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  Astroboletim #2143  
  20/09 a 23/09/2024  
     
 
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EFEMÉRIDES

DIA 20/09: 264.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1999, o Telescópio Espacial de Raios-X Chandra, lançado a 23 de julho de 1999, revela características ainda não observadas nos remanescentes de três explosões de supernova.
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HOJE, NO COSMOS:
Será que ainda consegue avistar Vénus baixo a oeste-sudoeste ao lusco-fusco? E Espiga, já não é visível mesmo com ajuda ótica?

 

DIA 21/09: 265.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1974, a Mariner 10 faz o seu segundo voo rasante por Mercúrio.
Em 2003 termina a missão da Galileu, quando a sonda entra na atmosfera de Júpiter e é esmagada pela pressão a baixas altitudes.
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HOJE, NO COSMOS:
A Lua nasce depois das 21:30. Assim que esteja razoavelmente alta, note que as Plêiades estão poucos graus para baixo e para a sua esquerda. O nosso satélite natural vai aproximando-se do enxame toda a noite.

 

DIA 22/09: 266.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1959, nascia Saul Perlmutter, astrofísico americano que ganhou em 2011 o Prémio Nobel da Física (juntamente com Brian P. Schmidt e Adam Riess) por fornecer evidências da aceleração da expansão do Universo.
Em 2001, numa passagem arriscada, a sonda da NASA Deep Space 1 navega com êxito pelo Cometa Borrelly, dando aos cientistas o melhor olhar de dentro do núcleo denso e gelado de poeira e gás (à data).
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Em 1993, termina a missão STS-51 do vaivém espacial Discovery.
Em 2011, cientistas do CERN anunciam a sua descoberta de neutrinos quebrando a velocidade da luz (que se sabe agora ter sido um erro devido a falhas nos seus equipamentos).
HOJE, NO COSMOS:
A Terra atravessa o ponto do equinócio de setembro pelas 13:44. Bem-vindo, outono! É quando o Sol atravessa o equador, dirigindo-se para sul. Os dias estão a ficar mais curtos.
Por coincidência, quando o verão passa a outono, é quando Deneb toma o lugar de Vega como a estrela do zénite após o anoitecer (para observadores a latitudes médias norte).

 

DIA 23/09: 267.º DIA DO CALENDÁRIO GREGORIANO
NESTE DIA ACONTECEU...

Em 1791, nascia Johann Franz Encke, astrónomo alemão que trabalhou no cálculo de períodos de cometas e asteroides, mediu a distância da Terra ao Sol e fez observações do planeta Saturno.
Em 1819, nascia Hippolyte Fizeau, físico francês conhecido por medir a velocidade da luz numa experiência com o seu nome
Em 1846, Neptuno é descoberto pelo astrónomo francês Urbain Jean Joseph Le Verrier e pelo astrónomo inglês John Couch Adams; a descoberta é verificada pelo astrónomo alemão Johann Galle.
Em 1999, a NASA anunciava ter perdido o contato com a Mars Climate Orbiter.
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HOJE, NO COSMOS:
Arcturo brilha cada vez mais baixa a oeste-noroeste depois do anoitecer. A forma da sua estreita constelação do Boieiro, uma espécie de "papagaio-de-papel", estende-se dois punhos à distância do braço esticado para cima e para a direita de Arcturo; Arcturo é onde a cauda do "papagaio-de-papel" está ligada.
Para a direita de Boieiro, a Ursa Maior está ficando nivelada.
E esta é a altura do ano em que, durante a noite, a pequena Ursa Menor "deita água" na Ursa Maior, situada por baixo. O oposto acontece nas noites de primavera.

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A Terra poderá ter tido anéis há 466 milhões de anos
 
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Impressão de artista da Terra com um sistema de anéis há 466 milhões de anos.
Crédito: Oliver Hull
 

Numa descoberta que desafia a nossa compreensão da antiga história da Terra, os investigadores encontraram evidências que sugerem que a Terra pode ter tido um sistema de anéis, que se formou há cerca de 466 milhões de anos, no início de um invulgarmente intenso período de bombardeamento de meteoritos, conhecido como o pico de impacto do Ordoviciano.

Esta hipótese surpreendente, publicada na revista Earth and Planetary Science Letters, resulta de reconstruções da tectónica de placas para o período Ordoviciano, que registam as posições de 21 crateras de impacto de asteroides. Todas estas crateras estão localizadas até 30 graus do equador, apesar de mais de 70% da crosta continental da Terra se encontrar fora desta região, uma anomalia que as teorias convencionais não conseguem explicar.

