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Edição n.º 777
16/08 a 18/08/2011
 
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EFEMÉRIDES

Dia 16/08: 228.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 2000, depois de 18 meses de observações pelo Satélite Astronómico de Ondas Sub-milimétricas da NASA, ou SWAS, é anunciada a detecção de vapor de água no espaço interestelar.

"Podemos ver estes berçários estelares como gigantes fábricas químicas que produzem vapor de água a um ritmo tremendo. As grandes quantidades presentes nas regiões de formação estelar irão ajudar o gás interestelar a arrefecer, talvez eventualmente a despertar o nascimento de uma futura geração de estrelas." David Neufeld, professor de Física e Astronomia da Universidade John Hopkins.
Observações: Conjunção superior de Vénus, pelas 12:40.

Dia 17/08: 229.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1877 a lua de Marte, Phobos, é observada pela primeira vez por Asaph Hall no Observatório Naval dos EUA
Em 1966 era lançada a sonda Pioneer 7.
Em 1970 a sonda soviética Venera 7 é lançada a partir do cosmódromo Baikonur. Chega a Vénus em 15 de Dezembro de 1970. É a primeira nave a enviar dados para a Terra. A Venera 7 teve também uma sonda gémea, lançada a 22 de Agosto, mas que permaneceu em órbita da Terra.
Em 1980, depois de 1400 órbitas em torno de Marte, a sonda Viking 1 foi desligada. Lançada a 25 de Agosto de 1975, a missão Viking revelou, na altura, as melhores imagens do planeta. Uma das suas fotografias mais famosas é a "Cara em Marte". 
Em 1999 passava pela Terra (1,166 km) a sonda Cassini sobre o lado Este do Pacífico Sul.

Este é um de 4 voos rasantes planetários (Vénus, Vénus, Terra e Júpiter), para uma assistência gravitacional em ordem à sonda chegar a Saturno em 2004. Este voo rasante deu à Cassini um aumento de velocidade de 20,000 quilómetros por hora. As vozes contra a Cassini e o seu plutónio respiraram de alívio.
Observações: Conjunção inferior de Mercúrio, pelas 02:07.

Dia 18/08: 230.º dia do calendário gregoriano.
História: Em 1868 Norman Lockyer observa pela primeira vez hélio no espectro do Sol.  
Em 1985 era lançado o Suisei, a segunda missão japonesa a estudar o cometa Halley.

Detectou água cometária, monóxido de carbono e iões de dióxido de carbono
Observações: Antes do amanhecer de hoje e Sexta-feira, Marte, a Oeste, encontra-se a menos de 1,5º da estrela Epsilon Geminorum. Marte tem magnitude 1,4; Epsilon Geminorum tem magnitude 3,0. Os binóculos ajudam à medida que amanhece.

 
CURIOSIDADES


Se o Sol fosse do tamanho do ponto na letra "i", a estrela mais próxima estaria a cerca de 16 km de distância.

 
GRAFENOS POSSIVELMENTE DETECTADOS NO ESPAÇO

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA avistou a assinatura de flocos de carbono, denominado grafeno, no espaço. Se confirmada, será a primeira detecção cósmica deste material -- que está arranjada numa estrutura cristalina hexagonal e com a espessura de apenas um átomo.

O grafeno foi sintetizado pela primeira vez num laboratório em 2004, e as pesquisas subsequentes acerca das suas propriedades únicas foram premiadas com o Nobel em 2010. É tão forte quanto fino, e conduz electricidade tão bem quanto o cobre. Há quem pense que é o "material do futuro", com aplicações em computadores, ecrãs de aparelhos eléctricos, painéis solares, e mais.

O grafeno no espaço não resulta em computadores super-rápidos, mas os investigadores estão interessados em aprender mais sobre como é criado. Conhecer as reacções químicas que envolvem o carbono no espaço pode fornecer pistas sobre como a vida, rica em carbono, se desenvolveu cá na Terra.

Concepção de artista do grafeno, C60 e C70 superimpostas numa imagem da nebulosa planetária da Hélice.
Crédito: IAC/NASA/NOAO/ESA/STScI/NRAO
(clique na imagem para ver versão maior)
 

O Spitzer identificou sinais de grafeno em duas pequenas galáxias vizinhas, as Nuvens de Magalhães, especificamente no material expelido por estrelas moribundas, denominadas nebulosas planetárias. O telescópio infravermelho também avistou uma molécula relacionada, denominada C70, na mesma região - o que marca a primeira detecção deste químico fora da nossa Galáxia.

O C70 e o grafeno pertencem à família dos fulerenos, ou C60. Estas esferas de carbono contêm 60 átomos de carbono arranjados como uma bola de futebol, e o seu nome deriva da sua semelhança com as cúpulas arquitectónicas de Buckminister Fuller. As moléculas de C70 contêm 70 átomos de carbono e têm uma forma mais alongada, como uma bola de rugby.

Já se descobriram fulerenos em meteoritos, e recentemente conseguiu-se encapsular água neste fulerenos ao usar novas técnicas laboratoriais. Estes achados sugerem que os fulerenos podem ter ajudado a transportar materiais do espaço até à Terra há muito tempo atrás, possivelmente ajudando à formação de vida na Terra.

O Spitzer detectou C60 e C70 pela primeira vez no espaço em Julho de 2010. Mais tarde detectou C60 -- equivalente em massa a 15 Luas -- na Pequena Nuvem de Magalhães. Este último resultado demonstrou que, ao contrário do que se pensava, os fulerenos e outras moléculas complexas podem formar-se em ambientes ricos em hidrogénio.

De acordo com os astrónomos, o grafeno, o C60 e o C70 podem formar-se quando ondas de choque geradas por estrelas moribundas quebram grãos de carbono que contêm hidrogénio.

A equipa que conduziu a pesquisa do Spitzer é liderada por Domingo Aníbal García-Hernández do Instituto de Astrofísica das Canárias, Espanha. Os resultados foram publicados na revista Astrophysical Journal Letters. García-Hernández é também o autor principal do estudo que usou o Spitzer para detectar enormes quantidades de C60 na Pequena Nuvem de Magalhães.

Links:

Núcleo de Astronomia do CCVAlg:
27/07/2010 - Spitzer descobre fulerenos no espaço
29/10/2010 - Spitzer descobre que fulerenos são abundantes

Notícias relacionadas:
NASA (comunicado de imprensa)
NOAO (comunicado de imprensa)
The Astrophysicial Journal Letters (requer subscrição)
PHYSORG.com
SpaceRef

Telescópio Espacial Spitzer:
Página oficial 
NASA
Centro Espacial Spitzer 
Wikipedia

Grafeno:
Wikipedia

Fulereno:
Wikipedia

 
ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS - Shapley 1: uma Nebulosa Anular Planetária
(clique na imagem para ver versão maior)
Crédito: ESO
 
O que é que acontece quando uma estrela gasta o seu combustível nuclear? Para as estrelas com aproximadamente a massa do nosso Sol, o centro condensa numa anã branca enquanto as camadas atmosféricas exteriores são expelidas para o espaço e aparecem como uma nebulosa planetária. Esta nebulosa planetária em particular, na imagem acima e designada Shapley 1 em honra do famoso astrónomo Harlow Shapley, tem um estrutura anular bem aparente. Embora algumas destas nebulosas pareçam planetas no céu (daí o seu nome), na realidade rodeiam estrelas para lá do nosso Sistema Solar.
 

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