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Dia 22/10: 295.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1966, a União Soviética lança a Luna 12.
Em 1968, a Apollo 7 aterra com sucesso no Oceano Atlântico após orbitar a Terra 163 vezes.
Em 1975, a sonda soviética Venera 9 aterra em Vénus.

Em 1999, aproximação máxima pela Terra do asteróide 1989 VA (0,1993 UA).
Em 2008, a Índia lança a sua primeira missão lunar não-tripulada, a Chandrayaan-1.
Observações: Bem alta no céu a Nordeste durante estas noites está a famosa constelação de Cassiopeia. A sua forma de W está actualmente inclinada. Igualmente bem alto no céu a Este encontra-se o bem maior Quadrado de Pégaso, um dos outros sinais de Outono.
Dia 23/10: 296.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1885, é tirada a primeira fotografia de uma chuva de meteoros.
Em 1977, o Meteosat 1 torna-se no primeiro satélite a ser posto em órbita pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Observações: Lua Cheia, pelas 02:38.
Dia 24/10: 297.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1946, uma câmara a bordo do foguetão V-2 n.º 13 tira a primeira fotografia da Terra a partir do espaço.
Em 1998, lançamento da missão Deep Space 1.

Observações: À medida que anoitece, procure a estrela Fomalhaut, baixa a Sudeste. Alcança o seu ponto mais alto a Sul por volta das 22:15.
Dia 25/10: 298.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1999, observações terrestres de um vulcão em erupção em Io, uma lua de Júpiter.

Observações: Esta noite a Lua encontra-se mesmo para baixo do enxame das Plêiades (M45). |
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O quinto sistema estelar mais próximo do Sol (ou a sétima estrela), Sirius, é também a estrela mais brilhante do céu nocturno. Encontra-se a cerca de 8,6 anos-luz.
Para os Egípcios, o seu nascer helíaco marcava a subida do nível das águas do Rio Nilo e para os Gregos o começo dos dias de calor.
Esta simbologia está agora desfasada devido à precessão da Terra. |
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MEDIDA A GALÁXIA MAIS DISTANTE |
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Uma equipa de astrónomos europeus utilizou o VLT (Very Large Telescope) do ESO para medir a distância à galáxia mais distante conhecida até hoje. Ao analisar cuidadosamente a fraca luminosidade da galáxia, a equipa descobriu que está na realidade a observar esta galáxia quando o Universo tinha apenas 600 milhões de anos (o que corresponde a um desvio para o vermelho de 8,6). Estas são as primeiras observações confirmadas de uma galáxia cuja radiação está a dissipar o denso nevoeiro de hidrogénio que enchia o Universo primordial. Estes resultados aparecem no número desta semana da revista Nature.
"Utilizando o Very Large Telescope do ESO confirmámos que uma galáxia descoberta anteriormente com o Hubble é o objecto mais distante identificado até agora no Universo", diz Matt Lehnert (Observatório de Paris), autor principal do artigo que apresenta os resultados. "O poder do VLT e do espectrógrafo SINFONI permitiu-nos medir efectivamente a distância a esta galáxia muito ténue e descobrimos que, na realidade, estamos a observá-la quando o Universo tinha menos de 600 milhões de anos".
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A imagem é um HUDF (Hubble Ultra Deep Field) obtido pelo Hubble em 2009, que contém alguns candidatos robustos ao recorde de maior distância. A sua confirmação é um desafio enorme e pode apenas ser feita através de espectroscopia em grandes telescópios terrestres.