A equipa de investigação pensa que este padrão de impacto localizado foi produzido depois de um grande asteroide ter tido um encontro próximo com a Terra. Quando o asteroide passou dentro do limite de Roche da Terra, partiu-se devido às forças de maré, formando um anel de detritos em torno do planeta - semelhante aos anéis que se veem atualmente à volta de Saturno e de outros gigantes gasosos.

"Ao longo de milhões de anos, o material deste anel caiu gradualmente na Terra, criando o pico de impactos de meteoritos observado no registo geológico", disse o autor principal do estudo, o professor Andy Tomkins da Escola da Terra, Atmosfera e Ambiente da Universidade Monash, na Austrália. "Também vemos que as camadas de rochas sedimentares deste período contêm quantidades extraordinárias de detritos de meteoritos".

"O que torna esta descoberta ainda mais intrigante são as potenciais implicações climáticas de um tal sistema de anéis", afirmou.

Os investigadores especulam que o anel poderá ter projetado uma sombra sobre a Terra, bloqueando a luz solar e contribuindo para um evento de arrefecimento global significativo, conhecido como o Período Glaciar Hirnantiano.

Este período, que ocorreu perto do final do Ordoviciano, é reconhecido como um dos mais frios dos últimos 500 milhões de anos da história da Terra.

"A ideia de que um sistema de anéis poderia ter influenciado as temperaturas globais acrescenta uma nova camada de complexidade à nossa compreensão de como os eventos extraterrestres podem ter moldado o clima da Terra", afirmou o professor Tomkins.

Normalmente, os asteroides atingem a Terra em locais aleatórios, pelo que vemos crateras de impacto distribuídas uniformemente na Lua e em Marte, por exemplo. Para investigar se a distribuição das crateras de impacto do Ordoviciano não é aleatória e está mais próxima do equador, os investigadores calcularam a área da superfície continental capaz de preservar crateras dessa época.

Concentraram-se em cratões estáveis, não perturbados, com rochas mais antigas do que o período Ordoviciano médio, excluindo as áreas enterradas sob sedimentos ou gelo, as regiões erodidas e as afetadas pela atividade tectónica. Utilizando uma abordagem GIS (Geographic Information System), identificaram regiões geologicamente adequadas em diferentes continentes. Regiões como a Austrália Ocidental, África, o Cratão Norte-Americano e pequenas partes da Europa foram consideradas adequadas para a preservação de tais crateras. Apenas 30% da área terrestre adequada foi determinada como estando perto do equador, mas todas as crateras de impacto deste período foram encontradas nesta região. A probabilidade de isto acontecer é como atirar uma moeda de três lados (se tal coisa existisse) e obter coroa 21 vezes.

As implicações desta descoberta vão para além da geologia, levando os cientistas a reconsiderar o impacto mais alargado dos eventos celestes na história evolutiva da Terra. Também levanta novas questões sobre a possibilidade de existirem outros antigos sistemas de anéis que possam ter influenciado o desenvolvimento da vida na Terra.

Poderão anéis semelhantes ter existido noutros pontos da história do nosso planeta, afetando tudo, desde o clima à distribuição da vida? Esta investigação abre uma nova fronteira no estudo do passado da Terra, fornecendo novas informações sobre as interações dinâmicas entre o nosso planeta e o cosmos mais vasto.

// Universidade Monash (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (Earth and Planetary Science Letters)

 


Quer saber mais?

Notícias relacionadas:
SPACE.com
Universe Today
ScienceAlert
PHYSORG
Newsweek
Gizmodo

Planeta Terra:
NASA
CCVAlg - Astronomia
Wikipedia
História geológica da Terra (Wikipedia)
Período Ordoviciano (Wikipedia)
Período Glaciar Hirnantiano (Wikipedia)
Cratão (Wikipedia)

Sistema de anéis:
Wikipedia

Meteoritos:
Wikipedia

Limite de Roche:
Wikipedia

 
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O Hubble encontra mais buracos negros do que se pensava no Universo primitivo
 
