos poderosos radiotelescópios VLBI espalhados pelo globo", disse Kunal P. Mooley do Caltech em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, autor principal do artigo publicado dia 12 de outubro na revista Nature.
Os autores utilizaram dados do Hubble, juntamente com dados do satélite Gaia da ESA, além do VLBI, para alcançar uma precisão extrema. "Foram precisos meses de análise cuidadosa dos dados para fazer esta medição", disse Jay Anderson do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore, no estado norte-americano de Maryland.
Combinando as diferentes observações, foram capazes de determinar o local da explosão. A medição do Hubble mostrou que o jato se movia a uma velocidade aparente de sete vezes a velocidade da luz. As observações rádio mostraram que o jato mais tarde tinha desacelerado até uma velocidade aparente de quatro vezes a da luz.
Na realidade, nada pode exceder a velocidade da luz, por isso este movimento "superluminal" é uma ilusão. Uma vez que o jato se desloca na direção da Terra quase à velocidade da luz, a luz que emite num momento posterior tem uma distância mais curta a percorrer. Basicamente o jato está a perseguir a sua própria luz. Na realidade, já passou mais tempo entre a emissão da luz pelo jato do que o observador pensa. Isto faz com que a velocidade do objeto seja sobrestimada - neste caso, aparentemente excedendo a velocidade da luz.
"O nosso resultado indica que o jato estava a mover-se pelo menos a 99,97% da velocidade da luz quando foi lançado", disse Wenbin Lu da Universidade da Califórnia, Berkeley.
As medições Hubble, combinadas com as medições do VLBI, anunciadas em 2018, reforçam em muito a ligação há muito presumida entre as fusões de estrelas de neutrões e as explosões de raios-gama de curta duração. Essa ligação requer o aparecimento de um jato rápido, que foi agora medido em GW170817.
Este trabalho prepara o caminho para estudos mais precisos de fusões de estrelas de neutrões, detetadas pelos observatórios de ondas gravitacionais LIGO, Virgo e KAGRA. Com uma amostra suficientemente grande nos próximos anos, as observações de jatos relativistas poderão fornecer outra linha de investigação para medir o ritmo de expansão do Universo, associada a um número conhecido como a constante de Hubble.
Atualmente, existe uma discrepância entre os valores da constante de Hubble estimados para o Universo primitivo e para o Universo próximo - um dos maiores mistérios da astrofísica atual. Os valores diferentes baseiam-se em medições extremamente precisas de supernovas do Tipo Ia pelo Hubble e por outros observatórios, e em medições do fundo cósmico de micro-ondas pelo satélite Planck da ESA. Mais observações de jatos relativistas poderiam acrescentar informações para os astrónomos que tentam resolver este puzzle.
Estudo da NASA sugere que lagos rasos na crosta gelada de Europa podem entrar em erupção
Na busca por vida para lá da Terra, os corpos com água subterrânea, no nosso Sistema Solar exterior, são alguns dos alvos mais importantes. É por isso que a NASA vai enviar a nave espacial Europa Clipper para a lua de Júpiter, Europa: há fortes evidências de que sob uma espessa crosta de gelo, a lua abriga um oceano global que poderá ser potencialmente habitável.
Mas os cientistas pensam que o oceano não é a única água líquida em Europa. Com base nas observações do orbitador Galileo da NASA, pensam que os reservatórios de líquidos salgados podem residir dentro da concha gelada da lua - alguns deles perto da superfície gelada e alguns muitos quilómetros abaixo.
Esta ilustração retrata uma pluma de vapor de água que poderia ser potencialmente emitida da superfície gelada da lua de Júpiter, Europa. Novas investigações lançam luz sobre o que plumas, se é que existem, podem revelar sobre lagos que podem estar dentro da crosta da lua.
Crédito: NASA/ESA/K. Retherford/SWRI
Quanto mais os cientistas compreenderem a água que Europa pode conter, mais provável é que saibam onde procurá-la quando a NASA enviar a Europa Clipper em 2024 para realizar uma investigação detalhada. A nave vai orbitar Júpiter e vai utilizar o seu conjunto de instrumentos sofisticados para recolher dados científicos enquanto passa pela lua cerca de 50 vezes.
Agora, uma investigação está a ajudar os cientistas a melhor compreender como estes lagos subsuperficiais de Europa podem ser e como se comportam. Uma descoberta chave num artigo publicado recentemente na revista The Planetary Science Journal apoia a ideia de longa data de que a água poderia potencialmente irromper acima da superfície de Europa, quer como plumas de vapor, quer como atividade criovulcânica (ou seja, fluxos viscosos de gelo em vez de lava derretida).
A modelagem por computador apresentada no artigo científico vai mais longe, mostrando que se houverem erupções em Europa, estas provavelmente são originárias de lagos rasos e incrustados no gelo e não do oceano global muito abaixo.