Crédito: NASA, ESA, G. Illingworth (UCO/Observatório Lick e Universidade da Califórnia em Santa Cruz) e Equipa HUDF09
(clique na imagem para descomplicar) |
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O estudo destas galáxias primordiais é extremamente difícil. Quando a sua luz, inicialmente brilhante, chega à Terra, já parecem muito ténues e pequenas. Além disso, esta radiação fraca chega-nos na região infravermelha do espectro electromagnético porque o seu comprimento de onda foi esticado devido à expansão do Universo - um efeito conhecido como desvio para o vermelho. Para tornar as coisas ainda mais complicadas, nos primeiros tempos do Universo, menos de um milhar de milhão de anos depois do Big Bang, o Universo não era completamente transparente, encontrando-se cheio de nevoeiro de hidrogénio que absorvia a intensa radiação ultravioleta emitida pelas galáxias jovens. Este período em que o nevoeiro ainda estava a ser dissipado pela radiação ultravioleta é conhecido como a Era da Reionização. Apesar destes desafios, o novo WFC3 (Wide Field Camera 3) do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA descobriu em 2009 vários objectos candidatos a galáxias brilhando na era da reionização. Confirmar as distâncias a tais objectos tão distantes e ténues constitui um enorme desafio e apenas pode ser conseguido com o uso de espectroscopia feita por telescópios terrestres muito grandes, ao medir o desvio para o vermelho da radiação da galáxia.
Matt Lehnert continua: "Depois do anúncio do Hubble sobre as galáxias candidatas, fizemos um pequeno cálculo e ficámos entusiasmados ao descobrir que o imenso poder colector do VLT, quando combinado com a sensibilidade do espectrógrafo infravermelho SINFONI e um tempo de exposição muito longo, poderia permitir-nos detectar o brilho ténue de uma destas galáxias distantes e assim medir a sua distância."
A equipa fez um pedido especial ao Director Geral do ESO, obteve tempo de observação no VLT e observou a galáxia candidata UDFy-38135539 durante 16 horas. Depois de dois meses de análises detalhadas dos dados e testes dos resultados, a equipa descobriu que tinha efectivamente detectado o brilho muito fraco vindo do hidrogénio a um desvio para o vermelho de 8,6, o que torna esta galáxia no objecto mais distante alguma vez confirmado por espectroscopia. Um desvio para o vermelho de 8,6 corresponde a uma galáxia vista apenas 600 milhões de anos depois do Big Bang.
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Com o VLT, os astrónomos mediram a distância da galáxia UDFy-38135539 e chegaram ao número de 13,1 mil milhões de anos-luz. Ou seja, estamos a ver o objecto quando o Universo tinha apenas 600 milhões de anos. Crédito: NASA, ESA, G. Illingworth (UCO/Observatório Lick e Universidade da Califórnia em Santa Cruz) e Equipa HUDF09 |
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A co-autora Nicole Nesvadba (Instituto de Astrofísica Espacial) comenta: "Medir o desvio para o vermelho da galáxia mais distante é bastante importante por si só, mas as implicações astrofísicas desta detecção são ainda mais importantes. Esta é a primeira vez que sabemos com toda a certeza que estamos a observar uma das galáxias que dissipou o nevoeiro que enchia o Universo primordial."
Um dos factos surpreendentes relativo a esta descoberta é que o brilho de UDFy-38135539 parece não ser suficientemente forte por si só para dissipar o nevoeiro de hidrogénio. "Devem existir outras galáxias, provavelmente menos brilhantes e de menor massa, companheiras da UDFy-38135539 que também ajudam a tornar transparente o espaço entre as galáxias. Sem esta ajuda adicional, a radiação da galáxia, por mais brilhante que fosse, ficaria presa no nevoeiro de hidrogénio circundante e não a teríamos observado", explica o co-autor Mark Swinbank (Universidade de Durham).
O co-autor Jean-Gabriel Cuby (Laboratório de Astrofísica de Marselha) afirma: "Estudar a era da reionização e da formação de galáxias é levar ao extremo as capacidades dos actuais telescópios e instrumentos, mas será apenas ciência de rotina quando o E-ELT (European Extremely Large Telescope) do ESO - que será o maior telescópio do mundo a trabalhar nas bandas do visível e infravermelho próximo - estiver operacional."