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Esta é uma nova imagem do HUDF (Hubble Ultra Deep Field). A primeira imagem profunda do campo foi efetuada com o Hubble em 2004. O mesmo campo foi novamente observado pelo Hubble vários anos mais tarde, e voltou a ser fotografado em 2023. Comparando as exposições no infravermelho próximo com o instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) do Hubble, tiradas em 2009, 2012 e 2023, os astrónomos encontraram evidências de buracos negros supermassivos cintilantes no coração das primeiras galáxias. Um exemplo pode ser visto como um objeto brilhante na inserção. Alguns buracos negros supermassivos não engolem constantemente o material circundante, mas em surtos, o que faz com que o seu brilho cintile. Isto pode ser detetado comparando imagens do HUDF tiradas em épocas diferentes. O estudo encontrou mais buracos negros do que o previsto. Ver imagem sem a inserção.
Crédito: NASA, ESA, Matthew Hayes (Universidade de Estocolmo); reconhecimento - Steven V.W. Beckwith (UC Berkeley), Garth Illingworth (UC Santa Cruz), Richard Ellis (UCL); processamento de imagem - Joseph DePasquale (STSCI)
 

Com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble da NASA, uma equipa internacional de investigadores, liderada por cientistas do Departamento de Astronomia da Universidade de Estocolmo, encontrou mais buracos negros no início do Universo do que tinha sido anteriormente relatado. O novo resultado pode ajudar os cientistas a compreender como é que os buracos negros supermassivos foram criados.

Atualmente, os cientistas não têm uma ideia completa de como os primeiros buracos negros se formaram pouco tempo depois do Big Bang. Sabe-se que os buracos negros supermassivos, que podem pesar mais de mil milhões de sóis, existem no centro de várias galáxias menos de mil milhões de anos após o Big Bang.

"Muitos destes objetos parecem ser mais massivos do que pensávamos inicialmente que podiam ser em tempos tão precoces - ou se formaram muito massivos ou cresceram extremamente depressa", disse Alice Young, estudante de doutoramento da Universidade de Estocolmo e coautora do estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

Os buracos negros desempenham um papel importante no ciclo de vida de todas as galáxias, mas existem grandes incertezas na nossa compreensão da forma como as galáxias evoluem. A fim de obter uma imagem completa da ligação entre a evolução das galáxias e dos buracos negros, os investigadores utilizaram o Hubble para analisar o número de buracos negros existentes numa população de galáxias ténues quando o Universo tinha apenas uma pequena percentagem da sua idade atual.

A região estudada foi refotografada pelo Hubble vários anos após as observações iniciais. Isto permitiu à equipa medir as variações no brilho das galáxias. Estas variações são um sinal revelador de buracos negros. A equipa identificou mais buracos negros do que os encontrados anteriormente por outros métodos.

Os novos resultados observacionais sugerem que alguns buracos negros se formaram provavelmente pelo colapso de estrelas massivas e pristinas durante os primeiros mil milhões de anos do tempo cósmico. Este tipo de estrelas só pode existir em épocas muito precoces do Universo, porque as estrelas de gerações posteriores foram poluídas pelos remanescentes de estrelas que já viveram e morreram. Outras alternativas para a formação de buracos negros incluem o colapso de nuvens de gás, fusões de estrelas em enxames massivos e buracos negros "primordiais" que se formaram (por mecanismos fisicamente especulativos) nos primeiros segundos após o Big Bang. Com esta nova informação sobre a formação de buracos negros, podem ser construídos modelos mais exatos da formação galáctica.

"O mecanismo de formação dos primeiros buracos negros é uma parte importante do puzzle da evolução das galáxias", afirmou Matthew Hayes, do Departamento de Astronomia da Universidade de Estocolmo e principal autor do estudo. "Juntamente com os modelos de crescimento dos buracos negros, os cálculos da evolução das galáxias podem agora ser colocados numa base mais motivada fisicamente, com um esquema exato de como os buracos negros surgiram a partir do colapso de estrelas massivas".

Os astrónomos estão também a fazer observações com o Telescópio Espacial James Webb da NASA para procurar buracos negros galácticos que se formaram pouco depois do Big Bang, para compreender a sua massa e a sua localização.

// NASA (comunicado de imprensa)
// ESA (comunicado de imprensa)
// ESA/Hubble (comunicado de imprensa)
// STScI (comunicado de imprensa)
// Universidade de Estocolmo (comunicado de imprensa)
// Artigo científico (The Astrophysical Journal Letters)
// Artigo científico (arXiv.org)

 


Quer saber mais?