"Demonstrámos que as plumas ou fluxos de criolava poderiam significar a existência de reservatórios rasos de líquido abaixo, que a Europa Clipper seria capaz de detetar", disse Elodie Lesage, cientista do projeto no JPL da NASA no sul da Califórnia e autora principal da investigação. "Os nossos resultados dão novas informações sobre a profundidade da água que pode estar a conduzir a atividade superficial, incluindo as plumas. E a água deve ser suficientemente rasa para poder ser detetada por múltiplos instrumentos da Europa Clipper".
Profundidades diferentes, gelo diferente
A modelagem por computador de Lesage estabelece um plano do que os cientistas poderiam encontrar dentro do gelo se observassem erupções à superfície. De acordo com os seus modelos, provavelmente detetariam reservatórios relativamente próximos da superfície, na parte superior de 4 a 8 quilómetros da crosta, onde o gelo é mais frio e mais quebradiço.
Isto porque o gelo subsuperficial ali não permite a expansão: à medida que as bolsas de água congelam e se expandem, podem quebrar o gelo circundante e provocar erupções, tal como uma lata de refrigerante explode num congelador. E as bolsas de água que rebentassem seriam provavelmente largas e planas como panquecas.
Os reservatórios mais profundos na camada de gelo - com bases a mais de 8 km abaixo da crosta - empurrariam contra o gelo mais quente que os rodeia à medida que se expandem. Esse gelo é macio o suficiente para agir como uma almofada, absorvendo a pressão em vez de rebentar. Em vez de atuar como uma lata de refrigerante, estas bolsas de água comportar-se-iam mais como um balão cheio de líquido, onde o balão simplesmente se estica à medida que o líquido no interior congela e se expande.
Esta imagem a cores, reprocessada, da lua de Júpiter, Europa, foi feita a partir de exposições obtidas pela sonda Galileo no final da década de 1990.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Instituto SETI
Deteção em primeira mão
Os cientistas da missão Europa Clipper vão poder utilizar esta investigação quando a nave espacial chegar à lua de Júpiter em 2030. Por exemplo, o instrumento de radar - chamado REASON (Radar for Europa Assessment and Sounding: Ocean to Near-surface) - é um dos instrumentos chave que será utilizado para procurar bolsas de água no gelo.
"O novo trabalho mostra que as massas de água no subsolo pouco profundo podem ser instáveis se as tensões excederem a força do gelo e podem estar associadas a plumas que se elevam acima da superfície", disse Don Blankenship, do Instituto para Geofísica da Universidade do Texas em Austin, EUA, que lidera a equipa do instrumento de radar. "Isto significa que o REASON poderá ser capaz de ver corpos de água nos mesmos locais em que se veem as plumas".
A Europa Clipper transportará outros instrumentos que serão capazes de testar as teorias da nova investigação. As câmaras científicas serão capazes de obter imagens estereoscópicas de Europa e a alta resolução; o gerador de imagens de emissão térmica vai usar uma câmara infravermelha para mapear as temperaturas de Europa e encontrar pistas sobre a atividade geológica - incluindo criovulcanismo. Se existirem plumas em erupção, estas poderão ser observadas pelo espectrógrafo ultravioleta, o instrumento que analisa a luz ultravioleta.
Mais sobre a missão
Missões como a da Europa Clipper contribuem para o campo da astrobiologia, o campo de investigação interdisciplinar que estuda as condições de mundos distantes que podem abrigar vida tal como a conhecemos. Embora a Europa Clipper não seja uma missão de deteção de vida, vai realizar uma exploração detalhada de Europa e investigar se a lua gelada, com o seu oceano subterrâneo, tem a capacidade de suportar vida. A compreensão da habitabilidade de Europa vai ajudar os cientistas a compreender melhor como a vida se desenvolveu na Terra e o potencial para encontrar vida para lá do nosso planeta.
Vida pode ter prosperado no início de Marte, até ter impulsionado as alterações climáticas que provocaram o seu desaparecimento (via Universidade do Arizona)
Se alguma vez houve vida em Marte - e é um enorme "se" - as condições durante a infância do planeta muito provavelmente a teriam suportado. Seco e extremamente frio, com uma atmosfera ténue, é extremamente improvável que Marte, hoje em dia, sustente qualquer forma de vida à superfície. Mas há 4 mil milhões de anos, o vizinho vermelho e mais pequeno da Terra pode ter sido muito mais hospitaleiro. Ler fonte
Álbum de fotografias - Galáxia Espiral Barrada NGC 1300
Por todo o centro desta galáxia espiral existe uma barra. E no centro desta barra está uma espiral mais pequena. E no centro dessa espiral está um buraco negro supermassivo. Tudo isto acontece na grande e bela galáxia espiral barrada catalogada como NGC 1300, uma galáxia que fica a cerca de 70 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Erídano. A composição obtida pelo Hubble deste deslumbrante universo-ilha é uma das imagens mais detalhadas alguma vez feitas de uma galáxia completa recorrendo a este telescópio espacial. NGC 1300 abrange mais de 100.000 anos-luz e a imagem pelo Hubble revela detalhes impressionantes da barra central dominante da galáxia e dos seus majestosos braços em espiral. Como a barra gigante se formou, como permanece e como afeta a formação estelar continua a ser um tópico ativo de investigação.
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