Links:
Notícias relacionadas:
ESO (comunicado de imprensa)
Artigo científico (formato PDF)
Nature (requer subscrição)
Science
SPACE.com
New Scientist
PHYSORG.com
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Universo:
Universo (Wikipedia)
Idade do Universo (Wikipedia)
Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)
Big Bang (Wikipedia)
Cronologia do Big Bang (Wikipedia)
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Telescópio Espacial Hubble:
Hubble, NASA
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NUVENS DE MAGALHÃES PODERÃO TER SIDO EXPULSAS POR UMA COLISÃO PASSADA EM ANDRÓMEDA |
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As Nuvens de Magalhães são peculiares. As suas velocidades relativas estão muito perto da velocidade de escape da Via Láctea, o que torna improvável um cenário de formação como parte do nosso sistema galáctico. Em adição, a direcção dos seus movimentos é quase perpendicular ao disco da Galáxia e sistemas, especialmente tão grandes como as Nuvens de Magalhães, deveriam mostrar uma maior orientação com o plano se tivessem sido formadas cá perto. Os seus conteúdos gasosos são também notavelmente diferentes dos de outras galáxias-satélite da Via Láctea. A combinação destas características sugere a alguns que as Nuvens de Magalhães não são nativas à Via Láctea, tendo por isso sido interceptadas.
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As Grande e Pequena Nuvens de Magalhães.
Crédito: ESO
(clique na imagem para ver versão maior) |
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Mas de onde vieram? Embora esta sugestão não seja nova, um artigo recente, aceite para publicação na revista Astrophysical Journal Letters, indica que podem ter sido capturadas após uma fusão passada na Galáxia de Andrómeda (M31).
Para analisar esta proposta, os investigadores, Y. Yang da Academia de Ciências da China, em Pequim, e F. Hammer da Universidade de Paris, fizeram simulações retrocedendo as posições das Nuvens de Magalhães. Embora tudo isto pareça muito simples, o processo não o é. Dado que as galáxias são grandes objectos, as suas formas tridimensionais e perfis de massa devem ser muito bem trabalhadas para estimar com veracidade os seus percursos. Mais: a Galáxia de Andrómeda está a mover-se e terá estado noutra posição da que é observada actualmente. Mas quando terá ocorrido esta expulsão galáctica? É uma questão importante, mas não é fácil de responder tendo em conta a dificuldade em observar os movimentos próprios de objectos tão longínquos.
Mas ainda não acabou. Há mais. Como sempre, há uma grande quantidade de massa que não pode ser observada! A presença e distribuição da matéria escura afecta seriamente a trajectória das galáxias expelidas. Felizmente, a nossa Galáxia parece estar numa fase bem quiescente e outros estudos sugeriram que os halos de matéria escura são maioritariamente esféricos a não ser que sejam perturbados. Além do mais, os distantes enxames galácticos como o superenxame de Virgem também poderiam afectar as suas trajectórias.
Estas incertezas pegam no que seria um simples problema e transformam-no num caso no qual os investigadores foram ao invés forçados a explorar o parâmetro espacial com muitas variáveis para verificar se os valores batiam certo. Ao fazê-lo, o par de astrónomos concluiu que "poderia ser este o caso, dentro de um conjunto razoável de parâmetros, tanto para a Via Láctea como para M31." Assim sendo, as Nuvens passaram 4-8 mil milhões de anos a viajar pelo espaço intergaláctico antes de serem capturadas pela nossa Galáxia.
Mas será que podem existir mais provas para suportar esta teoria? Os autores salientam que se Andrómeda tivesse passado por um evento de fusão àquela escala, provavelmente teria induzido grandes quantidades de formação estelar. Como tal, deveríamos ver um aumento do número de estrelas com esta idade. Os autores não afirmam se isto é ou não o caso. Mesmo assim, esta hipótese é interessante e lembra-nos quão dinâmico pode ser o nosso Universo.
Links:
Artigo científico :
Formato PDF
Nuvens de Magalhães:
Wikipedia
Via Láctea:
Núcleo de Astronomia do Centro Ciência Viva do Algarve
SEDS.org
Wikipedia
Galáxia de Andrómeda (M31):
SEDS.org
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