HUDF (Hubble Ultra Deep Field):
Wikipedia

Galáxias:
Wikipedia

Formação e evolução das galáxias:
Wikipedia

Buraco negro supermassivo:
Wikipedia

Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA 
ESA
Hubblesite
STScI
Base de dados do Arquivo Mikulski para Telescópios Espaciais
Arquivo de Ciências do eHST
Wikipedia

 
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Europa Clipper e a sua missão até uma lua oceânica de Júpiter
 
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Ilustração da nave espacial Europa Clipper da NASA em órbita de Júpiter. A missão tem uma janela de lançamento que começa no dia 10 de outubro.
Crédito: NASA/JPL-Caltech
 

A sonda Europa Clipper da NASA, a maior que a agência espacial alguma vez construiu para uma missão planetária, viajará 2,9 mil milhões de quilómetros desde o Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Flórida, até Europa, uma intrigante lua gelada de Júpiter. O período de lançamento da nave espacial começa no dia 10 de outubro.

Dados de missões anteriores da NASA forneceram aos cientistas fortes evidências de que, sob a superfície gelada da lua, se encontra um enorme oceano salgado. A Europa Clipper vai orbitar Júpiter, efetuar 49 "flybys" da lua e recolher os dados necessários para determinar se existem locais sob a sua espessa crosta gelada que possam suportar vida.

Eis oito factos relevantes da missão:

1. Europa é um dos locais mais promissores para procurar condições atualmente habitáveis para lá da Terra.

Há evidências científicas de que os ingredientes para a vida - água, a química correta e energia - podem existir neste momento em Europa. Esta missão vai recolher a informação de que os cientistas precisam para ter a certeza. A lua pode ter um oceano interno com o dobro da água dos oceanos da Terra, e pode também ter compostos orgânicos e fontes de energia sob a sua superfície. Se a missão determinar que Europa é habitável, isso significará que poderá haver mais mundos habitáveis no nosso Sistema Solar e para além dele do que imaginamos.

2. A sonda irá atravessar um dos ambientes de radiação mais hostis do nosso Sistema Solar - o segundo mais perigoso a seguir ao Sol.

Júpiter está rodeado por um gigantesco campo magnético 20.000 vezes mais forte que o da Terra. À medida que o campo gira, captura e acelera partículas carregadas, criando radiação que pode danificar as naves espaciais. Os engenheiros da missão conceberam um "cofre" para proteger os sensíveis componentes eletrónicos da radiação e traçaram órbitas que limitarão o tempo que a Europa Clipper passa na maioria das zonas de radiação intensa à volta de Júpiter.

3. A Europa Clipper vai orbitar Júpiter, estudando Europa enquanto passa dezenas de vezes pela lua.

A nave espacial fará órbitas em torno de Júpiter que a aproximarão de Europa para 49 passagens dedicadas à ciência. Em cada órbita, a nave espacial passará menos de um dia na perigosa zona de radiação de Júpiter, perto de Europa, antes de voltar a sair. Duas a três semanas mais tarde, repetirá o processo, efetuando outro "flyby".

4. A Europa Clipper possui a "suíte" de instrumentos científicos mais sofisticada da NASA até à data.

Para determinar se Europa é habitável, a Europa Clipper tem de avaliar o interior, a composição e a geologia da lua. A nave espacial transporta nove instrumentos científicos e uma experiência de gravidade que utiliza o sistema de telecomunicações. Para obter os melhores resultados científicos durante cada "flyby", todos os instrumentos científicos funcionarão simultaneamente em cada passagem. Os cientistas irão depois juntar os dados para obter uma imagem completa da lua.

5. Com as antenas e os painéis solares totalmente posicionados, a Europa Clipper é a maior nave espacial alguma vez desenvolvida pela NASA para uma missão planetária.

A nave estende-se por 30,5 metros de uma ponta à outra e tem cerca de 17,6 metros de largura. É maior do que um campo de basquetebol, graças, em grande parte, aos painéis solares, que têm de ser enormes para poderem recolher luz solar suficiente nas proximidades de Júpiter a fim de alimentar os instrumentos, a eletrónica e outros subsistemas.

6. É uma longa viagem até Júpiter.

Júpiter fica, em média, a cerca de 770 milhões de quilómetros da Terra; ambos os planetas estão em movimento e uma nave espacial só pode transportar uma quantidade limitada de combustível. Os planeadores da missão vão enviar a Europa Clipper para além de Marte e depois da Terra, utilizando a gravidade dos planetas para acrescentar velocidade à viagem da sonda. Depois de percorrer cerca de 2,9 mil milhões de quilómetros ao longo de 5 anos e meio, a nave espacial irá disparar os seus motores para entrar na órbita de Júpiter em 2030.

7. Instituições dos EUA e da Europa contribuíram para a Europa Clipper.

Atualmente trabalham na missão cerca de mil pessoas, incluindo mais de 220 cientistas dos EUA e da Europa. Desde que a missão foi oficialmente aprovada em 2015, mais de 4000 pessoas contribuíram para a Europa Clipper, incluindo equipas que trabalham para contratantes e subcontratantes.

8. Mais de 2,6 milhões de pessoas "viajam" com a nave espacial, levando saudações de um mundo de água para outro.

Como parte de uma campanha chamada "Message in a Bottle", a sonda transporta um poema da poetisa norte-americana Ada Limón, assinado por milhões de pessoas de quase todos os países do mundo. Os seus nomes foram gravados num microchip ligado a uma placa de metal de tântalo que sela o "cofre" eletrónico da nave espacial. Na placa estão também desenhadas formas de onda de pessoas que dizem a palavra "água" em mais de 100 línguas faladas.

// NASA (comunicado de imprensa)
// Europa Clipper: Explorando a Lua Oceânica de Júpiter (JPL da NASA via YouTube)

 


Quer saber mais?

Europa Clipper:
NASA
JPL
Wikipedia
Campanha "Message in a Bottle" (NASA)

Europa:
NASA
CCVAlg - Astronomia
NASA
Wikipedia

Júpiter:
NASA
CCVAlg - Astronomia
Nine Planets
Wikipedia

 
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Também em destaque
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exemplo   Vulcões podem ajudar a revelar o calor interior de lua de Júpiter (via Universidade de Cornell)
Ao olharem para a paisagem infernal da lua de Júpiter, Io - o local mais vulcanicamente ativo do Sistema Solar - os astrónomos puderam estudar um processo fundamental na formação e evolução planetária: o aquecimento de maré. "O aquecimento de maré desempenha um papel importante no aquecimento e na evolução orbital dos corpos celestes", disse Alex Hayes, professor de Astronomia. "Fornece o calor necessário para formar e manter oceanos subsuperficiais nas luas à volta de planetas gigantes como Júpiter e Saturno". Ler fonte
     
exemplo   Astrónomos detetam um buraco negro a "matar à fome" a sua galáxia hospedeira (via Universidade de Cambridge)
Os astrónomos utilizaram o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA para confirmar que os buracos negros supermassivos podem privar as galáxias que os acolhem do combustível necessário para formar novas estrelas. A equipa internacional, coliderada pela Universidade de Cambridge, utilizou o Webb para observar uma galáxia com aproximadamente o tamanho da Via Láctea no início do Universo, cerca de dois mil milhões de anos após o Big Bang. Tal como a maioria das grandes galáxias, tem um buraco negro supermassivo no seu centro. No entanto, esta galáxia está essencialmente "morta": deixou praticamente de formar novas estrelas. Ler fonte
     
  Exoplanetas escondidos entre o "deserto Neptuniano" e a "savana" (via NCCR PlanetS)
Os astrónomos descobriram a ''Crista Neptuniana'', uma característica recentemente identificada na distribuição dos exoplanetas. Esta descoberta realça a dinâmica complexa do Deserto Neptuniano, uma região com escassez de Neptunos quentes, e da Savana Neptuniana, onde estes planetas são mais frequentemente encontrados. Ao compreender estas zonas críticas, os investigadores obtêm informações valiosas sobre os processos dinâmicos que influenciam a formação e a evolução de exoplanetas próximos. A descoberta da Crista Neptuniana foi publicada na revista Astronomy & Astrophysics. Ler fonte
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Álbum de fotografias
Melotte 15 na Nebulosa do Coração

exemplo
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: Richard McInnis
 
Nuvens cósmicas desenham formas fantásticas nas regiões centrais da nebulosa de emissão IC 1805. As nuvens são esculpidas por ventos estelares e pela radiação de estrelas quentes e massivas do enxame estelar recém-nascido da nebulosa, Melotte 15. Com cerca de 1,5 milhões de anos, as estrelas do enxame estão dispersas nesta paisagem colorida, juntamente com nuvens de poeira escura em silhueta contra gás atómico brilhante. Uma composição de imagens telescópicas de banda estreita e de banda larga, a vista abrange cerca de 15 anos-luz e inclui a emissão de átomos ionizados de hidrogénio, enxofre e oxigénio, mapeados em tons de verde, vermelho e azul na popular paleta do Hubble. Imagens de campo mais amplo revelam que o contorno geral e mais simples de IC 1805 sugere o seu nome popular - a Nebulosa do Coração. IC 1805 está localizada a cerca de 7500 anos-luz de distância na direção da ostentosa constelação de Cassiopeia.
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